“A ideia de nação é uma invenção ideológica nociva e acredito que
o caminho para o mundo seja a federalização.”
Francis Wolff (1950-) filósofo e
professor francês em entrevista para a Revista
Pesquisa Fapesp no. 344
“Quem poderá dizer ao homem o que acontecerá depois dele debaixo do sol?” (Eclesiastes 6,12)
“A ideia de nação é uma invenção ideológica nociva e acredito que
o caminho para o mundo seja a federalização.”
Francis Wolff (1950-) filósofo e
professor francês em entrevista para a Revista
Pesquisa Fapesp no. 344
Música brasileira
A Barca do Sol
Música: Rio Preto
Álbum: Pirata (1979)
https://www.youtube.com/watch?v=-qGXUjhqRvg
A
Barca do Sol foi uma banda brasileira de rock
progressivo e MPB formada em 1973 na cidade do Rio de
Janeiro, e desfeita em 1981, após o lançamento de três álbuns de estúdio — A Barca do Sol,
de 1974; Durante o Verão, de 1976; e Pirata, de 1979. O grupo fez
grande sucesso de crítica enquanto esteve em atividade, embora tenha
permanecido restrito a nichos de público.
Seu
estilo musical diferenciado dentro do panorama da música popular no Brasil -
valendo-se majoritariamente de instrumentos de sopro como solistas e
mantendo a composição de canções e não de temas instrumentais — garantiram para
o conjunto um lugar único na música popular brasileira, tornando-o de difícil
classificação.
(Fonte
do texto: Wikipedia)
“Na verdade, sequer começamos a pensar sobre como nossas vidas poderiam ser se a tecnologia fosse realmente ordenada para se adequar às necessidades humanas. Quantas horas de fato precisaríamos trabalhar para manter uma sociedade funcional – isto é, se nos livrássemos de todos os cargos inúteis ou destrutivos, como operadores de telemarketing, advogados, carcereiros, analistas financeiros, relações-públicas, burocratas e políticos; desviássemos nossas melhores mentes científicas do desenvolvimento de armas espaciais ou de sistemas de mercado acionário para a mecanização de tarefas perigosas ou perturbadoras, como extração de carvão ou limpeza de banheiros; e distribuíssemos o trabalho restante igualmente entre todos? Cinco horas por dia? Quatro? Três? Duas? Ninguém sabe, porque ninguém sequer faz este tipo de pergunta. Os anarquistas creem que estas são justamente as perguntas que deveríamos estar fazendo.”
“Tudo indica que chegamos a um impasse. O capitalismo, como o conhecemos, parece estar ruindo. Porém, enquanto instituições financeiras cambaleiam e se desfazem, não há alternativa evidente. A resistência organizada mostra-se dispersa e incoerente; o movimento pela justiça global, uma sombra de sua antiga essência. Temos boas razões para crer que, dentro de aproximadamente uma geração, o capitalismo terá deixado de existir: pelo simples motivo de que é impossível manter uma máquina de crescimento perpétuo em um planeta finito. Em face dessa perspectiva, a reação instantânea – mesmos dos ‘progressistas’ – é, muitas vezes, de temor, de aferrar-se ao capitalismo por simplesmente não conseguir imaginar uma alternativa que não fosse ainda pior.”
David Graeber (1961-2020), antropólogo e ativista político anarquista estadunidense em O Anarquismo no século XXI e outros ensaios
“Uma das promessas mais frequentes da propaganda é a de um produto que ‘funciona como se fosse mágica’. Ele funciona, em outras palavras, como a propaganda, a magia por meio da qual ele é interpretado e apresentado ao público. Se essa identidade entre o produto e suas qualidades anunciadas for de fato mantida, se a imagem redefinida dos desejos humanos, o estilo de vida projetado pela propaganda, for feita pela audiência, então o produto se encaixará em suas vidas como nas vidas projetadas pelo anúncio. A propaganda vende seus produtos ‘vendendo’ sua objetificação dos produtos, sua imagem de uma vida que os inclui. Tudo o que temos de fazer é acreditar no anúncio (como no encantamento); então nossos atos irão assumir o foco do anunciante e o produto irá ‘funcionar como se fosse mágica’.”
