Ouro de Tolo - Raul Seixas

sábado, 30 de novembro de 2024

 Música brasileira


Raul Seixas

Álbum: Krig-há Bandolo! (1973)

Música: Ouro de Tolo



https://www.youtube.com/watch?v=-P9kc2DFu98


Ouro de Tolo é um compacto do cantor e compositor Raul Seixas, lançado em maio de 1973 pela gravadora Philips Records e presente no álbum Krig-ha, Bandolo!

O nome faz uma alusão a sua utilização durante a Idade Média quando falsos alquimistas prometiam realmente transformar chumbo em ouro, quando a linguagem da alquimia era, na verdade, metafórica ou simbólica, referindo-se à transformação espiritual do homem de um estado "pesado", o chumbo, para outro de elevação, o ouro.  Assim, transpondo para os próprios ideais e aspirações de Raul Seixas na época, percebe-se que ele indica que o verdadeiro ouro estava no despertar da consciência individual, visando à construção da Sociedade Alternativa, e não no discurso ufanista e triunfalista da ditadura militar da época. Logo, o disco voador ao final da letra seria uma referência a essa nova sociedade a ser construída.

O sonho do brasileiro na década de 70 era poder comprar televisão e carro. Aí, o ousado e gênio controverso, Raul Seixas, vai lá e critica tudo isso criando uma letra cheia de sarcasmo, em Ouro de Tolo. A música, que apresenta uma crítica ácida sobre os sonhos e anseios patéticos da sociedade, foi uma das principais responsáveis por projetar Raul Seixas para o sucesso nacional. A sonoridade leve de Ouro de Tolo se contrapõe à letra que é um verdadeiro tapa na cara da classe média brasileira, e que até hoje faz todo o sentido para compreender nossos valores em tempos sombrios e marcados pelo ódio. 

 

(Fonte do texto: Wikipedia e site Letra, por Érika Freire)

Outras leituras

sexta-feira, 29 de novembro de 2024


 

“Há uma frase famosa no romance O único e eterno rei, de T. H. White: 'Tudo que não é proibido é compulsório.' Os físicos levam essa afirmação muito a sério. Se não houver uma lei física que proíba certo fenômeno, então provavelmente ele acontece em algum lugar do universo. Por exemplo: ainda que buracos de minhoca sejam incrivelmente difíceis de ser criados, alguns físicos especulam que talvez eles tenham existido no começo dos tempos e se expandiram após o Big Bang. Talvez eles existam naturalmente. Um dia, quem sabe, nossos telescópios talvez encontrem um buraco de minhoca no espaço. Ainda que buracos de minhoca tenham atiçado a imaginação de autores de ficção científica, criar um, de fato, em laboratório introduz problemas formidáveis.” (Kaku, 109 e 110)

 

“Por exemplo, se a força nuclear fosse um pouquinho mais fraca, o sol nunca teria acendido, e o sistema solar seria escuro. Se a força nuclear fosse um pouquinho mais forte, o sol já teria se exaurido há bilhões de anos. A força nuclear tem a intensidade certa. Do mesmo modo, se a gravidade fosse um pouquinho mais fraca, talvez o Big Bang já tivesse dado lugar ao Big Freeze, com um universo frio e morto se expandindo. Se a gravidade fosse um pouquinho mais forte, já teríamos chegado ao Big Crunch, e toda a vida teria se extinguido no colapso do universo. Mas a gravidade tem a intensidade certa para permitir que estrelas e planetas se formem e durem tempo suficiente para o surgimento da vida. Podemos listar vários desses acidentes que tornam a vida possível, e em cada um deles estamos no meio da 'Zona de Cachinhos Dourados'. O universo é uma grande loteria, e nós temos o bilhete premiado. Mas, segundo a teoria do multiverso, isso significa que coexistimos com um grande número de universos mortos.” (Kaku, págs. 157 e 158)

 

