Leia o livro Quem manda no mundo, do linguista, filósofo e sociólogo americano Noam Chomsky.
Faça download do livro no link no site da USP abaixo:
https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=2664451&forceview=1
(Online desde 21 de maio de 2010 - Editor: Ricardo Ernesto Rose)
Leia o livro Quem manda no mundo, do linguista, filósofo e sociólogo americano Noam Chomsky.
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Veja entrevista com o ex-presidente do Uruguai (2010-2015), ex-guerrilheiro tupamaro, ex-preso político José Mujica, dada ao site HUMAN.
As melhores músicas do rock
Peter Pan Speedrock
Álbum: Lucky Bastards (2003)
Música: Dead End
Peter Pan Speedrock foi uma banda holandesa fundada em 1995 pelo guitarrista Peter van Elderen, acompanhado pelo baterista
Bart Nederhand e pelo baixista Bob Muileboom. Após o primeiro álbum Muileboom
foi substituído por Bart Geevers, que permaneceria como membro permanente.
Peter Pan Speedrock cresceu e se tornou um nome estabelecido na cena do hard rock
holandês. No dia 26 de novembro de 2016, após 20 anos de história da banda,
encerraram a carreira com um concerto de despedida na sala de concertos Effenaar
em Eindhoven, com lotação esgotada.
(Fonte: adaptação do Wikipedia)
“A
influência de Hegel e Schleiermacher começou a atuar no jovem (Ludwig) Feuerbach,
que em 1839 teve um súbito lampejo de percepção, semelhante a uma espécie de
conversão religiosa. Ele se convenceu de que a compreensão da verdade por parte
de Hegel estava de cabeça para baixo. Hegel tinha ‘feito do espírito o pai da
matéria’, mas a verdade é que ‘a matéria era o pai do espírito’. Hegel concebeu
a matéria física como emanando da mente; Feuerbach estava convencido de que a
mente emanava da matéria física na forma de organismos humanos. Hegel começou
com o espírito e teve de explicar a existência da matéria física; Feuerbach
partiu da matéria física e explicou como ela deu origem à consciência humana,
às ideias, à cultura e a tudo o que está envolvido na espiritualidade humana. Hegel
expôs uma filosofia idealista; Feuerbach sua inversão materialista.”
Lloyd Geering, Reimaginando Deus: a jornada de fé de um herege moderno (original em
inglês – Reimagining God: The faith journey of a herectic)
Graciliano Ramos de
Oliveira nasceu em Quebrangulo, 27
de outubro de 1892
numa numerosa família de classe média. Viveu sua infância migrando para várias
cidades do Nordeste. Já adulto, fixa residência na cidade do Rio de Janeiro,
onde trabalha como jornalista, escrevendo para “O Malho” e “O Correio da Manhã”.
Em 1915, com a morte dos irmãos Octacília, Leonor e Clodoaldo e também do
sobrinho Heleno, todos vitimados pela epidemia de peste bubônica, retorna à sua
região, fixando-se em Palmeira dos Índios, no estado de Alagoas, onde seu pai
era comerciante.
Ainda
em 1915, casa-se com Maria Augusta Barros, que falece em 1920, deixando-lhe
quatro filhos. Em 1927 foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios, cargo que
ocupou por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Os relatórios da
prefeitura que escreveu durante seu mandato, encaminhados à capital federal no
Rio de Janeiro, chamaram a atenção de Augusto Frederico Schmidt,
editor carioca que o animou a publicar seu romance Caetés (1933).
Durante
a maior parte da década de 1930, Graciliano viveu em Maceió trabalhando na
Imprensa Oficial, como diretor da Instrução Pública do estado e como professor.
Foi nesta década que publicou seu romance São
Bernardo (1934). Em março de 1936, sob a acusação de ser militante apoiador
da Intentona Comunista de 1935, foi preso pelo governo de Getúlio Vargas. A
prisão o inspiraria a escrever duas de suas principais obras; Angústia (1936)
e o texto Baleia, que daria origem a Vidas Secas em 1938.
