Assunto atualíssimo nestes tempos de guerra, nacionalismos extremos e fanatismo político/religioso!
Entenda um pouco este comportamento no vídeo do canal VIAJANTE DA MAIONESE abaixo:
(Online desde 21 de maio de 2010 - Editor: Ricardo Ernesto Rose)
Assunto atualíssimo nestes tempos de guerra, nacionalismos extremos e fanatismo político/religioso!
Entenda um pouco este comportamento no vídeo do canal VIAJANTE DA MAIONESE abaixo:
As melhores músicas do rock
Kansas
Álbum: Kansas (1974)
Música: Can I tell you
Kansas é uma banda de rock americana que
se tornou popular durante a década de
1970, inicialmente em paradas de album-oriented rock e mais tarde com singles de
sucesso como "Carry On Wayward Son" e "Dust in the
Wind". Dave Hope (baixo), Phil Ehart (bateria), Robby Steinhardt (violino e
vocal), Steve Walsh (teclado e vocal) e Rich Williams (guitarra)
formaram a banda White Clover em sua cidade natal de Topeka, Kansas.
Depois da entrada de Kerry Livgren (teclado e guitarra) o nome da banda foi
mudado para Kansas.
(Fonte:
Wikipedia)
“O que são os paulistas – É preciso
saber que esses paulistas são um amontoado ou mistura de todos os povos e
raças, mistura em que predomina a raça portuguesa, e que são mais ou menos
filibusteiros. Há muito tempo eles se estabeleceram em uma zona do território
próximo das minas, onde têm uma bela cidade chamada São Paulo, da qual tiram o
nome com o qual se designam. Sempre reconheceram o rei de Portugal como seu
soberano; todavia, quando o monarca quis dar-lhes um governador, opuseram-se e
expulsaram o representante de Sua Majestade, constituindo uma pequena república
que tem como lei fundamental nunca receber comandante da parte do rei, mas pagar-lhe,
não obstante, o quinto do ouro que extraem das minas – e, pelo que se diz, são
muito corretos nisso. Esse espírito de independência os tem muitas vezes
conduzido à guerra. E eles a têm feito, sem, no entanto, alcançarem a liberdade
almejada ou serem totalmente subjugados. Os paulistas não estão afastados do
mar; o porto de Santos, no sul da costa, que passa por ser muito bom e seguro,
é o seu escoadouro.” (França, págs.129 e 130).
(Carta
de René Duguay-Trouin, capitão da esquadra francesa, no Rio de Janeiro em 1711)
Jean Marcel Carvalho França, Outras Visões do Rio de Janeiro Colonial – Antologia de textos 1582-1808
J.C. Ismael (sempre
se identificou desta forma) nasceu em 1938 e iniciou sua carreira como
jornalista nos anos 1950, trabalhando como repórter e crítico de cinema na
imprensa da cidade paulista de São José do Rio Preto. Depois de se formar em
direito, passou a atuar como crítico de cinema no jornal “O Estado de São Paulo”
e colaborador do “Suplemento Literário”, seguido pelo “Caderno 2”, na edição
dominical do jornal.
J.C.
Ismael também foi colaborador na revista “Ilustrada” do jornal “Folha de São
Paulo”, “Caderno de Sábado” do “Jornal da Tarde” e na revista “IstoÉ”. Escreveu
artigos, entrevistas, ensaios e resenhas sempre na área da cultura, onde publicou
mais de setecentos artigos.
Também
atuou no cinema, onde dirigiu em 1968 o documentário Um Dia na Velhice e produziu diversos curtas-metragens sobre artes
plásticas, entre 1978 e 1981; entre os quais o único disponível sobre a obra do
artista Samson Flexor. Ainda como jornalista, foi editor do “Dipo”, o caderno
de propaganda e marketing do extinto jornal “Diário Popular”.
J.C.
Ismael também foi tradutor de obras literárias e editor de antologias das
poesias de William Blake e John Donne, sendo autor dos seguintes livros: Cinema e Circunstância (Buriti, 1963); Thomas Merton, o Apóstolo da Compaixão (
T.A. Queiroz, 1984); Alan Watts — A
Sagração do Caminho (T. A. Queiroz, 1988); Iniciação ao Misticismo Cristão (Record / Nova Era, 1998); Um ensaio da coletânea Visões do Novo
Milênio (Mercuryo, 1999); O Médico e o
Paciente – Breve História de uma Relação Delicada (T.A.
Queiroz Editor, 2002 e MG Editores, 2ª edição, 2005); e Sócrates e a
Arte de Viver (Editora Ágora, 2004).
J.C. Ismael faleceu em 7 de abril de 2011, aos 73 anos, em decorrência de um câncer.
