Ano Velho / Ano Novo

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Janus, deus romano das mudanças e transições. A face antiga olha o passado, a jovem o futuro.


“Eheu fugaces... labuntur anni”  (Ai de nós, os anos fogem rápido)

Horácio (65-8 aec), Odes, II, 14

A frase do dia

segunda-feira, 30 de dezembro de 2024


“O nascimento sobrenatural de Cristo, os seus milagres, a sua ressurreição e ascensão permanecem verdades eternas, quaisquer que sejam as dúvidas que possam ser lançadas sobre a sua realidade como fatos históricos.”

 

David Friedrich Strauss (1808-1874) teólogo liberal alemão autor de A vida de Jesus

Frases de Meio Ambiente

domingo, 29 de dezembro de 2024

 

“Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo.”


José Ortega y Gasset (1883-1955), filósofo espanhol, citado pelo site ((o)) eco

George Carlin (1937-2008)

sábado, 28 de dezembro de 2024


George Carlin foi um humorista, comediante de stand-up, ator e autor americano. Era conhecido por suas críticas aos políticos, à religião e ao modo de vida americano. 

Veja abaixo um exemplo de como Carlin fala de seu país (ou será do nosso?):

https://www.youtube.com/watch?v=HpUjDbrbaW8

Jorge Mautner (1941-)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024


 

Veja entrevista com o compositor, cantor, instrumentista, escritor, poeta, romancista, ensaísta e tradutor (Henrique) Jorge Mautner. Ligado ao movimento tropicalista, atuou em várias áreas da cultura, no Brasil e no exterior. 

Veja a entrevista de Jorge Mautner com Lázaro Ramos para o programa Espelho (Canal Brasil):

https://www.youtube.com/watch?v=0W2zCvaYKuA

Outras leituras

quinta-feira, 26 de dezembro de 2024


 

“De repente, em fins de outubro — 15 mil mortes depois —, a Espanhola pareceu amainar. Os infectados se recuperavam, os doentes pararam de morrer. Aos poucos, as portas das casas começaram a se abrir. A cidade voltava à vida. Os caixeiros reapareceram atrás dos balcões. O comércio retomou seu movimento e o dinheiro, inútil diante da morte, recuperou seu antigo valor. Os teatros reabriram e tinham agora filas nas portas. Os navios voltaram a parar no Rio. Das janelas, ouviam-se tímidos sons de pianos. Algumas moças saíram às ruas. Assim como surgira, a gripe fora embora. Não por alguma poção ou magia, mas porque as pessoas haviam ficado imunes. E, com a Espanhola, foi-se também a Guerra. No dia 11 de novembro, dentro de um vagão-restaurante à margem do rio Oise, afluente do Sena, os aliados e a Alemanha assinaram o Armistício. A notícia chegou até nós pelo cabo submarino. O importante é que o Brasil, modestamente, estava entre os vitoriosos. Não tendo a quem vender café durante o conflito, diversificara seu setor agrícola. E, como não tinha de quem comprar manufaturas, começara a produzi-las aqui mesmo, com o que, em poucos anos, saltou de um país de enxadas e pés descalços para uma incipiente sociedade de máquinas e macacões.

Subitamente, fabricávamos turbinas, elevadores, vagões ferroviários, tamancos, vasos sanitários, marmelada em lata, balanças, gravatas e cavaquinhos. Para um país em que, até então, quase tudo vinha da Inglaterra, de Portugal ou da França, aquilo era uma revolução. Chaminés surgiram no horizonte e nasceu um embrião de classe operária, formada, em boa parte, por imigrantes recém-chegados. E, de uma nova massa de funcionários públicos, brotou uma classe média. Poucas semanas antes, estávamos a milímetros da morte. Agora já eram as vésperas de 1919. Quem sobreviveu não perderia por nada aquele Carnaval.” (Castro, pgs. 14 e 15)

 

Ruy Castro (1948-), jornalista, biógrafo e escritor brasileiro em O Carnaval da guerra e da gripe

É Natal!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024


 (Fonte: Nani Humor)

Leituras diárias

terça-feira, 24 de dezembro de 2024


“Tudo neste Universo é efêmero. E porque é efêmero, também é precioso. Aproveite este precioso momento com sabedoria e beleza.”

“A vida é como uma fatia de pizza. Parece deliciosa no anúncio, mas na prática não é tão gostosa quanto tínhamos imaginado.”

“Não lamente o fato de o mundo ter mudado. Não se ressinta porque as pessoas mudaram. Avaliar o presente através das memórias do passado pode causar tristeza. Quer você queira ou não, a mudança é inevitável. Abrace e acolha esta transformação.”

 

Haemin Sunim (1973-) monge budista, professor e escritor em As coisas que você só vê quando desacelera

A frase do dia

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024


 

“Você tem que dar às pessoas algo com que sonhar.”

 

Jimi Hendrix (1942-1970), guitarrista, compositor e cantor estadunidense, considerado pelo Rock and Roll Hall of Fame ‘o maior instrumentista da história do rock’ (Fonte: Goodreads). 

