Uma Viagem - Grupo Medusa

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Música brasileira


Grupo Medusa

Música: Uma Viagem (1981)

Álbum: Medusa 




https://www.youtube.com/watch?v=l277JObJwV4


Grupo Medusa foi uma banda de música instrumental brasileira que atuou no início da década de 1980 e cujo repertório se baseava na fusão entre o Jazz e a música brasileira. Ganhou notoriedade por reunir alguns dos melhores músicos do cenário instrumental brasileiro, como Heraldo do MonteOlmir Stocker e Amilson Godoy.

 

(Fonte: Wikipedia)

O que eles pensam

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

 

 Taxar dividendos, urgente!

“Por fim, é importante lembrar: nenhum país desenvolvido do mundo isenta dividendos. Todos tributam o lucro na empresa e novamente na distribuição aos acionistas. No OCDE, países que antes isentavam – como Grécia, México e Colômbia – já voltaram atrás. Hoje, além do Brasil, apenas a Estônia e Letônia mantêm essa isenção, mas esses pequenos países do Leste Europeu não devem servir de referência para nós.

Nosso país é dos mais desiguais do mundo e a concentração de renda pelo 0,1% mais rico aumentou significativamente no pós-pandemia. Além disso, estudos do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) mostram que os super-ricos pagam, em média, apenas 6,5% de sua renda em Imposto sobre Renda da Pessoa Física (IRPF) – justamente por conta da grande parcela de rendimentos isentos.”

 

Gedeão Locks, doutor em Economia pela Universidade de Paris e Sérgio Gobetti, doutor em Economia  pela UnB e pesquisador do Ipea em artigo Mitos e realidade sobre a tributação de dividendos, publicado em 27/08/2025 no jornal Folha de São Paulo

Ler


 Não perca tempo na vida! Leia! 

Essa não poderia faltar

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Santana

Oye Como Va (1970)

https://www.youtube.com/watch?v=J7ATTjg7tpE&list=RDJ7ATTjg7tpE&start_radio=1

Uma palavrinha...

(Fonte: Reinaldo Figueiredo/ Revista Piauí)

Frases de Meio Ambiente

terça-feira, 26 de agosto de 2025

 

“Um ‘Quem é Quem’ dos pesticidas é, portanto, uma preocupação para todos nós. Se vamos conviver tão intimamente com esses produtos químicos, comendo-os e bebendo-os, absorvendo-os até a medula dos nossos ossos, é melhor conhecermos um pouco sobre sua natureza e seu poder.”

 

Rachel Carson (1907-1964), bióloga marinha, escritora, cientista e ecologista estadunidense em Primavera Silenciosa

Jaguar (29/02/1932 - 24/08/2025)

segunda-feira, 25 de agosto de 2025


Jaguarpseudônimo de Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, (Rio de Janeiro29 de fevereiro de 1932 – Rio de Janeiro, 24 de agosto de 2025) foi um cartunista brasileiro. Ganhou notoriedade por ser um dos fundadores do periódico satírico alternativo O Pasquim, em 1969, junto com os jornalistas e cartunistas Ziraldo, Ivan Lessa, Sérgio Cabral, Henfil, Millôr Fernandes, Paulo Francis, Tarso de Castro, Luís Carlos Maciel, todos já falecidos.  

(Fonte: Wikipedia e edtor)



Frases de Jaguar:

Um grupo de pessoas com um certo QI esperou o AI-5 para abrir um jornal para falar mal do governo! Foi uma ideia brilhante! Deu tanto resultado que, seis meses depois, 80% da redação estava em cana.”  (Publicado no jornal O Estado de São Paulo) 

Minha maior contribuição à literatura brasileira é não escrever.” (Site Citações e frases famosas) 

A melhor coisa que existe na tevê é o botão de desligar.” (Site Citações e frases famosas)



A frase do dia


“Se é o nada que nos espera, façamos disso uma injustiça, lutemos contra o destino, mesmo sem esperança de vitória.”

