Poluição, tecnologia e controle

sábado, 19 de novembro de 2022

 


"Os analistas do banco descrevem um mundo que está dividido em dois blocos: a plutonomia e o restante, criando uma sociedade global em que o crescimento é alimentado pela minoria próspera e por ela amplamente consumido. Alijados dos ganhos da plutonomia estão os 'não ricos', a vasta maioria, agora às vezes chamados 'precariado global', a população econômica ativa que vive uma existência instável e cada vez mais atingida pela penúria."   -   Noam Chomsky   -   Quem manda no mundo?      


As sociedades passaram por grandes transformações desde o surgimento da industrialização, no final do século XVIII. O uso da força motriz teve início no setor de mineração e em seguida na indústria têxtil, em Manchester, na Inglaterra. O uso de máquinas nos processes de produção posteriormente foi estendido à Europa continental, França e Alemanha, e para os Estados Unidos, para depois espalhar-se por outros países. No Brasil a industrialização deu seus primeiros passos ainda na segunda metade do século XIX, incialmente na cidade do Rio de Janeiro. 

As mudanças na economia, tecnologia e na sociedade, que acompanharam a industrialização, também trouxeram consigo uma série de problemas. Milhões de pessoas deslocaram-se do campo ou das pequenas cidades para as metrópoles, onde estavam estabelecidas as indústrias. O crescimento populacional acelerado que ocorreu na Europa a partir do século XVIII, fez com que as zonas rurais e os pequenos centros urbanos já não pudessem mais acomodar e proporcionar subsistência para parte de seus habitantes. Por outro lado a possibilidade de viver na cidade grande, ter um trabalho com salário semanal ou mensal garantido, poder comprar os produtos e as diversões só disponíveis nas metrópoles, foram incentivos adicionais para que estas pessoas migrassem. Para a maior parte delas, no entanto, as condições de vida urbanas para os operários eram piores do que aquelas que tinham na aldeia ou na fazenda de onde saíram. Jornadas de trabalho de dez, doze horas ou mais, inclusive para mulheres e crianças, em condições insalubres e inseguras, com pouca proteção legal – as leis trabalhistas só surgiriam consistentes e abrangentes na segunda metade do século XIX. Também as condições de moradia eram muito ruins; casas pequenas, sem água corrente ou instalações sanitárias adequadas, apinhadas de moradores, já que os aluguéis eram altos em relação aos salários recebidos pelos trabalhadores.

Friedrich Engels (1820-1895), filósofo, economista e coautor de várias obras junto com o amigo Karl Marx, chegou a administrar por algum tempo a indústria que sua família possuía em Manchester, conhecendo de perto as condições de vida desses trabalhadores. Seu estudo transformado em livro, A situação da classe trabalhadora na Inglaterra (1845), foi uma das primeiras obras científicas a analisarem as condições de trabalho e de vida dos operários da indústria britânica. O escritor inglês Charles Dickens (1812-1870), contemporâneo de Engels, também retratou este período da história da Inglaterra em romances como Oliver Twist e David Copperfield, entre outros. 

Este processo de deslocamento populacional que ocorreu na Europa no século XIX e início do XX, também verificou-se no Brasil, principalmente entre os anos 1940 e 1980, quando o país se industrializava e urbanizava. Atualmente, em nações como a Índia e a China ainda se registram grandes migrações das zonas rurais para as cidades, nas quais as condições de vida continuam sendo melhores do que no campo. Todavia, o aumento da população urbana e da atividade industrial criou problemas de poluição da água, do solo e do ar. Grandes volumes de esgoto, resíduos industriais e lixo urbano precisavam ser removidas e tratados de maneira a não representarem ameaça para os habitantes das cidades. 

O desenvolvimento tecnológico que se acelerou a partir da segunda metade do século XIX, foi a base para o aumento da variedade e do volume de produtos produzidos pela indústria e a manufatura. O aumento da atividade industrial implica mais uso de matérias primas e recursos naturais, provocando maior geração de resíduos. Isso porque, quanto menos desenvolvido tecnicamente um processo produtivo, menos eficiente é, e mais perdas (resíduos) ocasiona. Estes resíduos, que de certo modo são matéria prima mal aproveitada, acabam se tornando dejetos; emissões atmosféricas, efluentes e resíduos sólidos poluentes. 

No entanto, com o avanço da ciência e da tecnologia ao longo do século XX, desenvolveram-se técnicas e equipamentos que possibilitam, dentro dos diversos processos de fabricação industrial, um melhor aproveitamento dos insumos e matérias primas, reduzindo com isso as perdas do processo produtivo. Uma completa eliminação das “perdas” durante o processo, no entanto, é tecnicamente inviável, ocorrendo sempre uma “sobra” de processo; seja na forma gasosa, líquida ou sólida. 