“Como
uma mídia interpretativa, a propaganda refaz constantemente o significado e a
experiência da vida para a sua audiência e constantemente objetifica seus
produtos por meio dos significados e experiências que ela cria. Sua
interpretação da vida frequentemente se assemelha ou se sobrepõe às
interpretações propostas por outras mídias – temos filmes sobre automobilismo,
comerciais na forma de notícias e de shows de rock. Isso é assim porque todas
essas mídias compartilham a mesmíssima intenção de investir os elementos
triviais da vida em contextos provocativos e inusitados, que conferem a esses
elementos novas e poderosas associações e recarregam seus significados
convencionais. O lucro realizado com este tipo de investimento – sob a forma da
popularidade de um produto (‘vendas’), do número de livros, pneus ou ingressos
vendidos – é o resultado direto do incremento de significado criado. Compensa
ser diferente, mas o que compensa nas diferenças é que elas são repletas de
significado.”
Roy Wagner (1938-2018), antropólogo cultural
estadunidense em A Invenção da Cultura
“Não reconhecemos o direito da
maioria de impor a lei à minoria, mesmo que a vontade da maioria em questões um
tanto complexas pudesse ser realmente apurada. O fato de ter a maioria do seu
lado não prova, de forma alguma, que se esteja certo. De fato, a humanidade sempre
avançou por meio da iniciativa e dos esforços de indivíduos e minorias,
enquanto a maioria, por sua própria natureza, é lenta, conservadora e submissa
à força superior e aos privilégios estabelecidos. Mas se não reconhecemos, nem
por um momento, o direito das maiorias de dominar as minorias, opomo-nos ainda
mais à dominação da maioria por uma minoria. Seria absurdo sustentar que se
está certo porque se pertence a uma minoria. Se em todos os tempos existiram
minorias avançadas e esclarecidas, também existiram minorias atrasadas e
reacionárias; se existem seres humanos excepcionais e à frente de seu tempo,
também existem psicopatas, e, especialmente, indivíduos apáticos que se deixam
levar inconscientemente pela correnteza dos acontecimentos.
Em qualquer caso, não se trata de estar certo ou errado; trata-se de liberdade, liberdade para todos e liberdade para cada indivíduo, desde que não viole a igual liberdade dos outros. Ninguém pode julgar com certeza quem está certo e quem está errado, quem está mais próximo da verdade e qual é o melhor caminho para o bem maior de cada um. A experiência através da liberdade é o único meio de chegar à verdade e às melhores soluções e não há liberdade se não houver a liberdade de estar errado. Em nossa opinião, portanto, é necessário que a maioria e a minoria consigam viver juntas pacificamente e proveitosamente por meio de acordo e compromisso mútuos, pelo reconhecimento inteligente das necessidades práticas da vida comunitária e da utilidade das concessões que as circunstâncias tornam necessárias.”
“O erro fundamental dos reformistas é sonhar com a solidariedade, uma colaboração sincera entre patrões e empregados, entre proprietários e trabalhadores, que, mesmo que possa ter existido aqui e ali em períodos de profunda inconsciência das massas e de fé ingênua na religião e nas recompensas, é totalmente impossível hoje. Aqueles que imaginam uma sociedade de porcos bem alimentados que se arrastam contentes sob o jugo de um pequeno número de criadores de porcos; que não levam em conta a necessidade de liberdade e o sentimento de dignidade humana; que realmente acreditam em um Deus que ordena, para seus fins obscuros, que os pobres sejam submissos e os ricos sejam bons e caridosos – também podem imaginar e aspirar a uma organização técnica da produção que assegure abundância a todos e seja, ao mesmo tempo, materialmente vantajosa tanto para os patrões quanto para os trabalhadores. Mas, na realidade, a ‘paz social’ baseada na abundância para todos, continuará sendo um sonho enquanto a sociedade estiver dividida em classes antagônicas, ou seja, empregadores e empregados. E não haverá paz nem abundância.”
Errico Malatesta (1853-1932) teórico e propagandista anarquista italiano
em Os Bandidos Trágicos: Propaganda Anarquista e outros ensaios sobre o
Anarquismo (The
Tragic Bandits: Anarchist Propaganda and other essays on Anarchism)
“Eu
quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa.”
João Guimarães Rosa (1908-1967), escritor, poeta, médico e diplomata brasileiro em Grande Sertão Veredas, citado por Universo dos Leitores
Viva o meio ambiente!
