A sociedade medieval e a sociedade pós-renascentista

quinta-feira, 14 de julho de 2011
"Como os céticos, eu fiz a experiência da diaphonía das doutrina filosóficas; como eles, dei-me conta desse extraordinário e infindável processo pelo qual as filosofias umas às outras se desqualificam, com argumentações igualmente plausíveis e insoluvelmente conflitantes."  - 
Oswaldo Porchat Pereira  -  Rumo ao ceticismo

Para estabelecer o contraponto entre os dois tipos de sociedade, a medieval e a pós-renascentista, é necessário inicialmente apresentar as características de cada sociedade.
Comecemos pela sociedade medieval. Sob o aspecto econômico a sociedade medieval é baseada na exploração da terra; na atividade agrícola. As terras pertencem em sua maior parte à Igreja e à nobreza. A posse da terra se dá através da vassalagem, através da qual um nobre se torna vassalo do rei, recebendo certa extensão de terra em troca de apoio militar. Esta prática tem suas origens na sociedade germânica, na qual os chefes tribais recebiam lotes de terra de seus reis ou senhores, como contrapartida por apoio prestado em batalhas. Na sociedade medieval, a terra que o vassalo (nobre) recebia do suserano (um rei ou outro nobre mais poderoso) permanecia na posse da família por tempo indeterminado; não havia compra e venda de terra. A Igreja, por sua vez, também detinha a posse de grandes extensões de terra na Europa medieval. Alguns historiadores registram que em determinados períodos - principalmente a partir do início do século XI quando o celibato foi oficializado - a Igreja chegou a ser a maior proprietária de terras no continente. O que acontecia é que os nobres, ao entrarem na vida religiosa, não tinham descendentes a quem deixar suas propriedades e assim as entregavam à ordem religiosa na qual haviam ingressado.
Todo o sistema de produção medieval se baseava no trabalho do servo, o servo de gleba. Este representava a mais baixa classe na sociedade medieval, formada por camponeses que estavam ligados à propriedade onde viviam. Os servos pertenciam à propriedade agrícola assim como os celeiros, os moinhos e as outras benfeitorias. Nasciam, viviam e morriam na terra, na gleba - por isso o nome de "servo de gleba". Aos servos cabia plantar, cuidar dos animais e manter a infraestrutura da propriedade agrícola, geralmente sob a coordenação de um capataz – este também um servo – que respondia diretamente ao nobre ou ao seu pressuposto. De seu trabalho, o servo tinha direito a uma parte menor, já que o volume maior era entregue ao senhor, que utilizava os produtos para seu consumo ao longo do ano. Não havia comércio de produtos agrícolas (pelo menos não em volumes consideráveis) e todos os instrumentos utilizados na propriedade agrícola - ferramentas, utensílios domésticos, móveis – geralmente eram manufaturados pelos servos, que faziam às vezes de carpinteiros, marceneiros, ferreiros e artesãos. Mais tarde, no final da Idade Média, esta habilidade adquirida pelo servo, provavelmente transmitida de pai para filho, servirá para que se possa estabelecer como artesão nas cidades, longe do domínio do senhor feudal.
Outra característica da sociedade medieval era sua estrutura política. A maior parte da Europa medieval era dividida em propriedades de diversos tamanhos - principados, condados, ducados, etc., que pertenciam aos nobres e suas famílias. Estes, em suas terras, tinham uma autoridade quase que ilimitada; criavam suas próprias leis, taxas, impostos e outras obrigações. Tinham poder de polícia (executivo) e de juiz (judiciário), já que não havia uma organização social semelhante ao estado moderno. Os nobres respondiam a seus suseranos - que por sua vez eram também nobres ocupando um nível mais alto dentro da hierarquia da sociedade medieval - ou ao rei. Para com este o vassalo tinha basicamente uma e principal obrigação: apoio militar. Este um dos motivos pelos quais tantos nobres participaram (e morreram) nas Cruzadas; de cima a baixo a hierarquia pode ser convocada pela Igreja.
