“Apenas
em um único campo de nossa civilização foi mantida a onipotência de pensamentos
e esse campo é o da arte. Somente na arte acontece ainda que um homem consumido
por desejos efetue algo que se assemelhe à realização desses desejos e o que
faça com um sentido lúdico produza efeitos emocionais – graças à ilusão
artística – como se fosse algo real. As pessoas falam com justiça da ‘magia da
arte’ e comparam os artistas aos mágicos.
Mas
a comparação talvez seja mais significativa do que pretende ser. Não pode haver
dúvida de que a arte não começou como arte por amor à arte. Ela funcionou
originalmente a serviço de impulsos que estão hoje, em sua maior parte,
extintos. E entre eles podemos suspeitar da presença de muitos intuitos
mágicos.”
Sigmund Freud (1856-1939), médico neurologista austríaco
e fundador da psicanálise em Totem e Tabu
(1913)












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