Leia e faça download da publicação "Agricultura sustentável" da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo:
(Fonte da imagem: Aracruz)
http://arquivo.ambiente.sp.gov.br/cea/2014/11/13-agricultura-sustentavel1.pdf
(Online desde 21 de maio de 2010 - Editor: Ricardo Ernesto Rose)
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As melhores bandas de rock de todos os tempos
Van der Graaf Generator
Album: H to He Who am the only one (1970)
Música: Lost
Van der Graaf Generator é
uma banda britânica seminal de rock
progressivo formada em 1967.
O nome da banda foi
inspirado no equipamento elétrico Gerador de Van de Graaff, projetado para
produzir energia estática. Supõe-se que o erro de ortografia no nome – tem um
"r" a mais e um "f" a menos – tenha sido acidental.
O grupo formou-se em 1967 enquanto seus
integrantes estudavam na Universidade de Manchester.
O trio era composto por Peter Hammill (vocais, guitarra),
Nick Pearne (órgão) e Chris Judge (bateria e instrumentos de sopro).
Eles conseguiram um contrato com uma gravadora, lançando apenas um compacto
("The People You Were Going To") antes de se separarem no final
de 1969.
Já então Pearn havia sido substituído por Hugh Banton.
No final de 69 um novo
Van der Graaf Generator foi formado durante a gravação de um álbum que
originalmente pretendia ser um lançamento solo de Hammill, The Aerosol
Grey Machine.
Algumas mudanças de formação
(e no estilo do som do grupo) estabilizariam o Van der Graaf, que viajou em
turnê intensa no começo dos anos 70.
Em 1972 dificuldades
financeiras minaram a carreira do grupo e Hammil seguiu carreira solo, apesar
de seus antigos companheiros continuarem contribuindo com ele.
O Van der Graaf Generator
foi uma banda ímpar, pois trouxe avanços inigualáveis de sons e textos.
Embora o Van der Graaf tenha
sido palco de atuação de ótimos músicos, em termos práticos, sua carreira foi
centrada na genialidade do líder Peter Hammill. Além de excelente e sensível
cantor, capaz de conduzir a voz por caminhos jamais vistos em qualquer corrente
musical, Peter é também um exímio poeta e escritor.
(Fonte do texto Wikipedia)
“As
ideias tiranizam aquele que tem poucas.”
Nicolás
Gómez Dávila (1913-1994) nasceu em Bogotá, na Colômbia, em uma família tradicional
colombiana, dona de indústrias têxteis. Educado em Paris, Gómez Dávila passou
quase dois anos em casa, curando-se de uma pneumonia que o acometeu. Durante
este tempo teve aulas em casa com professores particulares, e desenvolveu o
gosto pela leitura, principalmente pela literatura clássica grega e latina. Mais
tarde, nos anos 1930 voltou à Colômbia, de onde saiu apenas mais uma vez em
1948, para visitar alguns países da Europa junto com a esposa.
Gómez
Dávila nunca frequentou uma universidade, mas, como autoditada, adquiriu vasta
cultura. Tanto, que em 1948 foi um dos fundadores da Universidade de Los Andes,
em Bogotá. Em 1958 foi convidado para se tornar o conselheiro do presidente da
República, oferta que ele recusou, assim como em 1974 viria a declinar do
convite de se tornar o embaixador em Londres. Com relação à política de seu
país, Gómez Dávila sempre manteve uma posição de distanciamento, nunca tendo se
colocado a favor de correntes de direita ou de esquerda. Talvez, em
consequência disso, também manteve uma posição cética e crítica em
relação às ideologias do liberalismo, da democracia e do socialismo, tendo sido
sempre um conservador, “um autêntico reacionário”, como dizia.
Durante
toda sua vida, Gómez Dávila era pouco conhecido em seu próprio país e
desconhecido no exterior. Na maturidade, passava a maior parte do tempo na biblioteca que tinha em sua casa em Bogotá, a qual reunia cerca de 40 mil
exemplares, tratando sobre os mais variados temas. Literatura clássica,
estética, história, política, filosofia, antropologia, ética, estudos
literários, economia; eram os principais assuntos de seu livros.
Leitor
insaciável, Gómez Dávila lia e falava alemão, inglês, italiano, polonês, francês,
conhecia o latim e grego antigo, além de, já velho, ter aprendido o russo, para
poder apreciar os autores russos no original.