Frases
de J.C. Ismael:
“Não se levar a sério significa questionar
constantemente os próprios valores, trocando-os por outros sempre que isso
possa enriquecer o conhecimento, mas significa principalmente encarar a vida
com humor, transmitindo-o aos que o cercam como antídoto para os inevitáveis
sofrimentos do cotidiano. As pessoas mais sábias são as que se conhecem
profundamente, e por isso alcançaram a paz interior refletida no sorriso
permanente de quem atingiu a sabedoria de não se encarar com seriedade.”
(Sócrates e a arte de viver);
“À medida que envelhece, (a filósofa Ayn) Rand
torna-se uma crítica impiedosa dos romancistas contemporâneos. Relê
principalmente Victor Hugo, mas sem abandonar as novelas policiais de Mickey
Spillane porque ‘tratam o conflito entre o bem e o mal em termos de branco e
preto’: para ela, a tonalidade cinzenta simboliza a relutância dos atos
humanos. Nos últimos anos de vida, semi-reclusa no modesto apartamento de
Manhattan, seu grande prazer é contemplar o horizonte da amada Nova York: para
quem, como ela, razão e fé se excluem, nada supera a imponência dos
arranha-céus recortados pelo crepúsculo, metáforas do triunfo da razão e da
racionalidade que passou a vida defendendo. (Ayn Rand ou o primado da
razão);
“Autor de uma dramaturgia aparentemente
desengajada, (escritor Oscar) Wilde pretende servir de espelho convexo para
mostrar a visão distorcida que a hipócrita aristocracia vitoriana tinha da
realidade, subjugada que estava aos seus mesquinhos interesses pessoais e à
visão preconceituosa do mundo. Porém, o leitor ingênuo, hipnotizado pelo brilho
dos diálogos, parece estar diante de um defensor, e não de um crítico, dessas
vidas vazias.” (Oscar Wilde, dândi imortal);
“Quem escreveu uma obra polêmica, que
ocupa mais de quarenta volumes, pode sentir-se frustrado? Mas também é possível
que o significado de ter uma vida arruinada escape, em casos como esse, às
pessoas comuns, cujos assuntos que lhes ocupam a velhice são as doenças reais e
imaginárias e as peraltices dos netos. Aragon tem algo que ver com esse
estereótipo? Claro que não. Se não estivesse fazendo uma boutade, ele se queixava
provavelmente não de ter feito pouco, mas de não ter feito tudo o que desejava.
Jamais saberemos e isso pouco importa, mesmo porque falar de uma vida, a partir
do seu crepúsculo, seja o de um gênio ou do aposentado entorpecido pelo ócio,
só se justifica se esse momento dramático, que precede a chegada das trevas,
servir para o batido recurso do flash-back.” (Louis Aragon: cent
ans);
“No silêncio aprendemos a fazer
distinções. Os que fogem do silencio também fogem das distinções. Não querem
ver muito claro, preferem a confusão… A vida não deve ser olhada como uma
torrente ininterrupta de palavras, apenas silenciadas pela morte… Como é
patético ver que justamente aqueles que falam sem parar são os que nada têm a
dizer. A razão da sua loquacidade é uma só: a morte.” (Tomas
Merton, o apóstolo da compaixão).
(Fontes: Wikipedia; O Estado de São Paulo; Digestivo Cultural; Site da Revista Triplov de Artes e Ciências; Site da UniMünster)
Leia o livro Qual é a tua obra, do filósofo e escritor brasileiro Mario Sergio Cortella.
https://profmariocastro.files.wordpress.com/2021/04/qual-ecc81-a-tua-obra-mario-sergio-cortela.pdf
Veja entrevista do filósofo e escritor Mario Sergio Cortella sobre o educador e pensador Paulo Freire
As melhores músicas do rock
MC 5
Álbum: Kick out the jams (1969)
Música: Motorcity is burning
MC5 (Motor
City Five) é uma banda de rock formada em 1964 na cidade
de Detroit, Michigan por Wayne Kramer (guitarra),
Pat Burrows (baixo), Rob Tyner (vocais), Bob Gaspar (bateria)
e Fred
"Sonic" Smith (guitarra).
...A
banda de Detroit MC5, foi precursora do garage rock e
uma das primeiras a fundir a agressividade musical com idéias políticas.
...Com
letras recheadas de ideias revolucionárias e muitos palavrões, o MC5 teve
sérios problemas com a censura. Tornava-se comum ter suas apresentações fossem
interrompidas pela policia. Como é o caso da faixa título do disco dizia: “Kick
Out The Jams, Mother Fuckers!” (Vamos detonar, filhos da p***!). Horrorizada a
gravadora fez com que a frase fosse modificada para “Kick Out The Jams,
Brothers and Sisters” (Vamos detonar, irmãos e irmãs!).
