Para crianças
sexta-feira, 6 de outubro de 2023O mundo reestatiza e São Paulo privatiza (???)
quinta-feira, 5 de outubro de 2023Bertrand Russel (1872-1970)
Veja trecho da entrevista do filósofo inglês Bertrand Russel à rede de TV BBC, em 1959.
O trecho da entrevista (legendada) está no link abaixo:
Breathless - Robert Fripp
quarta-feira, 4 de outubro de 2023As melhores músicas do rock
Robert Fripp
Álbum: Exposure (1979)
Música: Breathless
https://www.youtube.com/watch?v=uH8vzBZIURQ
Robert Fripp (16 de maio de 1946) é um músico,
compositor e produtor musical, mais conhecido por ser o guitarrista, fundador e
mais antigo membro da banda de rock
progressivo King Crimson.
Trabalhou
com músicos como Brian Eno, Andy Summers, Peter Gabriel, David Bowie e David Sylvian.
Foi considerado o 62º melhor guitarrista de todos os tempos pela revista
norte-americana Rolling Stone.
(Fonte
do texto: Wikipedia)
Sandra Cinto (1968 - )
terça-feira, 3 de outubro de 2023Leituras diárias
segunda-feira, 2 de outubro de 2023“E
já agora está o tempo sem forças, já a terra cansada mal cria os animais
pequenos, ela que criou todas as espécies, e produziu, gerando-os, os corpos
enormes dos animais bravios. Realmente, creio que as espécies mortais não
desceram de lá de cima do céu, por meio de cordas, a campos de ouro, nem as
criaram o mar e as ondas que batem nos rochedos: gerou-as a própria terra, que
as alimenta agora com seu corpo.
Além
de tudo, foi ela quem primeiro, espontaneamente, criou para os mortais as
luzentes searas e os vinhedos pingues, foi ela quem produziu os frutos
saborosos e os abundantes pastos: e tudo isto cresce mal, apesar dos nossos
trabalhos, em que esgotamos os bois e as forças dos lavradores. Gastamos o
ferro, e o campo mal recompensa, tanto é avaro dos frutos, tão grande é o
esforço que ele exige.
Já,
abanando a cabeça, suspira mais frequentemente o lavrador de idade, ao ver que
foi em vão todo o seu grande trabalho; e, ao comparar os tempos presentes com
os tempos passados, louva muitas vezes a sorte de seu pai.
Do
mesmo modo, o triste plantador de uma vinha hoje velha e enfezada acusa a ação
do tempo, queixa-se repetidamente da sua geração e resmunga que os homens
antigos, cheios de piedade, passavam uma vida fácil em um pequeno campo, quando
era menor a quantidade de terra que cabia a cada um: e não vê que tudo se
enfraquece a pouco e pouco e se dirige para o esquife, fatigado pelo decrépito
tempo da idade.” (Lucrécio, pág. 61 – versos 1150 a 1170)
Lucrécio, Da Natureza
Moacir Werneck de Castro (1915-2010)
domingo, 1 de outubro de 2023
Moacir Werneck de Castro
nasceu na cidade de Barra Mansa, no Rio de Janeiro, em 1915. Por parte de pai e
de mãe era neto e bisneto de latifundiários que enriqueceram com a cultura do
café, no período do Segundo Império. Era o caçula de cinco filhos, tendo vivido
durante a infância a decadência da fortuna de sua família, baseada na exploração
de mão de obra escravizada. Werneck foi criado em Blumenau, Santa Catarina,
onde o pai, educado na Alemanha, faleceu em 1926.
Na
juventude muda-se para a cidade do Rio de Janeiro e se aproxima do primo, Carlos
Frederico Werneck de Lacerda, um ano mais velho. Juntos cursaram a Faculdade de
Direito da Universidade do Rio de Janeiro, atual Universidade Federal do Rio de
Janeiro e participaram do movimento socialista, então em formação. Em 1938,
ambos passaram a trabalhar no jornal “Diretrizes” fundado pelo empresário e
jornalista Samuel Wainer. A convivência dos primos torna-se difícil, quando em
1940 Carlos Lacerda dá uma guinada ideológica em sua vida e adere à oposição
conservadora, da qual se tornaria um líder, fazendo oposição ao segundo governo
de Getúlio Vargas (1951-1954). Atuando pela União Democrática Nacional (UDN),
Lacerda seria mais tarde um dos organizadores e apoiadores do golpe
civil-militar de 1964, que instituiu a ditadura (1964-1985).
