José Louzeiro (1932-2017)

domingo, 19 de março de 2023

 



José de Jesus Louzeiro nasceu em São Luís, em 19 de setembro de 1932  e faleceu no Rio de Janeiro em 29 de dezembro de 2017. Foi um escritor, jornalista, roteirista e autor de telenovela brasileiro.

Iniciou sua carreira como estagiário em revisão gráfica no jornal “O Imparcial” em 1948 aos dezesseis anos de idade. Em 1953, se transfere para o Rio de Janeiro, onde foi trabalhar no semanário “A Revista da Semana” e no grupo dos “Diários Associados”. Lá atua como "foca" em “O Jornal”. Também escreveu para os jornais “Diário Carioca”, “Última Hora”, “Correio da Manhã”, “Folha e Diário do Grande ABC” e nas revistas “Manchete” e “Diário Carioca”.

Por mais de vinte anos atuou também como repórter policial. Na literatura, estreou com o conto Depois da Luta, em 1958. No cinema, escreveu os diálogos do filme: Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia, baseado no romance de sua autoria lançado em 1976 pela editora Civilização Brasileira. Escreveu outros livros sobre casos policiais famosos como o Caso Araceli e o assassinato de Cláudia Lessin Rodrigues. O romance reportagem Aracelli, meu amor, foi censurado durante a ditadura militar a pedido dos advogados dos acusados. Em Carne Viva (1988) traz personagens e situações que lembram as mortes de Zuzu Angel e seu filho, Stuart. Entre os infanto-juvenis: A gang do beijoPraça das dores (um ‘remember’ dos meninos assassinados na Candelária, em 1993), A hora do morcego e Gugu Mania. Em 1997 lança a biografia de Elza Soares, Cantando para não enlouquecer. Logo depois publica O anjo da fidelidade, um estudo da trajetória de Gregório Fortunato, o guarda-costas de Getúlio Vargas.

Em 1968, auge do período ditatorial, ele estava na linha de frente, atuando para unir os escritores em torno de uma causa comum, tornando-se o maior responsável pela existência do Sindicato dos Escritores, como entidade autônoma e independente.

Seus livros são, na maioria, contos biográficos, narrados como romance-reportagem, chegando perto de quarenta publicações. A ele se atribui a introdução no Brasil do gênero literário romance-reportagem, que no exterior tivera como representante Truman Capote, que escreveu A Sangue Frio.

Assinou também o roteiro de dez filmes, sendo quatro deles já populares como Pixote, a Lei do Mais FracoOs Amores da Pantera de Jece ValadãoO Homem da Capa Preta e Amor Bandido, com Paulo Gracindo. José Louzeiro também escreveu telenovelas como Corpo Santo e Guerra sem Fim, na extinta Rede Manchete. Sua telenovela O Marajá, uma comédia baseada no governo de Fernando Collor de Melo, foi proibida de ir ao ar, numa época em que não havia mais censura no Brasil. Depois desse episódio, o autor começou a enfrentar dificuldades para realizar novos projetos na televisão.

Louzeiro faleceu aos 85 anos de causas não reveladas, mas consequentes de doenças que se agravaram em função de diabetes.

Livros de José Louzeiro

Depois da luta (1958); Assim marcha a família (participação em obra coletiva) (1965); André Rebouças (biografia) 1968; Judas arrependido (1968); Acusado de homicídio (1968); Lúcio Flávio, o passageiro da agonia (1975); Aracelli, meu amor (1976); Infância dos mortos – Pixote (1977); Amores da pantera (1977); O estranho hábito de viver (1978); Parceiros da aventura: o filme do brasileiro oprimido (1979); 20º Axioma (1980); Filho do amor (1980); Sociedade secreta (1981); O estrangulador da Lapa: o homem que não podia amar (1981); M-20: a morte do líder ou M-20: As Aventuras do audaz perito Jesuino Conde e do seu intempestivo auxiliar Manga Rosa (1981); O verão dos perseguidos (1983); A gang do beijo (1984); O bezerro de ouro (1986); Devotos do ódio (1987); Em carne viva (1988); Ritinha temporal: um amor de menina que a cidade temia (1991); Praça das dores (1994); Beija-flor o amigo especial (1995); Pink: viagem ao submundo mágico (1995); JK: o otimismo em pessoa (1996); Gugu mania (1996); Villa Lobos: o aprendiz de feiticeiro (1997); Elza Soares: cantando para não enlouquecer (biografia) (1997); Mito em chamas: A lenda do justiceiro Mão Branca (1998); A hora H do padre G (1998); Detetive fora de série (1998); A hora do morcego: Ritinha temporal (1999): Urca: o bairro sonhado (2000); Isto não deu no jornal (2001); A fina flor da sedução (2001); O anjo da fidelidade: A história sincera de Gregório Fortunato (2001); Ana Néry: a brasileira que venceu a guerra (biografia) (2002); Diabetes: inimigo oculto (2007); Luzes da consagração (2008); Vestido de noivo (sobre Nelson Rodrigues) (2010).