(Fonte
dos textos: Wikipedia)
“A
mundialização financeira se aprofundou também a partir da rivalidade — em um
contexto de taxas de lucro que não se recuperam — entre empresas transnacionais
oligopolistas cada vez maiores, atuando em operações industriais, comerciais e
financeiras. A respeito dessa concentração de poder, um estudo do Instituto
Federal Suíço de Pesquisa Tecnológica de Zurique (eth) revela, a partir da
análise de 43 mil das principais empresas transnacionais (etns), que as 737
maiores controlam sozinhas 80% do valor (receita operacional) de todo o
conjunto e que, através de uma complicada teia de relações de propriedade, 147
delas controlam quase 40% do total do valor. Não surpreende que cerca de 75% do
núcleo dessas etns controladoras seja composto de empresas classificadas como
de intermediação financeira.” (Lapyda, pág. 28).
Ilan Lapyda, Introdução à financeirização: David Harvey, François Chesnais e o capitalismo contemporâneo
Clóvis
Rossi nasceu em São Paulo a 25 de janeiro de 1943 e
faleceu na mesma cidade em 14 de junho de 2019. Era filho de Olavo Rossi e de
Olga Favaron, descendentes de imigrantes italianos, tendo nascido no
tradicional bairro paulistano do Bixiga. Clóvis graduou-se em jornalismo na faculdade Cásper Líbero e iniciou suas atividades em 1963.
A carreira de Clóvis Rossi
como jornalista foi exitosa e durou mais de 50 anos. Os principais veículos de
comunicação nos quais trabalhou foram “O Estado de São Paulo”; “Folha de São
Paulo”; “Jornal do Brasil”; e o extinto jornal carioca “Correio da Manhã”. No
jornal “O Estado de São Paulo” foi editor-chefe, tendo participado de inúmeras
coberturas internacionais. Na “Folha de São Paulo”, onde iniciou suas
atividades em 1980, foi jornalista correspondente na Argentina e na Espanha.
Neste jornal também participou do Conselho Editorial e publicou seu último
artigo, ”Boletim Médico”, em 12 de junho de 2019, dois dias antes de falecer,
enquanto se recuperava de uma cirurgia cardíaca.
Uma das especialidades de
Clóvis Rossi eram as coberturas internacionais das transições políticas de
regimes autoritários para democráticos. Escreveu grandes reportagens sobre a
Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Uruguai, toda a América Central, Espanha,
Portugal África do Sul e Brasil. Suas reportagens sobre o período de abertura
democrática no Brasil, a aprovação da Constituição de 1988, a posse de
presidentes, marcaram a história da imprensa brasileira.
Ainda na “Folha de São Paulo”
assinou uma coluna entre 2017 e 2019, além de contribuir para o “Jornal da
República”, revistas “Isto É”, “Autoesporte” e manter um blog no jornal
espanhol “El País”.
Clóvis Rossi foi homenageado
com um dos mais importantes prêmios jornalísticos da América Latina, o “Maria Moors Cabot”, concedido pela universidade
de Columbia (EUA). Também recebeu o prêmio da “Fundação para um Novo Jornalismo
Ibero-americano”, do próprio criador da Fundação, o Nobel de Literatura, Gabriel Garcia Márquez. Clóvis também foi
condecorado pelo governo brasileiro e pelo francês.
Clóvis Rossi era casado com
Catarina Clotilde Ferraz, com a qual teve três filhos e três netos. Sua viúva
foi coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria de Direitos
Humanos da Prefeitura de São Paulo (2017). Faleceu após receber alta do
hospital, em 14 de junho de 2023.
Clóvis Rossi é autor de uma
importante obra sobre a atividade jornalística, o livro O que é jornalismo?, editado pela editora Brasiliense em 1980.
Frases de Clóvis Rossi
“O esquematismo exagerado conduziu a tal padronização que repórteres e redatores deixaram de ter como característica central o domínio do idioma, de seu próprio estilo pessoal e da melhor maneira de captar o interesse do leitor (conduzindo a ler todo o texto), para se transformarem em especialistas em uma técnica: a de redigir informações que respondam as seis perguntas fundamentais, de preferência sintetizando-as no lead ou abertura da matéria.” (O que é jornalismo?);
“Reportagem é a melhor versão da verdade.”;
“Num país de miseráveis, não é surpresa a barriga vir na frente da ética
e da moral.”;
“O
Brasil pega pneumonia toda vez que os EUA tossem.”;
“Adoramos democracia e choque de opiniões. Na prática amamos é a câmara de ecos.";
“Não
adianta pregar aos convertidos, é preciso inventar e por em prática meios que
arrebatem”.