“Mas é difícil argumentar que o universo tem sentido se o universo vai acabar um dia. A física, de certo modo, já proferiu uma sentença de morte para o universo. Apesar de todas as discussões profundas sobre sentido e propósito do universo, talvez seja tudo inócuo, porque o universo está destinado a perecer em um Big Freeze. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, tudo que existe em um sistema fechado vai um dia decair, enferrujar ou se desmanchar. A ordem natural das coisas é o declínio e o fim eventual de sua existência. Parece inescapável que todas as coisas morram quando o próprio universo morrer. Então, qualquer sentido que tenhamos atribuído ao universo será apagado quando o universo deixar de existir.” (Kaku, pág. 174)

 

Michio Kaku, astrofísico estadunidense em A equação de Deus: A busca por uma Teoria de Tudo 

Conteúdos da internet

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

 (Fonte: Andre Dahmer)

Frases de Meio Ambiente

quarta-feira, 27 de novembro de 2024


 “Falamos muitas vezes em salvar o planeta, mas a verdade é que devemos fazer estas coisas para nos salvarmos.”

 

David Attenborough (1926-), biólogo e naturalista britânico em Uma vida em nosso planeta: minha declaração de testemunha e uma visão para o futuro (Fonte: Goodreads)

Leituras diárias

terça-feira, 26 de novembro de 2024


 

“Os ricos, como ricos, são por si mesmos burgueses; os pobres, como pobres, são por si mesmos proletários. Uma vez definida esta dicotomia quase óbvia, a análise marxiana das classes dá um segundo passo afirmando que, além da inserção efetiva na classe dos ricos ou dos pobres, é necessária a consciência de pertencer a uma ou à outra. No caso dos proletários, é preciso consciência da injustiça sofrida. Vou dar um exemplo puramente hipotético: suponhamos que em um universo de cem pessoas, dez sejam ricas, conscientes de que existem diferenças de classe e também convencidas de estarem em seu direito, porque, dizem, ‘sou mais inteligente, meu pai se esforçou mais do que o seu, tenho mais sorte, porque... porque... porque...; seja como for, sou rico e tenho pleno direito de sê-lo’. E admitamos que haja noventa pobres, setenta dos quais estão convencidos de que é natural sê-lo porque lhes disseram na escola, na fábrica, na igreja. Esses setenta, segundo Marx, são ‘alienados’, ou seja, cada um deles é pobre, mas raciocina como se fosse um alius, um outro – um rico.” (Filosofia Ciência&Vida, pág. 22)

 

Trecho da entrevista do sociólogo, professor e escritor Domenico De Masi (1938-2023) dada à revista Filosofia Ciência&Vida nº 158

A frase do dia

segunda-feira, 25 de novembro de 2024


 

“Só nos resta um dia, sempre recomeçando: nos é dado ao amanhecer e tirado ao anoitecer.”

 

Jean-Paul Sartre (1905-1980), filósofo, escritor e crítico francês. Fonte: Goodreads.

Tânia Pedrosa (1933-)

domingo, 24 de novembro de 2024

Conheça mais sobre a vida e obra da artista no site Arte Contemporânea de Alagoas abaixo:

Sem anistia pra eles!

Para preservar os valores da democracia é preciso punir exemplarmente todos os culpados! Todos eles!


 (Fonte: Camisas de Luta)

O sonho acabou - Gilberto Gil

sábado, 23 de novembro de 2024

 Música brasileira


Gilberto Gil

Álbum: Expresso 222 (1972)

Música: O sonho acabou




https://www.youtube.com/watch?v=Q1IgJbmKkmc&list=PLInl5NXr06Rk002P9y0_2Na_7SR7seFRm&index=8


Expresso 2222 é o quinto álbum de estúdio do cantor e compositor baiano Gilberto Gil, lançado em julho de 1972, ano importante para a música brasileira. Além do lançamento de Expresso 2222, Caetano Veloso vinha com seu clássico Transa, Milton Nascimento e Lô Borges criavam o Clube da Esquina e os Novos Baianos inventavam Acabou Chorare. Acabada a efervescência cultural dos anos 1960, a década seguinte foi um período de mudanças com a intensificação do regime militar e de seus mecanismos de censura. E a música da época refletia o clima de tensão vivido no país e oferecia aos artistas uma forma de responder à repressão política por meio da celebração da tradição popular brasileira.