 

Frases de José Louzeiro


A esquerda brasileira é burra, não faz alianças. A direita é esperta, se alia e vence as eleições.”; 

E não estudava, nem lia. Os únicos livros que havia lá em casa eram a Bíblia e os almanaques que distribuíam para vender remédio. Esses, a minha avó Dorotéia guardava. Até que um dia meu pai chegou para mim e disse: “Você é um vagabundo, não estuda, não faz nada. O que é preciso para você estudar?”“;

Eu devia ter uns 12 anos, 13 anos, por aí. Os colegas de rua ficaram pensando que eu havia sumido. Comecei a adquirir livros, alguns amigos do meu pai me davam, e comecei a ler. Queria ser alguém, foi interessante. De uma hora pra outra.”;

Ele cortava aquelas tábuas de cedro, fazia as lousas para as crianças. Aos poucos, as pessoas passaram a chamá-lo de “louzeiro”. Então ele trocou o nome de Loureiro para Louzeiro. E hoje eu tenho essa origem que vem de alguma coisa que escrevia, não é?;

Baixou um santo, e até hoje sou um leitor fanático. Não tem televisão, não tem nada que dê jeito. Eu vejo televisão, mas o meu negócio são livros.”;

Agora a filosofia é a seguinte: amealhar e amealhar, enquanto o povo morre de fome. Mas a violência é desencadeada pelos excluídos, e muitos ricos com seus carros importados já não podem sair de casa. Senhoras milionárias usando jóias, nem pensar. Os condomínios sofisticados neste país inteiro são guardados pelos excluídos. Tomara que eles tão cedo não resolvam vingar-se dos seus exploradores.”.

 


(Fontes: Wikipedia; Tiro de letra; Página do escritor e roteirista José Louzeiro; site O Explorador; site Estranho Encontro (entrevista); site Pensador)

Aprenda mais sobre meio ambiente (é o momento certo!)

sábado, 18 de março de 2023

 Leia mais sobre temas ambientais. O assunto está se tornando cada vez mais importante!


(Fonte: Mundo Educação)

Faça download grátis de livros no site MataNativa abaixo:

https://matanativa.com.br/livros-gratuitos-para-ler-durante-a-quarentena/

Acionistas da Petrobrás

sexta-feira, 17 de março de 2023

(Fonte: Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região)

4 temas de desenvolvimento e meio ambiente para acompanhar em 2023

quinta-feira, 16 de março de 2023

Leia o artigo sobre desenvolvimento e meio ambiente em 2023 no link do WRI Brasil abaixo:

https://www.wribrasil.org.br/noticias/4-temas-de-desenvolvimento-e-meio-ambiente-para-acompanhar-em-2023

Vendavais - Ave Sangria

quarta-feira, 15 de março de 2023

 As melhores músicas do rock 


Ave Sangria

Album: Ave Sangria (1974)

Música: Vendavais





Ave Sangria é um conjunto musical brasileiro de rock psicodélico, um dos principais expoentes da cena musical psicodélica pernambucana dos anos 1970, junto com Alceu ValençaFlaviola e O Bando do SolLula CôrtesMarconi Notaro e Lailson.