Esta estrutura econômica e social perdurou praticamente por mil anos no Velho Continente. Todavia, há que se levar em conta que a sociedade feudal não se estabeleceu em toda a Europa no mesmo período. Na França e na Itália, por exemplo, o feudalismo teve início logo após a queda do império romano no século V. Por outro lado, em vastas regiões da Germânia (grande parte da atual Alemanha), da Polônia e da Rússia, o feudalismo como estrutura político-econômica só se estabeleceu mais ou menos a partir do século X, sendo que algumas de suas estruturas sociais (o servo ligado à propriedade) só foram abolidas na segunda metade do século XIX.
No aspecto cultural as mudanças durante a Idade Média se dão com bastante vagar. O horizonte cultural era completamente dominado pela igreja católica - apesar das recorrentes heresias. A elite cultural pertencia quase inteiramente ao corpo eclesiástico, já que por longos períodos era a Igreja - através dos mosteiros - que manteve a cultura, copiando e comentando textos dos autores clássicos. Inserida na estrutura doutrinária da Igreja, estava toda a ideologia do catolicismo; sua cultura, ciência e filosofia; em suma toda a Weltanschauung (visão de mundo) cristã e católica. Depois da criação da Inquisição, no século XIII, a possibilidade de desenvolver uma crítica ao arcabouço religioso-filosófico-cultural elaborado e mantido pela hierarquia religiosa tornava-se mais difícil ainda. Tanto que até intelectuais pertencentes às ordens religiosas - como Roger Bacon (1214-1294) ou Meister (mestre) Eckart (1260-1327) - foram perseguidos e encarcerados pela repressão religiosa. Analisando a visão medieval da ciência, W.H. Werkmeister, em seu livro A Philosophy of Science, escreve:
No que concerne à ciência e à filosofia, a síntese medieval culminou no todo-abrangente sistema de Tomás de Aquino. O racionalismo escolástico foi aqui fundido ao misticismo cristão, e o conhecimento dos gregos foi soldado aos ensinamentos da Igreja, formando uma visão única do universo. Fins últimos eram vistos por trás de todo processo da natureza. Uma inteligência divina permeava o todo. E a vontade de Deus – mesmo incompreensível em detalhes – dava racionalidade e sentido a todas as coisas. O fato de que uma criatura de Deus pudesse existir à parte do curso da Providência, de que uma única pedra pudesse cair sem o conhecimento e o planejamento do Construtor do Céu e da Terra, era um pensamento intolerável.” [...] ”esta visão tomística do mundo era sublime em sua concepção. Foi pelo menos, como exaltado, comparável à melhor criação do gênio grego. Mas, infelizmente, era amarrada pelas falsas concepções das leis naturais feitas por Aristóteles e o esquema geocêntrico de Ptolomeu.” (Werkmeister, 1940, p. 3, tradução nossa).
O universo cultural medieval era estático. Explicado, justificado e mantido pela Igreja e pela nobreza, era bastante avesso às mudanças, inclusive as tecnológicas. Aliás, muitos equipamentos e máquinas desenvolvidos ainda na época do helenismo (século IV A.C.), utilizando-se do uso do vapor e de elaborados conceitos de mecânica, foram esquecidos durante parte da Antiguidade e todo o período medieval, sendo "redescobertos" (ou inventados novamente) no início da Revolução Industrial, no final do século XVIII.
No aspecto religioso a Idade Média sempre foi lembrada – muitas vezes de maneira pejorativa – por ter sido um período eminentemente religioso, dominado pelo catolicismo. Hoje, muitos historiadores colocam em dúvida esta suposta hegemonia da Igreja. Sobre isso, escreve Georges Minois:
Algumas dezenas de milhares de pessoas que vivem ao longo de anos fora do enquadramento religioso provam que é preciso seriamente rever a imagem de uma Idade Média unanimemente cristã e crente. Jean Delumeau demonstrou já amplamente a parte da lenda que se pretende com a expressão “Idade Média cristã”: esta religião cheia de superstições, magia, astrologia, restos de crenças pagãs, que tem realmente a ver com a “mensagem evangélica”?” (Minois, 1998, p. 117).