Expresso 2222 é um dos frutos mais emblemáticos dessa leva não somente por recuperar tão bem a música nordestina que formou Gilberto Gil nos anos 50 e 60, mas também por adicionar a ela ideias vindas de seu tempo de exílio na Inglaterra. O álbum é tanto um retorno triunfal ao solo em que o compositor foi criado quanto uma abertura ao novo e ao futuro. Como todo clássico do baiano, o disco traz em si um microcosmo. É um universo de temáticas e sons tão denso que merece sozinho uma análise mais detalhada.

Além-mar, em Londres, Gil passou três anos sob influência do Rock e do Pop britânico e americano e entrou em contato mais intenso com nomes como Beatles, Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Bob Marley. As canções lançadas durante o período eram mais experimentais, mas foi em 2222 que o compositor decidiu levar as escolas norte-americana e europeia para dentro das tradições brasileiras. Retornar ao Brasil significava retornar ao Nordeste, aos clássicos do Forró e do Baião e aos temas do universo sertanejo de Pernambuco e do interior da Bahia. Em 2222, Gil recorre a Luiz Gonzaga, Dominguinhos, ao paraibano Jackson do Pandeiro e a outros ícones que contribuem para a festa.

A frase “O sonho acabou” é uma referência à música “God” do primeiro álbum de John Lennon (John Lennon/Plastic Ono Band), depois da separação dos Beatles. A última frase da música é The dream is over (o sonho acabou). A expressão também foi interpretada como sendo o fim de muitos ideais da juventude dos anos 1960.

 

(Fontes do texto: Wikipedia, Monkey Buzz e editor do blog)

Outras leituras

sexta-feira, 22 de novembro de 2024


 

“O pessimista costuma ser entendido como aquele que reclama, sempre apontando o que está errado, sem nunca oferecer uma solução. Mas na maioria das vezes os pessimistas são os filósofos mais calados, submergindo os seus próprios suspiros na letargia do descontentamento. O pequeno som que ele faz não interessa a ninguém - “Já ouvi tudo isso antes”, “diga-me algo que eu não sei”, som e fúria, sem significar nada.  

Ao levantar problemas sem soluções, ao colocar questões sem respostas, ao retirar-se para a morada hermética e cavernosa da reclamação, o pessimismo é culpado pelo mais indesculpável dos crimes ocidentais – o crime de não fingir que é real. O pessimismo não consegue cumprir o princípio mais básico da filosofia – o “como se”. Pense como se isso fosse útil, aja como se isso fosse fazer diferença, fale como se houvesse algo a dizer, viva como se você não estivesse, de fato, sendo vivido por alguma não-entidade murmurante, ao mesmo tempo sombria e turva.”

 

Eugene Thacker, filósofo e professor de Estudos Midiáticos na New School of New York City em Cosmic Pessimism (Pessimismo Cósmico)

Dia Mundial da Filosofia

quinta-feira, 21 de novembro de 2024


Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez da humanidade; e não tenho certeza sobre o universo.”

Albert Einstein

Falando nisso...

quarta-feira, 20 de novembro de 2024


 (Fonte: Site Nani Humor)

Leituras diárias

terça-feira, 19 de novembro de 2024

 

“Tal como Taylor, Ford buscará abolir todo trabalho que não gere valor. Seu primeiro objetivo será fixar os/as trabalhadores/as nos postos, evitando deslocamentos pela empresa. Daí a ideia de colocar não apenas o objeto de trabalho, mas as ferramentas e máquinas ao alcance da mão dos/as operadores/as. Os postos e bancadas, aliás, seriam arranjados para permitir uma articulação e um fluxo contínuo entre as diversas operações da fábrica, a fim de que, em cada ponto, fosse agregado valor, com um mínimo de perda em termos de tempo e de deslocamento. Disso emergiu a construção de famosa linha de montagem automática na fábrica de Detroit em 1913, uma adaptação à produção de automóveis de um aparato já usado nos matadouros de Chicago no esquartejamento de reses, cujos corpos eram transportados em carretilhas (Fleury, Vargas, 1983). A linha de montagem de Ford constituía-se de um mecanismo de transferência com movimento contínuo dos objetos de trabalho, que eram levados a quase todas as seções da planta, enquanto o produto sofria a intervenção dos/as trabalhadores/as até que pudesse ser finalmente testado e posto no mercado.