(Fonte do texto: Wikipedia) 

Iracema Ruffolo Arditi (1924-2006)

terça-feira, 14 de março de 2023

 


Conheça mais sobre a vida e obra da artista no link 
GUIA DAS ARTES abaixo:

Leituras diárias

segunda-feira, 13 de março de 2023


“A realidade óbvia é que as sociedades humanas evoluem ao longo do tempo. Os dois componentes básicos da evolução biológica – variação e seleção – também se aplicam às sociedades humanas. Mesmo que evitemos escrupulosamente julgamentos de valor a respeito de civilizações posteriores ‘mais elevadas’ que as anteriores, elas se tornam claramente mais complexas, mais ricas e mais poderosas. Aquelas que conseguem se adaptar costumam superar as que não o fazem, assim como organismos individuais. Nosso uso continuado de expressões como ‘desenvolvimento’ (como em ‘países em desenvolvimento’, ou ‘Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA’) é um testemunho da visão generalizada de que os países ricos hoje são fruto de uma evolução anterior de formas socioeconômicas e de que os países pobres, se pudessem, participariam deste progresso.” (Fukuyama, págs. 69-70).

 

Francis Fukuyama, As origens da ordem política – Dos tempos pré-humanos até a Revolução Francesa 


 

Fausto Wolff (1940-2008)

domingo, 12 de março de 2023

 



Fausto Wolff, pseudônimo de Faustin von Wolffenbüttel, nasceu em Santo Ângelo (RS) em 8 de julho de 1940 e falece no Rio de Janeiro em 5 de setembro de 2008. Foi atorjornalista e escritor brasileiro. Começou a trabalhar aos catorze anos de idade como repórter policial e contínuo do jornal “Diário de Porto Alegre”. De família humilde, mudou-se para o Rio de Janeiro aos dezoito anos.

No Rio, chegou a manter três colunas simultâneas, escrevendo sobre televisão no “Jornal do Brasil”, sobre teatro na “Tribuna da Imprensa” e sobre política no “Diário da Noite”. Suas opiniões polêmicas e independentes também começaram a aparecer na TV, com o “Jornal de Vanguarda” de Fernando Barbosa Lima, a partir de 1963.

Em 1968, atingido pela censura do governo militar, Fausto Wollf exilou-se na Europa, onde passou 10 anos, na Dinamarca e na Itália. Ainda no exílio, foi um dos editores de “O Pasquim”, além de diretor de teatro e professor de literatura nas universidades de Copenhague e Nápoles.

De volta ao Brasil com Anistia em 1979, atuou em jornais como “O Globo” e “Jornal do Brasil”, mas em seguida passou a dedicar-se apenas à imprensa independente, em especial a “O Pasquim”. O jornal, editado por Wolff juntamente com Ziraldo e Jaguar, foi um dos mais combativos e influentes jornais de oposição ao regime da ditadura militar que governou o Brasil entre as décadas de 70 e 80.

 Apoiou Leonel Brizola em sua eleição para o governo do estado do Rio de Janeiro em 1982 e, a partir dessa experiência, organizou o volume "Rio de Janeiro, um Retrato: a Cidade Contada por seus Habitantes" (1985), considerado um dos mais completos retratos sociológicos da cidade.

A partir daí, longe do cotidiano das redações de jornais, dedicou-se à literatura, também se responsabilizando pela tradução de algumas obras. Voltou a colaborar para o “Pasquim” através da reedição do periódico, lançada em 1 de abril de 2002 e rebatizada de “Pasquim 21”. Em 1999, participou da revista de humor e política “Bundas”, onde assinava uma irônica coluna com o pseudônimo de Nataniel Jebão, um colunista social direitista e defensor da corrupção do poder. Em seus últimos anos, manteve uma coluna diária no "Caderno B" do “Jornal do Brasil“.

Internado em 31 de agosto de 2008 com hemorragia digestiva, morreu por disfunção de múltiplos órgãos, no Rio de Janeiro, em 5 de setembro de 2008. Fausto era casado com a psicanalista e escritora Mônica Tolipan e deixou duas filhas e dois netos.

Fausto Wolff ganha em 1977 o “Prêmio Jabuti”, concedido pela Câmara Brasileiro do Livro, por seu romance À Mão Esquerda. Voltou a ficar entre os dez finalistas do Jabuti em mais duas oportunidades: em 2004, na categoria Poesia, e em 2006, na categoria Contos, com A Milésima Segunda Noite. Em 2008 foi finalista do Prêmio Portugal Telecom de Literatura. Em 1977, foi corroteirista do filme dinamarquês Jorden er flad, no qual igualmente foi ator. Fez ainda pequenos papéis em filmes dirigidos por amigos seus - como Tanga (Deu no New York Times?) (1987), do cartunista HenfilNatal da Portela (1988) e O Viajante (1999), ambos de Paulo César Saraceni.

