“Há
uma série de afirmações sobre as quais os budistas podem ser descritos como
céticos, como a afirmação de que existe um Ishvara (Deus pessoal).
Eles não são, no entanto, céticos quanto à existência de um eu: afirmam que podemos
saber que tal coisa não existe. Mas nenhum budista indiano é cético quanto a
outro assunto que muitos diriam estar além das capacidades do conhecimento
humano: a existência de carma e renascimento. Isso deveria, creio eu, nos fazer
refletir ao considerar se algum budista endossa o tipo de ceticismo praticado
pelos pirrônicos (filósofos céticos gregos do século IV AEC). Certamente Sexto
Empírico veria a crença na ideologia do carma-renascimento como um obstáculo à
tranquilidade (ataraxia).”
Mark Siderits (1946-), filósofo e professor de Filosofia do Budismo na Universidade do Havaí e Universidade de Yale em Buddhism and Scepticism (Budismo e ceticismo), organizado por Oren Hanner, filósofo e professor de Estudos sobre o Budismo na Universidade Duke
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