Cada um dos postos de trabalho deveria ter suas atividades reduzidas (tal como no taylorismo) a um conjunto de tarefas detalhadamente prescritas em termos de tempo e modo de execução, bem como quanto às ferramentas a serem usadas, ali presentes já em lotes e permitindo rápido acesso. O número de postos, sua disposição espacial, as tarefas e o número de trabalhadores/as eram articulados visando uma intervenção uniforme, a fim de manter todo o conjunto numa cadência firme e constante e intensificar tanto quanto possível o consumo produtivo da força de trabalho.” (Pinto e Antunes, págs. 36 e 37).

“Cabe aqui analisar o alcance maior dessas experiências. O binômio taylorismo-fordismo foi muito mais que um método de organização do trabalho e da produção. Foi um movimento de reestruturação produtiva nos Estados Unidos, visando a ampliação da produção e a extensão do mercado de consumo. E como tal implicou também uma reformulação da própria sociabilidade, uma retomada de posição das forças capitalistas contra o/a trabalhador/a coletivo/a organizado/a. O taylorismo-fordismo foi, enfim, uma resposta às contradições internas do sistema capitalista, buscando gerar um contingente de trabalhadores/as facilmente substituíveis segundo suas qualificações. O binômio taylorismo-fordismo deve, pois, ser entendido como um conjunto de elementos pertinentes à formação de um novo tipo de trabalhador/a, adaptado a uma nova configuração de produção capitalista. Visou, subsequentemente, formar uma nova classe trabalhadora e um ideal de “novo cidadão”, numa nova ordem burguesa. Em particular, a experiência fordista delineia, assim, uma trajetória que se estende desde a reformulação da organização industrial e produtiva como um todo, para desencadear ‘num novo projeto societário dentro dos limites da reprodução do capital’.” (Pinto e Antunes, pág. 44).

 

Geraldo Auguto Pinto, Ricardo Antunes, A fábrica da educação: Da especialização taylorista à flexibilização toyotista

A frase do dia

segunda-feira, 18 de novembro de 2024


 

“Quer você experimente o céu ou o inferno, lembre-se de que é a sua mente quem os cria.”

 

Timothy Leary (1920-1996), psicólogo americano, pioneiro nas experiências com drogas psicodélicas em The Psychedelic Experience: A Manual Based on the Tibetan Book of the Dead (A experiência psicodélica: um manual baseado no Livro Tibetano dos Mortos). Fonte: Goodreads

A Tropicália

domingo, 17 de novembro de 2024


(Fonte: Jornal O Globo)

A Tropicália foi um movimento cultural que marcou a sociedade brasileira nos anos 1960 e 1970. Música, artes plásticas, literatura, jornalismo, cinema, comportamento, foram influenciados pelo movimento que teve várias facetas e protagonistas.

Veja mais sobre este período de intensa atividade cultural na história recente brasileira acessando o site "Tropicália" de Ana de Oliveira, no link abaixo:

http://tropicalia.com.br/

Acabou chorare - Novos Baianos

sábado, 16 de novembro de 2024

Música brasileira


Novos Baianos

Álbum: Acabou chorare (1972)

Música: Acabou chorare




https://www.youtube.com/watch?v=ULx6XeLZSSc&list=OLAK5uy_l2OBKh2G9f6_axy9DPeW8WiLb76xwiUek


Acabou Chorare é o segundo álbum de estúdio do grupo musical brasileiro Novos Baianos. O disco foi lançado em 1972 pela gravadora Som Livre, após o relativo sucesso de É Ferro na Boneca (1970), que ainda procurava identidade. Adotando a guitarra expressiva de Jimi Hendrix e a brasilidade de Assis Valente, e sobretudo a influência estrondosa de João Gilberto, que também serviu de mentor do grupo na época da realização do disco, o grupo realizou uma obra que apresenta grande versatilidade de gêneros musicais.

