A frase do dia
quinta-feira, 30 de maio de 2024“As multidões, bem
trabalhadas por um esperto demagogo, acreditam em qualquer coisa e são capazes
de tudo.”
Henry Louis Mencken (1880-1956), jornalista, satirista e ensaísta americano em O livro dos insultos, de Ruy Castro
Outras leituras
quarta-feira, 29 de maio de 2024“Quando alguém se comporta como um animal, ele diz: ‘Ora, eu sou só um ser humano!’. Mas quando é tratado como animal, ele diz: ‘Ora, eu também sou um ser humano!’”.
Karl Kraus (1874-1936), jornalista, satirista e ensaísta austríaco em Aforismos
Born to be wild - Steppenwolf
terça-feira, 28 de maio de 2024As melhores músicas do rock
Steppenwolf
Álbum: Steppenwolf (1968)
Música: Born to be wild
"Born
to Be Wild" (port.: Nascido para ser selvagem) é a canção de
maior sucesso da banda de rock Steppenwolf formada
em 1967 e
composta em 1968.
Ela é conhecida pelo seu clássico riff, e considerada um dos
maiores hinos do rock'n'roll, dos motociclistas de
todo o mundo, e de uma atitude durante aquele período musical. A
canção foi usada como tema do filme Sem
Destino (Easy Rider), um road movie, clássico da filmografia da contracultura norte-americana dos anos 1960.
(Fonte: Wikipedia)
Paulo Mendes da Rocha (1928-2021)
segunda-feira, 27 de maio de 2024Veja entrevista com Paulo Mendes da Rocha, um dos mais destacados integrantes da moderna geração de arquitetos brasileiros. A função da cidade, das habitações, do urbanismo e da educação, na visão de um humanista.
O vídeo, produzido pela Bamboo para o canal Arqmais Arquitetura, está disponível no link abaixo:
Leituras diárias
domingo, 26 de maio de 2024“Morin (2011), ao criticar a modernidade, afirma que nossa era está alicerçada,
fundamentalmente, sobre a supremacia da razão e a crença no progresso do
conhecimento. Porém, estas crenças, descritas nas obras de Morin e que
começaram a ganhar corpo no início da modernidade, só foram possíveis graças ao
renascimento de uma concepção de filosofia, arte e cosmogonia que remonta ao
iluminismo grego e, tal como ele, mitifica a razão. O renascimento cultural
europeu, alicerçado no iluminismo grego, colocou em evidencia a antiguidade
clássica, cujo cerne da reflexão filosófica é a tese da autonomia da razão como
precondição para o conhecimento avançar rumo ao desconhecido. ‘Afinal: cada
civilização representa uma resposta às interrogações que o universo suscita;
mas o mistério permanece intacto; outras civilizações, com outras curiosidades,
se aventurarão nele, igualmente em vão, pois cada uma delas é apenas um sistema
de equívocos.’ (Cioran, 2011a, p.149)
Nesse
aforismo, Cioran expressa, mais uma vez, seu ceticismo em relação a busca por
explicações sobre o cosmo, a história e a vida, que tornou-se uma rotina na
história da humanidade. Por isso, ele afirma que a valorização de explicações
racionais sobre o cosmo e a vida, que marcou o iluminismo grego, criticando e
demolindo as explicações mitológicas presentes nas obras de Hesíodo e Homero,
conferiu ao homem uma importância duvidosa. Em decorrência disto, ‘Maldito ou
não, o homem experimenta uma necessidade absoluta de estar no centro de tudo’ (Cioran, 2010, p.33) . Posição que teria criado uma concepção
antropocêntrica de mundo e é esta concepção que fora duramente criticada por
Cioran. Afinal, há algo mais antropocêntrico do que apresentar-se como
protagonista da história e da própria vida?
