Edgar Morin

segunda-feira, 20 de julho de 2026

 

“Não há apenas a questão dos dados que mudam as teorias; a própria visão das teorias muda. Karl Popper disse que as teorias não são induzidas dos fenômenos, mas são construções do espírito mais ou menos bem aplicadas ao real, isto é, são sistemas dedutivos. Em outras palavras, uma teoria nunca é, enquanto tal, um ‘reflexo’ do real. A partir daí, uma teoria científica é admitida não por ser verdadeira, mas por resistir à demonstração de sua falsidade. Popper concebe, assim, a história das teoria científicas em analogia com a seleção natural: são as teorias mais adaptadas à explicação dos fenômenos que sobrevivem, até que o mundo dos fenômenos que sobrevivem, até que o mundo dos fenômenos dependentes de análise se alargue e exija novas teorias. Aqui, Popper inverteu a problemática da ciência; julgava-se que a ciência progredia por acumulação de verdades; ele mostrou que a progressão se faz sobretudo por eliminação de erros na procura da verdade.”

 

Edgar Morin (1921-2026), filósofo e sociólogo francês, conhecido por suas pesquisas sobre o ‘pensamento complexo’ em Ciência com Consciência

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