“O Brasil geograficamente tem um grande destino econômico no
mundo. As matérias primas do Brasil não são ainda de ordem intelectual.
Interessam à indústria dos outros países, para os quais o Brasil é um produtor
e um fornecedor. Tal nação devia ser dirigida sobretudo por homens de espírito
industrial, homens de realização das forças e das riquezas naturais do país. Em
vez disto, os dirigentes brasileiros são homens fora da realidade, homens de
educação literária, de espírito clássico, alheios completamente aos assuntos
vitais da nação, àqueles que encerram o seu destino humano e são preponderantes
para o seu progresso. Eis o paradoxo do governo brasileiro: homens não
preparados para a função de governar uma nação de destino industrial governam
essa nação.”
(José Pereira da) Graça Aranha (1868-1931), escritor e diplomata brasileiro em A Estética da Vida (1921)


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