Mas
se as releituras dos filósofos gregos possibilitaram um novo olhar sobre a arte,
o homem, o conhecimento, enfim, sobre todo o cosmo, elas ofereceram a
possibilidade de nos armarmos com a dúvida e a desconfiança em relação aos
mitos e novos simulacros de deuses. O termo simulacro de deuses é utilizado por
Cioran para se referir às crenças e novas idolatrias que nasceram no mundo
moderno e se perpetuaram com novas máscaras. Por isso, Cioran, no início da sua
obra Breviário de Decomposição, é
enfático ao dizer que mesmo afastando-se da religião, os homens permanecem
fiéis a ela.
E,
tal como os filósofos gregos que desconfiaram das explicações mitológicas e
depois ergueram novos deuses, os filósofos modernos acabaram seguindo o mesmo
caminho e depois amargaram as mesmas decepções, segundo Cioran. Sendo assim, a
crítica aos mitos não se define apenas por uma atitude filosófica, mas deve ser
compreendida como um modo de viver e perceber o cosmo.” (Petean, págs. 13 e 14)
Antonio Carlos Lopes Petean, Fanatismo, dúvida e suicídio em Cioran
Iole de Freitas (1945- )
sábado, 25 de maio de 2024Conheça mais sobre a vida e obra da artista no site da galeria Raquel Arnaud abaixo:
Lixo da história
sexta-feira, 24 de maio de 2024Lilia Moritz Schwarcz (1957- ) - O brasileiro é autoritário?
quinta-feira, 23 de maio de 2024Veja a entrevista da antropóloga, historiadora e mais nova integrante da Academia Brasileira de Letras, Lilia Moritz Schwarcz, para o site NEXO Jornal.
O tema da entrevista é "O brasileiro é autoritário?" e encontra-se no link abaixo:
Josué de Castro e a fome
quarta-feira, 22 de maio de 2024Josué de Castro (1908-1973) foi médico, nutricionista e geógrafo que estudou a fome no Brasil, apontando suas causas e sua solução. Autor de vasta obra sobre o assunto, foi cassado pela ditadura civil-militar implantada em 1964.
Labels: Assim se vive no Brasil, Gestão Pública, Sociologia
A frase do dia
terça-feira, 21 de maio de 2024“O fanatismo consiste em redobrar o
esforço quando você esqueceu seu objetivo.”
George Santayana (1863-1952) filósofo, ensaísta e poeta hispano-americano citado por Joan Konner em Atheist’s Bible
Por que será?
segunda-feira, 20 de maio de 2024All things must pass - George Harrison
As melhores músicas do rock
George Harisson
Álbum: All things must pass (1970)
Música: All things must pass
https://www.youtube.com/watch?v=QWV4pFV5nX4
All
Things Must Pass é o terceiro álbum de estúdio do músico de
rock inglês George Harrison. Lançado
como um álbum triplo em novembro de 1970, foi o primeiro trabalho solo de
Harrison após a separação dos Beatles em abril daquele ano. O álbum foi o mais
importante na carreira do guitarrista, compositor e cantor e tornou-se um marco
na história mundial do rock. Fortemente influenciado pela filosofia indiana, da
qual Harrison era adepto, o álbum contêm músicas que se tornaram clássicos
mundiais, como “My sweet Lord”, entre outras.
Veja
mais sobre este clássico no link Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/All_Things_Must_Pass_(song)
(Fonte:
Wikipedia e editor do blog)
Leituras diárias
domingo, 19 de maio de 2024“Eu
não sou um cara mau! Eu trabalho duro e amo meus filhos. Então, por que eu
deveria passar metade do meu domingo ouvindo sobre como irei para o inferno?”