Moacir Werneck foi encarcerado pela primeira vez em 1934, aos 19 anos, quando fazia a cobertura de uma assembleia de trabalhadores para o “Jornal do Povo”, pertencente ao jornalista Aparício Torelly (que utilizava a alcunha de Barão de Itataré). Foi libertado graças à interferência do irmão, Luis Werneck de Castro, que era advogado com boas relações na cidade do Rio de Janeiro. Foi também em 1935 que Moacir participou, em Paris, do Encontro Mundial da Juventude contra a Guerra e o Fascismo e, em seguida, viajou para Berlim, onde seu pai estudara. Lá foi agredido por um grupo de militantes da juventude nazista e só escapou por causa de seu passaporte brasileiro e do pouco de alemão que aprendera na infância, em Blumenau.
No
decorrer da Segunda Grande Guerra Moacir Werneck atuou como redator de notícias
da “Agência Interamericana de Publicidade”. Entre 1945 e 1953 trabalhou como
jornalista redator nos jornais “Tribuna Popular” e “Imprensa Popular”, ligados
ao Partido Comunista Brasileiro, ao qual se filiou em 1947 e que abandonaria em
1956, após as revelações das atrocidades cometidas por Josef Stalin durante seu governo, feitas durante o XX
Congresso do Partido Comunista da União Soviética. Neste período também
fundaria com Jorge Amado e Oscar Niemeyer a revista “Paratodos – Quinzenário da
Cultura Brasileira”, que circulou entre 1955 e 1957.
Ainda
em 1957 Werneck assumiria o posto redator-chefe do jornal “Última Hora”, que
apoiou os governos trabalhistas de Getúlio Vargas e João Goulart, resistindo à
pressão dos governos militares, até ser vendido ao grupo “Folha da Manhã S.A.”,
em 1971. Entre 1972 e 1987 Werneck trabalhou na “Encyclopedia Britannica”, atuando
como assessor editoral e participando da criação da “Enciclopédia Mirador
Internacional”.
Durante
muitos anos a partir de 1975, Moacir Werneck escreveu semanalmente artigos para
o “Jornal do Brasil”. Nos anos seguintes empreendeu viagens internacionais para
escrever sobre a situação política de países (em 1979, para descrever a
situação do Uruguai, então também sob ditadura militar) e entrevistar lideranças
políticas (entrevista com Yasser Arafat, líder da Organização para Libertação
da Palestina - OLP).
Moacir
Werneck morreu no Rio de Janeiro em 20 de novembro de 2010.
As principais
obras de Moacir Werneck são: O Libertador
– A vida de Simon Bolívar (1973); O
Sábio e a Floresta (1992), sobre o eminente naturalista Fritz Muller, que
viveu em Santa Catarina no Século XIX; Missão
na Selva (1994), sobre o engenheiro Emil Odebrechet, também pioneiro na colonização
alemã do Sul do Brasil; Europa 1935 – Uma
Aventura de Juventude (2000); Mário
de Andrade – Exílio no Rio (1989), contando o período em que conviveu com o
autor de Macunaima, entre 1938 e 1941; No
tempo dos barões (1992), com a irmã, Maria Werneck de Castro; e A Ultima Hora do Tempo de Samuel Wainer
(1993); A máscara do Tempo – Visões da
Era Global (1996); A ponte dos
suspiros, coletânea de artigos (1990); Dois
caminhos da revolução africana (2003); e, como organizador, Natureza viva: memória, carreira e vida de
uma pioneira do desenho científico no Brasil (2004).
Como
tradutor, Werneck traduziu O general em
seu labirinto e O amor e outros
demônios, de Gabriel García Márquez; O
jogador, O eterno marido e Notas do subterrâneo, de Fiodor Dostoievsk; Os campos de honra, de Jean Rouad; Geração Perdida, de Aldous Huxley; e Thèrese Raquin, de Émile Zola.