Estes são algumas características - econômicas, políticas, culturais e sociais - da sociedade medieval, principalmente em seu primeiro período, a Alta Idade Média (século V ao X). Toda a visão reducionista, procurando retratar os longos mil anos da Idade Média como um período no qual pouca coisa de interessante ocorreu é tendenciosa e limitante. A visão da Idade Média como "idade das trevas" é produto da ignorância de muitos autores do período iluminista, por oposição à Igreja. Outra simplificação é encarar o longo período medieval como uma coisa única, do começo ao fim. É necessário considerar que a partir do século XI diversas modificações sociais, econômicas, tecnológicas e culturais, provocaram uma lenta mudança, que acabaria resultando no Renascimento, com todas as suas características.
O novo modelo de sociedade que surge com o Renascimento ocorre a partir de fatores econômicos, sociais e culturais gestados já na Baixa Idade Média, a partir do século XI. Dentre os principais fatores que caracterizam esta mudança, estão:
- Inovações tecnológicas como o desenvolvimento de ferramentas, como a charrua, melhorias em carroças e carruagens, arreios para animais de carga, e a utilização de moinhos d'água (caso típico de "redescoberta", já que os moinhos eram conhecidos pelos romanos). Neste período também foi inventado o relógio mecânico, que mudou radicalmente a concepção do tempo;
- A volta do comércio entre as cidades e regiões, que estava praticamente estagnado durante toda a Alta Idade Média. O aumento das relações comerciais propiciou o crescimento das cidades, a construção de estradas e pontes. O aumento da população forçou as novas gerações – principalmente aquelas que ocupava o território onde hoje se localiza a Alemanha – a expandir a fronteira agrícola para o leste europeu, região antes pouco povoada. As trocas comerciais fazem com que surja uma nova figura: o burguês. Este é originariamente um comerciante, que vai acumulando cada vez mais capital diversificando seus negócios e seus investimentos. No séculos XI ao XIII a atividade comercial ainda era limitada pela Igreja. A usura (cobrança de juros) era proibida e a venda só poderia ter lucros limitados. A partir do século XIV, no entanto, a prática estava de tal maneira disseminada (caso das cidades italianas de Gênova, Veneza e Florença e a Liga Hanseática no norte da Europa) que foi sendo aos pouco tolerada por Roma. Com isso, muitos burgueses acabam tornando-se banqueiros, como ocorreu na Itália do século XIV e XV; outros tornam-se produtores de manufaturados, contratando centenas ou milhares de artesãos, estabelecidos em oficinas. 
- No aspecto político ocorre o gradual enfraquecimento do sistema feudal. Os camponeses fogem para as cidades, abandonando as terras às quais estavam ligados há gerações, para tornarem-se artesãos nas cidades. Muitos destes, respirando o ar da liberdade (“Stadtluft macht frei” – “O ar da cidade nos torna livres”, diz o antigo provérbio medieval alemão) tornam-se também comerciantes e empresários. A nobreza, por outro lado, sem ter quem produza para ela (tarefa desempenhada até há pouco pelo servo), perde poder econômico e político. O rei, passa a contar com o apoio político e financeiro da burguesia, conseguindo unificar seu reino – como ocorre com Portugal, Espanha, França e Inglaterra. A burguesia, em contrapartida, receberá todas as benesses do rei, deixando a nobreza em um segundo plano (foram os ricos burgueses e banqueiros, por exemplo, que financiaram as Grande Navegações).
- No aspecto cultural, inicia-se no século XIII um movimento chamado de humanismo. Este caracteriza-se por uma valorização do homem, da cultura clássica (grega e romana) e por uma visão otimista do universo – diferentemente da visão de mundo medieval, marcada por um fatalismo que colocava Deus como centro do mundo. O autor que, segundo a tradição cultural, escreveu pela primeira vez um texto com este novo enfoque da vida foi o italiano Francesco Petrarca (1304-1374), por isso considerado o "pai do humanismo".