Homer
Simpson, personagem de desenho animado criado por Matt Groening, citado por Joan Konner em The Atheist´s Bible (sem
tradução)
Só pra lembrar!
sábado, 18 de maio de 2024Fim do mundo (há gente que acredita)
sexta-feira, 17 de maio de 2024Sem precipitações!
quinta-feira, 16 de maio de 2024O sacrifício
quarta-feira, 15 de maio de 2024Outras leituras
terça-feira, 14 de maio de 2024“Para
minha surpresa, durante os capítulos recentes dessa batalha, a visão aqui
proposta do cérebro como um verdadeiro simulador da realidade tem recebido cada
vez mais apoio fora da comunidade de neurocientistas. Em seu clássico livro O gene egoísta, o biólogo evolucionista
britânico Richard Dawkins claramente declara sua concordância com a teoria de
que o cérebro, especialmente o humano, desenvolveu a capacidade de criar
simulações elaboradas e detalhadas da realidade. Cantando no mesmo tom, o
físico israelense David Deutsch vai ainda mais longe, ao propor em seu livro A essência da realidade, que tudo que ‘experimentamos
diretamente não passa de uma construção virtual, convenientemente gerada para
nosso usufruto, por nossa mente inconsciente, a partir de dados sensoriais
somados a complexas teorias adquiridas e congênitas sobre como interpretar
novas informações.’”
Miguel Nicolelis (1961-) médico e cientista brasileiro em Muito além do nosso eu. A nova neurociência que une cérebro e máquinas – como ela pode mudar nossas vidas
Por que rico paga menos imposto do que pobre no Brasil?
segunda-feira, 13 de maio de 2024Sistema de tributação no Brasil sempre foi extremamente injusto. Os que menos ganham pagam proporcionalmente muito mais imposto do que os ricos ou super-ricos.
(Imagens: Crescent International)
A coisa é desta maneira porque aqueles que deveriam votar novas leis, os congressistas, atuam em sua maioria em benefício do poder econômico - que em muitos casos ajudou a financiar as campanhas destes políticos e apoia seus partidos.
O atual governo tentou fazer algumas mudanças, mas pouco alcançou. Grupos de interesse, setores da imprensa e muitos deputados se colocaram contra o aumento de impostos para os ricos. Por que será?
Veja artigo "Super-ricos não pagam... vão pagar?" no jornal eletrônico Brasil de Fato, abaixo:
https://www.brasildefators.com.br/2023/09/13/super-ricos-nao-pagam-vao-pagar
Heroes (David Bowie): Uma canção e suas interpretações
domingo, 12 de maio de 2024A canção Heroes, lançada em 1977 pelo cantor e compositor inglês David Bowie (1947-2016), fez tanto sucesso que também foi regravada por grandes bandas ao longo dos últimos quarenta anos.
Heroes em sua versão original (disco compacto simples), lançado em 1977 por David Bowie:
https://www.youtube.com/watch?v=GIKehChI__k
A mesma música na versão do supergrupo de rock progressivo inglês King Crimson (2016):
https://www.youtube.com/watch?v=2JywkrIiXW8
Na interpretação da banda inglêsa de música eletrônica Depeche Mode (2017):
https://www.youtube.com/watch?v=q6yzrZfgQvI
Heroes interpretada pelo grupo inglês de hard rock/heavy metal Mötorhead (2017):
https://www.youtube.com/watch?v=J06yQb4lbPk
Sobre a música Heroes:
"Heroes" é
uma canção do músico britânico David Bowie,
escrita por Bowie e Brian Eno. Produzida por Bowie e Tony Visconti,
a faixa foi gravada em julho e agosto de 1977, e lançada em 23 de setembro
daquele ano. Produto da chamada Trilogia de Berlim de Bowie, o single não
alcançou grande sucesso nem no Reino Unido nem nos Estados Unidos, mas acabou
se tornando uma das canções mais reconhecidas do cantor.
Inspirada
em um beijo entre Tony Visconti e sua namorada nas proximidades do Muro de
Berlim, a canção, diferentemente da comum interpretação sobre
otimismo em sua letra, tem como essência um tom "obscuro" e
"traumático", segundo estudiosos da obra de Bowie. Em 6 de junho
de 1987, Bowie tocou "Heroes" no Reichstag, em Berlim Ocidental, o que foi
considerado um catalisador para a queda do Muro. Após a morte de Bowie, em
janeiro de 2016, o governo alemão agradeceu o músico por "ajudar a
derrubar o Muro", acrescentando que "você está entre os Heróis".