(Fontes: Jornal de Juatuba/ Olhar Agro & Negócios/Agência de Notícias/WWF Brasil e Observatório do Terceiro Setor)
“O senso comum nos faz crer que somos senhores de nossos pensamentos e desejos, que nossa consciência é o núcleo a partir do qual agimos e nos compreendemos. Descartes, em sua famosa fórmula ‘Penso, logo existo’, consolida essa ilusão de um eu transparente para si mesmo. Lacan, no entanto, demonstra que o sujeito cartesiano é uma ficção. O verdadeiro sujeito não é aquele que diz ‘eu’, mas aquele que é dito pelo inconsciente, que emerge nos lapsos, nos sonhos, nos atos falhos — nos momentos em que a fala escapa ao controle do eu. Lacan disse, com efeito, ‘Penso onde não existo e existo onde não penso’ para criticar a frase de Descartes, simbolizando nessa máxima e exemplificando o conceito de fantasia a partir do desejo (pois eu penso onde não existo) e trazendo ainda o conceito de existir sem pensar, no automatismo, se é que podemos chamar assim, gerado pelo inconsciente, que inscreve no sujeito o seu caminhar.”
“Freud já havia anunciado essa descentralização do sujeito ao afirmar que ‘o eu (ego) não é senhor em sua própria casa’. Lacan leva essa afirmação às últimas consequências: o sujeito é essencialmente dividido, cindido entre o que acredita ser e o que o inconsciente revela. Não há coincidência entre o sujeito da enunciação (aquele que fala) e o sujeito do enunciado (aquilo que é dito). Quando alguém afirma ‘Eu decidi isso’, é preciso perguntar: quem, afinal, está decidindo? O desejo que move o sujeito não é transparente para ele mesmo. O inconsciente, para Lacan, não é um reservatório de pulsões obscuras, mas uma estrutura linguística. Ele se manifesta como uma cadeia de significantes que escapam ao domínio consciente. A criança, ao entrar na linguagem, é capturada por uma rede simbólica que a precede e a determina. Seus desejos não são puramente seus; são moldados pelo Outro (a linguagem, a cultura, a família).”
“Há, em cada um de nós, uma voz que afirma com convicção: ‘Eu sou assim’. Ela se reconhece no reflexo, constrói narrativas sobre si mesma, defende - se de ameaças à sua coerência. Essa instância, que Freud chamou de ego, é como um retrato pintado a pinceladas de memória e desejo — uma imagem que nos assegura existir como indivíduos inteiros, donos de nós mesmos. Mas Lacan nos adverte: esse retrato é uma ficção. O ego não é o núcleo da psique, mas uma quimera, uma formação imaginária que se cristaliza no teatro das identificações.”
Cristian Delgado Arantes, psicanalista clínico, fisioterapeuta e escritor em Lacan para Iniciantes: Um Guia à Leitura dos Escritos
“Para colher os frutos em dez anos,
plante árvores. Para colher os frutos em cem anos, invista no desenvolvimento
das pessoas.”
Ho Chi Minh (1890-1969), revolucionário, político,
escritor, poeta e jornalista vietnamita citado por Goodreads
“Quão importante é a existência de
Deus? Do que estamos realmente falando quando debatemos a existência de Deus?
Acho que isso pode se tornar um atalho, uma maneira de contornar questões mais
necessárias e mais difíceis. Denunciar os outros como ateus, ou como crentes em
um falso Deus, pode se tornar uma desculpa para tratá-los como menos que
humanos, como não merecedores de consideração real. Quando terroristas atacam
em nome de um certo Deus, pode parecer mais fácil culpar sua religião do que
considerar suas queixas declaradas sobre bases militares estrangeiras em seus
países e estrangeiros apoiando seus líderes corruptos.
Quando comunidades religiosas rejeitam
teorias científicas por razões ruins, pode parecer mais fácil culpar o fato de
acreditarem em Deus, em vez de perceber que outros crentes podem aceitar as
mesmas teorias por boas razões. Boas ideias e más ideias, boas ações e más
ações – todas estão em lados opostos da divisão de Deus.”
Nathan Schneider (1984-), professor de Estudos Midiáticos e escritor estadunidense em Cognition Switch # 3
“Dado
que a linguagem é controlada pelo hemisfério esquerdo do cérebro, não é
coincidência que ela seja a principal forma de expressão do intérprete. Isso é
mais perceptível quando nos comunicamos com os outros, mas o intérprete também
conversa consigo mesmo na forma de pensamentos. Esse diálogo interno acontece
continuamente para quase todas as pessoas no planeta e desempenha um papel
central na criação da ilusão que chamamos de eu.