(Fontes consultadas: Portal G1; Pensador; Wikipedia; Livro: “O que é jornalismo”; Fundação Astrogildo Pereira)
"Mas a matemática não é uma ciência natural. Ela em si, sem observação, não pode nos dizer nada sobre o mundo. E os teoremas matemáticos não podem ser verificados nem refutados pela observação do mundo." - Steven Weinberg - Para explicar o mundo - Descoberta da ciência moderna
“‘Nós,
civilizações, sabemos agora que somos mortais.’ Sendo nosso mal a história, o
eclipse da história, devemos insistir nas palavras de Valéry, agravar seu
alcance: sabemos agora que a civilização é mortal, que galopamos em direção a
horizontes de apoplexia, a milagres do pior, à idade de ouro do pânico.”
E. M. Cioran, Silogismos da amargura
"O tema da insensatez coletiva da
humanidade não é novo, e você poderá questionar se existe algo a ser
acrescentado à grande pesquisa que o poeta escocês Mackay publicou em 1852,
intitulada Extraordinary Popular
Delusions and the Madness of Crouds (Ilusões Populares Extraordinária e a
Loucura das Massas). O estudo de Mackay sobre profecias, superstições, caça
às bruxas e cruzadas é um lembrete sombrio de que todas as coisas que ele
sarcasticamente descreve continuaram a ocorrer, desde que seu livro foi publicado,
com a mesma frequência e com efeitos piores. Mackay achava que a humanidade
tinha finalmente entrado num período de conhecimento científico, em que as
multidões se permitiriam ser corrigidas pelos especialistas que, no passado,
elas haviam preferido queimar nas fogueiras. Nada poderia estar mais longe da
verdade. Os grandes movimentos de massa do comunismo, do nazismo e do fascismo,
em que falsas esperanças acabaram se transformando em exércitos em marcha,
ainda não haviam aparecido na linha do horizonte."
Roger Scruton, As vantagens do pessimismo e o perigo da falsa esperança
"Schopenhauer tem uma visão muito
pragmática e restritiva do papel do Estado; ele não pode extirpar todos os
males humanos. Para o teórico da vontade cega, a vida social e política do
homem não é um caminho em direção à perfeição moral, mas um ardil para vigiar o
'animal feroz' que é o homem."
José Thomaz Brum, O pessimismo e suas vontades - Schopenhauer
e Nietzsche
A
pergunta se tornou novamente atual: “Ainda é possível ser otimista?” Nos
últimos anos e, mais recentemente, nos últimos meses, parece que se tornou cada
vez mais difícil não ser pessimista em relação ao futuro – pelo menos no curto
e médio prazo. Atualmente, a população da maior parte dos países está mais
propensa a afirmar que o “copo está meio vazio, ao invés de meio cheio”.
Acontecimentos locais e mundiais ocorridos nos últimos anos indicam que, em
diversos aspectos, o mundo está se tornando um lugar mais desagradável para se
viver, comparado às últimas décadas do século XX.
Num
curto espaço de tempo menor do que uma vida humana ocorreram eventos que tiveram,
e ainda têm, um impacto negativo na história humana e na vida individual da
maior parte das pessoas. Há quinze anos, o mundo entrou numa crise financeira, chamada
de “a crise dos subprimes”, os
chamados “créditos podres”, originada no mercado financeiro dos Estados Unidos,
que provocou grandes danos em todo o complexo financeiro mundial e às economias
de todos os países. Quebra de empresas, desemprego em massa, queda do consumo,
dos investimentos e do comércio internacional; fatores que causaram a diminuição
da atividade econômica em todos os países. (https://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2021/10/10/crise-financeira-colapso-que-ameacou-o-capitalismo.htm).
Mal
o mundo havia se recuperado da crise de 2008 – até hoje alguns países não
recuperaram suas economias – e surgiu a pandemia (ou sindemia) da Covid-19. O
que parecia ser apenas um foco de uma nova gripe (influenza), localizado em Wuhan, região altamente industrializada
no interior da China, em poucos dias se alastrou para a Europa, Estados Unidos
e também para o restante do planeta. A gravidade da doença lotou as UTIs de
todos os hospitais, colocando o sistema de saúde da maioria dos países em
estado de alerta máximo, sem capacidade de atender todos doentes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima
que a sindemia causou cerca de 14,9 milhões de mortes oficialmente registradas em
todo o mundo, com cerca de 800 milhões de pessoas contaminadas. No Brasil, em
parte graças à má vontade e desorganização do governo, principalmente dos executivos
do Ministério da Saúde, morreram cerca de 700 mil pessoas, segundo os dados
oficiais, mas estima-se que o número efetivo de óbitos seja maior. (https://www.paho.org/pt/covid19/historico-da-pandemia-covid-19).