Frases de Moacir Werneck de Castro
“Até aqui viam-se terroristas
subdesenvolvidos, que agiam sozinhos, carregando na cintura ou em carros-bomba
a sua dinamite. Os de agora tramaram exaustivamente o seu "grand
finale" polifônico, não mais solo. E organizaram a ação como um espetáculo
para ser visto em cores, pela TV, conforme o espírito do tempo. Não se faz mais
terrorismo como antigamente. Paga-se, também nesse domínio, tributo à
modernidade.” (Sobre o ataque às Torres Gêmeas em Nova York em setembro de
2001 – jornal Folha de São Paulo);
“Fernando Henrique (Cardoso) reduz a Vale do
Rio Doce a uma desprezível catadora de pedras.” (Sobre a privatização da
companhia Vale do Rio Doce, durante o governo FHC – jornal Folha de São Paulo);
“Pela primeira vez o Teatro Municipal (em cujas escadarias os modernistas de 22 tinham sido fragorosamente vaiados) abriu as portas aos trabalhadores – ‘com grande inquietação dos meios grã-finos’, que temiam depredações, conta Paulo Duarte; mas resultou uma surpresa sensacional: não houve estrago nenhum, ‘a gente do povo era muito mais educada que a gente educada’.” (Mário de Andrade – Exílio no Rio de Janeiro)
(Fonte de pesquisa: Wikipedia, Site Correio IMS; Site da ABI Associação Brasileira de Imprensa; Livro "Mário de Andrade – Exílio no Rio de Janeiro"; Site do Instituto Socioambiental – ISA; Site Folha de São Paulo)
Noam Chomsky (1928 - )
sábado, 30 de setembro de 2023Leia o livro Quem manda no mundo, do linguista, filósofo e sociólogo americano Noam Chomsky.
Faça download do livro no link no site da USP abaixo:
https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=2664451&forceview=1
Honra ao mérito
sexta-feira, 29 de setembro de 2023José Mujica (Pepe Mujica) (1935- )
quinta-feira, 28 de setembro de 2023Veja entrevista com o ex-presidente do Uruguai (2010-2015), ex-guerrilheiro tupamaro, ex-preso político José Mujica, dada ao site HUMAN.
O vídeo (com legendas) está disponível no link abaixo:
Resurrection - Peter Pan Speedrock
quarta-feira, 27 de setembro de 2023Dead End - Peter Pan Speedrock
As melhores músicas do rock
Peter Pan Speedrock
Álbum: Lucky Bastards (2003)
Música: Dead End
Peter Pan Speedrock foi uma banda holandesa fundada em 1995 pelo guitarrista Peter van Elderen, acompanhado pelo baterista
Bart Nederhand e pelo baixista Bob Muileboom. Após o primeiro álbum Muileboom
foi substituído por Bart Geevers, que permaneceria como membro permanente.
Peter Pan Speedrock cresceu e se tornou um nome estabelecido na cena do hard rock
holandês. No dia 26 de novembro de 2016, após 20 anos de história da banda,
encerraram a carreira com um concerto de despedida na sala de concertos Effenaar
em Eindhoven, com lotação esgotada.
(Fonte: adaptação do Wikipedia)
Sérvulo Esmeraldo (1929- )
terça-feira, 26 de setembro de 2023
Conheça mais sobre a vida e obra do artista no link LAART abaixo:
Leituras diárias
segunda-feira, 25 de setembro de 2023
“A
influência de Hegel e Schleiermacher começou a atuar no jovem (Ludwig) Feuerbach,
que em 1839 teve um súbito lampejo de percepção, semelhante a uma espécie de
conversão religiosa. Ele se convenceu de que a compreensão da verdade por parte
de Hegel estava de cabeça para baixo. Hegel tinha ‘feito do espírito o pai da
matéria’, mas a verdade é que ‘a matéria era o pai do espírito’. Hegel concebeu
a matéria física como emanando da mente; Feuerbach estava convencido de que a
mente emanava da matéria física na forma de organismos humanos. Hegel começou
com o espírito e teve de explicar a existência da matéria física; Feuerbach
partiu da matéria física e explicou como ela deu origem à consciência humana,
às ideias, à cultura e a tudo o que está envolvido na espiritualidade humana. Hegel
expôs uma filosofia idealista; Feuerbach sua inversão materialista.”