Estas “sobras” de processo industrial sempre foram um problema. Reuso, reciclagem e correta disposição final destes resíduos são técnicas que tardiamente começaram a ser desenvolvidas e utilizadas a partir dos anos 1960 e 1970. Antes desse período eram poucas as práticas e as leis referentes às emissões, o que acabou ocasionando vários acidentes ambientais, com contaminações de solos, águas e da atmosfera (veja exemplos em <https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/acervo/educacao/audio/2017-12/historia-hoje-ha-65-anos-londres-era-tomada-pelo-nevoeiro-de-fumaca-que-matou/> e <https://acervo.oglobo.globo.com/fatos-historicos/desastre-de-minamata-crime-ecologico-que-deixou-marcas-por-decadas-no-japao-10102255>) 

Movimentos da sociedade civil, partidos políticos, cientistas, intelectuais e empresários conscientes de países industrializados, começaram a pressionar governos e parlamentos para que fossem votadas e aprovadas leis ambientais regulando estas questões. Assim, havendo leis que impunham a adoção de certas medidas quanto aos dejetos industriais e urbanos, as empresas e prefeituras viram-se forçadas a atenderem a lei, sob pena de serem fechadas ou multadas. Esta situação provocou uma procura por tecnologias que atendessem a estas demandas. Institutos de pesquisa, universidades e empresas desenvolveram equipamentos e processos para eliminar, reduzir, reutilizar, reciclar e dar uma destinação final correta a todos tipo de resíduo de processo industrial e aos resíduos domésticos. A variedade de tecnologias continua crescendo, já que é constante a pressão para que poluidores acabem com a poluição e recuperem os danos causados ao meio ambiente. 

É o princípio conhecido como “poluidor pagador”, ou seja: aquele que poluir o meio ambiente terá que arcar com os custos para recuperá-lo. Por exemplo: uma empresa não pode tirar água de um rio, utilizá-la para produzir determinado produto, mas devolver a água ao rio na forma de esgoto. Terá que retornar a água ao rio com a mesma pureza que retirou, e pagará pelo uso que fez dela. Por princípio, a água do rio pertence a todos e sua exploração (e eventual poluição) não pode ser privatizada. A mesma coisa se aplica àqueles que destroem uma mata de restinga para criar um loteamento, ou que desviam um rio para irrigar somente a sua própria terra; os que poluem o ar ou espalham resíduos pelas ruas da cidade. Todos precisam “desfazer” o estrago que fizeram. O comportamento destas pessoas é imoral, criminoso. Se apoderam de um bem que pertence a todos, auferindo benefícios só para si – ou para seus acionistas, seus diretores, seu sócio, seja quem for. Se uma autoridade pública, que tem a obrigação de zelar pelo bem público (afinal, foi votada para isso), for conivente com a atitude do poluidor, também está deixando de cumprir a lei. Ou seja, está permitindo que alguns tirem proveito da maioria. Socializar os custos e privatizar os benefícios; é desta maneira que muitos ainda encaram a questão ambiental. 

No Brasil os órgãos ambientais municipais, estaduais e federais precisarão retomar suas práticas de controle, que nos últimos anos diminuíram consideravelmente. Corte de recursos, remanejamento e dispensa de pessoal e, principalmente, uma ideologia de oposição às causas ambientais, atrasaram o avanço deste tema no país inteiro. 

As tecnologias para combate e diminuição da poluição estão amplamente disponíveis no mercado. O poluidor não pode alegar que, em exercendo sua atividade, não tenha recursos para reduzir ou acabar com a poluição que gera. Esta é uma atitude ilegal e imoral. Para combater tal tipo de atitude o cidadão pode exercer seu direito político de protestar e exigir providências das autoridades responsáveis. A questão ambiental não é só técnica ou econômica, mas primeiramente ética e política. 


(Imagens: pinturas de Henry Gastineau)

Desigualdades

sexta-feira, 18 de novembro de 2022


 (Fonte: Infoenem)

Privilégios

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

 


(Fonte: Students for Liberty)

Déjà Vu - Crosby, Still, Nash & Young

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

 As melhores músicas do rock


Crosby, Still, Nash & Young

Album: So Far (1974)

Música: Déjà Vu





Crosby, Stills, Nash and Young foi um supergrupo de folk rock surgido em 1968, os membros do grupo eram oriundos de outras bandas. A princípio a banda surgiu como um trio formado por David CrosbyStephen Stills e Graham Nash. Com esta formação, lançaram o primeiro álbum. Mas em 1969, o grupo desejou ter um quarto integrante e a primeira escolha, John Sebastian do Loving Spoonful, recusou o convite. Neil Young foi escolhido para ocupar o lugar antes oferecido a Sebastian. Com o quarteto formado, participaram do Festival de Woodstock e gravaram 3 álbuns de estúdio: Deja Vu, de 1970, American Dream, de 1988 e Looking Forward, de 1999.

O quarteto era conhecido por seus arranjos vocais contrastantes, letras bem elaboradas, estilo musical que varia entre o folk e pop melódico e relação de amor e ódio entre seus integrantes. Desde seu surgimento a banda já se separou mais de três vezes, mas Crosby, Stills, Nash e Young sempre voltaram a tocar juntos. Além dos álbuns de estúdio listados abaixo, o grupo lançou dois discos ao vivo, o primeiro lançado em 1971, 4 Way Street, gravado no Fillmore East, em NY, Chicago Auditorium e no Los Angeles Forum, e o segundo, foi lançado em 2014, e foi gravado no Wembley Stadium em 1974. Este disco foi lançado em um box set especial com os CDs e um DVD com a apresentação.

 

 (Fonte do texto: Wikipedia)

Alberto da Veiga Guignard (1896-1962)

terça-feira, 15 de novembro de 2022

 


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no link GUIA DAS ARTES abaixo:

Ministério da Saúde calado, mas nova cepa da Covid está por aí!