A
sindemia se estendeu de março de 2020 a maio de 2023, quando a OMS declarou oficialmente
encerrada o estado de emergência global. Na prática, até que a situação começasse
a ser normalizada com a chegada das vacinas, foram cerca de quinze meses. O impacto
da Covid na economia global foi ainda maior do que a crise dos subprimes: durante várias semanas
fábricas, lojas, escritórios, mercados, aeroportos e estradas, ficaram
praticamente vazios, dado que muitos países e municípios decretaram o lockdown; o bloqueio total das
atividades e da circulação de pessoas. Mais uma vez a atividade econômica foi
duramente afetada, provocando o posterior fechamento de milhões de empresas e
negócios, causando centenas de milhões de demissões mundo afora, com todas as
suas consequências. (https://www.worldbank.org/pt/publication/wdr2022/brief/chapter-1-introduction-the-economic-impacts-of-the-covid-19-crisis).
Não
vamos nos alongar demais em assuntos que, tendo ocorrido recentemente, são do
conhecimento de todos. No entanto, para atualizar esta lista de acontecimentos
históricos do século XXI (o século mal começou e ainda podem ocorrer muitas
coisas) cabe ainda mencionar a invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de
fevereiro de 2022, e o ataque do grupo Hamas a Israel, ocorrido em sete de
outubro de 2023.
Todos
estes fatos estão mostrando um novo quadro da economia e política mundial, que
começa a se delinear. Muito do que ocorre e poderá ocorrer, no entanto, já
estava germinando nos anos anteriores a estes eventos. Se antes de 2008 o
capitalismo mundial já vinha mostrando sinais de exaustão, os acontecimentos
que se seguiram só fizeram precipitar a situação. Alguns aspectos do quadro
mostram que:
- Acentuou-se
ainda mais uma tendência que já vinha caracterizando o capitalismo em sua fase
financeira desde os anos 1980: a diminuição da remuneração do capital (lucros);
a redução de empregos no setor produtivo das economias ocidentais (o que melhor remunera); e a
diminuição da média dos salários e da proteção do trabalhador;
- A ascensão
da China, com sua pujante economia, ultrapassando as de todos os outros países e
começando a ameaçar a posição de liderança dos Estados Unidos. Nos últimos
meses, todavia, a atividade econômica na China vem mostrando uma tendência de
crescimento menor do que em anos anteriores;
- A crise
da economia americana, que apesar da recuperação, não consegue reduzir os
índices de pobreza (40 milhões de pessoas são pobres) e recuperar a média
salarial das décadas passadas (o salário do trabalhador americano vem caindo gradualmente
desde os anos 1980);
- Na
Europa, principalmente o motor da economia europeia, a Alemanha, começa a
enfrentar uma crise econômica mais prolongada, acentuada por uma crise energética
provocada pela suspensão do fornecimento do gás russo;
- Começa
a formação de um mundo multipolar, depois de um mundo bipolar (USA e URSS) durante
a Guerra Fria, e um mundo monopolar (USA) depois da Queda do Muro de Berlim. O
reaparecimento do protagonismo da Rússia na cena estratégica mundial e o
fortalecimento da posição da China são indícios da formação deste novo mundo
multipolar. Os BRICs, antes integrados por Brasil, Rússia, China e África do
Sul, receberam novos membros em setembro de 2023: Arábia Saudita, Argentina,
Egito, Emirados Árabes, Etiópia e Irã. Além disso, outros 40 países também
mostraram interesse em integrar o grupo;
- O
recente embate entre o grupo Hamas representando o povo palestino e o estado de
Israel, pode acelerar a formação de um mundo multipolar. Na estratégia
internacional Israel representa o poderio norte-americano na região, e por isso
está recebendo maciço apoio dos Estados Unidos. No entanto, a forma como Israel
está conduzindo o combate na faixa de Gaza, atacando hospitais, ambulâncias e
civis indefesos, está levantando protestos em todo o mundo, inclusive no
próprio país. Por extensão, estes protestos também se dirigem contra o governo
dos Estados Unidos e os países europeus que também o apoiam. Alguns analistas avaliam
que a situação fortalece a união do que chamam de “Sul Global”, em oposição ao
domínio estadunidense;
- Além
da presente crise do sistema capitalista, que com altos e baixos se arrasta há
mais de vinte anos (e também por causa dela), ocorrem conflitos armados, como
na Ucrânia, na Palestina, em Ruanda, Etiópia, Iémen, Burkina Faso, Somália,
Sudão, Mianmar, Nigéria; e outros diplomáticos, espalhados por várias regiões
do planeta, podendo evoluir eventualmente para guerras. (https://www.bbc.com/portuguese/articles/c192m733912o);
- Outra
ameaça ao planeta são as mudanças climáticas, que ocorrem em um ritmo cada vez
mais rápido. Calor intenso, secas, chuvas e ventos fortes no Brasil, inverno
rigoroso que chega antecipadamente na China, secas na Índia, etc., etc. Os
fenômenos tornam-se cada vez mais intensos e frequentes, além das expectativas
da maior parte dos cientistas. Não vamos aqui elencar, mais uma vez, a
infinidade de consequências da crise climática para a humanidade. Os primeiros
indícios são noticiados, quase diariamente, na mídia. Todavia, continuamos
sistematicamente destruindo os recursos naturais do planeta.