Lloyd Geering, Reimaginando Deus: a jornada de fé de um herege moderno (original em
inglês – Reimagining God: The faith journey of a herectic)
Graciliano Ramos (1892-1953)
domingo, 24 de setembro de 2023
Graciliano Ramos de
Oliveira nasceu em Quebrangulo, 27
de outubro de 1892
numa numerosa família de classe média. Viveu sua infância migrando para várias
cidades do Nordeste. Já adulto, fixa residência na cidade do Rio de Janeiro,
onde trabalha como jornalista, escrevendo para “O Malho” e “O Correio da Manhã”.
Em 1915, com a morte dos irmãos Octacília, Leonor e Clodoaldo e também do
sobrinho Heleno, todos vitimados pela epidemia de peste bubônica, retorna à sua
região, fixando-se em Palmeira dos Índios, no estado de Alagoas, onde seu pai
era comerciante.
Ainda
em 1915, casa-se com Maria Augusta Barros, que falece em 1920, deixando-lhe
quatro filhos. Em 1927 foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios, cargo que
ocupou por dois anos, renunciando a 10 de abril de 1930. Os relatórios da
prefeitura que escreveu durante seu mandato, encaminhados à capital federal no
Rio de Janeiro, chamaram a atenção de Augusto Frederico Schmidt,
editor carioca que o animou a publicar seu romance Caetés (1933).
Durante
a maior parte da década de 1930, Graciliano viveu em Maceió trabalhando na
Imprensa Oficial, como diretor da Instrução Pública do estado e como professor.
Foi nesta década que publicou seu romance São
Bernardo (1934). Em março de 1936, sob a acusação de ser militante apoiador
da Intentona Comunista de 1935, foi preso pelo governo de Getúlio Vargas. A
prisão o inspiraria a escrever duas de suas principais obras; Angústia (1936)
e o texto Baleia, que daria origem a Vidas Secas em 1938.
Nos
anos 1940 ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB),
a convite de seu secretário-geral, Luís Carlos Prestes. Nos
anos seguintes realizaria viagens a países europeus, incluindo a União Soviética, em 1952. Além das atividades no
setor público e na literatura, Graciliano também atuou como tradutor de obras literárias
do inglês e do francês.
Graciliano
adoeceu gravemente ainda em 1952, depois de sua viagem. No começo de 1953, foi
internado, mas acabou falecendo em 20 de março daquele ano, aos 60 anos, vítima
de câncer do pulmão.
Obras de Graciliano Ramos:
Caetés (1933);
São Bernardo (1934);
Angústia (1936);
Vidas
Secas (1938); A Terra dos Meninos Pelados (1939);
Pequena História da República (1940);
Brandão Entre o Mar e o Amor (1942); Histórias de Alexandre (1944);
Dois dedos (1945); Infância (1945);
Histórias Incompletas (1946);
Insônia (1947); Memórias do Cárcere (1953)
(obra póstuma); Viagem (1954)
(obra póstuma); Linhas Tortas (1962)
(obra póstuma); Viventes das Alagoas (1962)
(obra póstuma); Alexandre e Outros Heróis (1962)
(obra póstuma); Cartas (1980)
(obra póstuma); O Estribo de Prata (1984)
(obra póstuma); Cartas de amor à Heloísa (1992)
(obra póstuma): Garranchos (2012) (obra póstuma); Minsk (2013) (obra póstuma); Cangaços (2014) (obra póstuma); Conversas (2014) (obra póstuma); Luciana (2015) (obra póstuma); O antimodernista: Graciliano Ramos e
1922
(2022) (obra póstuma).