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

 


(Fonte: Contraf CUT)

Leituras diárias


 


“A ciência torna-se todo dia mais sutil, acessível só a uma elite de especialistas; as aplicações técnicas da ciência tornam-se todo dia mais acessíveis à maioria. Em consequência disso, afrouxam-se as relações íntimas entre ciência e técnica, aquela cada vez mais abstrata, cada vez mais comercializada – e já não existe a “Medida” da qual a civilização precisa. Por isso, o progresso técnico não é incompatível com decadência intelectual. ‘Já no século XIX, os viajantes comerciais venderam facas e garfos aos antropófagos’. Realizaram-se as grandes esperanças ligadas à eliminação do analfabetismo? A maioria dos alfabetizados só chega a ler vespertinos. ‘Hoje em dia, o homem médio está diariamente e noturnamente informado de todas as coisas e mais algumas outras coisas’. Quase sempre pode dispensar e dispensa as experiências próprias e a meditação, recebe, em latas, os conhecimentos, as opiniões e as conclusões. Valores discutíveis são tidos como absolutos porque não é preciso nenhum esforço intelectual para aceitá-los. A capacidade crítica desaparece. ‘Justamente entre as pessoas cultas, de formação dispendiosa, encontram-se os preconceitos mais absurdos, aquela imbecilidade que costumam atribuir à plebe’.” (Carpeaux, págs. 51 e 52)

 

Otto Maria Carpeaux, Ensaios Reunidos 1946-1971 Volume II

Antonio Callado (1917-1997)

domingo, 13 de novembro de 2022

 



Antônio Callado (Antônio Carlos Callado), jornalista, romancista, biógrafo e teatrólogo, nasceu em Niterói, RJ, em 26 de janeiro de 1917, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de janeiro de 1997. Ingressou na Faculdade de Direito em 1936 e, no ano seguinte, começou a trabalhar, como repórter e cronista, em O Correio da Manhã. Iniciava aí uma carreira jornalística que lhe proporcionou muitas viagens e contato com alguns dos temas de sua obra.

Diplomou-se em Direito em 1939. Durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, foi contratado pela BBC de Londres como redator, lá trabalhando até maio de 1947. Num período intermediário, de novembro de 1944 a outubro de 1945, trabalhou também no serviço brasileiro da Radio-Diffusion Française, em Paris (a sede do Serviço ficava nos Champs-Elysées e seu chefe era o escritor Roger Breuil). Em 1943, casou-se com a inglesa Jean M. Watson, com quem teve três filhos. Casou-se, em 1977, com a professora e jornalista Ana Arruda Callado.

Ao retornar ao Brasil voltou a trabalhar no O Correio da Manhã e também passou a colaborar em O Globo. Foi redator-chefe do Correio da Manhã de 1954 a 1960, quando foi contratado pela Enciclopédia Britânica para chefiar a seção de uma nova enciclopédia, a Barsa, publicada em 1963. Foi em seguida redator do Jornal do Brasil, que o enviou, em 1968, ao Vietnã em guerra. Em 1974 esteve como Visiting Scholar em Corpus Christi College, Universidade de Cambridge, Inglaterra. Passou o segundo semestre de 1981 lecionando, como Visiting Professor, na Columbia University, Nova York. Aposentou-se como jornalista em 1975, mas continuou a colaborar na imprensa. Em abril de 1992 tornou-se colunista da Folha de S. Paulo.

Além das atividades jornalísticas, dedicou-se sempre à literatura. Ainda jovem pôde ler, na biblioteca do pai, os autores europeus que mais tarde marcariam seu trabalho, sobretudo franceses e ingleses, como Proust e Joyce, ao lado de alguns brasileiros, como Machado de Assis e José de Alencar. Nos seus dois primeiros romances, “Assunção de Salviano” (1954) e “A madona de cedro” (1957), persiste uma nítida preocupação religiosa a informar e até mesmo a condicionar o transcurso da aventura e a temática. Mas o encontro entre o escritor e os principais temas de sua obra deu-se através do jornalismo, que o levou, além dos anos passados na Europa, a lugares como Bogotá, Washington, Xingu e Havana, que enriqueceram a sua bibliografia com livros de reportagem e obras literárias engajadas com as grandes questões de seu tempo. Entre os mais importantes, estão “Quarup” (1967), “Bar Don Juan” (1971), “Reflexos do baile” (1976), “Sempreviva” (1981), que apresentam um retrato do Brasil durante o regime militar, do ponto de vista dos opositores. Seu engajamento lhe custou duas prisões: uma em 1964, logo após o golpe militar, e outra em 1968, após o fechamento do Congresso com o AI-5.

Teatrólogo, reuniu quatro de suas peças no volume “A Revolta da Cachaça”, em 1983. Uma delas, “Pedro Mico”, encenada em muitas ocasiões, foi transformada em filme que teve como ator principal o ex-jogador de futebol Pelé. Em março de 1987 participou, em Paris, do Salon du Livre, a convite do Ministério da Cultura da França. Em novembro de 1990 representou o Brasil na semana “De Gaulle en son siècle”, comemorativa do centenário do General Charles de Gaulle.