Pesquisa
realizada pelo Instituto Gallup publicada em 2019 e realizada em 2018 –
portanto ainda antes dos acontecimentos mencionados acima – informa que o mundo
está “mais triste e cheio de raiva”. (https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2019/05/o-mundo-esta-mais-triste-e-cheio-de-raiva-afirma-pesquisa.html).
Quem num mundo como o atual pode ser otimista? No entanto, tudo pode mudar. Às
vezes as mudanças são rápidas, mas no momento é esse o quadro visto pela
maioria das pessoas. O filósofo Terry Engleton escreve que “Assim como seu parente próximo, o pessimismo, o otimismo é
mais um sistema de racionalização do que uma lente confiável através da qual
mirar a realidade, refletindo uma postura do temperamento em vez de verdadeiro
discernimento.”
Tudo
é uma questão de perspectiva, dizem alguns. Basta olhar os fatos sob outra
ótica ou perspectiva mais ampla, para que o horizonte se torne mais claro. Pode
até ser, dependendo da questão que se analisa. Autores prestigiados, como o jornalista
e escritor Matt Ridley e o psicólogo Steven Pinker, defendem uma visão otimista
da situação atual e do futuro da humanidade em seus livros. Ridley, em seu O otimista racional – como a prosperidade
evolui (2010), discute a tendência humana de trocar mercadorias e serviços e
de como isto trouxe a especialização de habilidades, o desenvolvimento da
civilização e o aumento da prosperidade (que em sua perspectiva só vai
aumentar). Pinker em O novo iluminismo
(2018) argumenta que os valores do Iluminismo do século XVIII, como a
racionalidade, a ciência e o humanismo, trouxeram prosperidade, saúde,
segurança, paz e felicidade. O livro é uma continuação de seu Os anjos bons da nossa natureza (2013),
no qual defende a ideia de que a violência nas sociedades humanas está
decrescendo ao longo dos séculos devido à incorporação destes valores.
Uma
visão diferente e menos otimista é defendida pelo filósofo e escritor John
Gray, autor de livros como Falso
Amanhecer – Os equívocos do capitalismo global (1998), Cachorros de palha (2002), A
busca pela imortalidade – A obsessão humana em ludibriar a morte (2011), O silêncio dos inocentes – sobre o progresso
e outros mitos modernos (2013) e A
alma da marionete – um breve ensaio sobre a liberdade humana (2015), entre
outros. Em suas obras Gray trata a crença na marcha ininterrupta do progresso
de uma maneira bastante cética. O aprimoramento da espécie humana escreve Gray,
acontece nas ciências, na tecnologia, nas instituições, mas não no ser humano.
Guardamos os mesmos instintos e impulsos de nossos antepassados de milhares de
anos atrás. Ideias parecidas são defendidas por Sigmund Freud, o fundador da
psicanálise, em seu livro O mal-estar na
civilização (1930):
“Essa
tendência à agressão, que podemos detectar em nós mesmos e presumir justamente
que está presente em outros, é o fator que perturba nossas relações com nosso
vizinho e que força a civilização a um gasto tão grande [de energia]. Em
consequência dessa hostilidade primitiva entre os seres humanos, a sociedade
civilizada está sob constante ameaça de desintegração. O interesse do trabalho
em comum não a manteria unida; as paixões instintivas são mais fortes que os
interesses razoáveis. A civilização precisa usar seus maiores esforços para
impor limites aos instintos agressivos do homem e manter suas manifestações sob
controle por meio da formação de reações psíquicas.” (Freud, apud Neil Ferguson)¹.
¹ Neil
Ferguson. Civilização Ocidente X Oriente. Editora Planeta. São Paulo: 2021, 432
p.
(Imagens: pinturas de Otto Mueller)
Conheça algumas das ideias do cientista e professor Robert Sapolsky em entrevista ao canal Big Think.
Veja a entrevista da revista SUPERINTERESSANTE com o famoso biólogo e divulgador científico Richard Dawkins.
As melhores músicas do rock
Jimi Hendrix
Álbum: The cry of love (póstumo em 1971)
Música: Angel
Angel é uma canção do
músico de rock americano Jimi Hendrix, apresentada em seu álbum de estúdio
póstumo de 1971, The Cry of Love.
