“Os jesuítas escolheriam um dos deuses menos importantes, Tupã, o
do trovão, para estabelecer a equivalência com o Deus único dos europeus. Uma
escolha estranha, aliás: os indígenas não só davam pouca atenção a Tupã como
não gostavam dele. Era temido porque os seus raios podiam provocar a morte e
destruição. Aparentemente, os religiosos cristãos não quiseram desafiar uma
entidade mais popular do panteão. Preferiram dar um novo significado para o
deus menor, sem perder uma característica constante na Bíblia, em especial no
Antigo Testamento – o fato de que Deus pode ser bastante violento.”
Tiago Cordeiro, jornalista e escritor em Os Primeiros Brasileiros


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