Em 1958 recebeu, na Embaixada da Itália no Rio de Janeiro, a medalha da Ordem do Mérito da República Italiana. Em 1982 foi à Alemanha, como vencedor do Prêmio Goethe, do Goethe Institut do Rio de Janeiro, com o romance “Sempreviva”. Em setembro de 1985 recebeu, pelo conjunto de suas obras, o Prêmio Brasília de Literatura, da Fundação Cultural do Distrito Federal. Em outubro de 1985 recebeu, na Embaixada da França em Brasília, a Medalha das Artes e das Letras, das mãos do Ministro da Cultura Jack Lang; em maio de 1986, o prêmio Golfinho de Ouro, de Literatura, outorgado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro; em 1989, o troféu Juca Pato, da União Brasileira dos Escritores, por ter sido eleito “Intelectual do Ano”.

Levada ao cinema em 1989 por Ruy Guerra, a narrativa de “Quarup” transcorre entre o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954, e o golpe militar de 1964. Nela, nos deparamos com Nando, um jovem padre com conflitos existenciais que busca explicações para a vida em uma viagem rumo ao Xingu para trabalhar com tribos indígenas. Por lá, além de se deparar com a natureza, também tem contato com diversos prazeres da vida, muitos deles coibidos pela igreja. Mais adiante, após a ditadura ser instaurada no país, Nando é preso por trabalhar com a alfabetização de adultos, atividade vista como subversiva pelos militares. Dos novos conflitos que isso lhe traz, ao cabo, enfim, resolve pegar em armas para lutar contra a situação que o país se encontrava.

O escritor foi um dos detidos no episódio que ficou conhecido com os “Oito do Glória”, quando uma manifestação foi armada em frente ao Hotel Glória, no Rio de Janeiro, para denunciar à OEA, que realizaria ali uma conferência em novembro de 1965, o estado ditatorial que o Brasil se encontrava.

Outra detenção aconteceu em 1978, quando retornou de uma viagem a Cuba com sua família. Passou mais de 12 horas na Polícia Federal e no Departamento de Polícia Política e Social “prestando satisfações”. A principal suspeita era que Callado estivesse trazendo “material suspeito” da ilha. “Basicamente o que eles queriam saber era: o que nós fomos fazer em Cuba? O que nós vimos? Com quem nos encontramos? Respondi que fui convidado para um concurso literário, não vimos nada demais e não mantivemos contato com nenhum marginal”, disse o escritor a jornalistas depois de ser liberado.

Entre suas principais obras, podem ser citados: Esqueleto na lagoa Verde, reportagem (1953); A assunção de Salviano, romance (1954); A cidade assassinada, teatro (1954); Frankel, teatro (1955); A madona de cedro, romance (1957); Retrato de Portinari, biografia (1957); Pedro Mico, teatro (1957); Colar de coral, teatro (1957); Os industriais da seca, reportagem (1960); O tesouro de Chica da Silva, teatro (1962); Forró no engenho cananéia, teatro (1964); Tempo de Arraes, reportagem (1965); Quarup, romance (1967); Vietnã do Norte, reportagem (1969); Bar Don Juan, romance (1971); Reflexos do baile, romance (1976); Sempreviva, romance (1981); A expedição Montaigne, romance (1982); A revolta da cachaça, teatro, reunião de 4 peças (1983); Entre o deus e a vasilha, reportagem (1985); Concerto carioca, romance (1985); Memórias de Aldenham House, romance (1989); O homem cordial e outras histórias, contos (1993).

Eleito para a Academia Brasileira de Letras em 17 de março de 1994, Cadeira n. 8, na sucessão de Austregésilo de Athayde, foi recebido em 12 de julho de 1994 pelo acadêmico Antonio Houaiss. Além disso, foi membro da The Corpus Association, do Corpus Christi College, Cambridge (Inglaterra). Callado veio a falecer na cidade do Rio de Janeiro, aos 80 anos, no dia 28 de janeiro de 1997.

"Callado mexeu com o fogo e soltou os cães contra a ditadura. Quem não viveu aquela época entende pouco o impacto que 'Quarup' provocou. Publicado em plena ditadura, escrito na linguagem rigorosa de Callado, um jornalista que tinha informação e estilo, um romancista que era exigente, Callado soltou os cães, esbravejou. Falar de ditadura, repressão, tortura, assassinatos, clandestinidade, luta armada, era mexer com fogo. Podia ser preso, morto, torturado, desaparecer. O escritor desmascarou todo o sistema, juntou épocas, Getúlio, Lacerda, militares, tudo e todos, era tudo farinha do mesmo saco. A qualquer momento sua porta era arrombada e a morte entrava. Prendia-se pelo menor motivo. Sabia-se destas coisas principalmente os da mídia, mas não podiam falar". Ignácio de Loyola Brandão sobre Quarup.

 

Frases de Antonio Callado


Quando Deus nos encaminha àquilo que temos capacidade de amar com maior verdade, está nos encaminhando a ele próprio.”;

Se vais entrar dentro de ti arma-te até aos dentes.”;

Ah, o bálsamo da desgraça alheia pousando fresco sobre as nossas feridas...”;

Defesa a gente só usa contra amigos e mulher que a gente ama. Só a opinião deles é que pode alegrar ou mortificar, Manuel. A gente só entra franco e de peito aberto nos inimigos.”;

Quem opta pelo regime autoritário não tem fé nem apreço pela criação artística.”;

Faltas expiadas valem mais do que virtudes não praticadas.”.