Nos
anos 1940 ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB),
a convite de seu secretário-geral, Luís Carlos Prestes. Nos
anos seguintes realizaria viagens a países europeus, incluindo a União Soviética, em 1952. Além das atividades no
setor público e na literatura, Graciliano também atuou como tradutor de obras literárias
do inglês e do francês.
Graciliano
adoeceu gravemente ainda em 1952, depois de sua viagem. No começo de 1953, foi
internado, mas acabou falecendo em 20 de março daquele ano, aos 60 anos, vítima
de câncer do pulmão.
Obras de Graciliano Ramos:
Caetés (1933);
São Bernardo (1934);
Angústia (1936);
Vidas
Secas (1938); A Terra dos Meninos Pelados (1939);
Pequena História da República (1940);
Brandão Entre o Mar e o Amor (1942); Histórias de Alexandre (1944);
Dois dedos (1945); Infância (1945);
Histórias Incompletas (1946);
Insônia (1947); Memórias do Cárcere (1953)
(obra póstuma); Viagem (1954)
(obra póstuma); Linhas Tortas (1962)
(obra póstuma); Viventes das Alagoas (1962)
(obra póstuma); Alexandre e Outros Heróis (1962)
(obra póstuma); Cartas (1980)
(obra póstuma); O Estribo de Prata (1984)
(obra póstuma); Cartas de amor à Heloísa (1992)
(obra póstuma): Garranchos (2012) (obra póstuma); Minsk (2013) (obra póstuma); Cangaços (2014) (obra póstuma); Conversas (2014) (obra póstuma); Luciana (2015) (obra póstuma); O antimodernista: Graciliano Ramos e
1922
(2022) (obra póstuma).
Frases
de Graciliano Ramos:
“Se a única coisa de que o homem terá certeza
é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano.”;
“Comovo-me em excesso, por natureza e por
ofício, acho medonho alguém viver sem paixões.”;
“Os escritores brasileiros, e falo dos
ficcionistas de agora e mesmo os do passado, podem no meu entender ser
divididos em duas categorias: os que têm uma 'maneira' de escrever, e são
poucos, e os que têm 'jeito', que são alguns mais numerosos. O resto é porcaria.”;
“Mas é bom um cidadão pensar que tem
influência no governo, embora não tenha nenhuma. Lá na fazenda o trabalhador
mais desgraçado está convencido de que, se deixar a peroba, o serviço emperra.
Eu cultivo a ilusão.”;
“Uma parte do brasileiro quer civilizar-se, a
outra conserva-se bugre, pintada a jenipapo e urucu; usa enduape e tem saudade
da antropofagia.”.
“Quem dormiu no chão deve lembra-se disto, impor-se disciplina, sentar-se em cadeiras duras, escrever em tábuas estreitas. Escreverá talvez asperezas, mas é delas que a vida é feita: inútil negá-las, contorná-las, envolvê-las em gaze.”
(Fontes consultadas: Wikipedia, Observatório da Imprensa, site Pensador; Revista Estação Literária; Livro: “Linhas Tortas”; site Frasesfamosas)
(Texto que originalmente publiquei na imprensa em 2009. Nada mudou em todos estes anos. Ao contrário, piorou)
Definindo o indefinível
O Brasil é um país tradicionalmente afeito às definições. No impasse, define-se uma nova política para isso e uma nova diretriz para aquilo, que muitas vezes acabam "esquecidas" e não são colocadas em prática. Tenta-se definir, detalhar e perde-se muito tempo olhando para as árvores, sem enxergar a floresta. É o que acontece, por exemplo, com o uso do termo desenvolvimento sustentável. A expressão, que passou a ser amplamente utilizada depois de sua divulgação através do Relatório Brundland, em 1987, foi incorporada ao vocabulário diário da sociedade. Mesmo assim (ou exatamente por isso), ainda é motivo de discussões acirradas. Alguns, de visão econômica mais intervencionista, defendem que a expressão é errada, que se trata de um oxímoro, já que "desenvolvimento", não pode ser sustentável, pois causa impactos econômicos e sócioambientais. Outros, mais entusiastas da "mão invisível do mercado", acham que o termo é aplicável a situações específicas, onde são contemplados os aspectos econômicos, sociais e ambientais.