 

Miguel de Unamuno (1864-1936), ensaísta, dramaturgo, filósofo e poeta espanhol, citado por Goodreads

O que eles pensam

domingo, 24 de agosto de 2025

 

“Já não somos um país verde e amarelo, apenas amarelo, com a camisa da seleção brasileira, bolsonarizada. Torcemos pelo time, mas não pela pátria.”


José de Souza Martins (1938-) sociólogo, professor aposentado da USP, membro da Academia Paulista de Letras em artigo “O brasileiro e a fabricação ideológica”, publicado no jornal Valor de 8/8/2025

Mario Navarro da Costa (1883-1931)


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site Guia das Artes abaixo:

https://www.guiadasartes.com.br/mario-navarro-da-costa/biografia

Leituras diárias

sábado, 23 de agosto de 2025

 

“Unicamente o presente é verdadeiro e real: ele é o tempo efetivamente realizado, e é exclusivamente nele que reside nossa existência. Por isso, deveríamos sempre considerá-lo digno de uma acolhida alegre e, assim, conscientemente desfrutá-lo como tal em todo momento suportável e livre de adversidades e dores imediatas, ou seja, não o obscurecer com expressões amuadas devido a esperanças fracassadas no passado ou inquietações quanto ao futuro. Pois é completamente insensato rechaçar um bom momento presente ou arruiná-lo intencionalmente por causa de decepções do passado ou inquietações com o porvir. É claro que se deve dedicar um certo tempo à preocupação, sim, até mesmo ao arrependimento; depois, porém, deve-se pensar o seguinte sobre o passado: Αλλα τα μεν προτετυχθαι εασομεν αχνυμενοι περ . Θυμον ενι στηθεσσι φιλον δαμασαντες αναγκῃ. [Impõe-se a nós dobrar o coração no peito. Dou fim à ira, não é algo aceitável sempre insistir na fúria] (HOMERO. Ilíada, XIX, 65, 66). E sobre o futuro: Ητοι ταυτα θεων εν γουνασι κειται. [Mas tudo jaz nos joelhos de imortais] (HOMERO . Ilíada , XVII , 514 ) . No entanto, sobre o presente: singulas dies singulas vitas puta [pensa que cada dia é, por si só, uma vida] (Sêneca) e torna esse tempo real e único o mais agradável possível. 

Os únicos males futuros que podem justificadamente nos inquietar são aqueles que são certos e cujo momento de ocorrência também é certo. No entanto, esses são muito poucos; pois os males são ou simplesmente possíveis, no máximo prováveis, ou são certos; mas seu momento de ocorrência é completamente incerto. Se nos deixarmos envolver por esses dois tipos, não teremos mais nenhum instante de sossego. Portanto, para não perdermos a tranquilidade de nossa vida devido a males incertos e indeterminados, precisamos nos acostumar a considerar os primeiros como se nunca fossem ocorrer, e os segundos como se certamente não fossem ocorrer em breve. Ora, quanto menos alguém é incomodado pelo temor, tanto mais é inquietado pelos desejos, cobiças e pretensões. O significado verdadeiro da canção tão popular de Goethe, ich hab’ mein’ Sach’ auf nichts gestellt [em nada depositei minhas esperanças] é que, só depois de se afastar das pretensões e retornar para a existência nua e crua, o ser humano toma parte da tranquilidade que constitui o fundamento da felicidade humana. 