 


(Fontes: Academia Brasileira de Letras, Cultura Niterói, Net Saber biografias, Wikipedia, PENSADOR)

Oswald de Andrade (1890-1954)

sábado, 12 de novembro de 2022

 

Faça download de Poesias Reunidas de Oswald de Andrade (1890-1954), escritor modernista brasileiro no link DOC PLAYER abaixo:


https://docplayer.com.br/7090688-Oswald-de-andrade-obras-completas-7-poesias-reunidas-civilizacao-brasileira.html


Mata Atlântica

sexta-feira, 11 de novembro de 2022

 

Ainda a fome!

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

 


(Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)

Fantasma da Ópera - Olivia Byington & A Barca do Sol

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

 As melhores musicas do rock


Olivia Byington & A Barca do Sol

Álbum: Corra o risco (1978)

Música: Fantasma da ópera





Olivia Maria Lustosa Byington (Rio de Janeiro24 de dezembro de 1958) é uma cantora e violonista brasileira. Olivia é cantora, compositora e escritora, irmã da atriz Bianca Byington e mãe do ator e escritor Gregório Duvivier. Olívia é bisneta da filantropa Pérola Byington, e filha do psicólogo Jungiano Carlos Byington.

A Barca do Sol foi uma banda brasileira de rock progressivo e MPB formada em 1973 na cidade do Rio de Janeiro, e desfeita em 1981, após o lançamento de três álbuns de estúdio - A Barca do Sol, de 1974; Durante o Verão, de 1976; e Pirata, de 1979. O grupo fez grande sucesso de crítica enquanto esteve em atividade, embora tenha permanecido restrito a nichos de público. Seu estilo musical diferenciado dentro do panorâma da música popular no Brasil - valendo-se majoritariamente de instrumentos de sopro como solistas e mantendo a composição de canções e não de temas instrumentais - garantiram para o conjunto um lugar único na música popular brasileira, tornando-o de difícil classificação.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)


Agora a educação vai voltar!


 

(Fonte: quemdisse.com.br)

Zina Aita (1900-1967)

terça-feira, 8 de novembro de 2022


Conheça mais sobre a vida e obra da artista no link GUIA DAS ARTES abaixo:

https://www.guiadasartes.com.br/zina-aita/obras-e-biografia

Leituras diárias

segunda-feira, 7 de novembro de 2022


 

“Para aqueles que sofrem é necessário uma esperança que a realidade não possa contradizer – e da qual satisfação alguma os consiga afastar: uma esperança de além-túmulo. (É precisamente por causa desta sua capacidade de entender os desgraçados, que a esperança era considerada entre os gregos como o mal entre os males, o mais astucioso de entre todos: deixavam-no no fundo da caixa de Pandora). Para que o amor seja possível, Deus deve ser uma pessoa; para que os instintos subjacentes se possam expandir é necessário que o Deus seja jovem. Para o fervor das mulheres põe-se em primeiro plano um belo santo; para o dos homens, uma virgem. Isto na pressuposição de que o cristianismo queira imperar num terreno onde o culto de Afrodite ou o de Adônis tinha já determinado o caráter de adoração. A exigência de castidade reforça a veemência e a interioridade do instinto religioso – torna o culto mais fervoroso, mais exaltado, mais intenso. O amor é o estado em que os homens têm mais probabilidade de ver as coisas como elas não são.” (Nietzsche, pág. 45 e 46).

 

Friedrich Nietzsche, O Anticristo

Otto Lara Resende (1922-1992)

domingo, 6 de novembro de 2022


 

Otto Lara Resende nasceu em São João Del-Rei, Minas Gerais, no dia 1 de maio de 1922. Filho de Antônio de Lara Resende, professor de português e fundador do jornal local, e de Maria Julieta de Oliveira Resende. Fez seus estudos primário e secundário em sua cidade natal, no Colégio Padre Machado, dirigido por seu pai.

Desde criança mostrou interesse pela literatura. Aos onze anos iniciou um diário que representava importante depoimento psicológico de um adolescente. Fez suas anotações até os dezoitos anos, e conservo-o até os vinte anos, quando inexplicavelmente desapareceu. Otto escreveu também poesias, sobretudo sonetos. Quando terminou o ensino secundário, tinha pronto um volume de contos, mas não publicou.

Em 1938, transferiu-se para Belo Horizonte. Em 1940 começou a publicar artigos de crítica no periódico O Diário, ao mesmo tempo, que divulgava em suplementos locais e cariocas, poemas em prosa, sob o título de "Poemas Necessários". O jornal onde debutou na imprensa agregava escritores católicos influenciados pelo pensamento político-social de Jacques Maritain e pelo escritor George Bernanos. A ligação com o catolicismo perpassou toda a sua obra, e, como bom católico, não se furtava a fazer sua profissão de fé: “Para mim, é absolutamente fundamental que o espetáculo não termine aqui embaixo, na Terra”. Mas também era conhecido pela fina ironia. Uma de suas frases mais conhecidas era “O homem é um animal gratuito”. No entanto, a mais famosa (“O mineiro só é solidário no câncer”) ele refutava a autoria que lhe é atribuída.

Em 1941 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Nessa época dava aulas de Português, Francês e História em um colégio de Belo Horizonte. Em 1945, Otto Lara Resende mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar na imprensa, como cronista político da Constituinte de 1946. Entre os anos de 1946 a 1954 manteve intensa atividade jornalística. Trabalhou nos jornais: Última Hora, O Globo, Jornal do Brasil e na Revista Manchete, chegando a diretor da mesma. Em 1949 foi nomeado para secretário na Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro. Anos depois foi nomeado Procurador do Estado da Guanabara.