- A religião católica sofre uma importante reviravolta teológica no século XIII. Até aquele período, a teologia era marcada pelo pensamento agostiniano, a patrística. Segundo Agostinho, o homem estava já predestinado à salvação ou à condenação, desde toda a eternidade (tese mais tarde retomada por Lutero e mais profundamente por Calvino e Jansenius). Até então a teologia tinha forte influência do pensamento platônico. A partir do final do século XI, começaram a aparecer na Europa as primeiras traduções dos textos de Aristóteles, feitas a partir do árabe. Em algumas décadas toda a elite intelectual européia - que eram em sua grande maioria teólogos - passou a ler e ser influenciada pela filosfia aristotélica. Fato clássico é o de Tomás de Aquino, cujos textos trazim forte influência do estagirita. Ao mesmo tempo a teologia deixou de ser fatalista e passou a valorizar as obras e o cuimprimento dos sacramentos, como instrumentos para a salvação da alma. A grande mudança no pensamento teológico, pois, foi o fato de que a salvação do homem não dependia mais da vontade de Deus, mas muito mais das ações e inciativas do ser humano. Muitos autores colocam este fato como sendo de grande influência em todo o pensamento da Baixa Idade Média. Ainda com relação a esta nova visão teológica, foi criado o conceito do Purgatório, que inexistia na teologia católica anterior e cuja elaboração e divulgação foi tão bem descrita no livro "Le Purgatoire" de Jacques Le Goff.
No campo social a Igreja também perde aos poucos sua hegemonia. Além de sofrer um constante ataque dos movimentos heréticos durante toda a Baixa Idade Média, como o dos cátaros, os irmãos do Livre Espírito, os valdenses e os hussistas, que já haviam colocado em cheque o domínio católico em vastas regiões por mais de uma vez. Nos séculos XIV e XV torna-se cada vez mais comum o surgimento de líderes, que por motivos políticos e religiosos – ou ambos – opõem-se ao domínio católico. Figuras como o inglês John Wycliff e o tcheco Johann Huss, foram queimados por sua oposição a Roma.
As mudanças tecnlógicas, econômicas, políticas, religiosas e culturais apresentadas acima não ocorreram, evidentemente, todos de uma vez; nem de maneira igual em todas as regiões e muito menos de forma sequente. Trata-se, como toda a história, de uma grande generalização; uma forma que - baseados o mais possível nos fatos - os historiadores encontraram para tornar o passado inteligível. A própria dialética hegeliana (ou do materialismo histórico) não explica muito bem este desenvolvimento histórico da sociedade medieval para a moderna. Na dialética aplicada à história fica difícil estabelecer, por exemplo, quando um fato social que tomamos por tese (o catolicismo patrístico, a cidade medieval típica ou a situação do camponês, por exemplo) deixa de ser tese e passa a ser antítese. Da mesma forma, quando a antítese (o artesão que era camponês e começa a ter atividades comerciais, por exemplo) deixa de ser antítese e passa a ser síntese (que por sua vez também poderia ser uma nova tese). Concluo que são grandes generalizações, destinadas a sistematizar e tornar mais compreensível - se bem que baseado em uma ideologia - a compreensão da história.
Resumindo, podemos estabelecer as seguintes diferenças (novamente generalizações necessárias à compreensão da história) entre a Idade Média - mais especificamente a Baixa Idade Média - e o período do pós-Renascimento. Para isso, nos utilizaremos novamente da divisão do período em setores (por exemplo, economia, política, cultura, etc.).
Sob o aspecto econômico (não o único condicionante, mas o mais importante) podemos contrapor a uma sociedade medieval com atividade econômica ainda limitada (feiras sazonais, poucos comerciantes, lucro visto como pecado) à sociedade pós-renascentista; esta já plenamente envolvida em navegações ultramarinas, comércio de especiarias e produtos agropecuários (açúcar e lã), produção de manufaturados, e um desenvolvido sistema financeiro.
Do ponto de vista político, existe de um lado (em um período anterior) uma sociedade medieval dominada pelos nobres feudais e pela Igreja, senhores absolutos de suas terras, sem um poder central capaz de proporcionar a união de condados, ducados, principados, papados, etc. Não existe uma centralização política, o que impede a formação de países com políticas unificadas. A sociedade pós-renascentista, por outro lado, já tem regimes completamente centralizados na figura de um rei, apoiado pelo poder econômico da burguesia comercial, legislando em benefício destes mesmos burgueses. Trata-se de reis absolutistas que governam por "direito divino". Unificados, os países do período pós-renascentista podem se dedicar ao comércio (ou rapina) internacional, às guerras contra outros países, etc.