Frases
de Graciliano Ramos:
“Se a única coisa de que o homem terá certeza
é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano.”;
“Comovo-me em excesso, por natureza e por
ofício, acho medonho alguém viver sem paixões.”;
“Os escritores brasileiros, e falo dos
ficcionistas de agora e mesmo os do passado, podem no meu entender ser
divididos em duas categorias: os que têm uma 'maneira' de escrever, e são
poucos, e os que têm 'jeito', que são alguns mais numerosos. O resto é porcaria.”;
“Mas é bom um cidadão pensar que tem
influência no governo, embora não tenha nenhuma. Lá na fazenda o trabalhador
mais desgraçado está convencido de que, se deixar a peroba, o serviço emperra.
Eu cultivo a ilusão.”;
“Uma parte do brasileiro quer civilizar-se, a
outra conserva-se bugre, pintada a jenipapo e urucu; usa enduape e tem saudade
da antropofagia.”.
“Quem dormiu no chão deve lembra-se disto, impor-se disciplina, sentar-se em cadeiras duras, escrever em tábuas estreitas. Escreverá talvez asperezas, mas é delas que a vida é feita: inútil negá-las, contorná-las, envolvê-las em gaze.”
(Fontes consultadas: Wikipedia, Observatório da Imprensa, site Pensador; Revista Estação Literária; Livro: “Linhas Tortas”; site Frasesfamosas)
Desenvolvimento sustentável (nada mudou)
sábado, 23 de setembro de 2023(Texto que originalmente publiquei na imprensa em 2009. Nada mudou em todos estes anos. Ao contrário, piorou)
Definindo o indefinível
O Brasil é um país tradicionalmente afeito às definições. No impasse, define-se uma nova política para isso e uma nova diretriz para aquilo, que muitas vezes acabam "esquecidas" e não são colocadas em prática. Tenta-se definir, detalhar e perde-se muito tempo olhando para as árvores, sem enxergar a floresta. É o que acontece, por exemplo, com o uso do termo desenvolvimento sustentável. A expressão, que passou a ser amplamente utilizada depois de sua divulgação através do Relatório Brundland, em 1987, foi incorporada ao vocabulário diário da sociedade. Mesmo assim (ou exatamente por isso), ainda é motivo de discussões acirradas. Alguns, de visão econômica mais intervencionista, defendem que a expressão é errada, que se trata de um oxímoro, já que "desenvolvimento", não pode ser sustentável, pois causa impactos econômicos e sócioambientais. Outros, mais entusiastas da "mão invisível do mercado", acham que o termo é aplicável a situações específicas, onde são contemplados os aspectos econômicos, sociais e ambientais.
Existem muitas definições do termo desenvolvimento sustentável e a
cada dia inventam-se novas. Enquanto avançam as discussões, calcadas em
posições ideológicas ou interesses econômicos, a Amazônia é transformada em
carvão e os rios em cloaca.
Enquanto isso...
É curiosa esta frequente utilização
do termo desenvolvimento sustentável por diversos agentes. Estes empregam a
expressão de olho nos benefícios para a sociedade, aqueles nos benefícios para
seus bolsos. Atualmente, um alienígena que chegasse a Brasília e que não
tivesse percorrido o País, conhecendo-o apenas através de determinada mídia,
teria a nítida impressão de não mais existirem grandes pendências econômicas,
sociais e ambientais a serem resolvidas e que estaríamos quase alcançando o
desenvolvimento sustentável (seja lá o que for isso). No mundo real, as coisas
são completamente diferentes. Vivemos em um país onde:
- A maioria das empresas luta diariamente
para sobreviver, tentando vender para um mercado consumidor que não se amplia e
cujo poder de compra vem gradualmente caindo;
- A questão ambiental na prática não
tem prioridade para os governos, fazendo com que órgãos legisladores e
controladores não tenham recursos para desempenhar suas funções;
- A questão social recebe o tratamento
que todos conhecemos: sistema de saúde desaparelhado, sistema previdenciário
sem recursos e justiça morosa.
Caindo na real
Desnecessário relacionar as mazelas
que todos conhecemos e com as quais convivemos ao longo de tantos governos.
Estamos todos, Governo, empresas, instituições e sociedade civil, muito longe
do desenvolvimento; mais ainda do sustentado (se é que existe em alguma parte).