Mais de 50 anos após seu lançamento, o álbum permanece como um dos mais importantes da música popular brasileira e também um dos mais influentes. Novas gerações de músicos, especialmente cantoras, como Vanessa da MataMarisa MonteCéuRoberta SáMariana Aydar, beberam de sua fonte e, além de sua fama, gozou de amplo reconhecimento crítico.

 

(Fonte: Wikipedia)

Outras leituras

sexta-feira, 15 de novembro de 2024


 

“O que é, de fato, a vontade? A vontade não é nada mais do que a compreensão, efetuada por nossa mente, de que entre dois motivos, um é mais poderoso que o outro. A vontade é talvez o elemento menos voluntário e menos livre da nossa constituição. Antes que se manifeste, muitas vezes estamos num estado que nos dá a ilusão de liberdade. Ainda ignoramos se devemos ir para a direita ou para a esquerda. Estes momentos de hesitação são por vezes agradáveis ​​e por vezes desagradáveis. Na maioria das vezes eles passam despercebidos e nos encontramos frente a um dos dois caminhos, totalmente inconscientes. Nossa vontade agiu mecanicamente. Nossa mente funcionou como uma balança automática.

Seja o que for que façamos, há uma causa, e esta causa depende de outra, e assim por diante, até o infinito. Se neste momento estou fumando um charuto é porque Cristóvão Colombo descobriu a América. A busca por causas leva à autenticações desta ordem. Mas nossos atos têm apenas uma causa direta. Várias influências se combinaram e pesaram sobre a alavanca. Muitas vezes, quando refletimos sobre os motivos dos nossos atos, imaginamos que os encontramos, mas a razão mais importante nos escapou. Procurar exemplos disto seria entrar no absurdo; Pascal deu um que se tornou famoso – seu epigrama sobre o nariz de Cleópatra.

É pouco dizer que os efeitos e as causas estão unidos como os elos de uma corrente. Vejo efeitos e causas mais sob a forma de um tecido extremamente complicado, do qual cada fio depende dos outros. Mas tal representação não pode ser feita materialmente. Basta-nos compreender e admitir que nenhuma das nossas ações é o início de uma série. Existe apenas uma única série, que parece não ter tido começo e cujo fim é impossível de prever. Não obstante, temos o sentimento de liberdade e, consequentemente, de responsabilidade. Estas são ilusões muito curiosas e muito misteriosas, mas mesmo assim ilusões. Entre aquelas que compõem a nossa vida, são talvez as mais úteis; elas são ainda mais, - elas são necessárias. Não somos livres, mas não podemos agir exceto acreditando que somos livres.

Se por um momento parássemos realmente de acreditar no livre arbítrio, deveríamos imediatamente deixar de agir por completo. Em seu livro sobre 'A Duplicidade Humana', M. Camille Sabatier escreveu: 'A liberdade é tão inexplicável quanto certa'. É, na minha opinião, a ilusão da liberdade que é tão inexplicável quanto certa e, acrescento, necessária. Onde concordo plenamente com ele é quando afirma que o assunto representa 'um mistério de nossa natureza'. Ele tentou uma explicação muito engenhosa, mas que, acredito, deixa ainda de pé as objeções deterministas.” (Gourmont, págs. 31 e 32)


“Civilização nada mais é do que uma sucessão de insurreições, ora contra a hostilidade das forças físicas, - especialmente contra o frio, - ora contra as forças sociais, que, após um período de utilidade, tendem quase sempre a evoluir na direção do parasitismo.” (Gourmont, pág. 43).