Essa tranquilidade é necessária para considerar assimilável o presente e, desse modo, a vida inteira. Justamente com esse propósito, deveríamos sempre ter em mente que o dia de hoje vem só uma vez e nunca mais. Porém, supomos que retornará amanhã: mas amanhã é um novo dia que também só virá uma vez. Nós, contudo, esquecemos que cada dia é uma parte integrante e, por isso, insubstituível da vida, e o consideramos, antes, como contido nela, assim como os indivíduos estão contidos no conceito de conjunto. Também apreciaríamos e desfrutaríamos melhor o presente se, nos dias de bem-estar e saúde, sempre estivéssemos conscientes de como, nas enfermidades e aflições, a lembrança nos apresenta cada hora sem dor e sem privação como infinitamente digna de inveja, como um paraíso perdido, como um amigo negligenciado. No entanto, vivemos nossos belos dias sem percebê-los: só quando chegam os dias ruins é que desejamos aqueles de volta. Deixamos passar milhares de horas alegres e agradáveis, sem desfrutá-las e com rosto amuado, para depois, nos tempos sombrios, suspirarmos por elas em vão. Em vez disso, deveríamos reverenciar todo momento presente suportável, inclusive o mais corriqueiro, que, indiferentes, deixamos passar e que até mesmo, impacientes, apressamos. Deveríamos sempre ter em mente que, precisamente agora, esses momentos se precipitam naquela apoteose do passado, na qual, a partir de então, envoltos pelos raios de luz da perenidade, são conservados pela memória, para, especialmente nos momentos ruins, quando essa um dia abre a cortina, apresentarem-se como um objeto de nosso anseio mais íntimo.”

 

Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão em Sobre Como Lidar Consigo Mesmo

Música de vanguarda

sexta-feira, 22 de agosto de 2025


 Karlheinz Stockhausen


Karlheinz Stockhausen (1928-2007) foi um compositor alemão de música contemporânea. Foi colega de Pierre Boulez, Edgar VaréseIannis Xenakis. Críticos do seu trabalho apontam-no como "um dos grandes visionários do século XX no contexto da música pós-moderna". É conhecido, entre outras coisas, por um trabalho notório durante a génese da música electroacústica, para introduzir procedimentos estocásticos, ao nível do indeterminismo musical, após o seu cruzamento com o compositor da cena musical do fluxussurrealismo, e dadaísmo norte-americano Cage, mas sobretudo pelo seu envolvimento em composição serial e espacialização sonora. Considerado um dos maiores compositores do final do século XX, foi o responsável por trabalhos artísticos de grandiosidade indiscutível.

Stockhausen e sua música foram controversos e influentes. As obras Studier I e II (especialmente a segunda) tiveram uma grande influência no desenvolvimento da música eletrônica nas décadas de 1950 e 1960, particularmente nos trabalhos de Franco Evangelisti, Andrzej Dobrowolski e Włodzimierz Kotoński (Skowron 1981, 39). A influência de Kontra-Punkte, Zeitmasse e Gruppen pode ser observada no trabalho de diversos compositores, incluindo obras de Igor Stravinsky como Threni (1957-1958) e Movements para piano e orquestra (1958-1959). Músicos de jazz como Miles Davis (Bergstein 1992), Cecil TaylorCharles MingusHerbie HancockYusef Lateef (Feather 1964) e Anthony Braxton (Radano 1993, 110) citaram Stockhausen como uma influência, assim como artistas do rock como Frank Zappa, que reconhecem o compositor em seu álbum de estreia com o Mothers of Invention, Freak Out! (1966). Os Beatles incluíram uma imagem do compositor na capa de seu álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967. O maestro brasileiro Rogério Duprat foi seu aluno e pioneiro da música eletrônica no BrasilRichard Wright e Roger Waters do Pink Floyd também consideram Stockhausen como uma influência (Macon 1997, 141). Os fundadores da banda Kraftwerk estudaram com Stockhausen (Flur 2003, 228). Mesmo artistas mais atuais como a cantora BjörkThom Yorke e Trent Reznor também citam o compositor. Stockhausen escreveu 370 obras. 

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Discurso de Buda


“Quando isto existe, aquilo surge. Com o surgimento (uppada) disto, aquilo surge. Quando isto não existe, aquilo não surge. Com a cessação (nirodha) disto, aquilo cessa.”