A propaganda de grandes empresas e instituições, informando estarem praticando
o desenvolvimento sustentado, assemelha-se ao nosso costume de achar que basta
criar uma lei para resolver o problema e contentar a opinião pública. Na
moderna visão das ciências ambientais existe uma interdependência entre todos
os sistemas, soando anacrônico dizer que no espaço físico e social onde atua
determinada empresa é praticado o desenvolvimento sustentável, enquanto que à
sua volta grassa a estagnação econômica, a degradação ambiental e humana.
O tipo de desenvolvimento que
precisamos no momento é o que temos condições financeiras, sociais e culturais
de efetivamente programar: o "arroz com feijão", a geração de mais e
melhores empregos, a melhoria das condições sociais e o efetivo cumprimento da
legislação ambiental. Pode não ser tão sofisticado quanto o desenvolvimento
sustentado, mas pelo menos é o que deveríamos ter capacidade de programar em
pouco espaço de tempo. Quanto ao desenvolvimento sustentado, se efetivamente
for possível, este será uma conseqüência das boas práticas que utilizarmos nos
próximos anos.
(Imagens: fotografias de José Yalenti)
Era fácil, mas...
sexta-feira, 22 de setembro de 2023Eduardo Galeano (1940-2015)
quinta-feira, 21 de setembro de 2023Veja entrevista com o escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, publicada no site Breve Cotidiano
A entrevista, feita para o programa Sangue Latino, está no link abaixo:
Igrejas devem pagar impostos!
quarta-feira, 20 de setembro de 2023Jonny Controletti - Udo Lindenberg & Das Panik-Orchester
As melhores músicas do rock
Udo Lindenberg & Das Panik-Orchester
Álbum: Ball Pompös (1974)
Música: Jonny Controletti
Udo Lindenberg nasceu em Gronau, na Alemanha, em 1946. Começou sua carreira em 1969 como baterista, acompanhando o grupo de jazz Emergency, que não fez sucesso. Iniciou sua carreira como cantor e compositor de rock em 1974. Durante sua longa carreira teve grande sucesso, principalmente na Alemanha, tendo sido acompanhado por diversas bandas. Lindenberg ainda está na ativa, tendo recentemente gravado uma música com o rapper alemão Apache 207.
(Fonte: Adaptação da Wikipedia)
Maria Martins (1894-1973)
terça-feira, 19 de setembro de 2023
Conheça mais sobre a vida e obra do artista no link GUIA DAS ARTES abaixo:
Leituras diárias
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
“O
mais antigo simbionte da nossa história é sem dúvida o cão. Não se sabe
exatamente quando nossos antepassados começaram a domesticar esse valioso
animal, mas parece que foi pelo menos há dez mil anos. É uma história
verdadeiramente fascinante. Os antepassados selvagens do cão doméstico, espécie
de lobos, devem ter competido muito seriamente com nossos antepassados
caçadores. Tratava-se de dois tipos de caçadores cooperativos que atacavam
grandes presas, em grandes grupos, e, a princípio, não deviam ver-se com muito
bons olhos.” (Morris, pág. 193)
Desmond Morris, O macaco nu
Ricardo Boechat (1952-2019)
domingo, 17 de setembro de 2023Ricardo
Eugênio Boechat nasceu na
cidade de Buenos Aires em 13 de junho de 1952 e faleceu em São Paulo a 11 de
fevereiro de 2019. Era filho de um diplomata brasileiro descendente de
imigrantes suíços e da argentina Mercedes Carrascal.
Durante
toda sua vida profissional Boechat atuou como jornalista. Deu início à sua
carreira nos anos 1970, atuando como repórter do extinto jornal “Diário de
Notícias”. Nesse período também começou a atuar como colunista, trabalhando na
equipe de Ibrahim Sued.
Em
1983 vai trabalhar no jornal “O Globo”. Em 1987, durante seis meses, ocupou a secretaria de Comunicação
Social no governo Moreira Franco (1987-1991). Em seguida, voltou
para O Globo, até sua demissão em 2001. A partir de 2004, vai para o Grupo Bandeirantes de Comunicação,
onde atua como comentarista do Jornal da Noite. Ganhou reconhecimento
nacional através da BandNews FM, quando passou a ancorar o jornal
matinal da filial do Rio de Janeiro em 2005.