Homem
de pouca vida social, visitava regularmente a fábrica da família e almoçava com
alguns amigos no Jockey Club. Em sua casa, organizava todas as quartas-feiras
um jantar, convidando os amigos mais chegados para discussões sobre cultura e,
principalmente, literatura. Apesar de alguns dos convidados serem políticos e
membros do governo – além dos intelectuais – a política era assunto proibido
nestas tertúlias.
Quanto
ao pensamento, Gómez Dávila insere-se na tradição de pensadores como Blaise
Pascal (1623-1662), Baltasar Gracián (1601-1658), La Bruyère (1645-1696),
François La Rochefoucauld (1613-1680), Friedrich Nietzsche (1844-1900) e Emil
Cioran (1911-1995); todos críticos e dotados de uma visão pessimista sobre o
ser humano. Na Colômbia, no final de sua vida, ao se tornar conhecido nos meios
intelectuais, obteve a alcunha de “Nietzsche colombiano”. Suas maiores
influências foram, no entanto, como admitiu em um de seus escritos: “Meus
patronos: Montaigne e Burckhardt”, ou seja, “o mestre do ceticismo e o da
história”, como escreveu o filósofo Franco Volpi (1952-2009) em um texto sobre
Gómez Dávila.
Gómez
Dávila foi, apesar de tudo, um seguidor do catolicismo – chamava a si mesmo de
“pagão que acreditava no Cristo”. Foi contra o Concílio Vaticano II (1962-1965)
e criticou as alterações introduzidas pela igreja católica na liturgia,
abandonando o uso do latim. Seu catolicismo, segundo ele próprio dizia, foi
muito influenciado por Santo Agostinho e escreveu que “O ser humano é um ser
religioso. Para conhecer o homem, é preciso conhecer sua relação com Deus.”
Os
trabalhos do pensador permaneceram desconhecidos durante a maior parte de sua
vida. Seu primeiro volume de notas e aforismos, Notas I, foi publicado por seu irmão em 1954, com tiragem de 100
volumes, distribuído entre amigos. Em 1959 Gómez Dávila publicou mais um
pequeno livro de ensaios; “uma colcha de retalhos reacionária”, como ele
classificou a obra, formada por textos que estabeleciam sua antropologia
filosófica e filosofia da história, numa linguagem cheia de referências
literárias e metáforas.
Nunca
realizou esforços para divulgar suas obras. Apenas nos anos 1980, com a
tradução de suas obras para o alemão, francês, italiano e polonês o pensador
começou a chamar a atenção de escritores e filósofos como Robert Spaemann
(1927-2018), Martin Mosebach (1951), Boto Strauß (1944), Heiner Müller
(1909-1995) e Francisco Volpi (1952-2009), entre outros.
Principais obras publicadas:
Notas
I, Bogotá (1954);
Escolios
a um texto implícito, Bogotá (1979);
Nuenos
escolios a um texto implícito, Bogotá (1986);
Sucessivos
escolios a um texto implícito, Bogotá (1992);
Escolios
a un texto implícito. Seleccion, Bogotá, 2001;
Obras
e textos do autor encontram-se traduzidas para o francês, polonês, italiano e
alemão. Não há obras de Goméz Dávila em português.
Aforismos:
A
verdadeira profissão é indiferente frente ao fracasso e ao sucesso.
Ao aprendermos
a nos admirar, curamo-nos dos maus costumes da mediocridade.
Quando
todos querem ser alguma coisa, só é decente não ser nada.
Triste
como uma biografia.
Tudo
que tem uma moderada dose de absurdidade, nos reconcilia com a vida.
Sobre
a qualidade de uma época, nos informa sua arte, não os seus discursos.
Tudo
precisa justificar sua existência, exceto a obra de arte.
A
decadência de uma literatura tem início quando seus leitores não sabem
escrever.
Para
a mentalidade moderna a tragédia não é mais horrível: ela é imoral.
O
término da leitura de qualquer livro é sempre um grande ato.
Jornalismo
significa escrever exclusivamente para os outros.
A
originalidade de um livro não deveria ocupar aquele que o escreve, mas aquele
que o lê.
Os
três inimigos da literatura são: o jornalismo, a sociologia e a ética.
Todo
fato é sempre menos interessante do que seu relato.