(Fonte do texto: Wikipedia)
Leituras diárias
sábado, 11 de maio de 2024“Num
estado de democracia, educação universal e abundância geral estas desculpas
anteriores para a atrocidade humana fracassam miseravelmente. Contemplando a
história contemporânea no próprio ato de se desenrolar, é difícil atribuir o
que nela há de irracionalidade e bestialidade unicamente aos indivíduos (a não
ser concedendo-lhes uma capacidade sobre-humana – ou subhumana – de malícia e
estupidez). Ao contrário, parece que somos vítimas de ‘forças históricas’,
qualquer que seja o significado deste termo. Os acontecimentos parecem implicar
mais do que unicamente as decisões individuais, sendo determinados mais por ‘sistemas’
socioculturais, quer sejam preconceitos, ideologias, grupos de pressão,
tendências sociais, crescimento e declínio de civilizações ou seja lá o que
for. Conhecemos precisa e cientificamente quais vão ser os efeitos da poluição,
da devastação dos recursos naturais, da explosão populacional, da corrida
armamentista, etc. Todos os dias um incontável número de críticos diz-nos isto,
citando argumentos irrefutáveis. Mas nem os dirigentes nacionais nem as
sociedades em totalidade parecem ser capazes de fazer alguma coisa a respeito
desta situação.” (von Bertalanffy, pág. 27).
Ludwig von Bertalanffy, Teoria Geral dos Sistemas
Liev Tolstoi - De quanta terra precisa um homem
sexta-feira, 10 de maio de 2024Mudanças climáticas e a tragédia no Rio Grande do Sul
quinta-feira, 9 de maio de 2024O
que está acontecendo no estado do Rio Grande do Sul é, em grande parte,
resultado do processo que a ciência chama de “mudanças climáticas”. Se, por um
lado, a alteração do clima é fato global, seus efeitos se fazem sentir
localmente; chuvas fortes e prolongadas no Rio Grande do Sul, nevascas na costa
Leste dos Estados Unidos, secas no Noroeste da Índia, etc. Ações locais que
afetam o meio ambiente, como redução de áreas de floresta nativa e campos,
construção de barragens, ampliação de áreas agrícolas até às margens dos rios,
reduzindo ou eliminando completamente a mata ciliar, têm contribuído ainda mais
para acentuar os efeitos da mudança do clima, no caso do Rio Grande do Sul.
Falta de investimentos em infraestrutura preventiva, principalmente no caso da
cidade de Porto Alegre, segundo a imprensa, também foram aspectos que
contribuíram para agravar o efeito das águas.
As
consequências de tal situação são as que vêm afetando a população gaúcha nos
últimos dias (dados de 8/5/2024): 95 mortos, 128 desaparecidos, 1,4 milhão de
pessoas afetadas, mais de 320 municípios atingidos, cerca de 200 mil
desabrigados, dezenas de milhares de casas, pequenas propriedades, empresas e
comércios destruídos. Prejuízos para o estado já chegam a mais R$ 1 bilhão. Calcula-se hoje, que serão necessários cerca de R$ 6 bilhões para reconstruir tudo o que foi destruído.
As
mudanças climáticas são um fenômeno que já vem sendo estudado pela ciência
desde os anos 1980. A partir dos anos 1990 cientistas, instituições
governamentais e ONGs passaram ativamente a divulgar detalhadas informações e
dados sobre este fenômeno climático. A redução das emissões de gases de efeito
estufa, resultantes da queima de combustível fóssil, teria que ser iniciada
imediatamente. Outra ação preventiva era a manutenção e ampliação de áreas
verdes, que através do processo de fotossíntese fixam o carbono nas plantas – o
carbono, contido no gás carbônico (CO²), é o principal poluidor da atmosfera e
causador do aumento da temperatura da Terra (mudança climática).