A
partir de 2006 passou a ser âncora do principal jornalístico das manhãs da rede
BAND tendo sido alçado a âncora do Jornal da
Band, na Rede Bandeirantes. No cargo, Boechat logo se tornou uma das
principais figuras da rádio e da TV. Mudando para São Paulo, o jornalista
continuou apresentando o jornalístico local do Rio de Janeiro diretamente dos
estúdios na capital paulista.
Boechat
atuou nos principais jornais do país, como “O Globo”, “O Dia”, “O Estado de São
Paulo” e “Jornal do Brasil” e mantinha uma coluna semanal na revista “ISTO É”. Além
do jornalismo diário, Boechat também atuava como professor universitário desde
1994. Em 1999, lançou o livro Copacabana
Palace – Um hotel e sua história, que recupera a memória do famoso hotel
carioca.
Por
três vezes venceu o prêmio Esso, e foi agraciado
por várias vezes com o “Prêmio Comunique-se”; tendo sido o maior vencedor da
história do prêmio, e o único a vencer em três categorias diferentes: âncora de rádio, colunista de
notícia e âncora de TV.
Boechat
era pai de seis filhos. Morreu no dia 11 de fevereiro de 2019, na queda do
helicóptero que o trazia de Campinas para São Paulo,
depois de realizar uma palestra na cidade do interior paulista.
Frases de Ricardo Boechat:
“A imprensa noticia vandalismo, pois gera
medo. O medo faz com que as pessoas fiquem em casa. E pessoas com medo não
mudam o país!;
"A riqueza não iguala os
homens, mas a miséria sim.”;
“Ninguém confunde deputado com marginal e está cheio de deputado marginal.”;
“Eu ficava no jornal rigorosamente das 8h da manhã, quando não havia nada nem ninguém, até o último dos linotipistas. O mundo tinha mudado de foco para mim. Agora eu era um jornalista.”;
“Os vândalos verdadeiros, os criminosos verdadeiros, os saqueadores
verdadeiros, os bandidos verdadeiros têm imunidade, têm distintivo de doutor,
sua excelência, prédio luxuoso, mordomias, cargos pra preencher, controle sobre
verbas, peso pra negociar contratos, grana por fora pra campanha, grana por
fora pra si mesmo, pra pagar pensão de amantes, pra enriquecer, comprar muito
patrimônio gigantesco como muitos deles ostentam, tendo entrado na política com
uma mão na frente outra atrás.”.
(Fontes de pesquisa: Wikipedia; Globo.com; Memória Globo; Site Pensador; UOL na Telinha)
Zygmunt Bauman (1925-2017)
sábado, 16 de setembro de 2023Entrevista do filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman. Criador do conceito da "sociedade líquida", adquiriu fama mundial com os seus livros nos anos 1990/2000.
A entrevista foi elaborada e realizada pelo prof. João Nicodemo Martins Manfio e encontra-se no link abaixo:
Dos nossos
sexta-feira, 15 de setembro de 2023Decio Pignatari (1927-2012)
quinta-feira, 14 de setembro de 2023Veja entrevista (2009) com o poeta, ensaísta e professor Decio Pignatari no canal Fernando Graça:
https://www.youtube.com/watch?v=z0a504397D4
America - The Nice
quarta-feira, 13 de setembro de 2023As melhores músicas do rock
The Nice
Álbum: Autums '67 Spring '68 (1972)
Música: America
https://www.youtube.com/watch?v=UozXq55z2A4
The Nice foi
uma banda britânica de rock
progressivo dos anos 1960,
conhecida pela sua mistura única de rock, jazz e música
erudita. O tecladista Keith Emerson formou
o grupo e lançou o álbum de estreia, The Thoughts of Emerlist Davjack,
sendo considerado por muitos como o primeiro álbum de rock progressivo. Além de
Emerson, o grupo ainda contava com o baixista e vocalista Lee Jackson, o
baterista Brian Davison e o
guitarrista David O'List.
Fonte
do texto: Wikipedia
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