O
legítimo proprietário de uma ideia é aquele que lhe dá a forma perfeita.
Só
os heróis de romances medianos resolvem seus (próprios) problemas.
Os
livros mais inteligentes dizem o mesmo que os mais estúpidos, mas têm autores
diferentes.
Saber
ler é a última coisa que aprendemos.
Em
um século na qual as mídias públicas divulgam ilimitadas estupidezes, a pessoa
culta não é identificada pelo seu conhecimento, mas pelo seu desconhecimento.
O
povo hoje em dia só se sente livre, quando é autorizado a nada respeitar.
O
homem moderno destrói mais quando constrói, do que quando destrói.
Atualmente
não existe classe alta num povo; somente plebe pobre e plebe rica.
Há
épocas nas quais somente a massa parece ter um futuro.
A
máquina moderna está cada dia mais complexa; a pessoa moderna a cada dia mais
elementar.
A
vulgaridade não é um produto popular; mas subproduto da prosperidade burguesa.
A
cultura aproxima-se do seu fim, quando a agricultura deixa de ser uma forma de
vida para se tornar indústria.
O
inferno é o lugar no qual o ser humano encontra todos os seus projetos
concretizados.
De
que as “civilizações são mortais”, é o maior consolo daquele que vive
atualmente.
Toda
a civilização é um diálogo com a morte.
Civilizada
é a época que não utiliza sua inteligência para tarefas profissionais.
Uma
alma educada é aquela que só se interessa por verdades inúteis.
Indivíduos
civilizados não são os produtos de uma civilização, mas sua causa.
A
cultura vive quando é passatempo; e morre quando é profissão.
Ser
civilizado quer dizer poder criticar aquilo no que se acredita, sem deixar de
continuar acreditando.
Cultivada
é a pessoa para a qual nada é sem interesse e quase tudo sem importância.
Uma
nação civilizada só pode autorizar ser regida por céticos.
As
mais importantes atividades do espírito sempre parecem parasitários ao idiota.
O grau civilizatório de uma sociedade só pode ser medido pela quantidade de parasitas
que tolera.
As
consequências de suas ações são tão imprevisíveis, de forma que o ser humano se
torna um simples espectador da história que faz.
As
ideias de esquerda geram as revoluções; as revoluções geram as ideias da
direita.
As
revoluções não são as locomotivas, mas o descarrilamento da história.
O
indivíduo acredita no “sentido da história”, quando o futuro previsível parece
atender às suas paixões.
Chamamos
“origens” os limites de nosso conhecimento.
Primeiro
toda descoberta liberta, depois escraviza.
Técnica
é o uso da ciência por iletrados.
No
especialista coexistem as mais refinadas ideias sobre fragmentos do universo,
com os mais triviais clichês sobre este universo.
Existe
um analfabetismo da alma, que nenhum diploma cura.
É
suficiente que se sistematize o absurdo, para que se torne opinião de muitos.
Com
relação aos milhares de problemas vulgares, o inteligente não significa ter
opiniões inteligentes, mas não ter nenhuma.
Queremos
que tudo possa ser provado: para se chegar à verdade, sem precisar ser
inteligente.
Os
inimigos do mito não são amigos da realidade, mas da banalidade.
Vulgaridade
intelectual é a essência daqueles que só são aptos às verdades de seu tempo.
O
intelectual não sabe nada; está atualizado sobre tudo.
Filosofar
não significa resolver problemas, mas vivê-los em um determinado nível.
Sem
filosofia as ciências não sabem o que sabem.
A
filosofia não resolve nenhum problema científico, a ciência, por sua vez,
também não resolve um único problema filosófico.
A
descrença não é o pecado, é o castigo.
Os
deuses são moradores do campo, que acompanham as pessoas só até os portões da
cidade.
Uma
fé profunda, só a tem o cético orando.
O
cristianismo não é uma doutrina para a classe média. Nem para uma classe média
econômica ou para uma classe média intelectual. Consequentemente (o
cristianismo) não tem futuro.
O
cristianismo nunca ensinou que a história teria um objetivo. Mas um fim.
O
castigo daquele que se procura, é de que se encontre.
Uma
“sociedade ideal” seria o cemitério da grandeza humana.
Quem
não acredita em mitos, acredita em mentiras.
Nada
toca mais o burguês, do que o revolucionário de um país estranho.
A
liberdade é o metal, do qual são fundidas as grades.