 

Samyutta Nikaya,12.61 (Coleção de Discursos Agrupados de Buda - Escritura budista)

Financeirização e neoliberalismo

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

 (Fonte: Corecon-RJ)

Leia artigo do professor Dr. Miguel Bruno, pesquisador do Programa de Pós-Graduação da UERJ e Universidade Mackenzie do RJ,  Financeirização, Neoliberalismo e Captura do Estado: uma tríade antidesenvolvimento do Brasil.

Saiba a quem interessa a manutenção da atual economia conduzida pelo Brasil nos últimos trinta anos - com certeza não à maioria da população. 

Entenda a origem do neoliberalismo e da financeirização da economia mundial e brasileira. O artigo está no link do site Monitor Mercantil abaixo:

Ler!


(Fonte: Pinterest / Peregrina Cultural)

Não perca tempo na vida!  Leia! 

Frases de meio ambiente (algumas)

quarta-feira, 20 de agosto de 2025
(Fonte: O Globo)

“A produção de plástico dobrou nos últimos 20 anos, assim como a geração de lixo deste tipo. Apenas 9% do plástico descartado é reciclado globalmente.”


Artigo Fracasso no tratado de combate à poluição por plástico da ONU aponta incertezas para COP 30, publicado no jornal Folha de São Paulo em 16/08/2025

 

Nota:

No Brasil, segundo a Universidade de São Paulo (USP), apenas 1,3% do plástico passa pelo processo de reciclagem – há 20 anos eram 3%. 

Há pelo menos 30 anos, fala-se constantemente em todo o planeta na necessidade premente da reciclagem, especialmente de plásticos, através de campanhas, movimentos e publicações.

Apesar disso, o volume de plástico reciclado cresce muito vagarosamente ou até diminui, como no caso do Brasil.


Perguntas:

Existe um interesse efetivo em promover a reciclagem das embalagens plásticas?

A reciclagem do plástico – sua obrigatoriedade – interessa às indústrias petrolíferas, às de embalagens plásticas e às empresas que se utilizam desse tipo de embalagem?

Em suma, quis são os motivos pelos quais a reciclagem não avança?

Outras leituras

terça-feira, 19 de agosto de 2025

 

“Antes de 2015, o debate econômico brasileiro destacava o mercado de trabalho superaquecido e o crescimento dos salários acima da produtividade. Alguns economistas defendiam a necessidade de gerar desemprego na economia como variável de ajuste. Um deles dizia, sem meias palavras: ‘a saída é frear a economia . É demitir mesmo’. Havia a ideia de que o desemprego seria bom para ‘equilibrar’ a economia e que a redução da inflação de preços e salários era necessária para o aumento do investimento e do crescimento. 

Isso é ilustrado na atrapalhada chamada da reportagem da GloboNews que virou alvo de memes e piadas: ‘Recessão e desemprego derrubam inflação e devolvem poder de compra aos brasileiros’. Na campanha das eleições presidenciais de 2014, Armínio Fraga, principal economista de Aécio Neves, afirmou que os salários tinham crescido demais e que deveriam guardar relação com a produtividade. Esse discurso apontava que o aumento dos salários acima da produtividade teria reduzido as taxas de lucro e desestimulado o investimento, o que teria contribuído para a crise. Haveria, portanto, um dilema de curto prazo entre crescimento e as políticas distributivas. De forma sutil, mas direta, coloca-se em primeiro plano o crescimento e, em segundo, a distribuição de renda, e pressupõe-se que o primeiro plano conduzirá a uma melhoria espontânea do segundo. 