Escrita e produzida por ele mesmo, Hendrix a gravou para seu planejado quarto
álbum de estúdio, poucos meses antes de morrer, em setembro de 1970. Em 1971, Angel foi incluída no primeiro álbum de
Hendrix lançado postumamente, The Cry of
Love. No mesmo ano, a música também foi lançada como single A-side no Reino
Unido e como B-side nos Estados Unidos.
(Fonte
do texto: Wikipedia com tradução Google)
“Um
grande avanço da Revolução Científica — talvez o maior — foi refutar a intuição
de que o universo é impregnado de propósito. Na concepção primitiva, mas
onipresente, tudo acontece por uma razão; por isso, quando ocorrem coisas ruins
— acidentes, doença, fome, pobreza —, algum agente só pode ter desejado que
elas acontecessem. Se uma pessoa pode ser considerada culpada pelo infortúnio,
pode ser punida ou forçada a ressarcir prejuízos. Quando não é possível
atribuir a culpa a nenhum indivíduo, pode-se culpar a minoria étnica ou
religiosa mais próxima e linchá-la ou massacrá-la em um pogrom. Se nenhum mortal
puder ser acusado de forma plausível, sempre dá para procurar por bruxas e
queimá-las ou afogá-las. Se isso falhar, invocam- se deuses sádicos, que não
podem ser punidos, mas podem ser aplacados com orações e sacrifícios. E há
também forças incorpóreas como o carma, o destino, mensagens espirituais,
justiça cósmica e outras garantias da instituição de que “tudo o que acontece
tem uma razão”. Galileu, Newton e Laplace substituíram esse drama da moralidade
cósmica por um universo mecanicista no qual os eventos são causados por
condições do presente, e não por objetivos para o futuro.” (Pinker, pág. 39-40)
Steven Pinker, O Novo Iluminismo
Leia o livro "Como a mente funciona" do psicólogo cognitivo e divulgador científico Steven Pinker, um dos destaques da moderna psicologia evolucionista.
https://espacoviverzen.com.br/wp-content/uploads/2017/06/COMO-A-MENTE-FUNCIONA-2.pdf
Gregos contra alemães no sensacional jogo de futebol da filosofia. O humor do Monty Python.
As melhores músicas do rock
Joe Cocker (Mad Dogs & Englishmen)´
Álbum: The Letter (1970 - compacto simples)
Música: The Letter
O cantor
inglês Joe Cocker gravou "The
Letter" durante os ensaios de sua próxima turnê Mad Dogs and Englishmen em 17 de março de 1970. Leon Russell e o
Shelter People forneceram o apoio; Russell e Denny Cordell produziram a
gravação. Cocker cantou durante sua apresentação em 1970 no auditório Fillmore
East na cidade de Nova York. As gravações estão incluídas
no álbum ao vivo Mad Dogs & Englishmen, que foi lançado em agosto de 1970 e
foi um best-seller.
(Fonte do texto Wikipedia e tradução de Google)
Vamos ficar de olho na Sabesp. Já pensou ficar sem água?
“A
globalização tampouco é um estágio final para o qual todas as economias
convergem. Uma situação universal de integração equitativa na atividade
econômica em nível mundial é exatamente o que a globalização não é. Ao contrário, a crescente
interconexão da atividade econômica através do mundo acentua o desenvolvimento
desigual entre diferentes países. Ela exacerba a dependência dos Estados em
desenvolvimento ‘periférico’, como o México, em relação a investimentos
originários de economias mais próximas do ‘centro’ como os Estados Unidos.
Embora uma das consequências de uma economia mais globalizada seja subverter ou
enfraquecer relacionamentos hierárquicos econômicos entre Estados – entre países
ocidentais e a China, por exemplo –, ela simultaneamente fortalece algumas
relações hierárquicas já existentes e cria novas.” (Gray, pág. 78)
John Gray, Falso amanhecer – Os equívocos do capitalismo global
Alberto Dines nasceu na cidade de Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 1932 e faleceu em São Paulo em 22 de maio de 2018.
Dines
começou sua carreira jornalística como crítico de cinema na revista “A Cena
Muda”, em 1952. Logo em seguida foi convidado por Nahum Sirotsky para escrever
sobre assuntos ligados ao teatro, cinema e vida artística na revista “Visão”,
que havia sido recentemente fundada. Na mesma publicação passou a escrever
sobre assuntos ligados à política. Em 1957 é contratado pela revista “Manchete”,
mas depois de um desentendimento com seu proprietário, Adolpho Bloch,
demite-se. No ano de 1959 passa a ser responsável pelo conteúdo do “Segundo
Caderno” do jornal “Última Hora”, pertencente ao jornalista e empresário Samuel
Wainer. Em 1960 transfere-se para o jornal “Tribuna da Imprensa”, pertencente
ao “Jornal do Brasil”.