 

“O pessimismo não é um sentimento religioso nem moderno, embora muitas vezes tenha assumido forma religiosa e embora os pessimistas mais célebres pertençam ao século XIX. Os gregos, que sabiam tudo, conheciam o desespero de vivo: o pessimismo de Heráclito precedeu o otimismo de Platão. Poucas páginas são mais amargas do que aquelas em que o naturalista Plínio resume as misérias da vida humana. A natureza molda o homem sobre a terra; de todos os animais ele é o único destinado às lágrimas; ele chora desde o momento do nascimento e nunca ri antes do quadragésimo dia. E depois de ter enumerado todos os males e as paixões que desolam a humanidade, Plínio conclui aprovando o antigo epigrama grego: ‘É melhor não nascer ou morrer o mais rápido possível’.” (Gourmont, pág. 55).

 

 

Remy de Gourmont (1858-1915), escritor, poeta, crítico e filósofo francês em Philosophic Nights In Paris: Being selections from Promenades Philosophiques (Noites filosóficas em Paris: sendo seleções de Promenades Philosophiques)

Essa não poderia faltar

quinta-feira, 14 de novembro de 2024


 

Carlos Santana

Soul Sacrifice – Woodstock Festival (1969)


https://www.youtube.com/watch?v=sSp05euvRNU


Janaina Tschäpe (1973-)


Conheça mais sobre a vida e obra da artista no site da Galeria Carbono abaixo:

Empreendedorismo

quarta-feira, 13 de novembro de 2024


(Fonte: Duke Chargista/Facebook)
 

Entenda a economia em 15 minutos

terça-feira, 12 de novembro de 2024


 (Fonte: ifo institut)

Veja o mais recente vídeo do economista, professor e consultor internacional Ladislau Dowbor (1941- ), que explica o funcionamento da economia brasileira. Acesse o vídeo no link abaixo:

Três mulheres

 



Três Mulheres

pintura de Susan Weiss Rose, novembro 2024

A frase do dia

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

 

“É possível que eu faça muito pouco de mim mesmo; mas este pouco é tudo, e melhor do que aquilo que permito que seja feito de mim pelo poder dos outros, pela prática dos costumes, da religião, das leis, do Estado.”

 

Max Stirner (Johann Kaspar Schmidt, 1806-1856), filósofo alemão em O único e sua propriedade

Edgar Morin (1921-)

domingo, 10 de novembro de 2024

Veja entrevista (legendada) do filósofo e sociólogo francês Edgar Morin para o canal Fronteiras do Pensamento, falando sobre a relação entre a unidade e a diversidade:

https://www.youtube.com/watch?v=u8f-kiPG_LI&list=PLr2_ReqIw11IjJZsLd4QtHBaekH_WtNeB&index=4

Vida de cachorro - Mutantes

sábado, 9 de novembro de 2024

Música brasileira

Os Mutantes

Álbum: Mutantes e seus cometas no país dos Baurets (1972)

Música: Vida de cachorro



https://www.youtube.com/watch?v=IK9mzcCONV0&list=PLG7EJIS7WXbyt7wF7BDmrrpYLdLRSkAF4&index=2


Os Mutantes foi uma banda brasileira de rock psicodélico formada durante o Movimento Tropicalista, no ano de 1966, em São Paulo, por Arnaldo BaptistaRita Lee e Sérgio Dias. Também participaram do grupo Liminha e Dinho Leme. A banda é considerada um dos principais grupos do rock brasileiro. Assim como grande parte dos grupos dos anos de 1960, Os Mutantes foram fortemente influenciados por The BeatlesJimi Hendrix e Sly & the Family Stone. No entanto, os músicos brasileiros eram também mergulhados em sua cultura local, exercendo sua própria criatividade na utilização de feedback, distorção e truques de estúdio de todos os tipos, assim como era feito pelo quarteto de Liverpool e pelo grupo The Beach Boys. Nesse sentido foram pioneiros na mescla do rock and roll com elementos musicais e temáticos brasileiros. Outra característica do grupo era a irreverência. Eles trouxeram uma espécie de mistura da música estrangeira com a brasileira e a adição de novas ideias, com doses de experimentalismo, abrindo, assim, o caminho para o hibridismo musical.