As
pessoas tornaram-se maduras, quando param de acreditar de que a política
resolve seus problemas.
A
sociedade do futuro: escravidão sem senhores.
No
decorrer dos séculos, sempre as mesmas vozes dialogam.
Uma
massa homogênea não exige a liberdade. A sociedade estruturada de maneira
hierárquica não é apenas a única na qual o ser humano pode ser livre, mas
também a única, na qual existe pressão para ser livre.
Tudo
é trivial, quando o universo não está inserido em uma aventura metafísica.
Quem
ocupa seu entendimento somente em atuar no mundo, transforma-se em um mecanismo
guiado pelo instinto.
Pensar
como os nossos contemporâneos, é a receita para o bem estar e a estupidez.
O
político precisa convencer o povo de que todos os problemas são “sociais”, para
que ele possa escraviza-los.
A
rebelião contra Deus é insana, mas não insensata. Em vista de um universo sem
sentimento, a resignação e a rebelião são igualmente bobas.
O
ser humano se arrasta através de decepções, ao se apoiar em pequenos e banais
sucessos.
A nossa
vida influenciam exclusivamente as pequenas verdades, as diminutas iluminações.
Nos
tempos atuais, a personalidade é a soma daquilo que impressiona os estúpidos.
O
tom professoral não é próprio do que conhece, mas do que duvida.
O
genuíno ato filosófico consiste em achar em cada solução um problema.
Fontes
consultadas:
Michael
Klonovsky (org.). Nicolás Gómez Dávila. Es genügt dass die Schönheit unseren
Überdruss streift... Aphorismen (É suficiente que a beleza
acabe com nosso cansaço). Stuttgart: Philipp Reclam jun.GmbH & Co. KG,
2007. 168 p.
Nicolás
Gómez Dávila. Das Leben ist die Guillotine der Wahrheiten (A
vida é a guilhotina das verdades). Frankfurt am Main: Eichborn Verlag. 2006.
319 p.
Nicolás
Gómez Dávila. Notas, Unzeitgemässe Gedanken (Notas, Pensamentos
atemporais). Berlim: Matthes & Seitz Berlin Verlagsgesellschaft mbH. 2006.
442 p.
Nicolás
Gómez Dávila. Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicol%C3%A1s_G%C3%B3mez_D%C3%A1vila>.
Acesso em 16/02/2021
Nicolás
Gómez Dávila. Disponível em <https://en.wikipedia.org/wiki/Nicol%C3%A1s_G%C3%B3mez_D%C3%A1vila.>
Acesso em 16/02/2021
(Pesquisa, tradução e
redação de Ricardo Ernesto Rose)
As melhores bandas de rock de todos os tempos
Mahavishnu Orchestra
Album: Birds of Fire (1972)
Música: Hope
Banda
criada em 1970 por John McLaughlin (guitarra), e composta em
sua primeira formação por McLaughlin, Billy Cobham (bateria), Rick Laird (baixo), Jerry Goodman (violinos
elétrico e acústico) e Jan Hammer (piano elétrico,
sintetizadores). Essa formação gravou três discos: In the inner mounting flame (1971), Birds of Fire (1972)
e Between
Nothingness and Eternity, registro do concerto de despedida da banda
no Central Park de New York em
1973.
No
ano seguinte, McLaughlin decidiu experimentar um som mais orquestral e
gravou Apocalypse, com a LSO. A formação da Mahavishnu contava então com Narada Michael Walden (bateria,
piano, vocais) Ralphe Armstrong(baixo
fretless), Jean-Luc Ponty (violinos elétrico e
acústico), Gayle Moran (piano e
vocais principais), além de um trio de cordas formado por Steven Kindler (violino), Carol Shieve (viola)
e Phillip Hirsch (cello).
Além de Apocalypse, gravam Visions of
the Emerald Beyond e desfazem a formação.
Em
1976, McLaughlin, já próximo das sonoridades religiosas hindus, decide fazer uma
volta à Mahavishnu "elétrica", convocando Ralphe Armstrong, Narada Michael Walden e
o tecladista Stu Goldberg para
gravar Inner Worlds, um disco
de jazz-rock bastante
eletrificado e com boa experimentação eletrônica. Após a participação da banda
no Festival de Ealing (Inglaterra),
no entanto, McLaughlin arquiva a Mahavishnu.