Ao
mesmo tempo, companhias petrolíferas, setores empresariais e até governamentais
iniciaram uma forte campanha para desacreditar pesquisas e cientistas, com o
objetivo de negar a realidade das mudanças climáticas. Estes setores temiam que
caso a adoção de medidas para reduzir o impacto do fenômeno fossem mandatórias,
teriam que fazer grandes investimentos na redução ou eliminação de emissões de gases de
efeito estufa, gerados por suas atividades econômicas (leia-se poluição).
Ao
longo dos anos, a veracidade da teoria das mudanças climáticas foi se impondo
como fato. Mesmo assim, durante os últimos dez anos, não foram poucos os think tanks mantidos por grupos
privados, principalmente nos Estados Unidos, que sistematicamente divulgavam
supostas pesquisas que tentavam colocar em questão as mudanças do clima. Ainda
numa declaração em 2018, o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
dizia não acreditar no fenômeno das mudanças climáticas. No Brasil, o
ex-presidente Bolsonaro, declarou em 2019 “que a pressão por mudanças
(climáticas) é jogo comercial”. Seu governo cortou em 93% os gastos para
estudos e projetos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, segundo o
jornal BBC Online.
O
ex-ministro das Relações Exteriores do governo Bolsonaro, Ernesto Araújo (que
em 2021 pediu demissão do cargo), afirmou pouco antes de assumir o ministério
em 2018 que “as mudanças climáticas são uma ideologia criada pela esquerda”. No
ano seguinte, durante uma palestra em Washington na conservadora Fundação
Heritage, declarou que “... o ponto principal da ditadura do clima, do
climatismo, é o fim do debate político normal." Ainda em 2019, em viagem a
Roma, informa: “Não acredito em aquecimento global. Vejam que fui a Roma em
maio e estava tendo uma onda de frio enorme. Isso mostra como as teorias do
aquecimento global estão erradas.”. Logo no início do governo, o ministro do
Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles, acabou com Secretaria de Mudanças
do Clima e Florestas, transferindo a agenda climática para uma
assessoria.
É
desta maneira que até há pouco tempo ainda pensavam pessoas que estavam em
cargos de comando nos governos e no setor privado (e ainda há alguns por aí,
escondidos). E não há desculpa para isso. Um estudo da Universidade Cornell
mostrou que 99,9% de todos os cientistas concordam que a crise climática existe
e de que esta é provocada pelas atividades econômicas do homem. Ou seja, não há
mais o que discutir sobre a existência ou não do fenômeno, como se ainda fazia
anos atrás nas comunidades cientificamente mais atrasadas. O que importa agora
é implantar medidas que possam reduzir as emissões, cujo maior volume é gerado
por queima de combustível (transporte e geração de energia) e derrubada de
vegetação nativa (expansão agrícola, pecuária, grilagem de terras).
As
medidas para redução do impacto das mudanças climáticas (enchentes, secas e
suas consequências para as sociedades) afetarão necessariamente os interesses de
setores da economia. Isto vale tanto para o Brasil em sua situação atual,
quanto para o mundo todo. É então que as mudanças climáticas deixam de ser
apenas um fenômeno natural, “desígnio de Deus”, ao qual é preciso fazer frente
com diversas medidas práticas atenuando seu impacto, e se tornam um problema
político; conflito de interesses de grupos sociais.
Aqui
cabe perguntar: como ficam os defensores do discurso do "Estado
mínimo", tão elogiado pelos neoliberais durante o governo Bolsonaro e
ainda com forte influência no atual governo do Rio Grande do Sul, defendendo a
privatização de grande parte da infraestrutura e a mínima participação do
Estado na administração. Como o setor privado poderia fazer frente aos gastos
desta monta, como os que serão necessários no Rio Grande do Sul (e
possivelmente em outras regiões do país no futuro)? A quem até os neoliberais
são forçados a recorrer nesta hora de tragédia, senão aos recursos do Estado, já
que o capital privado não é suficiente ou está (seguramente) aplicado em algum
fundo de investimentos?