(Fonte: Wikipedia)

Outras leituras

sexta-feira, 8 de novembro de 2024
 

“Ninguém pode saber tudo sobre tudo, mas ao homem culto a cultura lhe servia pelo menos para estabelecer hierarquias e preferências no campo do saber e dos valores estéticos. Na era da especialização e do desabamento da cultura, as hierarquias desapareceram numa mistura amorfa – aquela que iguala na confusão as inumeráveis formas de vida batizadas como culturas; todas as ciências e as técnicas se justificam e equivalem, e já não há modo de discernir com objetividade o que é belo na arte e o que não é. Falar deste modo já é, inclusive, obsceno, pois a noção de beleza está tão desacreditada quanto a ideia clássica de cultura.”

 

Mario Vargas Llosa (1936-), escritor, jornalista, ensaísta, político e professor peruano, Prêmio Nobel de Literatura (2010) em palestra publicada na revista Dicta&Contradicta nº 6 

Taxar grandes fortunas, quando? (Pergunte ao Congresso!)

quinta-feira, 7 de novembro de 2024


 (Fonte Facebook / Zeca Dirceu)

Antonio Gomide (1895-1967)


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site GUIA DAS ARTES abaixo:

https://www.guiadasartes.com.br/antonio-goncalves-gomide/obras-e-biografia

"Empresário de si" uberizado

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

(Fonte: Contexto Online)


Leia artigo "Foucault - O empresário de si" no site Razão Inadequada abaixo:

O que eles pensam


 

“Deixar de puni-lo (Bolsonaro), tanto pelos vários crimes eleitorais como pelos delitos penais, já seria inquietante. Conceder uma anistia que é como dizer ‘nós vimos o que você fez, mas não achamos que seja grave’ seria incomensuravelmente pior. Seria um convite a próximos governantes com tendências autoritárias para atropelar as regras que não gostem sem se preocupar com a responsabilização futura.”

 

Trecho do artigo “Suicídio democrático”, de Hélio Schwartsman, publicado no jornal Folha de São Paulo, em 02/11/2024.

Leituras diárias

terça-feira, 5 de novembro de 2024


 

“Hoje, a fabricação industrial expõe em escala planetária a ‘construção em plataforma’ dos mais variados bens, dos automóveis aos computadores e às roupas. A plataforma vem a ser um objetivo básico ao qual são aplicadas pequenas mudanças superficiais, para transformar o produto numa marca específica. O processo de produção não é exatamente o conhecido processo industrial de produção de bens em massa. As tecnologias modernas são capazes de transformar rapidamente a forma e o tamanho de garrafas e caixas; os conteúdos também podem ser maquiados com mais rapidez na produção eletrônica do que na antiquada linha de montagem, na qual as ferramentas serviam de maneira fixa a uma mesma finalidade.

Os fabricantes referem-se a essas mudanças embutidas na moderna plataforma como ‘laminagem a ouro’, e a imagem é boa. Para vender algo essencialmente padronizado, o comerciante exalta o valor de pequenas diferenciações concebidas e executadas de maneira rápida e fácil, de tal maneira que é a superfície que importa. Para o consumidor, a marca deve ter mais relevância que a coisa em si.

A fabricação de automóveis é um bom exemplo. Gigantes do setor como a Volkswagen e a Ford podem produzir e efetivamente produzem versões de um automóvel global – uma plataforma básica de estrutura, motor e peças –, para em seguida fazer a ‘laminagem a ouro’ das diferenças superficiais. Não raro, neste tipo de produção, a montagem na plataforma é feita em países de mão de obra barata no mundo em desenvolvimento; a ‘laminagem a ouro’ em fábricas de acabamento mais próximas dos mercados locais. Os computadores são fabricados da mesma maneira: chips, placas de circuito e partes externas produzidos em plataforma comum longe do mercado transformam-se em marcas quando já estão mais próximos dos mercados, no tempo como no espaço.” (Sennett, págs. 133 e 134).