Existem muitas definições do termo desenvolvimento sustentável e a
cada dia inventam-se novas. Enquanto avançam as discussões, calcadas em
posições ideológicas ou interesses econômicos, a Amazônia é transformada em
carvão e os rios em cloaca.
Enquanto isso...
É curiosa esta frequente utilização
do termo desenvolvimento sustentável por diversos agentes. Estes empregam a
expressão de olho nos benefícios para a sociedade, aqueles nos benefícios para
seus bolsos. Atualmente, um alienígena que chegasse a Brasília e que não
tivesse percorrido o País, conhecendo-o apenas através de determinada mídia,
teria a nítida impressão de não mais existirem grandes pendências econômicas,
sociais e ambientais a serem resolvidas e que estaríamos quase alcançando o
desenvolvimento sustentável (seja lá o que for isso). No mundo real, as coisas
são completamente diferentes. Vivemos em um país onde:
- A maioria das empresas luta diariamente
para sobreviver, tentando vender para um mercado consumidor que não se amplia e
cujo poder de compra vem gradualmente caindo;
- A questão ambiental na prática não
tem prioridade para os governos, fazendo com que órgãos legisladores e
controladores não tenham recursos para desempenhar suas funções;
- A questão social recebe o tratamento
que todos conhecemos: sistema de saúde desaparelhado, sistema previdenciário
sem recursos e justiça morosa.
Caindo na real
Desnecessário relacionar as mazelas
que todos conhecemos e com as quais convivemos ao longo de tantos governos.
Estamos todos, Governo, empresas, instituições e sociedade civil, muito longe
do desenvolvimento; mais ainda do sustentado (se é que existe em alguma parte).
A propaganda de grandes empresas e instituições, informando estarem praticando
o desenvolvimento sustentado, assemelha-se ao nosso costume de achar que basta
criar uma lei para resolver o problema e contentar a opinião pública. Na
moderna visão das ciências ambientais existe uma interdependência entre todos
os sistemas, soando anacrônico dizer que no espaço físico e social onde atua
determinada empresa é praticado o desenvolvimento sustentável, enquanto que à
sua volta grassa a estagnação econômica, a degradação ambiental e humana.
O tipo de desenvolvimento que
precisamos no momento é o que temos condições financeiras, sociais e culturais
de efetivamente programar: o "arroz com feijão", a geração de mais e
melhores empregos, a melhoria das condições sociais e o efetivo cumprimento da
legislação ambiental. Pode não ser tão sofisticado quanto o desenvolvimento
sustentado, mas pelo menos é o que deveríamos ter capacidade de programar em
pouco espaço de tempo. Quanto ao desenvolvimento sustentado, se efetivamente
for possível, este será uma conseqüência das boas práticas que utilizarmos nos
próximos anos.
(Imagens: fotografias de José Yalenti)
Veja entrevista com o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, publicada no site Breve Cotidiano
A entrevista, feita para o programa Sangue Latino, está no link abaixo:
As melhores músicas do rock
Udo Lindenberg & Das Panik-Orchester
Álbum: Ball Pompös (1974)
Música: Jonny Controletti
Udo Lindenberg nasceu em Gronau, na Alemanha, em 1946. Começou sua carreira em 1969 como baterista, acompanhando o grupo de jazz Emergency, que não fez sucesso. Iniciou sua carreira como cantor e compositor de rock em 1974. Durante sua longa carreira teve grande sucesso, principalmente na Alemanha, tendo sido acompanhado por diversas bandas. Lindenberg ainda está na ativa, tendo recentemente gravado uma música com o rapper alemão Apache 207.
(Fonte: Adaptação da Wikipedia)
“O
mais antigo simbionte da nossa história é sem dúvida o cão. Não se sabe
exatamente quando nossos antepassados começaram a domesticar esse valioso
animal, mas parece que foi pelo menos há dez mil anos. É uma história
verdadeiramente fascinante. Os antepassados selvagens do cão doméstico, espécie
de lobos, devem ter competido muito seriamente com nossos antepassados
caçadores. Tratava-se de dois tipos de caçadores cooperativos que atacavam
grandes presas, em grandes grupos, e, a princípio, não deviam ver-se com muito
bons olhos.” (Morris, pág. 193)
Desmond Morris, O macaco nu
Ricardo
Eugênio Boechat nasceu na
cidade de Buenos Aires em 13 de junho de 1952 e faleceu em São Paulo a 11 de
fevereiro de 2019. Era filho de um diplomata brasileiro descendente de
imigrantes suíços e da argentina Mercedes Carrascal.