As principais obras de Fausto Wolff foram: Olympia (2008); Branca de neve e outras Histórias (Tradução, original dos Irmãos Grimm) (2007); O Campo de Batalha sou eu (2005); A Milésima Segunda Noite (2005); A Imprensa Livre de Fausto Wolff (2004); Gaiteiro Velho (2003); O Ogre e o Passarinho (2002); O Pacto de Wolffenbüttel e a Recriação do Homem (2001); O Lobo Atrás do Espelho: (o romance do século) (2001); Cem poemas de amor: e uma canção despreocupada (2000); O Nome de Deus: 10 Histórias (1998); O Homem e Seu Algoz: 15 histórias (1997); Detonando a Notícia: como a Mídia Corrói a Democracia Americana (Tradução, original de James Fallow) (1997); À Mão Esquerda (1997); ABC do Fausto Wolff (1985); Carta (com pretensão de conto) de um autor aos estudantes (1984); Tristana: a maior gota d'água do mundo (1984); Os Palestinos: Judeus da 3ª Guerra Mundial (1982); O Dia em que Comeram o Ministro (1982); Sandra na Terra do Antes (1979) Matem o cantor e chamem o garçom (1978); O Sorriso Distante (coautor Anita Brookner) (s/d); O Acrobata Pede Desculpas e Cai (1966).

 

Frases de Fausto Wolff:

A maconha é mantida fora da lei, graças aos lucros que a sua não legalização traz a polícia e aos traficantes.”;

Quando Executivo, Legislativo, Judiciário e Imprensa são sócios, temos uma ditadura.”;

Décadas de jornalismo ensinaram-me que pelo menos em política, não existem coincidências.”;

Se fez alguma coisa além de cumprir promessa aos gringos, foi levar a classe média para as favelas e os favelados para o crime.” (sobre o governo FHC);

No Brasil o emprego é tratado como uma bênção. Sujeito está empregado, não importa quanto ganhe, acertou na loteria. Mesmo empregado, o brasileiro é um infeliz. Pergunte ao bancário que passou 20 anos atrás do caixa, ao ascensorista que passou 30 anos dentro de um elevador, ao porteiro que passou 25 anos dentro de uma gaiola. Conheceram sua famílias? Divertiram-se? O trabalho deveria dar prazer e sustento ao homem e sua família.”;

E foi pensando que cheguei à conclusão de que em momento algum da humanidade a vida foi tão desvalorizada. Jamais a humanidade se apresentou como se apresenta hoje: como uma patética meretriz, cheia de lantejoulas, rindo o riso fácil dos mercadores.”.

 

 

(Fontes: Wikipedia; Grupo Editorial Global; Site da Associação Brasileira da Imprensa; jornal eletrônico Pátria Latina; Tese de mestrado de ODAIR APARECIDO LOURENÇO FAVARI na UNICAMP: “FHC E LULA: A construção do político ideal através das crônicas de Fausto Wolff no jornal O Pasquim 21”)

Não dá pra mudar?

sábado, 11 de março de 2023

"El nihilismo puede ser tanto una señal de debilidad como de fuerza. Es una expresión de la inutilidad del otro mundo, pero no del mundo y de la existencia em general."   -   Ernst Jünger   -   Sobre la línea        


A sociedade brasileira convive com grandes e pequenas incoerências, direta ou indiretamente resultantes da estrutura econômica que condiciona as relações sociais. A começar pela desigualdade social, que apesar do desenvolvimento da economia ao longo dos últimos setenta anos, ainda não foi reduzida. Ao contrário, se aprofundou mais ainda, principalmente durante os últimos dez anos. Continuamos a ser um dos países com a pior distribuição de renda em todo o planeta, apesar de estarmos colocados entre as 12 ou 13 maiores economias (já chegamos a ser a 6ª), dentre 193 outras nações.