A amizade de Otto Lara Resende com Nelson Rodrigues levou Nelson, em meados dos anos 50, transformar Otto em personagem de suas crônicas e em título de uma de suas peças – “Bonitinha, mas Ordinária, ou Otto Lara Resende”. Até então dedicado à crítica, Lara Resende estreou na ficção, em 1952 com "O Lado Humano", seu primeiro livro de contos, sobre temas do cotidiano. Em 1957 publica "Boca do Inferno", também contos, onde aborda o universo infantil, em sete histórias nas quais é mostrada a complexidade psicológica da criança. Em 1957, Otto Lara Resende parte para Bruxelas, como Adido na Embaixada do Brasil. De volta ao Rio de Janeiro, em 1960, passa a escrever com regularidade na imprensa, desta vez, crônicas de sentido literário. Em 1962, publicou “O Retrato na Gaveta”, contos e novelas. Em 1963 publica o "Braço Direito", seu único romance, que recebeu o Prêmio Lima Barreto, instituído pelo livreiro Carlos Ribeiro, no Rio de Janeiro.

Em 1964, Otto publica a novela “A Cilada”, incluída no volume “Os Sete Pecados Mortais”, de vários autores. Entre os anos de 1966 a 1970 ocupou o cargo de Adido Cultural da Embaixada do Brasil em Lisboa. De volta ao Brasil, trabalhou no cargo de diretor do Jornal do Brasil. Em 1974 ingressou nas Organizações Globo, onde permanece durante dez anos.

Em 1979 é eleito membro da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº. 39. Em 1980, a Som Livre lançou o disco “Os Quatro Mineiros” com a gravação de leitura de poemas e textos em prosa de Otto, Fernando Sabino, Hélio Pellegrino e Paulo Mendes Campos. Em 1991, com 69 anos, Otto foi contratado como colunista do jornal A Folha de São Paulo. A coluna estreou com o título “Bom Dia Para Nascer”. Os ensaios publicados na imprensa lhe renderam o volume póstumo: “O Príncipe e o Sabiá”.

Escritor obcecado pela expressão perfeita, Otto Lara Resende voltava exaustivamente aos textos para corrigi-los, e foi com superior exigência que se dedicou a seu único romance, “O braço direito”, de 1963, do qual há cinco versões em seu arquivo. O livro, que dá voz a Laurindo Flores, bedel de um orfanato do interior de Minas, foi publicado em Londres como “The inspector of orphans”, em 1968.

A despeito de seu “seu soberano desprezo por gloríolas, mesmo glórias”, Otto Lara Resende recebeu diplomas, medalhas, títulos e prêmios que hoje tornam longuíssima a sua cronologia. Declarava-se “um poço de contradições”, e, se aceitou a imortalidade que a cadeira 39 da Academia Brasileira de Letras lhe garantiu, em 1979, esteve mais próximo do jornalismo ao assumir a direção da Rede Globo de Televisão, em 1974. Naquela emissora, em 1977, fez um programa de entrevistas intitulado Jornal Painel, além de um quadro no Jornal da Globo, no qual entrevistou personalidades literárias. Em 1983, saiu da emissora e se aposentou no cargo de procurador do Estado do Rio de Janeiro.

“Familioso, familial”, declarava-se, conviveu amorosamente com a mulher, Helena Pinheiro de Lara Resende, com quem se casara em 1950, e com os quatro filhos: André, Bruno, Cristiana e Helena. “Como pai, me considero, modéstia à parte, uma mãe exemplar”, gabava-se. A morte, que com a idade ele afirmava ser “palpável”, chegou num momento em que, animado, assinava uma crônica na coluna diária intitulada “Rio de Janeiro”, no jornal Folha de S. Paulo. Parte dessa sua produção foi publicada postumamente em Bom dia para nascer, de 1993, que teve como organizador o jornalista Matinas Suzuki Jr.

Otto Lara Resende morreu em 28 de dezembro de 1992, no Rio de Janeiro.

Dentre as principais obras de Otto Lara Resende estão: O Lado Humano, contos, 1952; A Boca do Inferno, contos, 1957; O Retrato na Gaveta, contos, 1962; O Braço Direito, romance, 1963; A Cilada, conto, (Os Sete Pecados Mortais), 1964; As Pompas do Mundo, contos, 1975; O Elo Partido e Outras Histórias, contos, 1991; Bom Dia Para Nascer, crônicas, 1993; O Príncipe e o Sabiá, ensaios,1994; A Testemunha Silenciosa, novelas, 1995, entre outros.

 

Frases de Otto Lara Rezende

 

Para mim, é absolutamente fundamental que o espetáculo não termine aqui embaixo, na Terra.”;

A psicanálise é a maneira mais rápida e objetiva de ensinar as pessoas a odiar o pai, a mãe e os amigos.”;

"Devemos a Graham Bell o fato de estarmos em qualquer lugar do mundo e alguém poder nos chatear por telefone.";

Depois dos 50, a vida precisa de um anestésico.”;

A morte é, de tudo na vida, a única coisa absolutamente insubornável.”;

Sou jornalista, especialista em ideias gerais. Sei alguns minutos de muitos assuntos. E não sei nada.”;

Cada um que varra a sua porta, se o mundo não ficar limpo, pelo menos ficará menos sujo.”.