Visto de outra maneira, reedita-se a velha ladainha do bolo: é preciso primeiro fazer crescer para depois dividir. Esse discurso apresenta dois problemas centrais: primeiro, a produtividade é um indicador muito importante, mas é uma variável de resultado, um termômetro ou sintoma do que acontece na economia (e, por isso, depende da expansão dos investimentos, capacidade ociosa, mudanças tecnológicas, estrutura produtiva, etc.), e não uma causa. O segundo problema é que, nessa leitura, os salários são vistos exclusivamente pelo lado da oferta, como custos de produção, e não como variável de demanda, com capacidade de criar mercados, induzir investimentos e ampliar a oferta. Ao combinar essas duas críticas, tem-se que os aumentos reais de salários podem gerar aumentos da produtividade. Ou seja, diante da expansão do mercado interno provocada pelo aumento do poder de compra dos assalariados, as firmas aproveitam economias de escala e se tornam mais produtivas, o que resulta em crescimento com distribuição de renda.”

 

“O ajuste de 2015 não satisfez por completo os interesses econômicos do neoliberalismo brasileiro. Não bastou reduzir gastos sociais; eram necessárias reformas para rever a obrigatoriedade desses gastos e modificar seus pisos constitucionais. Não foi suficiente frear a economia e gerar desemprego; era necessária uma reforma trabalhista para enfraquecer sindicatos e reduzir o poder de barganha dos trabalhadores. Não bastou recuar no uso das estatais e dos bancos públicos como instrumentos de desenvolvimento; era necessário avançar nas privatizações. Em suma, havia uma agenda econômica que Dilma e o PT não estavam dispostos a adotar – e o sentido econômico do golpe de 2016 era justamente implementá-la.”

 

Pedro Rossi, professor livre-docente do Instituto de Economia da Unicamp e pesquisador do Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica (CECON), em Brasil em disputa: Uma nova história econômica do Brasil

Concentração de renda cresce no Brasil

(Fonte: Gazeta do Povo)

Mais, mais, sempre mais. Apesar de ocuparmos a segunda maior concentração de renda em todo o mundo, o país continua - e até aumenta - a acumulação de riqueza nas mãos de poucos.

Governos se sucedem e esta vergonha, que a muitos parece natural e normal, continua. Quando isto vai mudar? Milhões de brasileiros nascem e já sabem, ou intuem, que poucas ou nenhuma chance terão de levar uma vida decente. 

A classe média se assusta com a 'onda de criminalidade', com a 'corrupção'. Mas os milionários fingem que está tudo bem e continuam embolsando seus estratosféricos lucros.  

Veja matéria "Como 0,1% dos super-ricos do Brasil acumulou mais renda que 80 milhões de pessoas" no link do ICL Notícias abaixo: 

Parasitas

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

(Fonte: Facebook/Humor inteligente)

Leituras diárias


 

“A razão crítica, materialista, cética e erudita que caracteriza o movimento intelectual dos pensadores libertinos franceses do século XVII, em suma, se realiza como um esforço tenaz para deixar para trás, para até mesmo denunciar, a esfera do sagrado, excluindo-o do campo da filosofia, da história, da ação e dos modos de vida dos homens. Portanto, o reconhecimento da naturalidade da razão, a crítica e a denúncia da credulidade, da superstição e do fanatismo, determinarão alguns dos temas recorrentes deste movimento: a análise racionalista, em termos de causalidade natural, profecias e milagres; a consideração "científica" de possessões e bruxaria; a crítica radical do antropocentrismo e do antropomorfismo que determinam a ética e a moral cristãs — uma crítica que desencadeará um debate virulento, principalmente sobre a imortalidade da alma e a inteligência dos animais. A ruptura radical libertina com a concepção teológica e teleológica do cristianismo pode levar a um certo deísmo, mas também a um ateísmo materialista, ou a um ceticismo radical capaz de confrontar qualquer edifício dogmático que lhe seja proposto.”