A diferença de classes, comum em qualquer sociedade, foi levada ao extremo no Brasil. Se nos anos 1950 1960 e 1970, com a forte industrialização e urbanização do país, havia a convicção de que gradativamente as diferenças sociais diminuiriam, de que as oportunidades surgiriam para todos, nos anos 1980 esta impressão foi se desvanecendo e só se manteve através de propaganda oficial e privada. Planos econômicos, reformas, crises seguidas por crises, fizeram com que a situação da maior parte da população permanecesse estagnada ou piorasse.

Mas uma pequena parcela da população se locupletava (e ainda locupleta) em toda esta confusão econômica, aproveitando as “oportunidades” que surgiam, apossando-se de parte substancial das riquezas produzidas por toda a sociedade. A política e a condução da economia eram, afinal, em grande parte, dominadas por estes grupos; os donos do capital e dos meios de produção – terras, fábricas, máquinas. A classe média em seus diversos níveis, cerca de 30% da população, tentava a todo custo sobreviver, mas também reduzindo suas expectativas de melhoria de vida.

A cultura vigente no país, fomentada pela propaganda do governo, por seus agentes, pelo empresariado e pelos diversos agentes ideológicos – mídias, escolas, igrejas, associações -, sempre ignorou ou procurou amenizar esta escandalosa situação. Grande parte da população introjetou esta cultura através de conceitos, que formaram uma ideologia cuja função é justificar – ou pelo menos explicar por argumentos enganosos – esta situação. Como é possível que em um país tão grande, com tantos recursos naturais, com tanto potencial de desenvolvimento já existente, haja tanta concentração de riqueza de um lado e tanta miséria do outro? Mérito pessoal, engenhosidade, extenuante trabalho? (Risos)

Por outro lado hoje, no cenário mundial, as condições econômicas não são boas e tendem a piorar, a depender do desenvolvimento do conflito entre a Rússia e a Ucrânia (leia-se Estados Unidos) e de outros fatores, como a recuperação da economia chinesa e a questão do suprimento de energia na Europa. Ao mesmo tempo, vários cientistas afirmam que a velocidade das mudanças climáticas tende a aumentar, provocando um maior número de fenômenos violentos, como secas prolongadas, chuvas torrenciais, nevascas, furacões, entre outros. 

O Brasil, até por sua localização e extensão territorial, não está imune a todos estes acontecimentos. Grande parte de nossas exportações, por exemplo, são do setor agropecuário, que depende muito do clima. Nosso consumo de bens industrializados depende em parte de importações, já que a produção interna da indústria vem decrescendo ao longo dos últimos anos. Mesmo o terceiro setor, o de serviços, tido como “tábua de salvação para o desemprego” que assola o país há muitos anos, começa a mostrar uma queda, desde outubro de 2022. 

Assim, devido a diversos fatores internos e externos, o país chegou a mais uma dessas “encruzilhadas” da história. Fatos ocorrendo nas economias e na política dos países mais desenvolvidos acabam influenciando outras nações e, com isso, o desenvolvimento posterior da história local e mundial. Foi assim com o surgimento do sistema de produção industrial no final do século XVIII na Inglaterra, e com as Guerras Napoleônicas no início do século XIX na Europa, por exemplo. Hoje, além dos fatores político-econômicos, temos outro que irá influenciar e condicionar a evolução das sociedades por séculos: as mudanças climáticas.

Em relação ao futuro do Brasil, cabe perguntar se continuaremos nos contentando com as mesmas velhas respostas, que nos dão há décadas os “donos do poder”, em relação ao país. Ver a fome, o desemprego, a falta de serviços médicos, a educação ruim, os salários baixos, as péssimas condições de moradia, as populações inteiras desassistidas, e dizer: “Este país não muda por causa da corrupção dos políticos”, “Não dá pra mudar nada com tanta burocracia”, “São eles, os ricos, quem mandam”, “É como Deus quer, está nas mãos Dele"? Até quando vamos nos deixar iludir com esta ideologia, elaborada especialmente para manter as pessoas no imobilismo e esconder esta incoerência? 