 

  

(Fontes consultadas: Site EBiografia – Dilva Frazão, O GLOBO – Memória, Instituto Moreira Salles, Wikipedia, PENSADOR)


Mudanças sociais e o meio ambiente

sábado, 5 de novembro de 2022

"Haverá por acaso algo que destrua alguém mais rapidamente do que trabalhar, pensar, sentir, sem uma necessidade interior, sem uma escolha profundamente pessoal, sem prazer, como autômato do dever? Eis precisamente a receita da 'décadence', da própria imbecilidade."   -   Friedrich Nietzsche   -   O Anticristo  


As sociedades passam por transformações, principalmente porque sua economia se altera. Dito de outra forma: muda a maneira como as sociedades exploram e processam os recursos naturais, para transformá-los em mercadorias e serviços e evolui a maneira como o homem se relaciona com o meio ambiente onde vive. Através de inovações tecnológicas as sociedades passam a se utilizar das riquezas da natureza – plantas, animais, solos, minerais, recursos hídricos, etc. – de uma forma tecnologicamente mais eficiente, obtendo aumento de benefícios, em todas as formas. Este processo fica evidente quando estudamos os desenvolvimentos ocorridos, por exemplo, na agricultura durante os últimos 5 mil anos; do simples bastão que fura a terra para colocar a semente, ao automatizado trator com arado de disco. Da adubação com restos orgânicos, aos fertilizantes e corretivos aplicados por modernas máquinas. A irrigação por aspersão mecanizada, a criação de sementes híbridas, a aerofotogrametria... Um longo caminho foi percorrido pela humanidade no desenvolvimento de tecnologias cada vez mais produtivas. 

Estas transformações na prática econômica também provocam mudanças na cultura e vice versa. A cultura de uma sociedade, por sua vez, muda devido a diversos fatores, como: a invenção de uma tecnologia nova (arado, uso do cavalo, domesticação de novas plantas, máquina a vapor e motor a explosão), guerras, contatos com outras culturas, mudanças no meio ambiente e vários outros fatores (que muitas vezes são originados por causas econômicas). Ainda com relação às alterações nas sociedades, o que também se observa, é que as transformações sociais nas culturas do passado ocorriam de uma maneira mais lenta, comparadas às atuais. Devem ter decorrido várias centenas de anos, por exemplo, até que os habitantes da América Central tivessem conseguido domesticar a planta do milho ou do tomate, transformando-os em espécies mais adaptadas ao consumo humano. O mesmo, por certo, ocorreu com os povos da Ásia Central, que conseguiram domesticar o cavalo. Para torná-lo um animal dócil, adaptado à montaria, também devem ter treinado gerações seguidas de equinos. O mesmo se deu com quase todos os grãos e vegetais, que atualmente são a base da alimentação humana em todos o planeta. 

Por outro lado, observa-se que quanto mais desenvolvida culturalmente – e tecnologicamente – uma sociedade, mais rápido ocorrem também as modificações econômicas e sociais. Basta pesquisarmos nos livros de história o ritmo de desenvolvimento da civilização ocidental a partir do período das Grandes Navegações, nos séculos XV e XVI, e a velocidade das transformações sociais desde o início da Revolução Industrial, no final do século XVIII. Tecnologia, cultura, religião, economia, relações sociais, tudo se transforma mais rápido, quanto mais complexa a vida da sociedade. Para termos uma idéia mais clara de como as transmutações ocorrem nas sociedades modernas, basta observarmos a celeridade com que uma tecnologia mais antiga substitui uma nova (nas comunicações, nos transportes e nos produtos de consumo, por exemplo) e como a cultura em geral e a cultura de massa estão em constante transformação (as descobertas científicas, a moda, os gostos literários e musicais, as novas religiões, os costumes, a comunicação visual). 

Em suas atividades, o homem ocupa e se utiliza, bem ou mal, cada vez mais do meio ambiente devido ao exponencial crescimento das atividades econômicas. Aumentam as áreas destinadas à agricultura (vide a derrubada crescente das florestas tropicais e temperadas), há uma expansão da atividade de mineração, ampliam-se as cidades de todos os tamanhos, aumentam os números de voos de aviões de passageiros e os mares recebem mais navios e cada vez maiores. No entanto, esta influência é mútua, já que cada vez dependemos mais da natureza, pois é dela que extraímos todos os recursos utilizados em nossa civilização industrial. Isso faz com que o impacto das atividades humanas sobre os diversos biomas e ecossistemas se torne cada vez maior. 

No passado, o habitante da cidade medieval europeia, por exemplo, não era minimamente afetado pelo que ocorria em vastas regiões da China, inundadas por chuvas torrenciais, ou pelas secas que ocorriam naquele mesmo instante na África. Praticamente não havia comunicação entre estas regiões e a influência econômica de tais eventos no restante do planeta era quase nula. Em outro aspecto, como se desconhecia o uso da eletricidade, ninguém pensaria na disponibilidade ou não dos materiais dos quais atualmente extraímos recursos energéticos, como o carvão ou o petróleo. Quanto à quantidade de chuva que caía, o importante era que fosse suficiente para a atividade agrícola, garantindo uma colheita farta, que afastasse o temido espectro da fome. 