Em
1960 recebe convite para dirigir o “Diário da Noite”, pertencente aos “Diários
Associados”, do empresário e jornalista Assis Chateaubriand. A carreira de
Dines avança e em 1962 assume o cargo de editor-chefe do “Jornal do Brasil”,
onde trabalhou por doze anos.
Em
1964 Alberto Dines publica o livro Os
idos de março e a queda em abril. Nesta obra critica o regime deposto e considera
a repressão que imediatamente segue o Golpe como dura, mas necessária. Mais
tarde, no entanto, em 1968, à frente do “Jornal do Brasil”, condena a censura e
o Ato Institucional nº 5. Em 1973 foi demitido do jornal ao publicar um artigo
em que criticava a relação dos donos de sua empresa com o governo do estado do
Rio de Janeiro. Em 1974 vai para os Estados Unidos, para dar aulas na
Universidade de Colúmbia como professor-visitante.
Em
1975 Dines volta ao Brasil e, a convite de Cláudio Abramo assume o cargo de
diretor da sucursal carioca do jornal “Folha de São Paulo”. Neste jornal também
criou a coluna “Jornal dos Jornais”, para avaliar a imprensa em geral. Esta
coluna tornou-se o embrião do futuro “Observatório da Imprensa”. Em 1980 deixa
o jornal “Folha de São Paulo” e passa a colaborar com o semanário carioca “O
Pasquim”.
Dines
passa então a fixar residência em Lisboa, onde assume a função de secretário
editorial do Grupo Abril. Durante sua permanência em Portugal, de 1988 a 1995,
Dines lança a revista de economia e negócios “Exame”. Ainda em Lisboa também
lança o “Observatório da Imprensa”, periódico crítico que passa a acompanhar a
mídia brasileira.
Quando
retorna ao Brasil em 1994, Dines é um dos responsáveis em criar do Laboratório
de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade de Campinas (UniCamp),
onde foi pesquisador sênior. A versão eletrônica do “Observatório da Imprensa”
foi lançada em 1996, contando com versões para a TV e o rádio.
Albert
Dines também teve atividade docente, lecionando jornalismo na Pontifícia
Universidade Católica do Rio de Janeiro entre 1963 e 1966. Em 1974, foi
professor visitante da Escola
de Jornalismo da Universidade de Columbia, Nova
Iorque. Convidado como paraninfo de uma turma desta Faculdade,
logo após a edição do AI-5,
fez um discurso criticando a censura e,
em consequência, foi preso em dezembro de 1968 e submetido a inquérito.
Alberto
Dines casou-se em primeiras núpcias com Ester Rosali, com quem teve quatro
filhos, e em segundas núpcias com a jornalista Norma Couri. Morreu em São Paulo
a 22 de maio de 2018 aos 86 anos.
Publicações de Alberto Dines: escreveu mais de 15 livros, entre eles Morte no paraíso, (1981); Vínculos do fogo – Antônio José da Silva, o Judeu, e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992); O Baú de Abravanel (1990); O papel do jornal e a profissão de jornalista (2009); Vínculos de Fogo; Por que não eu; entre outros.
Frases
de Alberto Dines:
“Estamos assistindo a um processo de
degradação jornalística sem paralelo em nossa história. Com a cumplicidade dos
jornalistas-executivos, aqueles que nos seminários idolatram os leitores, mas,
no dia-a-dia, massacram suas necessidades informativas e culturais mais
elementares. Pensam que estão apenas enterrando uma fase na vida da nossa
imprensa. Estão enterrando a própria noção de imprensa quando imaginam que se
pode fazer jornalismo sem jornalistas.”;
“Todo Jornalismo é investigativo, ou não é
Jornalismo. Donde se conclui que o que lemos, ouvimos e vemos todos os dias na
imprensa não é Jornalismo.”;
“Não se pode dizer que a imprensa de
determinado país ou região é ruim ou boa. Ela é reflexo e segmento da própria
sociedade a que serve.”;
“A sociedade que aceita qualquer jornalismo
não merece jornalismo melhor.”
“A sociedade é maior do que o mercado. O
leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não
espetáculo.”;
“A imprensa não é uma instituição, é bom que
não seja. É um poder político, informal. Teoricamente é um dos quatro poderes,
embora sob o ponto de vista estritamente prático perdeu o lugar para o
Ministério Público. É um poder político, mas não um poder físico efetivo. A
imprensa é a herdeira natural da sociedade democrática moderna.”.
(Fontes consultadas: Wikipedia; Site Observatório da Imprensa; Site Ditados; Site G1; Site Periódicos Eletrônicos de Psicologia – entrevista à revista IDE)