Durante
toda sua vida profissional Boechat atuou como jornalista. Deu início à sua
carreira nos anos 1970, atuando como repórter do extinto jornal “Diário de
Notícias”. Nesse período também começou a atuar como colunista, trabalhando na
equipe de Ibrahim Sued.
Em
1983 vai trabalhar no jornal “O Globo”. Em 1987, durante seis meses, ocupou a secretaria de Comunicação
Social no governo Moreira Franco (1987-1991). Em seguida, voltou
para O Globo, até sua demissão em 2001. A partir de 2004, vai para o Grupo Bandeirantes de Comunicação,
onde atua como comentarista do Jornal da Noite. Ganhou reconhecimento
nacional através da BandNews FM, quando passou a ancorar o jornal
matinal da filial do Rio de Janeiro em 2005.
A
partir de 2006 passou a ser âncora do principal jornalístico das manhãs da rede
BAND tendo sido alçado a âncora do Jornal da
Band, na Rede Bandeirantes. No cargo, Boechat logo se tornou uma das
principais figuras da rádio e da TV. Mudando para São Paulo, o jornalista
continuou apresentando o jornalístico local do Rio de Janeiro diretamente dos
estúdios na capital paulista.
Boechat
atuou nos principais jornais do país, como “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de São
Paulo” e “Jornal do Brasil” e mantinha uma coluna semanal na revista “ISTO É”. Além
do jornalismo diário, Boechat também atuava como professor universitário desde
1994. Em 1999, lançou o livro Copacabana
Palace – Um hotel e sua história, que recupera a memória do famoso hotel
carioca.
Por
três vezes venceu o prêmio Esso, e foi agraciado
por várias vezes com o “Prêmio Comunique-se”; tendo sido o maior vencedor da
história do prêmio, e o único a vencer em três categorias diferentes: âncora de rádio, colunista de
notícia e âncora de TV.
Boechat
era pai de seis filhos. Morreu no dia 11 de fevereiro de 2019, na queda do
helicóptero que o trazia de Campinas para São Paulo,
depois de realizar uma palestra na cidade do interior paulista.
Frases de Ricardo Boechat:
“A imprensa noticia vandalismo, pois gera
medo. O medo faz com que as pessoas fiquem em casa. E pessoas com medo não
mudam o país!;
"A riqueza não iguala os
homens, mas a miséria sim.”;
“Ninguém confunde deputado com marginal e está cheio de deputado marginal.”;
“Eu ficava no jornal rigorosamente das 8h da manhã, quando não havia nada nem ninguém, até o último dos linotipistas. O mundo tinha mudado de foco para mim. Agora eu era um jornalista.”;
“Os vândalos verdadeiros, os criminosos verdadeiros, os saqueadores
verdadeiros, os bandidos verdadeiros têm imunidade, têm distintivo de doutor,
sua excelência, prédio luxuoso, mordomias, cargos pra preencher, controle sobre
verbas, peso pra negociar contratos, grana por fora pra campanha, grana por
fora pra si mesmo, pra pagar pensão de amantes, pra enriquecer, comprar muito
patrimônio gigantesco como muitos deles ostentam, tendo entrado na política com
uma mão na frente outra atrás.”.
(Fontes de pesquisa: Wikipedia; Globo.com; Memória Globo; Site Pensador; UOL na Telinha)
Entrevista do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Criador do conceito da "sociedade líquida", adquiriu fama mundial com os seus livros nos anos 1990/2000.