Isso
nos leva à seguinte pergunta: o que exatamente é a linguagem? Bem, poderíamos
dizer que a linguagem é apenas uma forma de cartografia. Da mesma forma que um
mapa representa um lugar, a linguagem cria símbolos, ou palavras, que
representam outra coisa. Por exemplo, uma cadeira é chamada de cadeira porque
esse símbolo, ou palavra, foi escolhido em comum acordo. Mesmo que todos
decidíssemos chamá-la de limão, ela ainda seria um bom lugar para sentar.”
Chris Niebauer, neurocientista e filósofo estadunidense em No Self, No Problem (em português A Ilusão do Eu)
“A vida não imita a arte, ela imita a televisão
ruim.”
Woody Allen (1935-), cineasta, ator, escritor e comediante estadunidense, citado por Goodreads
“O
bilionário Luciano Huck não consegue esconder a sua condição de classe social,
integrante do bloco dos privilegiados. Apesar de ter conseguido alcançar o
patamar do topo da elite brasileira, ele traçou este caminho graças a seus
contatos diretos estabelecidos com integrantes da grande maioria da população
por meio de programas televisivos. Vira e mexe, ele pratica seus exercícios de
sincericídio, verbalizando sem nenhum tipo de autocensura aquilo que as classes
dominantes de nosso país pensam a respeito das necessidades do povo e das
funções que caberiam ao Estado a esse respeito. Por sua condição de elevada
popularidade, graças a seus programas dominicais na maior rede de comunicações
e de elevada audiência junto às camadas populares, seu nome sempre volta à
baila quando se trata de buscar uma alternativa da chamada “terceira via” para
a disputa presidencial. Assim foi em 2018 e 2022. Aguardemos as cenas das
próximas pesquisas (...)”
Paulo Kliass, doutor em economia, jornalista e professor em artigo Huck, Galípolo & Durigan: tríplice aliança, publicado no jornal online Outras Palavras em 26/05/2026.
“A sociedade urbano-industrial atual não só afeta os ecossistemas de suporte à vida como também cria acordos inteiramente novos, chamados tecnoecossistemas, que são competitivos e parasitários dos ecossistemas naturais.”
Eugene Odum (1913-2002) biólogo estadunidense, pioneiro no estudo da ecologia, em Fundamentos de Ecologia
“Durante
a Idade Média, o pensamento humano estava acorrentado, interna e externamente,
aos dogmas da Igreja; Espinosa, por meio de seu tratado (Tratado Teológico-Político), libertou a razão da compulsão infernal
da palavra bíblica; ele foi o primeiro a criticar toda a teologia. Na conquista
do medo e na crítica bíblica, ele foi superado por pessoas corajosas que o
seguiram; mas na libertação da moralidade humana da teologia, ele permanece
insuperável até hoje, pois sua crítica moral é ainda mais pura e atemporal do
que a doutrina desonrosa que nós (seguindo as brilhantes declarações de
Nietzsche) costumamos chamar de amoralidade ou desenvolvimento histórico da
moralidade. Em Espinosa, essa critica não é espirituosa ou zombeteira; é tão
simples e necessária quanto a imagem multicolorida do sol em uma gota de
orvalho.
Trata-se
de sua concepção sobre a necessidade incondicional de todos os eventos; o que
acontece em Deus ou na Natureza é necessário, não é livre. Deus (a Natureza)
não tem vontade nem intelecto; o homem tem um pouco de intelecto, mas nenhum
livre-arbítrio, que permita que suas ações sejam avaliadas moralmente; não há
espaço em todo o mundo humano para o que se chama de moralidade. O bem e o mal
são meramente conceitos humanos. No entanto, deve haver
indivíduos do bem, porque Espinosa viveu da forma que a moral cristã esperaria que
vivesse um santo – como até seus inimigos foram obrigados a reconhecer.
Como
o homem não obedece a um dever imposto quando é bom – porque é necessariamente de um jeito ou de outro
(bom ou mau no conceito humano), o homem também não tem o direito de esperar
que Deus ou a Natureza o amem em retorno.”