Em
resumo, as mudanças climáticas estão aí com seus efeitos. Custará caro
controlá-las e se adaptar a elas - é o que veremos mais claramente ao longo dos
próximos meses no Rio Grande do Sul. Quem vai pagar esta conta? Em outras
palavras, quem vai se apoderar da maior parte dos recursos públicos?
Fotos: (ABC do ABC e RFI)
Labels: Gestão Ambiental, Gestão de recursos, Gestão Pública, Meio Ambiente
Quem coloca comida no seu prato?
quarta-feira, 8 de maio de 2024(Fonte da imagem: CompreRural)
Não é o "agro é pop" quem coloca comida na mesa do brasileiro. As exportações do agronegócio são destinadas principalmente para alimentar o gado em todo o mundo.
https://ojoioeotrigo.com.br/2023/06/saiba-de-onde-vem-sua-comida/
Essa não poderia faltar!
terça-feira, 7 de maio de 2024Por que muitos produtos e serviços são tão ruins no Brasil?
A baixa qualidade de parte dos produtos e serviços no Brasil é pouco discutida. Não porque não haja produtos e serviços ruins; basta ver nas páginas de reclamações da rede. Mas, infelizmente, existe em grande parte uma mentalidade de "é assim mesmo".
Um estudo mais aprofundado sobre o assunto poderia ajudar o consumidor brasileiro a exercer mais pressão sobre fabricantes e prestadores de serviço. É preciso reivindicar mais e pressionar. ("Se ninguém reclama, a gente não precisa mudar", pensam fabricantes e fornecedores).
(Fonte: Prefeitura de Fortaleza)
Leia artigo sobre o tema de autoria do jornalista Alexander Busch, do jornal eletrônico DW-Deutsche Welle:
https://www.dw.com/pt-br/por-que-o-consumidor-brasileiro-se-contenta-com-pouco/a-43343399
Labels: Assim se vive no Brasil, Direito do consumidor
Goin' Easy - Dust
segunda-feira, 6 de maio de 2024As melhores músicas do rock
Dust
Álbum: Dust (1971)
Música: Goin' Easy
Dust foi
uma banda americana de hard rock formada no final dos anos 60.
É também conhecida como uma banda de pré-punk.
A banda foi formada em1968, com o guitarrista e vocalista Richie Wise, o
baixista Kenny Aaronson e o baterista Marc Bell.
(Fonte
do texto: Wikipedia)
Tem que ajudar!
domingo, 5 de maio de 2024Modesto Brocos (1852-1936)
Outras leituras
sábado, 4 de maio de 2024“Como diabos uma
pessoa pode gostar de ser acordada às 6h30 por um despertador, pular da cama,
vestir-se, alimentar-se à força, cagar, mijar, escovar os dentes e o cabelo e
enfrentar o trânsito para chegar a um lugar onde essencialmente ganha muito
dinheiro para outra pessoa e é solicitada a ficar grata pela oportunidade de
fazê-lo.”;
“As pessoas são
estranhas: ficam constantemente irritadas com coisas triviais, mas com um
assunto importante como desperdiçar totalmente as suas vidas, elas nem parecem
se importar.”;
“Para aqueles que
acreditam em Deus, a maioria das grandes questões estão respondidas. Mas para
aqueles de nós que não conseguem aceitar prontamente a fórmula de Deus, as
grandes respostas não permanecem escritas em pedra. Nós nos adaptamos às novas
condições e descobertas. Somos flexíveis. O amor não precisa ser uma ordem nem
a fé uma máxima. Eu sou meu próprio deus. Estamos aqui para desaprender os
ensinamentos da igreja, do estado e do nosso sistema educacional. Estamos aqui
para beber cerveja. Estamos aqui para matar a guerra. Estamos aqui para rir das
adversidades e viver nossas vidas tão bem que a Morte tremerá quando vier nos
levar.”;
“Vamos todos
morrer, todos nós, que bagunça! Só isso deveria fazer com que nos amássemos,
mas não acontece. Ficamos aterrorizados e arrasados por trivialidades, gastamos
tempo com nada.”;
“O problema do mundo é que as pessoas
inteligentes estão cheias de dúvidas, enquanto as estúpidas estão cheias de
confiança.”.