 

Pedro Lomba, filósofo espanhol contemporâneo em Antología de textos libertinos franceses del siglo XVII

Essa não poderia faltar

domingo, 17 de agosto de 2025


Porcupine Tree

Prodigal (2002)

https://www.youtube.com/watch?v=PMQyuw04twQ&list=PLiN-7mukU_RGHlQjP6zKAWPadGKgcqJ96&index=7 

Quinta coluna

sábado, 16 de agosto de 2025

(Fonte: Panorama Real/Elvis Braga)

Dia do Filósofo

“A lei e a ordem são sempre e em toda parte a lei e a ordem que protegem a hierarquia estabelecida.”


Herbert Marcuse (1898-1979) filósofo marxista alemão-estadunidense 

O vôo da mosca - Quatro a Zero

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

 Música brasileira


Quatro a Zero

Álbum: Choro Elétrico (2008)

Música: O vôo da mosca 




https://www.youtube.com/watch?v=YZBE-p3w7tY


O Quatro Zero, formado por Daniel Muller (piano), Danilo Penteado (baixo),Eduardo Lobo (guitarra) e Lucas Casacio (bateria), faz uma música singular. Se notabilizou por trazer, ao choro, uma perspectiva renovada, conciliando a ousadia na expansão de suas fronteiras a um conhecimento profundo de suas particularidades.

Amadurecido após uma trajetória de 15 anos, o quarteto se permite, no presente, reorientar-se: o domínio da linguagem do choro não é mais o norte a ser alcançado; é, agora, o centro de onde parte uma nova busca em direção a uma identidade brasileira, criativa e contemporânea, fortemente baseada na improvisação, leve mas explosiva, complexa mas expressiva. Nesse caminho, ganha destaque o trabalho autoral, ao lado da exploração de novas possibilidades de repertório. o grupo lançou até aqui 4 cds (o mais recente, em 2016, como solista junto à orquestra sinfônica municipal de Campinas) e apresentou-se em todo o país e também no exterior.

 

(Fonte: Grupo Quatro a Zero e Youtube)

E a privatização da Sabesp?

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

(Fonte: SnposBa)

Há cerca de uma ano a companhia de saneamento do estado de São Paulo, a Sabesp, maior empresa nesta área em todo o país, foi privatizada.

Em artigo publicado recentemente, o jornal online Outras Palavras relata aspectos da atual situação da empresa. Um alerta para todos os "entusiastas" da ideia da privatização de empresas públicas. Veja a matéria abaixo:

A frase do dia

“Somos biorrobôs que copiam genes, vivendo aqui em um planeta solitário, em um universo físico frio e vazio.” 


Thomas Ligotti (1953-) escritor e pensador estadunidense em A Conspiração Contra a Raça Humana (2010) 

Mestre Chen

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

(Fonte: AA -American Affairs)
 

O ensinamento de mestre Chen

 

Mestre Lei Chen estava reunido com alguns de seus discípulos debaixo de um grande pinheiro, em frente ao palácio do governo. Entre os novatos circulava a notícia de que os guardas do governador, o conde Zhao, haviam capturado um bandido, que há anos assaltava viajantes nas estradas da região, nos arredores da aldeia de Tien.

- Mestre, pergunta um jovem aluno, o roubo é algo tão ruim assim?

- Sim e não, disse mestre Chen. Os camponeses pobres colhem clandestinamente frutas nas terras dos nobres, porque quase nada têm para comer. Vocês acham isso um mal tão grande assim? O que lhes parece pior, o camponês que foge com um cesto de pêssegos ou o nobre que confisca grande parte do arroz colhido no outono, pelos aldeões da aldeia de Tien? Quem está tirando mais do outro?

- Mas como saber onde está o limite entre o pequeno e o grande furto? - pergunta outro discípulo mais velho.

- Estes são tempos estranhos, meu caro Gang Li, diz o mestre. Kung Fu Tsu (Confúcio), nosso grande professor, também viveu em época conturbada como a nossa. Hoje, como naquela época, os poderosos tiram do pobre, espoliam o Estado e poucas vezes são punidos - quando o são. O castigo, se acontece, é brando, porque quase todos os nobres e senhores de terras agem da mesma maneira, praticando os mesmos atos vis. Nenhum deles ousa acusar o outro. ‘Comeram todos da mesma panela’, como diz o ditado do povo da região de Guangxi.