Fritz
Mauthner (1849-1923), filósofo, jornalista e escritor austríaco em Espinosa – Biografia, Filosofia e Teologia
(Spinoza – Lebensgeschichte, Philosophie
und Theologie, em alemão no original)
“Este preâmbulo histórico é apenas pano de fundo para contextualizar a ideia da seleção natural. A ideia é tão simples que, conforme apontado por Richard Dawkins, poderia ter sido elaborada centenas, ou mesmo milhares de anos antes. Seleção natural consiste na reprodução diferencial de indivíduos no decorrer das gerações, com consequentes mudanças na frequência de características herdáveis (ou frequências gênicas) no decorrer do tempo. A variabilidade das populações fornece a matéria-prima sobre a qual a seleção atua, e variabilidade nova é suprida por mutações que ocorrem constantemente. Na época de Darwin e dos outros idealizadores da seleção natural, claro, não se conhecia quase nada sobre genética ou mecanismos de herança. Sabia-se, contudo, que a maioria das características dos seres vivos era herdável. Isto era suficiente, pois a seleção natural foi baseada em uma série de observações simples.”
“(...) A alguns destes devemos a
difusão e permanência muito infeliz da ideia de um progresso inerente ao
processo evolutivo. A associação da ideia de evolução ao progresso, e
consequentemente à virtude moral e material, já foi utilizada no passado para
objetivos mais vis. Estas ideias ainda permeiam o discurso de muitos, às vezes
inadvertidamente, mas são cientificamente erradas e devem ser combatidas.
Na verdade, há certa dificuldade em entender e aceitar que os produtos dos mecanismos evolutivos são fortemente contingenciais. Não há direção predeterminada, ou um objetivo final. Os resultados da evolução são determinados tanto pelos mecanismos evolutivos intrínsecos como pela situação específica em que cada caso se desdobrou. Uma pequena modificação na cadeia de eventos que resultou em nós, ou em qualquer outra espécie, poderia chegar a algo muito diferente. A evolução é uma ciência histórica. Qualquer tentativa de abordá-la de outra forma será incompleta. A dinâmica dos horizontes físicos onde a vida ocorre é fator determinante na sua evolução.”
Maria Isabel Landim, Cristiano Rangel Moreira (orgs.) em Charles Darwin – Em um Futuro não Distante
Max Richter
https://www.youtube.com/watch?v=klbTuQeBPo4&list=OLAK5uy_my04DUoWmrxtfRTWXSRCwbxhpOi6IoVNs&index=38
Max Richter, nascido
em 22 de março de 1966, é um compositor e pianista britânico nascido na
Alemanha. Ele trabalha com estilos pós-minimalistas e clássicos contemporâneos.
Richter tem formação clássica, tendo se graduado em composição pela Universidade de Edimburgo, pela Royal Academy of Music em Londres e
estudado com Luciano Berio na Itália.
Richter
arranja, interpreta e compõe música para palco, ópera, balé e cinema. Ele
colaborou com outros músicos, bem como com artistas de performance, instalação
e mídia. Gravou oito álbuns solo e sua música é amplamente utilizada no cinema.
Em dezembro de 2019, Richter havia ultrapassado um bilhão de streams e um milhão de álbuns vendidos.
(Fonte:
Wikipedia e Google Translator)
A função dos Três Poderes do Estado é promover
a manutenção do status quo, através de estratagemas de dominação –
propaganda, coação, coerção e punição.
Ao povo é dada a oportunidade de interferir
na condução do Estado através das eleições; o que faz com que acredite que é
livre e que conduz a nação através da delegação de poderes.
No fim, tudo se ajeita: os Três Poderes, o povo e principalmente aqueles que não aparecem mas controlam a todos, e que têm todo interesse na manutenção do status quo.
A Estrela
Vi
uma estrela tão alta,
Vi uma estrela tão fria!
Vi uma estrela luzindo
Na minha vida vazia.
Era uma estrela tão alta!
Era uma estrela tão fria!
Era uma estrela sozinha
Luzindo no fim do dia.
Por que da sua distância
Para a minha companhia
Não baixava aquela estrela?
Por que tão alto luzia?
E ouvi-a na sombra funda
Responder que assim fazia
Para dar uma esperança
Mais triste ao fim do meu dia.
Manuel Bandeira (1886-1968), poeta, tradutor, crítico literário e de arte em Estrela da Vida Inteira (1965).
