“Essa tese primordial compele-nos a
supor que as diferentes formas de prática a que correspondem os diferentes
períodos ou modos de desenvolvimento sócio-psíquico determinam a formação de
processos psicológicos que se diferenciam pela sua própria estrutura, e que as
pessoas que vivem nas condições de diferentes regimes históricos diferenciam-se
não apenas pelas diferentes formas de prática e pelos diferentes conteúdos de
sua consciência, mas também pelas diferentes estruturas das formas fundamentais
da atividade consciente.
Com isso, nossa tese básica também
nos leva a presumir que as mudanças histórico-sociais significativas –
mudanças vinculadas à alteração dos regimes sócio-históricos e a transformações
culturais radicais – conduzem a mudanças radicais na estrutura dos processos
psíquicos e, em primeiro lugar, à reestruturação radical da atividade
cognitiva. Tal reestruturação implica não apenas a utilização de novos códigos
de organização da atividade cognitiva, mas também uma mudança fundamental na
correlação dos processos psíquicos com cuja ajuda essa atividade cognitiva
desencadeia a sua efetivação.”
Alexander Luria (1902-1977) psicólogo russo, pioneiro da psicologia do desenvolvimento e da neuropsicologia em A Psicologia como Ciência Histórica
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