(Imagens: pinturas de Nicole Eisenman) 

Só com muito esforço!

sexta-feira, 10 de março de 2023

 



(Fonte:  Bruno Galvão)

O que é Reforma Agrária?

quinta-feira, 9 de março de 2023

 


(Imagem: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC)


Veja o que é Reforma Agrária:

https://mst.org.br/2021/07/16/o-que-e-o-programa-de-reforma-agraria-popular-do-mst/

Jane - Jefferson Starship

quarta-feira, 8 de março de 2023

 As melhores músicas do rock 


Jefferson Starship

Álbum: Freedom at Point Zero (1979)

Música: Jane



 

https://www.youtube.com/watch?v=LJCuB-uhNgM


Jefferson Starship es una banda estadounidense de rock formada en los comienzos de los años 70 por varios exmiembros de la banda de rock psicodélico Jefferson Airplane. La banda ha pasado por muchos cambios en su formación y géneros musicales a través de los años. La formación actual se encuentra en un estilo mucho más cercano al que tuvieran en sus comienzos, entre el rock psicodélico y electro folk y no en el que les diera reconocimiento mundial en los años 80, orientado al pop rock más comercial. No debe confundirse a Jefferson Starship con Starship, una banda derivada de esta, liderada por el también excantante de Jefferson Starship, Mickey Thomas, cuyo estilo si es más frecuentemente identificado como aquel pop rock de los 80 de Jefferson Starship.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

TAVA TUDO JÓIA!

terça-feira, 7 de março de 2023


 
(Fonte: Suno Notícias)

Maria Auxiliadora da Silva (1938-1974)

 


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no link GUIA DAS ARTES abaixo:

Leituras diárias

segunda-feira, 6 de março de 2023


 

“Resta saber – é onde eu queria chegar – qual o lugar da moral numa sociedade e, em especial, numa economia ou numa empresa. A partir do momento em que ‘a moral retorna’, como dizem, e ainda que isso diga respeito mais aos discursos do que aos comportamentos, é tentador servi-la para todo o gosto. É a novidade da hora: toda empresa quer ter sua ética e se gaba de conseguir tê-la. Ethic pay, dizem do outro lado do Atlântico: a ética melhora a produção, a ética enriquece as relações humanas, a ética faz vender mais, a ética é eficiente. Tal convergência de interesses me parece suspeita: a moral não está acostumada com isso e seria a primeira vez, em todo caso nessa escala, que a virtude faria ganhar dinheiro... Será a última aquisição do American way of life?” (Comte-Sponville, pág. 285)

 

André Comte-Sponville, Valor e verdade

Álvaro Lins (1912-1970)

domingo, 5 de março de 2023

 



Álvaro de Barros Lins (Caruaru14 de dezembro de 1912 — Rio de Janeiro4 de junho de 1970) foi um advogadojornalistaprofessor e crítico literário brasileiro, membro da Academia Brasileira de Letras. Casado com Heloísa Ramos Lins, com quem teve dois filhos.

Filho de Pedro Alexandrino Lins e de Francisca de Barros Lins, Álvaro Lins fez o curso primário em sua cidade natal, mudando-se para cursar o secundário no Colégio Salesiano e no Ginásio Padre Félix, ambos no Recife.

Interessado por política desde cedo, fez campanha pela Aliança Liberal e conheceu João Neves da Fontura, um dos mais eloquentes oradores da caravana da aliança pelo Nordeste. Entusiasmou-se com a revolução de 1930 que instalou um governo provisório chefiado por Getúlio Vargas, porém, já no ano seguinte acompanhou o início da conspiração paulista contra a perpetuação de uma ameaça de governo discricionário. Ainda em 1931, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade do Recife e no ano seguinte assinou manifesto de solidariedade em apoio ao movimento em prol da constitucionalização do país.

Também em 1932, a convite do padre Félix Barreto, professor de letras, passou a lecionar História da Civilização no Ginásio do Recife. Em novembro do mesmo ano, na capital pernambucana, juntamente com outros jovens da Faculdade de Direito de Recife, como Antônio de Andrade Lima Filho, foi um dos signatários do Manifesto integralista de Recife, um dos primeiros documentos ligados ao Integralismo, movimento nacionalista que havia sido lançado por Plínio Salgado um mês antes. Nessa época, como representante do Diretório de Estudantes, escreveu sua primeira obra, intitulada A universidade como escola de homens públicos, lida na cerimônia de abertura do ano letivo de 1933.