“Depois
de Galileu descobrir os satélites de Júpiter em seu telescópio em 1610, os
críticos religiosos desprezaram sua nova teoria heliocêntrica, considerando-a
um destronamento do homem. Não suspeitavam de que este era o primeiro de vários
destronamentos. Cem anos depois, o estudo de camadas sedimentares pelo
agricultor escocês James Hutton derrubou a idade da Terra estimada pela igreja,
tornando-a 800 mil vezes mais antiga. Não muito tempo depois, Charles Darwin relegou
o ser humano a apenas outro ramo do pululante reino animal. No início do século
XX, a mecânica quântica alterou irreparavelmente nossa noção do tecido da
realidade. Em 1953, Francis Crick e James Watson decifraram a estrutura do DNA,
substituindo o misterioso fantasma da vida por algo que podemos escrever em
sequências de quatro letras e armazenadas num computador.
E no
século passado a neurociência mostrou que não é a mente consciente que pilota o
barco. Apenas quatrocentos anos depois de nossa queda do centro do universo,
vivemos a queda do centro de nós mesmos. No primeiro capítulo, vimos que o
acesso consciente à maquinaria que temos por baixo é lento e, em geral, nem
acontece. Aprendemos então que o modo de vermos o mundo não reflete
necessariamente o que está lá fora: a visão é uma construção do cérebro, e sua única
tarefa é gerar uma narrativa útil a nossas escalas de interação (digamos, com
frutas maduras, ursos e parceiros). As ilusões de ótica revelam um conceito
mais profundo: nossos pensamentos são
gerados pela maquinaria à qual não temos acesso direto. Vimos que as rotinas
estão lá, não temos mais acesso a elas. A consciência parece estabelecer metas
para o que deve ser gravado no circuito e pouco faz além disso. No capítulo 5
aprendemos que a mente contém multidões, o que explica por que você pode se
xingar, rir de si e fazer pactos comigo mesmo. E no capítulo 6 vimos que o
cérebro pode operar de forma bem diferente quando é modificado por derrames,
tumores, narcóticos ou qualquer variedade de eventos que alterem a biologia.
Isto abala nossas concepções simples de imputabilidade. “
David Eagleman (1971-), neurocientista e divulgador
científico estadunidense em Incógnito – As
vidas Secretas do Cérebro
Música brasileira
Toquinho e Paulinho Nogueira
Álbum: Toquinho e Paulinho Nogueira (1999)
Música: Bachianinha Nº 1
Paulo
Artur Mendes Pupo Nogueira, conhecido por Paulinho Nogueira (1927—2003) foi um músico, compositor, cantor, violonista e professor brasileiro.
Exímio violonista, foi também um grande compositor, tanto de músicas
instrumentais (famosas inclusive fora do Brasil, como as suas Bachianinhas), quanto de músicas com
letra como Menina gravada
lançada pelo próprio Paulinho Nogueira
em 1970 e várias regravações posteriores. Foi inventor da craviola,
e o primeiro mestre de Toquinho.
Teve músicas gravadas por grandes nomes como Jane Duboc, Jair
Rodrigues, Yamandú Costa e Badi Assad, entre muitos outros.
Desde
criança se mostrou grande apreciador das músicas de Johann
Sebastian Bach, tendo-o como influência para a composição
de uma de suas músicas mais famosas, a Bachianinha.
(Fonte do texto: Wikipedia)
“Shakespeare não nos tornará melhores
nem piores, mas pode nos permitir ouvir a nós mesmos quando falamos conosco
mesmos.”
Harold Bloom (1930-2019), professor e crítico
literário estadunidense em O Cânone
Ocidental
“Os jesuítas escolheriam um dos deuses menos importantes, Tupã, o
do trovão, para estabelecer a equivalência com o Deus único dos europeus. Uma
escolha estranha, aliás: os indígenas não só davam pouca atenção a Tupã como
não gostavam dele. Era temido porque os seus raios podiam provocar a morte e
destruição. Aparentemente, os religiosos cristãos não quiseram desafiar uma
entidade mais popular do panteão. Preferiram dar um novo significado para o
deus menor, sem perder uma característica constante na Bíblia, em especial no
Antigo Testamento – o fato de que Deus pode ser bastante violento.”
Tiago Cordeiro, jornalista e escritor em Os Primeiros Brasileiros