Em
1984, após um longo namoro com o jazz europeu e sonoridades acústicas, John
McLaughlin reinventa a Mahavishnu Orchestra, com as
participações de Mitchell Forman (teclados), Billy Cobham (bateria), Bill Evans (saxofone)
e o menino prodígio Jonas Hellborg (baixo).
Gravaram dois discos: Mahavishnu (84)
e Adventures in Radioland.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Leia o dossiê "Novas Energias" da revista Comciência:
Melhores bandas de rock de todos os tempos
Gentle Giant
Album: Acquiring the taste (1971)
Música: Pantagruel's nativity
Gentle
Giant foi uma das grandes bandas de rock progressivo da década de
1970. Apesar de não conseguir o mesmo reconhecimento de bandas
contemporâneas, alcançou certo prestígio de crítica e de público, sendo o
suficiente para angariar legiões de fãs espalhadas pelo mundo. A banda foi
formada pelos três irmãos Shulman (Phil, Derek e Ray), todos ex-integrantes da
banda britânica pop/soul/psicodélica Simon Dupree and the Big Sound,
formada em 1966. No início, tocaram por toda a Inglaterra durante
quatro anos, sendo bem recebidos pelas rádios e televisão.
Lançaram
um álbum com
um compacto no top 5 da parada britânica, mas
sem deixar uma impressão indelével na cena musical britânica. Pelo final de
1969, os Shulmans terminaram a Simon Dupree e lançaram seus olhares sobre o
crescente fascínio do meio musical por uma música mais criativa, inteligente e
complexa que viria a ser chamada de rock progressivo. No DVD Giant on the Box,
o grupo tem o seu estilo definido como Baroque & Roll.
No
início de 1970, eles formaram o Gentle Giant junto com Martin Smith, Kerry Minnear e Gary Green.
O novo grupo começou a fazer um som mais aventureiro, desafiante e distinto de
tudo o que se conhecia em termos de música.
Características marcantes do grupo incluíam vocais múltiplos e
dessincronizados, pouco comuns em sua época (vide outras em Atributos musicais). Compara-se a inovação do
Gentle Giant para o rock progressivo com a que os Beatles representaram
para o rock na
década anterior.
Tinham
como influências musicais rock, jazz, música clássica, avant-garde, blues, folk e música medieval inglesa.
(Fonte do texto: Wikipedia)
O
setor da cultura no Brasil passa por uma grande crise. Desde o governo Dilma,
pressionado pela desaceleração da economia, o Ministério da Cultura vinha
diminuindo o custeio de atividades e projetos na área cultural. Temer, em seu mandato
tampão, apenas deu sequência à contenção destes recursos, o que aprofundou mais
ainda a crise.
No
governo Bolsonaro, o desmonte foi bem maior. A começar pelo fato de que o
Ministério da Cultura deixou de existir, tornando-se uma secretaria – subordinada,
depois de idas e vindas, ao Ministério do Turismo. Sujeita a pressões de
diversos tipos, a Secretaria da Cultura teve, até o momento (fevereiro de 2021),
cinco secretários contando o atual, o ator Mario Frias.
Subordinada
inicialmente ao Ministério da Cidadania, a Secretaria Especial de Cultura teve
como primeiro secretário o jornalista gaúcho Henrique Pires, que pediu
demissão, após ficar nove meses no cargo. Pires foi substituído por Ricardo
Braga, um profissional do ramo das finanças, pouco ligado à cultura. Dois meses
após assumir, Braga deixou o posto. Logo em seguida, o presidente Bolsonaro
transferiu a Secretaria da Cultura para a alçada do Ministério do Turismo,
então comandado pelo deputado Marcelo Álvaro Antônio.
Nesta nova situação, assumiu o comando da secretaria o diretor de teatro Roberto Alvim, que teve uma permanência curta no cargo. Foi exonerado após fazer um discurso com referências ao nazismo e ao seu chefe de propaganda, Joseph Goebbels (1897-1945). Após a saída de Alvim, o governo convidou para a posição a ex-atriz Regina Duarte, que se tornaria a quarta secretária da pasta, num período de pouco mais de um ano de governo. A secretária deixou o cargo passados dois meses, dando declarações que minimizavam a pandemia de Covid e o período da ditadura militar. Em 23 de junho de 2020, toma posse o quinto e atual secretário, o ex-ator global Mario Frias.