A situação hoje, contudo, é bastante diferente; vivemos em uma economia ampla e globalizada, onde qualquer acontecimento num lugar do planeta exerce influência sobre outro em lugar diferente. Cientistas apontam para o fato de que, a começar pelo clima, nossa civilização está sobrecarregando a Terra de tal maneira, que provocaremos uma reação em cadeia de mudanças, sobre as quais não teremos controle a curto e médio prazos. Devido à complexidade e à infinidade de fenômenos que ocorrem em cadeia na natureza, esta, uma vez abalada em seu equilíbrio, passa a operar de maneira diferente. Poderá chegar ao que os especialistas chamam de “ponto de não retorno”; quando a natureza assumir um comportamento aleatório, imprevisível, que demandará bastante tempo para voltar a uma situação de equilíbrio. No entanto estas mudanças, enquanto ocorrerem, podem ser tão imensas e impactantes sobre a civilização humana, que é possível que não tenhamos condições, a médio e longo prazos, de nos adaptarmos à nova situação do planeta. 

A maior parte dos habitantes do planeta mal considera ou imagina esta hipótese. Mas basta lembrar que a Terra passou por cinco grandes extinções em massa de espécies nos últimos 550 milhões de anos, que chegaram a dizimar a maior parte dos seres vivos que viviam sobre o planeta. Todas as cerca de 5-10 milhões de espécies de seres vivos que dividem hoje conosco a vida na Terra (a ciência ainda não dispõe de números exatos), representam menos de 2% de todas as espécies vivas que já existiram na história da vida no planeta. Ou seja, nós, homo sapiens, somos apenas uma entre as 250 a 500 milhões de espécies que já existiram na Terra. Faríamos alguma diferença na história da vida sobre o planeta, se nossa espécie desaparecesse através de vários cataclismos somados – secas, furacões, fome, epidemias, guerras – ao longo dos próximos 500 anos? Com certeza, nenhuma.    


(Imagens: pinturas de Frederick Horsman Varley)

E OS INVESTIMENTOS EM SANEAMENTO?

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

 

(Fonte: Portal Saneamento Básico)

Já se perguntou quem ganha com o desmatamento?

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

 


(Fonte: Peta)

How do you sleep? - John Lennon

quarta-feira, 2 de novembro de 2022

 As melhores musicas do rock


John Lennon

Álbum: Imagine (1971)

Música: How do you sleep?







John Winston Ono Lennon MBE (Liverpool9 de outubro de 1940 – Nova Iorque8 de dezembro de 1980) foi um cantorcompositor e ativista da paz britânico que fundou os Beatles, a banda de maior sucesso comercial na história da música popular. Sua parceria de composição com o colega de banda Paul McCartney foi uma das mais célebres da história da música. Juntamente com George Harrison e Ringo Starr, o grupo alcançou fama mundial durante a década de 1960. Em 1969, Lennon começou a Plastic Ono Band com sua segunda esposa, Yoko Ono, e continuou a seguir carreira solo após a separação dos Beatles em abril de 1970.

Nascido em Liverpool, Lennon se interessou pelo gênero skiffle quando adolescente. Em 1956, formou sua primeira banda, The Quarrymen, que culminou na criação dos Beatles em 1960. Inicialmente ele era o líder de fato do grupo, porém foi perdendo gradualmente este posto para McCartney. Lennon se caracterizou por sua natureza rebelde e sagaz em sua música, escrita, desenho, em filmes e entrevistas. No auge de sua fama na década de 1960, ele publicou dois livros: In His Own Write e A Spaniard in the Works, ambos coletâneas de escritos sem sentido e desenhos de rabisco. Começando em 1967 por "All You Need Is Love", suas canções foram adotadas como hinos pelo movimento antiguerra e pela contracultura da época.

Entre 1968 e 1972, Lennon produziu mais de uma dúzia de gravações com Ono, incluindo uma trilogia de álbuns de vanguarda, seu primeiro álbum solo – John Lennon/Plastic Ono Band – e os sucessos internacionais "Give Peace a Chance", "Instant Karma!", "Imagine" e "Happy Xmas (War Is Over)". Em 1969, liderou uma série de protestos pela paz conhecidos como Bed-Ins for Peace. Após se mudar para Nova Iorque em 1971, seu criticismo à Guerra do Vietnã resultou em uma longa tentativa do governo Richard Nixon de deportá-lo. Em 1975, Lennon se retirou da indústria musical para cuidar de seu segundo filho, Sean, e em 1980 retornou com mais uma colaboração com Ono, o álbum Double Fantasy. Ele foi assassinado em frente à sua casa em Manhattan por Mark Chapman, um fã dos Beatles, três semanas após o lançamento de seu último álbum.

Como intérprete, compositor ou colaborador, Lennon teve 25 canções número um na parada musical da Billboard Hot 100. Double Fantasy, seu álbum solo mais vendido, venceu o Grammy Award para Álbum do Ano logo após sua morte. Em 1982, o Brit Award de Contribuição Excepcional à Música foi dado a ele postumamente. Em 2002, Lennon foi eleito o oitavo maior britânico de todos os tempos pela BBC. A revista Rolling Stone o elegeu o quinto melhor cantor da história e o incluiu na lista dos cem maiores artistas de todos os tempos. Em 1987, ele foi introduzido no Songwriters Hall of Fame. Lennon ainda foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame duas vezes: como membro dos Beatles em 1988 e como artista solo em 1994.

 

(Fonte: Wikipedia)

Ana Varejão (1964 - )

terça-feira, 1 de novembro de 2022


Conheça mais sobre a vida e obra da artista no link GUIA DAS ARTES abaixo: