Detentor de vários prêmios literários, Manoel de Barros é autor de livros como Memórias Inventadas I, II e III, O Livro das Ignorãças, Livro sobre Nada, entre outros.
A entrevista está no link abaixo:
Nihil sub sole novum. (Eclesiastes 1:10)
Detentor de vários prêmios literários, Manoel de Barros é autor de livros como Memórias Inventadas I, II e III, O Livro das Ignorãças, Livro sobre Nada, entre outros.
A entrevista está no link abaixo:
“A
aparentemente fundamental indagação filosófica: ‘Quanto de nossa ciência é mera
contribuição da linguagem e quanto é um reflexo genuíno da realidade?’ talvez
seja uma falsa pergunta, que surge, ela própria, inteiramente de certo tipo
particular de linguagem. Certamente, nos colocaremos em uma situação difícil se
tentarmos responder à pergunta porque, para isso, temos de falar sobre o mundo
tanto quanto sobre a linguagem, e, para falar sobre o mundo, já temos de impor
ao mundo algum esquema conceitual peculiar à nossa própria linguagem
específica.
Apesar
disso, não devemos cair a conclusão fatalista de que estamos condenados ao
esquema conceitual em que fomos educados. Nós podemos muda-lo pouco a pouco,
peça por peça, embora, nesse meio tempo, não haja nada para nos levar em frente
a não ser o próprio esquema conceitual em evolução. A tarefa do filósofo foi
corretamente comparada por Neurath à de um marinheiro que tem de reconstruir
seu navio em alto mar.”
Willard Van Orman Quine (1908-2000), filósofo e professor
estadunidense em De Um Ponto de Vista
Lógico
Mudanças
climáticas, crise climática, emergência climática... Fenômeno que até há pouco era
classificado por muitos como “alarmismo climático” ou “narrativa política da
esquerda”, parece estar afetando o mundo – inclusive os negacionistas de todas
as tendências – mais rapidamente do que até a ciência esperava.
Incêndios
florestais na Europa e Estados Unidos, chuvas torrenciais na Ásia e secas na
África, passaram de acontecimentos excepcionais para ocorrências constantes em
poucas décadas. O mesmo vale para a Região Sul e parte do Sudeste do Brasil,
onde além das fortíssimas chuvas, os ciclones bomba e os tornados são os fenômenos
climáticos bem recentes.
A
crise climática, dizem os cientistas, está apenas em seu início. Depois do
aquecimento da atmosfera – e principalmente dos oceanos – causada pelas
atividades humanas, decorrerão décadas ou séculos, segundo alguns, para que o
sistema volte ao seu estado de equilíbrio pré-revolução industrial, quando,
segundo a ciência, as emissões de gases de efeito estufa de origem antrópica começaram
efetivamente a aumentar.
Enquanto
isso, o quadro do “paciente Terra” (e de seus passageiros humanos) deve piorar.
Períodos de secas em certas regiões, excesso de chuva e enchentes em outras,
calor e frio excessivos, além de todos os efeitos destes fenômenos nas
atividades humanas – os exemplos de todas as partes do planeta nos são apresentados
diariamente e devem aumentar exponencialmente.
E os
governos o que fazem? Além de atuações pontuais para problemas específicos e
urgentes, muito pouco. Basta ver os pífios resultados de todas as COPs –
Conferências sobre o Clima, realizadas pela ONU – das quais a última foi realizada
em novembro de 2025 em Belém, no Brasil. Ninguém quer assumir compromissos
definitivos, principalmente os maiores causadores do aquecimento global; os
países ricos e industrializados e suas grandes empresas.
Mesmo
tendo sido o organizador do evento, são poucas as ações do governo brasileiro
no combate aos efeitos das mudanças do clima. Houve, efetivamente, uma redução
do desmatamento na Amazônia (mas não no Cerrado) e cresceu o uso de energias renováveis
no matriz energética, além de ações pontuais no âmbito da eficiência energética.
Mas
o que está sendo feito no enfrentamento de enchentes, destruição da infraestrutura,
inundação de bairros, falta frequente e demorada de energia elétrica em grande
parte das cidades, interrupção dos sistemas de transportes e das atividades
econômicas – agricultura, indústria e comércio?
Ao
que parece, bem pouco. Na maior parte dos médios e pequenos municípios brasileiros
faltam verbas para medidas de combate aos efeitos das mudanças climáticas e, principalmente,
do recente fenômeno El Niño. No caso deste último, os recursos já deveriam
estar disponíveis e providências já deveriam ter sido tomadas há meses, quando
a ameaça já estava anunciada. Algo foi feito?
Manter,
capacitar e equipar unidades da Defesa Civil, implantar obras para enfrentar
enchentes – como manutenção e organização de abrigos, construção de bueiros e
canais, desassoreamento de rios, contenção de encostas, realocamento de
populações de áreas de enchentes, contenção de marés, entre outras, são
providências que extrapolam os orçamentos anuais da maioria dos municípios
brasileiros. Isso sem falar na necessidade de obras de reurbanização e
ampliação da infraestrutura viária e de saneamento em muitas cidades, com o
aumento das tempestades.
A resposta a estas necessidades é a de sempre: faltam verbas e gestão. O Estado,
em todos os níveis – federal, estadual e municipal – já não consegue arcar
devidamente com os compromissos regulares previstos em orçamento (Educação, Saúde,
Segurança, etc.), quanto mais atender demandas emergenciais, como no caso do
fenômeno El Niño e da emergência climática.
Tome-se
como exemplo áreas ambientalmente muito mais prementes do que a das mudanças
climáticas, nas quais as políticas governamentais também não avançaram. Faltaram
verbas gestão e, principalmente, vontade política para a implantação da
Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada em 2010 com o objetivo de
fomentar a reciclagem de materiais e a eliminação dos lixões. Segundo matéria do
Jornal Valor de 27/02/26, ainda persiste o descarte irregular de resíduos
em nove de cada dez municípios do país e estima-se que 41% do lixo urbano são descartados
irregularmente. A cidade de São Paulo, segundo artigo recente do Jornal da USP, recicla menos de 3% de
seu lixo – e isto 15 anos após a implantação da PNRS. No setor do saneamento básico
a situação também é preocupante. Dados (2024) do Painel Saneamento Brasil informam que 15,9% da população brasileira
não têm acesso à água potável; 43,3% não têm coleta de esgoto e 51,8% não têm
esgoto tratado. Apenas dois exemplos das duas áreas mais importantes da
política ambiental urbana: a gestão de resíduos e o saneamento básico.
Pelo
andar da carruagem, não é possível antever mudanças significativas no lento
ritmo de avanço dos temas ambientais no Brasil. Os futuros governos federais,
estaduais ou municipais – seja de que orientação política forem – sempre se
haverão com dificuldades de recursos, interferência de interesses políticos e
pressão dos grupos privados defendendo suas prioridades.
Ricardo
E. Rose, 07/08/26
(Imagens: humoristas do cinema estadunidense dos anos 1920 e 1930)
(Darwin
no Rio de Janeiro)
“Enquanto
permaneci nessa propriedade, fiquei tão próximo que pude testemunhar uma das
atrocidades que só poderiam acontecer em um país escravocrata. Devido a um
desentendimento, o proprietário estava disposto a tirar todas as mulheres e
filhos dos negros e vendê-los, separadamente, em um leilão no Rio. Lucros, e
não qualquer sentimento de compaixão, evitaram
que ele perpetrasse tal ato. De fato, eu não acredito que a desumanidade de
separar trinta famílias, que haviam vivido juntas por muitos anos, sequer tenha
passado pela cabeça do fazendeiro. Eu poderia dar minha palavra de que, em bons
sentimentos e humanidade, ele estava acima dos seus pares. Mas é preciso dizer
que não existe limite para a cegueira do lucro e dos hábitos egoístas.”
Charles Darwin (1809-1882), naturalista, geólogo e
biólogo inglês conhecido por sua contribuição à teoria da evolução através de
sua obra seminal A Origem das Espécies.
Esta citação consta de seu livro A viagem
a bordo do HMS Beagle pela América do Sul
Música brasileira
Vitor Garbelotto (composição de Radamés Gnattali)
Álbum: Vitor Garbelotto - Radamés Gnattali Integral para Violão Solo (2010)Vitor
Garbelotto nasceu em Crisciuma (SC) em 1981. Iniciou os
estudos musicais ainda na infância de forma autodidata, influenciado pelo irmão
mais velho que tocava violão. Cursou bacharelado em música popular na Unicamp
(Universidade de Campinas), onde teve como professor de violão Ulisses Rocha –
o que mudaria a vida de Vitor Garbelotto para sempre.
Ao
ouvir Yamandu Costa solar a Brasilianas 13,
de Radamés Gnattali, se apaixonou
pela obra do compositor. Começou então um trabalho de pesquisa com partituras,
livros e contatos musicais por meio dos festivais de violão voltados à obra de
quem considerava o mestre.
Radamés
Gnattali (Porto Alegre, 27 de janeiro de 1906 — Rio de Janeiro, 13 de
fevereiro de 1988) foi um arranjador, compositor e pianista brasileiro.
(Fonte dos textos: Site Violão Brasileiro e Wikipedia)
“A felicidade sempre parece pequena enquanto a seguramos nas mãos. Mas deixe-a ir e você perceberá imediatamente o quão grande e preciosa ela é.”
Maxim Gorky (1868-1936), escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo em Os Abismos e Outras Peças, citado por Goodreads
“Essa constante da economia capitalista que é a baixa tendencial do valor de uso desenvolve uma nova forma de privação dentro da sobrevivência ampliada. Esta não se torna liberada da antiga penúria, pois exige a participação da grande maioria dos homens, como trabalhadores assalariados, na busca infinita de seu esforço; todos sabem que devem submeter-se a ela ou morrer. É a realidade dessa chantagem: o uso sob sua forma mais pobre (comer, morar) já não existe a não ser aprisionado na riqueza ilusória da sobrevivência ampliada, que é a base real de aceitação da ilusão geral no consumo das mercadorias modernas. O consumidor real torna-se consumidor de ilusões. A mercadoria é essa ilusão efetivamente real, e o espetáculo é sua manifestação geral.”
“A
ideologia é a base de pensamento de uma sociedade de classes, no curso
conflitante da história. Os fatos ideológicos nunca foram simples quimeras, mas
a consciência deformada das realidades, e, como tais, fatores reais que exercem
uma real ação deformante; tanto mais que a materialização
da ideologia provocada pelo êxito concreto da produção econômica autonomizada,
na forma do espetáculo, praticamente confunde com a realidade social uma
ideologia que conseguiu recortar todo o real de acordo com seu modelo.”
Guy Debord (1931-1994), filósofo marxista, crítico social e cineasta francês em A Sociedade do Espetáculo – Comentários sobre a Sociedade do Espetáculo (1967).
Apesar de programas sociais, apenas uma reduzida parte das crianças nascidas de famílias pobres consegue escapar da pobreza na vida adulta.
Dados do Atlas da Mobilidade Social, desenvolvido pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS) mostram que a pobreza no Brasil para muitos acaba se eternizando.
Veja estes e outros dados no artigo abaixo, publicado no jornal eletrônico Brazil Journal em 31/07/2026:
https://braziljournal.com/o-de-baixo-sobe-e-o-de-cima-desce-nao-no-brasil/
Veja abaixo entrevista do escritor dada para a atriz e apresentadora Bruna Lombardi, para o programa Gente de Expressão:
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (28), durante
evento no Rio de Janeiro, ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da
Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, e do ministro da Saúde, Alexandre
Padilha, e do governador interido do Rio, desembargador Ricardo Couto, que o
Sistema Único de Saúde (SUS) passa por uma "revolução" e pediu que a
organização divulgue internacionalmente o modelo brasileiro de atendimento
público.
Em
um discurso em um pátio do Hospital Federal do Andaraí, na Zona Norte do Rio,
Lula disse que gostaria que Tedros mostrasse que é possível oferecer
atendimento de qualidade à população mais pobre.
Disse
o presidente Lula:
"Quando
você puder conversar com o presidente Trump, que anunciou que ia cortar verba
da Organização Mundial da Saúde, diga para ele como um país que não é rico como
os Estados Unidos consegue garantir a cada cidadão brasileiro o mesmo tratamento de saúde
que terá o presidente da República."
(Fonte: G1 em 28/07/26 às 16:52 h)
”O
evento decisivo da modernidade é a morte
de Deus, que, em sua conotação niilista, guia à ruína os valores da
tradição que davam um sentido ao
mundo. Para o filósofo alemão, esse tema não possui nem o significado de um
enunciado metafísico sobre a existência ou não de um ser superior, nem é a mera
expressão literária ou de uma figura estética. A morte de Deus é um evento longamente preparado e necessário no
processo de moralização do mundo, que, por fim, ocasiona a derrocada da
interpretação moral, que é assumida pelos homens modernos como a perda total de
sentido, abrindo um vazio em suas vidas desmundanizadas. É importante ressaltar
que, para Nietzsche, a morte de Deus é
um acontecimento (Ereigniss)
inegável; com ela sucumbe a interpretação moral da existência, apesar dos esforços
humanos de conservar valores antigos.”
Clademir Luís Araldi, filósofo e professor brasileiro em Niilismo, Criação, Aniquilamento – Nietzsche e a filosofia dos extremos
The
Narrow Way Pt. 1 (1969)
“O Brasil geograficamente tem um grande destino econômico no
mundo. As matérias primas do Brasil não são ainda de ordem intelectual.
Interessam à indústria dos outros países, para os quais o Brasil é um produtor
e um fornecedor. Tal nação devia ser dirigida sobretudo por homens de espírito
industrial, homens de realização das forças e das riquezas naturais do país. Em
vez disto, os dirigentes brasileiros são homens fora da realidade, homens de
educação literária, de espírito clássico, alheios completamente aos assuntos
vitais da nação, àqueles que encerram o seu destino humano e são preponderantes
para o seu progresso. Eis o paradoxo do governo brasileiro: homens não
preparados para a função de governar uma nação de destino industrial governam
essa nação.”
(José Pereira da) Graça Aranha (1868-1931), escritor e diplomata brasileiro em A Estética da Vida (1921)
George
Harrison
Something (1969)
https://www.youtube.com/watch?v=MISIn-HjUP4
Concerto
para Bangladesh (em inglês: The Concert for Bangladesh) foi um
evento constituído por dois shows beneficentes organizados pelo ex-beatle George
Harrison e por Ravi Shankar. Os
dois shows ocorreram na tarde e na noite de 1 de agosto de 1971 no Madison Square Garden, em Nova Iorque,
e foram assistidos por mais de 40 000 pessoas. Foi o primeiro evento
beneficente desse porte na história e contou com vários artistas consagrados
como Bob Dylan, Eric Clapton, Ringo Starr, Billy Preston e Leon Russel. O
concerto arrecadou no total 243.418,51 dólares que foi administrado pela UNICEF.
As vendas do álbum e do DVD continuam a beneficiar o fundo de George Harrison
para a UNICEF.
(Fonte: Wikipedia)