A entrevista foi elaborada e realizada pelo prof. João Nicodemo Martins Manfio e encontra-se no link abaixo:
Veja entrevista (2009) com o poeta, ensaísta e professor Decio Pignatari no canal Fernando Graça:
As melhores músicas do rock
The Nice
Álbum: Autums '67 Spring '68 (1972)
Música: America
The Nice foi
uma banda britânica de rock
progressivo dos anos 1960,
conhecida pela sua mistura única de rock, jazz e música
erudita. O tecladista Keith Emerson formou
o grupo e lançou o álbum de estreia, The Thoughts of Emerlist Davjack,
sendo considerado por muitos como o primeiro álbum de rock progressivo. Além de
Emerson, o grupo ainda contava com o baixista e vocalista Lee Jackson, o
baterista Brian Davison e o
guitarrista David O'List.
Fonte
do texto: Wikipedia
“Subitamente,
coloca-se, pela primeira vez na História, a pergunta do poder e de sua
legitimidade no nível planetário. Mesmo que esse fato essencial raramente seja
evocado dessa maneira, ele está com frequência presente no não dito, nas
recriminações e no centro dos conflitos mais rudes.
Para
que os diferentes povos aceitem a autoridade de alguma espécie de ‘governo
global’, é preciso que ele tenha conseguido, aos olhos de todos, uma
legitimidade além daquela que o poderio econômico ou militar confere. E, para
que as identidades particulares possam se fundir numa identidade mais ampla,
para que as civilizações particulares possam se inserir numa civilização
planetária, é imperativo que o processo transcorra num contexto de equidade ou
pelo menos de respeito mútuo e de dignidade compartilhada.” (Maalouf, pág. 95)
Amin Maalouf, O mundo em desajuste – Quando nossas civilizações se esgotam
Geneton Moraes Neto
nasceu em Recife (PE) em 13 de julho de 1956 e morreu no Rio de Janeiro em 22
de agosto de 2016. Iniciou sua carreira jornalística em 1972, como repórter do “Diário
de Pernambuco”. Entre 1975 e 1980 atuou como repórter da sucursal Nordeste do
jornal “O Estado de S.Paulo”, transferindo-se em
seguida para a “TV Globo Nordeste”, onde trabalha como repórter e editor. Em
janeiro de 1985 muda para o Rio de Janeiro, onde trabalhará na “TV Globo”.
Na
emissora atuou como editor do “Jornal da
Globo” e do “Jornal
Nacional”, foi correspondente da “GloboNews” e
do jornal “O Globo” na Inglaterra
e repórter e editor-chefe do programa dominical “Fantástico”.
Em 2010 ganhou o Prêmio Embratel de telejornalismo, por suas
entrevistas com os generais Newton Cruz e Leônidas Pires Gonçalves, que ocupavam
cargos no governo militar e que foram exibidas no programa Dossiê
GloboNews.
Em
2010 dirigiu o documentário Canções
do Exílio, exibido no Canal Brasil,
com depoimentos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Jorge Mautner e Jards Macalé,
abordando o período em que todos viveram em Londres. Em 2012 foi premiado pela
Academia Brasileira de Letras, recebendo a Medalha João Ribeiro, anualmente
concedida a personalidades que se destacam na área da cultura.
Geneton
também dirigiu os seguintes documentários, produzidos pela GloboNews: Garrafas ao Mar: a Víbora Manda Lembranças,
com entrevistas com o jornalista Joel Silveira,
tido como o maior repórter brasileiro; Dossiê
50: Comício a Favor dos Náufragos, com gravações feitas com jogadores
brasileiros que enfrentaram o Uruguai na decisão da Copa de 1950, no Maracanã. Em 2015 dirigiu o documentário Cordilheiras no Mar: a Fúria do Fogo Bárbaro,
ganhador do Prêmio Especial do Júri no 25º Festival
Ibero-americano de Cinema, realizado em Fortaleza.
O filme trata da grande polêmica provocada pelo cineasta Glauber Rocha, ao
apoiar o projeto de abertura política dirigido pelo ex- presidente e general Ernesto Geisel.
Além
disso, Geneton também conduziu várias entrevistas com personalidades,
intelectuais e artistas; brasileiros e estrangeiros. Parte desta material encontra-se
no site Geneton.com.br.
O
jornalista faleceu em 22 de agosto de 2016, deixando esposa, três filhos e
quatro netos.