- E o salteador das estradas de Tien, o que acontecerá com ele mestre? – pergunta outro ouvinte.

- Como eu disse, prezado Yong Wu, vivemos tempos inquietos. A justiça não impera mais, como ocorria nos antigos Tempos de Ouro, antes de mestre Kung. Os poderosos não são punidos e o povo é penalizado com o máximo rigor. O bandido capturado, mesmo sendo um ladrãozinho de estradas, sem ter praticado crimes graves, certamente será torturado pelos guardas e depois decapitado nos fundos do palácio do conde Zhao.

- Será sempre assim mestre, isso nunca mudará?

- Talvez sim, quando um dia o povo reunido em multidões, descobrir que tem muito mais força do que algumas dúzias de nobres opressores que vivem à custa do povo, disse mestre Cheng.

 

Fim

 

(Qualquer semelhança com a atualidade é mera coincidência)

 

Ricardo E. Rose

A Nova Rota da Seda

terça-feira, 12 de agosto de 2025

 (Fonte: Prana Comércio Exterior)

A Nova Rota da Seda terá uma importância crescente no comércio internacional. Refletindo a pujança econômica da China, a Nova Rota da Seda constitui grande oportunidade para um maior desenvolvimento da economia brasileira. Veja detalhes no texto abaixo:

Frases de Meio Ambiente

“Viva cada estação à medida que ela passa; respire o ar, beba a bebida, experimente a fruta e resigne-se à influência da terra.”

 

Henry David Thoreau (1817-1862), naturalista, escritor, poeta e ensaísta estadunidense em Walden ou a Vida na Floresta

A frase do dia

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

“A verdade que torna os homens livres é, em grande parte, a verdade que os homens preferem não ouvir.”

 

Zygmunt Bauman (1925-2017) sociólogo e filósofo polonês-britânico em Modernidade Líquida

Márcia Falcão (1985-)


Conheça mais sobre a vida e obra da artista no site Fortes D'Aloia & Gabriel abaixo:

https://fdag.com.br/artistas/marcia-falcao/biografia/

Lêdo Ivo e Moby Dick

domingo, 10 de agosto de 2025

 

“Mas que história é esta contada por Melville (Herman Melville, escritor estadunidense do século XIX, autor de Moby Dick)? A de uma mera baleia nos mares do Sul? Ou essa baleia não existe? Ou ela representa o Mal que, dentro de uma visão maniqueísta da vida, perdurará até o fim dos tempos, ao lado do Bem, e portanto jamais poderá ser extirpado? ‘Viu a Moby Dick?’, pergunta o capitão Ahab, sempre que o Pequod cruza outro barco. Uns a viram, outros nem sequer acreditam na sua existência. Um capitão inglês exibe-lhe um braço artificial, de marfim, já que, como o próprio Ahab, foi vítima do Leviatã dos Mares. Quando, no encontro final com a Baleia Branca, o imediato Starbuck suplica ao capitão que desista de sua perseguição insensata ou demoníaca, e que já durava quarenta anos, ele recusa. Daria dez vezes a volta ao globo terrestre para matar a baleia, apesar da versão ou opinião de que ainda não se forjara o arpão capaz de atingi-la. Explica o imediato: ‘Ahab será sempre Ahab, o homem. Todo este ato foi imutavelmente decretado. Tu e eu o ensaiamos um bilhão de anos antes que este oceano rolasse. Louco! Sou o lugar-tenente do Destino; cumpro ordens.’ Travada a luta entre o capitão e a baleia, esta, afinal ferida, faz o navio soçobrar. Um falcão do mar some-se nas águas com o navio, ‘o qual, como Satã, não quis afundar no inferno sem arrastar com ele uma parte viva do céu, que lhe servisse de escudo.’ Finda a catástrofe, ‘a grande muralha do mar continuou rolando como rolava cinco séculos antes’.”

 

Lêdo Ivo (1924-2012), poeta, ensaísta, novelista e jornalista brasileiro em Moby Dick de Herman Melville, publicado em As Obras-Primas que Poucos Leram, organizado por Heloisa Seixas

Outras leituras

sábado, 9 de agosto de 2025

 

“A filosofia é o conhecimento do que é. Pensar e conhecer as coisas e os seres como são – eis a lei suprema, a mais elevada tarefa da filosofia. O que é, pois, tal como é – portanto, o verdadeiro na sua verdadeira expressão, parece superficial; o que é, expresso tal como não é – portanto, o verdadeiro expresso sem verdade e de modo inverso, parece ser profundo. A veracidade, a simplicidade, a exatidão são as características formais da filosofia real. O ser, com que a filosofia começa, não se pode separar da consciência nem a consciência se pode separar do ser. Assim como a realidade da sensação é a qualidade e, inversamente, a sensação é a realidade da qualidade, assim também o ser é a realidade da consciência, mas, inversamente, a consciência é a realidade do ser – só a consciência é o ser efetivamente real. A unidade real de espírito e natureza é tão-só a consciência. 

Todas as determinações, formas, categorias, ou como se quiser chamá-las, que a filosofia especulativa eliminou do Absoluto e rejeitou para o âmbito do finito, do empírico, contêm justamente a essência verdadeira do finito, o verdadeiro infinito, os verdadeiros e últimos mistérios da filosofia. O espaço e o tempo são as formas de existência de todo o ser. Só a existência no espaço e no tempo é existência. A negação do espaço e do tempo é sempre apenas a negação dos seus limites, não do seu ser. Uma sensação intemporal, uma vontade intemporal, um pensamento intemporal, um ser intemporal são quimeras.” 

 

“O teísmo baseia-se no conflito entre a cabeça e o coração; o panteísmo é a supressão desta cisão na cisão – pois torna imanente o ser divino apenas como transcendente –; o antropoteísmo é a supressão da cisão sem cisão. O antropoteísmo é o coração elevado a entendimento; exprime na cabeça apenas de maneira racional o que o coração diz a seu modo. A religião é apenas afecção, sentimento, coração, amor, isto é, a negação e dissolução de Deus no homem. Por conseguinte, a nova filosofia, enquanto negação da teologia, que nega a verdade da paixão religiosa, é a posição da religião. O antropoteísmo é a religião autoconsciente – a religião que a si mesma se compreende. A teologia, pelo contrário, nega a religião sob a aparência de a pôr.” 

 

“Quem não abandonar a filosofia hegeliana, não abandona a teologia. A doutrina hegeliana de que a natureza é a realidade posta pela Ideia é apenas a expressão racional da doutrina teológica, segundo a qual a natureza é criada por Deus, o ser material por um Ser imaterial, isto é, um ser abstrato. No final da Lógica, leva mesmo a Ideia absoluta a uma ‘decisão’ nebulosa para documentar, por sua própria mão, a sua extração do céu teológico. A filosofia hegeliana é o último lugar de refúgio, o último suporte racional da teologia. Assim como outrora os teólogos católicos se tornaram efetivamente aristotélicos, para poderem combater o protestantismo, assim também agora devem, por direito, os filósofos protestantes tornar-se hegelianos para poderem combater o ‘ateísmo’.”  


“A nova filosofia é a negação tanto do racionalismo como do misticismo, tanto do panteísmo como do personalismo, tanto do ateísmo como do teísmo; é a unidade de todas estas verdades antitéticas enquanto verdade absolutamente independente e pura. A nova filosofia já se expressou quer negativa quer positivamente como filosofia da religião.”

 

Ludwig Andreas Feuerbach (1804-1872), filósofo alemão em Teses Provisórias para a Reforma da Filosofia