Bacharelou-se em 1935. No período de 1932 a 1940, foi também professor de geografia geral e de história da civilização em várias escolas da cidade. Em outubro de 1934, convidado pelo então interventor e, mais tarde, governador de PernambucoCarlos de Lima Cavalcanti, assumiu o cargo de Secretário do Governo Estadual. Fez parte, em 1936, da chapa do Partido Social Democrático (PSD) de Pernambuco, para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Contudo, o golpe que instaurou o Estado Novo interrompeu as eleições e Álvaro Lins deixou a Secretaria do Estado em novembro de 1937 e esqueceu seus planos políticos.

Firmou-se, a partir daí, no jornalismo, exercendo-o no “Diário da Manhã” de Pernambuco, no período de 1937 a 1940, onde foi redator e diretor. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, iniciou a fazer crítica literária, gênero que lhe deu fama nacional. Ali, foi jornalista do “Diário de Notícias”, “Diários Associados”, entre 1939 e 1940, e redator-chefe do “Correio da Manhã”, de 1940 a 1956. Em 1939, publicou seu primeiro livro de análise da obra de Eça de Queiroz: "História Literária de Eça de Queirós", que lhe valeu a perda do cargo de professor do Colégio Nóbrega.

Em 1952 partiu para Portugal para lecionar a disciplina Estudos Brasileiros na Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Lisboa. Também se encontra colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlântico.

Regressando ao Brasil em agosto de 1954, por causa da crise desencadeada pelo suicídio de Getúlio Vargas, reassumiu o jornalismo e a cátedra de Literatura Brasileira no Colégio Pedro II. Em 1956 toma posse na Academia Brasileira de Letras.

Como jornalista, participou ativamente da luta para garantir a posse de Juscelino Kubitschek na presidência da República, em 1956. Nessa época, trabalhando ainda no “Correio da Manhã”, deixou de lado a crítica literária para assumir a direção política do jornal.

Em 1960, de volta ao Brasil, Álvaro Lins retomou sua cátedra de Literatura do Colégio Pedro II. Nesse mesmo ano, publicou "Missão em Portugal", onde historiou todos os episódios de acordo com sua visão. Em 1963 participou da Campanha pela Paz Mundial ao chefiar a missão brasileira no Congresso Mundial pela Paz, em Moscou. Entre 1964 a 1970, Álvaro Lins continuou suas atividades de professor no Colégio Pedro II, até falecer.

Obras publicadas: A universidade como escola de homens públicos, 1933; História literária de Eça de Queiroz, 1939; Alguns aspectos da decadência do Império, 1939; Jornal de crítica: primeira série, 1941; Poesia e personalidade de Antero de Quental, 1942; Jornal de crítica: segunda série, 1943; Notas de um diário de crítica - Primeiro volume, 1943; Palestra sobre José Veríssimo, 1943; Jornal de crítica: terceira série, 1944; Rio Branco, 1945; Jornal de crítica: quarta série, 1946; No mundo do romance policial, 1947; Jornal de crítica: quinta série, 1947; Jornal de crítica: sexta série, 1951; A técnica do romance em Marcel Proust, 1951; Roteiro literário do Brasil e de Portugal: antologia da língua portuguesa, 1956; Discurso sobre Camões e Portugal, 1956; Discurso de posse na Academia, 1956; Missão em Portugal: diário de uma experiência diplomática - I, 1960; A glória de César e o punhal de Brutus, 1962; Os mortos de sobrecasaca, 1963; O relógio e o quadrante, 1963; Girassol em vermelho e azul, 1963; Dionísios nos trópicos, 1963; Jornal de crítica: sétima série, 1963; Jornal de crítica: oitava série, 1963; Notas de um diário de crítica - Segundo volume, 1963; Literatura e vida literária, 1963; Sagas literárias e teatro moderno no Brasil, 1967; Filosofia, história e crítica na literatura brasileira, 1967; Poesia moderna no Brasil, 1967; O romance brasileiro, 1967; Teoria literária, 1967.

Álvaro Lins faleceu no Rio de Janeiro, no dia 4 de junho de 1970.