Sob o aspecto cultural, a sociedade medieval tem uma visão estática do universo. Este é governado por Deus, cujas leis já foram explicitadas e explicadas pelo filósofo Aristóteles e pelo astrônomo Ptolomeu. Na natureza não ocorre nada, nem a queda de uma folha, que não seja por vontade de Deus; não há, pois, muito a investigar (esta muito mais a visão da Alta Idade Média, do que da Baixa, já influenciada pelo humanismo, pelo estudo das ciências e pela Letras Clássicas). Neste aspecto o período pós-Renascentista já havia plenamente incorporado os autores Clássicos (muitos deles traduzidos do árabe no final do período medieval), realiza experiências científicas (Copernico, Kepler, Galileu, Bacon), coloca as bases da moderna matemática e do pensamento filosófico (Descartes) e dá início a uma sociedade mundial - as Grandes Navegações abriram caminho para um comércio mundial já no século XVI segundo Fernand Braudel.
O panorama religioso do pós-Renascimento é completamente diferente do período medieval. Em meu texto “A religião e o riso” escrevo sobre o tema:
"Todos estes questionamentos terão, evidentemente, uma forte influência sobre a religião. Por um lado, surgem as igrejas protestantes, a igreja anglicana se separa de Roma e uma profusão de pequenas seitas de tendência protestante se espalha pela Europa. Por outro, cada igreja cristã tem a pretensão de ser a única detentora da verdade e classifica as concorrentes de heréticas. Na prática, as igrejas protestantes sobrevivem porque a católica já não tem mais a força para impor sua exclusividade. Com isso, dada a diversidade de correntes, sobra pouco para ser criticado no novo cristianismo. As opções a escolher eram tantas, desde as igrejas principais como a luterana, calvinista e anglicana, até os grupos menores, como os menonitas, anabatistas, seekers, quackers, etc. As perseguições religiosas que ocorriam, era muito mais o resultado da disputa entre as diversas igrejas, do que da ação contra dissidentes. Não havia heréticos; todos o eram. O novo dissidente não tem mais o perfil do cátaro, valdense ou bogomilo medieval, que partilhava muitas crenças com a religião oficial, o catolicismo. O novo crítico tem agora três caminhos a seguir: 1) aderir à outra igreja diferente da sua; 2) fundar uma nova igreja, opondo¬se a todas as outras; ou 3) assumir uma atitude de oposição a qualquer igreja, o que o tornava o crítico especialmente perigoso, porque passava a criticar o cristianismo; talvez até qualquer teísmo. Este dissidente tem muito pouco em comum com as igrejas cristãs, aproximando-se do panteísmo, de Bernardo Telesio (1508-1588), Giordano Bruno (1548-1600), Thomas Campanella (1568-1639) e Baruch de Spinoza (1632-1677) ou do epicurismo e atomismo, como Pierre Gassendi (1592-¬1655)." (Rose, 2009, p. 38).
Ficam assim apontados alguns contrapontos que existem entre a sociedade medieval - notadamente em seu período final na Baixa Idade Média e o período pós-Renascentista. Como já escrito, são apenas generalizações, elaboradas com base em literatura existente sobre o assunto.
Bibliografia:
BURNS, Edward McNall. História da civilização ocidental vol 1. Porto Alegre. Editora Globo: 1971, 581 p. 
MINOIS, George. História do ateísmo. Lisboa. Editorial Teorema: 1998, 741 p.
ROSE, Ricardo E. A religião e o riso. Disponível em acesso em 3/6/2011.
WERKMEISTER, W. H. A Philosophy of Science. New York. Harper & Brothers Publishers: 1940, 551 p.
(imagens: Mark Tobey)

1 comentários:

Igor CB disse...

muito obrigado, seu postme ajudou em um trabalho da escola.

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