Ao
longo desta tumultuada sucessão de secretários entre 2019 e 2020, alguns dos
quais sem qualquer experiência em posições de comando no ramo da cultura, houve
bastante tempo para que se perpetrasse uma verdadeira destruição na área da
cultura. Além da redução ou eliminação de incentivos para exposições culturais de todo o tipo e
festivais de cinema, redução do teto de captação de incentivos da Lei Rouanet,
a Secretaria de Cultura também promoveu cortes em diversas áreas em 2020;
Funarte (Fundação Nacional de Artes): corte de R$ 13,5 milhão de reais; Biblioteca
Nacional: R$ 11,7 milhões; Ibam (Instituto Brasileiro de Museus): R$ 10,4 milhões.
No cômputo geral, houve uma redução no volume de recursos para a pasta: de R$
11,6 bilhões em 2020, para R$ 2,5 bilhões em 2021 – cerca de 78%.
Há
que se considerar que o país vive uma grande crise econômica, aprofundada por
causa da sindemia do Covid-19. Mesmo assim, no entanto, sabe-se que o governo
Bolsonaro não é um incentivador da cultura – por motivos ideológicos,
ressentimento anti-intelectual e influência religiosa – e tampouco da educação.
Neste ano de 2021 a verba prevista para a Educação seria menor do que a do
Ministério da Defesa. Frente aos protestos de políticos e de entidades da
sociedade civil, o governo decidiu recuar, aumentando os recursos destinados à
pasta da Educação. Nas universidade e institutos federais, porém, o corte para
2021 será de R$ 1,4 bilhão.
Nos
próprios centros urbanos mais abastados, as capitais, por exemplo, o incentivo
à cultura limita-se às regiões centrais e aos bairros de maior poder
aquisitivo. Na periferia são poucos os aparelhos culturais, onde os moradores
possam ter acesso, praticar ou produzir cultura. A cultura dita popular,
desenvolve-se graças às iniciativas de grupos organizados, muitos dos quais não
recebem qualquer apoio do Estado.
A
cultura, seu estudo, sua prática e sua criação, constitui a base sobre a qual
se apoia a identidade de uma sociedade, de um povo. Por isso, é imperativo que tais
atividades relacionadas à cultura sejam incentivadas e divulgadas através de
políticas públicas.
(Imagens: pinturas dos irmãos Le Nain)
Melhores bandas de rock de todos os tempos
King Crimson
Album: Lizard (1970)
Música: Cirkus
https://www.youtube.com/watch?v=gpZslOr3ZRo&list=PLjPIe5KlzbfXi97Bk84Itwu0kvN2AAn8n
"O King Crimson é um grupo musical inglês formado pelo guitarrista Robert Fripp e pelo baterista Michael Giles em 1968. O estilo musical da banda é categorizado como rock progressivo, sua sonoridade carrega vários estilos, como jazz, música erudita, new wave, heavy metal, folk e música eletrônica. Formado no final da década de 60, o grupo foi pioneiro no surgimento e desenvolvimento da primeira fase do rock progressivo, um gênero que evoluiu a partir do rock psicodélico e que misturava consigo elementos de outros gêneros musicais como o jazz e música erudita.
O nome King Crimson (Rei Carmesim,
ou Rei Escarlate)
foi ideia do letrista Peter
Sinfield como sinônimo de Belzebu,
príncipe dos demônios. De acordo com Fripp, Belzebu é um anglicismo da frase
árabe B'il Sabab, que significa "homem que ambiciona", mas significa literalmente
"com uma causa".
Uma parte considerável da história do King Crimson consiste nas várias mudanças
que foram ocorrendo na banda ao longo dos anos, sendo Robert Fripp o único
elemento permanente do grupo, embora ele diga que não se considera o líder, e
que para ele o King Crimson é “uma forma de fazer coisas”, e a consistência
musical que tem persistido ao longo da história da banda, apesar da rotação dos
seus membros, demonstra bem este ponto de vista.
Apesar de ser considerada uma banda de rock
progressivo seminal (um gênero caracterizado por longas seções
instrumentais e estruturas musicais complexas), muitas vezes se distanciaram do
gênero, influenciando várias outras gerações de bandas de rock progressivo,
psicodélico e também músicos alternativos de metal, hardcore e experimental/noise."
(Fonte do texto: Wikipedia)