 

Frases de Álvaro Lins

"Aproveite a tristeza para valorizar a alegria, aproveite a solidão para valorizar a companhia, aproveite os erros para valorizar os acertos, assim você faz sua vida valer a pena.";

Mais do que o autor principal da nossa literatura, mais do que um perfeito homem de letras, mais do que um permanente exemplo – Machado de Assis representa hoje um assunto. Um exercício literário.”;

Nunca se explicará com suficiente exatidão o que determina a ausência de um verdadeiro filósofo no Brasil.”;

Uma característica da poesia moderna é a ausência de limites, a ausência de fronteiras. Enganam-se os que vêem no repúdio da métrica e da rima a principal revolução da poética de nossos dias.”;

Em nenhum poeta moderno mais do que no Sr. Mário de Andrade se poderá sentir esta contradição da poesia moderna: a de um pensamento que procura sua forma.”;

Por vezes, tenho insistido sobre o que me parece o elemento fundamental do romance: o personagem.”.

 

 

(Fontes consultadas: Wikipedia; Academia Brasileira de letras; eBiografia – Dilva Frazão; Site Pensador; Livro ‘Os mortos de sobrecasaca’)

Boécio (480-525)

sábado, 4 de março de 2023

Faça download do livro A consolação da filosofia do filósofo, poeta e teólogo romano Boécio. 


Acesse o link cabana-on.com abaixo: 

http://cabana-on.com/Ler/wp-content/uploads/2017/09/A-Consolacao-da-Filosofia-Boecio.pdf   

Alguns ainda são contra

sexta-feira, 3 de março de 2023

 



(Fonte: Jornal Metro - Andre Dahmer)

TAXAR GRANDES FORTUNAS

quinta-feira, 2 de março de 2023


O 1% mais rico do mundo ficou com quase 2/3 de toda riqueza gerada desde 2020 – cerca de US$ 42 trilhões -, seis vezes mais dinheiro que 90% da população global (7 bilhões de pessoas) conseguiu no mesmo período. E na última década, esse mesmo 1% ficou com cerca de metade de toda riqueza criada.

LEIA O RELATÓRIO "A 'SOBREVIVÊNCIA' DO MAIS RICO" DA OXFAM, NO LINK ABAIXO:

Masquerade - Vímana

quarta-feira, 1 de março de 2023

 As melhores músicas do rock 


Vímana

Album: On the rocks (1977)

Música: Masquerade




https://www.youtube.com/watch?v=Ellyyy4xYKw


Vímana foi uma banda brasileira de rock progressivo da década de 1970 que passou por quatro fases distintas. Contou com Ritchie (vocal e flauta), Lulu Santos (vocal e guitarra), Luiz Paulo Simas (teclados), Lobão (bateria) e Fernando Gama (baixo). No final dos anos 1970, o Vímana chegou a ensaiar com o tecladista suíço Patrick Moraz (ex-Yes). A expulsão de Lulu Santos da banda por Moraz acabou por desfazer o grupo.

Originalmente a banda contava com Luiz Paulo Simas (teclados) e Candinho (bateria), vindos da banda Módulo 1000, Lulu Santos (guitarra e vocais) e Fernando Gama (baixo), ex-membro do Veludo Elétrico. A banda realizava apresentações e os quatro trabalhavam como músicos de estúdio para outros artistas. Com a saída de Candinho, em 1975, Lobão e Ritchie entram para a banda, que tornaram-se a formação mais conhecida do Vimana. Com sucesso, a banda lançou, pela Som Livre, em 1977, o compacto Zebra / Masquerade, além de ter gravado um LP inédito até hoje, arquivado na época com a alegação de não haver público para o rock no Brasil.

Pouco depois, a banda conheceria Patrick Moraz (ex-Yes). O músico suíço pretendia montar um novo grupo, intitulado Patrick Moraz Band e formado pela maioria dos integrantes do Vímana, com exceção de Lulu Santos, a quem o tecladista desprezava. A expulsão de Lulu do Vímana por parte de Moraz ocasionou desentendimentos entre o ex-músico do Yes e os outros integrantes, dissolvendo a banda. Ritchie, Lobão e Lulu Santos se dedicaram a carreiras solo de grande sucesso no rock brasileiro dos anos 80. Patrick Moraz, por sua vez, encontra-se em carreira solo, em trabalhos voltados para o piano.

 

(Fonte: Wikipedia)