As principais
obras publicadas de Geneton incluem: Caderno de Confissões Brasileiras (Editora
Comunicarte, 1983); Cartas ao Planeta Brasil (Editora Revan, 1988); Hitler/Stalin:
O Pacto Maldito (Editora Record, 1990; em parceria com Joel Silveira);
Nitroglicerina Pura (Editora Record, 1992; em parceria com Joel Silveira);
O Dossiê Drummond/A Última entrevista do Poeta (Editora Globo -
1994; prefácio de Joel Silveira | edição atualizada: Editora Globo,
2007; prefácio de Paulo Francis); Dossiê Brasil (Editora Objetiva, 1997); Dossiê 50: Os Onze
Jogadores Revelam os Segredos da maior Tragédia do Futebol Brasileiro (Editora Objetiva, 2000 | edição atualizada:
Editora Maquinária, 2013; prefácio de Mino Carta);
Dossiê Moscou (Geração Editorial, 2004; prefácio de Ferreira
Gullar); Dossiê Brasília: os Segredos dos Presidentes (Editora Globo,
2005); Dossiê História: um repórter encontra personagens e testemunhas de
grandes tragédias da História mundial (Editora Globo,
2007); Dossiê Gabeira (Editora Globo,
2009; prefácio de Ignácio de Loyola Brandão)
Frases
de Geneton Moraes Neto:
“Tenho esta sensação quando entro numa livraria. Noventa e sete por cento dos livros são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os autores precisam escrevê-los. Noventa e oito por cento dos filmes são dispensáveis. O mundo existiria sem eles. Mas os diretores precisam fazê-los. Noventa e nove por cento das coisas que se vêem em tevê são dispensáveis. O mundo existiria sem elas. Mas alguém precisa faze-las. Em resumo: somos todos vítimas da Síndrome de Woody Allen.” (Sobre entrevista com o cineasta Woody Allen)
“Em cem por cento dos casos, o que Francis
escrevia escapava da chatice generalizada. Francis vivia reclamando de que era
preciso criar no Brasil uma tradição: a de uma “prosa clara e instruída”. É o
que há em outras culturas: a tradição de uma prosa clara e instruída, uma
atividade que, no Brasil, tinha poucos cultores. Aqui, pensam que escrever
difícil é escrever bem. Ledíssimo engano.” (Sobre entrevista com o
jornalista Paulo Francis)
“Ariano tinha sempre muitíssimo a dizer sobre
a literatura e o Brasil. Não se trancafiava numa redoma literária. Fazia questão
absoluta de intervir no debate cultural brasileiro. Ao longo do tempo,
arrebanhou devotos e desafetos. Vai continuar dividindo opiniões.”
(Sobre entrevista com o escritor Ariano Suassuna)
“Atenção, arrivistas, subliteratos,
emergentes, poetastros, politiqueiros, novos ricos, velhos baianos e poderosos
em geral : já podeis respirar aliviados. Porque uma das mais ferinas penas já
surgidas sob o sol da ex-Terra de Vera Cruz acaba de confessar, sem pompa nem
solenidade : não voltará jamais ao Brasil. Acabou. Já era. Bye,bye Brasil –
dessa vez é para sempre .O nome da fera ? Ivan Lessa, claro. A confissão foi
feita em Londres.(Que confissão ? Que pompa ? Que Londres ? Que Brasil ? –
perguntará, em silêncio, nosso inquieto personagem, enquanto
caminha,circunspecto,por suas florestas interiores).”
(Sobre entrevista com o jornalista Ivan Lessa)
“Se ‘o
futuro é o que os artistas são’, como bem disse outro profeta louco chamado
Oscar Wilde, valerá a pena a viagem. Que assim seja.”
(Fontes consultadas: Wikipedia; Site Geneton.com.br; Site Pensador)
Leia o clássico Elogia da Loucura do filósofo, teólogo e humanista holandês Erasmo de Rotterdam.
Baixe o arquivo pdf no link www.ebooksbrasil.org abaixo:
http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/erasmo.pdf
Veja uma das poucas entrevistas com o escritor brasileiro João Guimarães Rosa feita em 1962 em Berlim.
https://www.youtube.com/watch?v=Gv__mYTDtV4