Charles
Bukowski (1920-1994) poeta e escritor americano
(Fonte: Blog de Cole Schafer e Blog Goodreads)
Número de professores diminui no Brasil
sexta-feira, 3 de maio de 2024Enquanto em outros países a valorização do professor só aumenta, no Brasil, apesar dos discursos de vários governos, aqueles que ensinam continuam desvalorizados.
(Fonte: Sudoeste Hoje)
Num país onde youtubers, influencers, coaches, "empresários e investidores de internet" e espécimes assemelhados têm a fórmula para "ficar rico" sem precisar aprender muito (ou nada), os professores são esquecidos.
A Educação, que deveria ser assunto urgentíssimo num país com tantos problemas como o Brasil, não faz parte das prioridades imediatas dos governos. É apenas mais um item a ser citado nas campanhas eleitorais. Há pouco houve até um presidente, que planejava fechar universidades federais. Não é, pois, de se admirar, que o nível educacional e cultural do país esteja ficando pior a cada década.
Por essas e outras o "apagão de professores" está à porta do nosso país. Veja o artigo do jornal eletrônico "Outras Mídias":
https://outraspalavras.net/outrasmidias/o-apagao-de-professores-no-brasil/
Labels: Assim se vive no Brasil, E aí qual é a resposta?
Eliseu Visconti (1866-1944)
Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site Projeto Eliseu Visconti abaixo:
Outras leituras
quinta-feira, 2 de maio de 2024“Este
trabalho revela que neste nosso Brasil republicano e pós-moderno, esperar numa
fila ainda é algo desagradável e, quase sempre, ofensivo. Quem se percebe como
superior exige atenção imediata. E como todos são superiores, posto que a superioridade
é sempre relativa a múltiplos critérios subjetivos e objetivos de classificação,
há um sentimento de indizível mal-estar e até mesmo de recusa quando nos
deparamos com a fila. Nesse sentido, vale mencionar a velha piada que um
americano, mas filho de um inglês moldado no mais acabado estilo britânico,
gostava de contar na frente do pai. “Você sabe – dizia ele para mim com um
sorriso malicioso – como se descobre um inglês? Fácil... Ele é descoberto
porque, ao encontrar duas pessoas paradas uma atrás da outra, ele imediatamente
forma uma fila!”
Já
no Brasil, ficamos decepcionados, ansiosos ou até mesmo irritados quando nos
deparamos com uma fila. A reação exprime a autovisão de que não merecemos uma
espera; a qual cabe sempre aos outros. Vocês são feitos para a fila (e para a
espera igualitária e subordinada), eu não! No Brasil, temos um problema com o
tratamento impessoal e automático, denotativo de que seriamos “pessoas comuns”.
Tal como ocorre no trânsito, conforme demonstrei no meu livro Fé em Deus e pé na tábua (Rio de Janeiro:
Rocco, 2010), essa reação revela uma alergia a situações igualitárias e a nossa
saudade de um velho mundo hierarquizado no qual todos sabiam com quem falavam. Aquele
universo dos nossos ancestrais e de algumas áreas de nosso sistema, pois as
mudanças não são lineares e muito menos uniformes e gerais.”
Roberto DaMatta e Alberto Junqueira, Fila e democracia
Labels: Antropologia, Assim se vive no Brasil, Autores, Cultura, Sociologia