 

Richard Sennett, A cultura do novo capitalismo

Essa não poderia faltar

segunda-feira, 4 de novembro de 2024


George Harrison

My sweet Lord (1970)


https://www.youtube.com/watch?v=04v-SdKeEpE

O que é "uberização" do trabalho?

domingo, 3 de novembro de 2024

(Fonte: Coonecta/Rovena Rosa/Agência Brasil)

O capitalismo está baseado na exploração do trabalho. Por isso, desenvolve novas formas de reduzir custos de produção/distribuição, incluindo os da mão de obra.

Veja vídeo da TV Unicamp, com o Prof. Ricardo Antunes, explicando no que consiste o trabalho "uberizado" (plataformizado):

https://www.youtube.com/watch?v=2ifg2U8A9rI

A primeira batalha - A Barca do Sol

sábado, 2 de novembro de 2024

 Música brasileira 


A Barca do Sol

Álbum: A Barca do Sol (1974)

Música: A primeira batalha 




https://www.youtube.com/watch?v=Ed_9DzNnMw0


A Barca do Sol foi uma banda brasileira de rock progressivo e MPB formada em 1973 na cidade do Rio de Janeiro, e desfeita em 1981, após o lançamento de três álbuns de estúdio - A Barca do Sol, de 1974; Durante o Verão, de 1976; e Pirata, de 1979. O grupo fez grande sucesso de crítica enquanto esteve em atividade, embora tenha permanecido restrito a nichos de público. Seu estilo musical diferenciado dentro do panorama da música popular no Brasil - valendo-se majoritariamente de instrumentos de sopro como solistas e mantendo a composição de canções e não de temas instrumentais - garantiram para o conjunto um lugar único na música popular brasileira, tornando-o de difícil classificação.

 

(Fonte: Wikipedia)

Outras leituras

sexta-feira, 1 de novembro de 2024


 

“Sem dúvida, o regime que se implantou, sob o rótulo de socialismo, não atendia às prescrições que Marx e Engels lhe atribuíram. Para esses, o socialismo é um regime que só começa, pelo menos, ali onde a ‘imensa maioria’ da sociedade, por seu elevado nível social, ‘espontaneamente ‘, tende a praticá-lo. Como Isaac Deutscher observou, a camada de mujiques analfabetos e a incipiente classe obreira que constituíam o grosso da população russa, em 1917, não ofereciam condições sociais maduras para a instauração do socialismo. E os próprios líderes bolchevistas, pensavam assim e fizeram a Revolução na certeza de que, logo após, o mundo ocidental se levantaria para derrocar o capitalismo. Suas intenções eram idôneas. Seus ideais, sinceros. Mas, o mundo ocidental não respondeu à Revolução e assim os líderes bolchevistas, pela lógica da situação criada, para não perder o poder, foram compelidos a realizar o ‘socialismo num só país’. Estava Lênin ainda no poder, quando Kautsky escreveu: ‘O governo de Lênin está ameaçado de um novo Termidor’. Mas pode ocorrer outra coisa. A história não se repete. Um governo que se propõe um fim que não pode alcançar nas condições em que atua pode fracassar de duas maneiras. Acaba por cair, se aferrar ao programa. Pode manter-se, se vai modificando o seu programa, e acaba por abandoná-lo. Para a causa, o resultado é o mesmo por um procedimento ou por outro. Agora, para as pessoas, varia muito a situação, se conservam em suas mãos o poder do Estado ou caiam vencidas indefesas nas mãos de seus inimigos. Os líderes bolchevistas foram realistas. Adaptaram-se às circunstâncias, brutalmente, ferindo a sensibilidade dos ‘marxistas ocidentais’, como Kautsky, Rosa Luxemburgo e, em nossos dias, Rubel, Daniel Guérin e tantos outros que têm denunciado a infidelidade dos soviéticos às concepções originais de Marx e Engels.”. (Ramos, pág. 80)

 

Alberto Guerreiro Ramos (1915-1982), sociólogo brasileiro em Mito e verdade da revolução brasileira