Manoel da Costa Ataíde - "Mestre Ataíde" (1762-1830)


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site WikiArt abaixo:

https://www.wikiart.org/pt/mestre-ataide

Bananeira - João Donato

domingo, 22 de dezembro de 2024

 Música brasileira


João Donato 

Álbum: Coisas tão simples (1995)

Música: Bananeira 




https://www.youtube.com/watch?v=ckxBB1Y3ynQ



João Donato de Oliveira Neto (1934 – 2023) foi um pianistaacordeonistaarranjadorcantor e compositor brasileiro. Foi amigo de todos os expoentes do movimento bossa nova, como João GilbertoTom JobimVinícius de Moraes e Johnny Alf, entre outros, mas nunca foi caracterizado unicamente como tal, e sim um músico muito criativo e que promove fusões musicais, de jazz e música latina, entre tantos outros. Na década de 1950, João Donato se mudou para os Estados Unidos onde permaneceu durante treze anos, e nesse mesmo período ele realizou o que nunca tinha conseguido no Brasil: reincorporar a musicalidade afro-cubana ao jazz. Gravou o disco A Bad Donato e compôs músicas como "Amazonas", "A Rã" e "Cadê Jodel". Retornou então ao Brasil já na década de 60, onde reencontrou a música brasileira que estava sendo feita no país, mas não abandonou sua paixão pela fusão entre o jazz e ritmos caribenhos. Como arranjador participou de discos de grandes nomes da MPB como Gal Costa e Gilberto Gil.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Voltar a discutir a reforma agrária

sábado, 21 de dezembro de 2024


É preciso voltar a discutir a distribuição de terras através de uma reforma agrária, já que a concentração de propriedades nas mãos de poucos ainda não mudou. Poucos detêm muita terra; grandes áreas sem utilização, esperando apenas sua valorização - especulação.

Sociedades desenvolvidas promoveram uma reforma agrária ao longo do século XX, melhorando a situação social.

Leia abaixo o artigo '' 'Temos que voltar a discutir reforma agrária no Brasil', diz ex-ministra do Desenvolvimento Social." publicado no site o Joio e o Trigo em 2022. O texto encontra-se no link abaixo:

https://ojoioeotrigo.com.br/2022/05/temos-que-voltar-a-discutir-reforma-agraria-no-brasil-diz-ex-ministra-do-desenvolvimento-social/

Ruy Castro (1948-)

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

Veja entrevista com o jornalista brasileiro Ruy Castro, autor de várias obras consagradas, falando sobre seu trabalho de biógrafo e escritor no site SescTV: 

https://www.youtube.com/watch?v=ThQquit4lFA

Essa não poderia faltar

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024


 

Frank Zappa

The Ocean is the ultimate solution (1979)


https://www.youtube.com/watch?v=Uo5oxU7Nfv4

Não é seguro!


 (Fonte: Nani Humor)

Outras leituras

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024


 

“O populismo alético esconde-se por trás de uma variedade de outros populismos. Comumente, é mais conhecido como exclusivismo religioso e racista, dirigido contra aqueles que não acreditam e/ou aceitam a verdade professada por um determinado grupo religioso ou étnico. Aplicar o conhecimento científico e/ou o método científico em áreas de investigação inadequadas, conhecidas como cientificismo, pertencem à mesma família. O cientificismo não é tanto um convite a um debate frutífero sobre as verdades apresentadas pelos cientistas, mas sim uma tentativa de silenciar aqueles que ousam expressar suas dúvidas sobre elas. Assim, o cientificismo é o inimigo mais sério da ciência. Podemos, também, mencionar tipos filosóficos de populismo alético. Sua força populista vem da crença de que quem questiona a existência da verdade merece o nome de relativista ou mesmo de niilista. Em outras palavras, o populismo alético é, frequentemente, a justificativa para várias formas de populismo político que, em nome de sua própria visão absolutamente verdadeira do mundo, não hesita em recorrer à mentira ou à violência. O populismo alético funciona como uma mordaça ou como um freio de conversação.”

 

“As conclusões anteriores sugerem que, recorrer à filosofia em busca de uma solução para o problema da verdade na vida pública certamente será decepcionante. Isso ocorre porque a maioria das visões filosóficas sobre o assunto, as expectativas dirigidas aos filósofos a esse respeito e a motivação para buscar na filosofia uma solução do problema são, frequentemente, amparadas numa atitude que eu chamaria de ‘falácia cognitocrática’. A falácia é uma crença errônea de que o poder político pode ser legitimado apenas pelo conhecimento possuído pelos atores políticos. O erro envolvido é confundir o conhecimento, incluindo o conhecimento da política, com habilidade política ou perspicácia, e presumir que o verdadeiro conhecimento seja uma condição necessária e suficiente para uma ação política bem-sucedida. A falácia é, portanto, um erro categórico óbvio, mas, comumente cometido e que confunde ‘saber que’ com ‘saber como’. Semelhante a um eco distante da ideia platônica/baconiana de que conhecimento é poder, a falácia deriva de uma crença de que a verdade, como propriedade do conhecimento, seja uma entidade que subsista por si mesma, sendo uma pré-condição para uma ação política bem-sucedida. A falácia cognitocrática também ignora o fato de que as declarações políticas não são descritivas por natureza, mas, muitas vezes, têm um propósito performativo: elas não pretendem transmitir uma verdade, mas, na maioria das vezes, transformar as crenças de seus destinatários.”

 

Adam Chmielewski (1959-), filósofo polonês em Pós-verdade e suas implicações

Leituras diárias

terça-feira, 17 de dezembro de 2024



Análoga dissonância entre a realidade humana e as condições estruturais de sua existência é assinalada por Freud, porém a partir de um registro situado nos limites entre os processos emocionais de um indivíduo singular e a civilização. Para Freud, a existência humana é marcada pelo imperativo de repressão das pulsões exigido pela vida em civilização. O fato de que a todo homem civilizado são impostos sacrifícios pulsionais, frequentemente desproporcionais em relação às recompensas produzidas pelas instituições sociais, conduziu Freud a enunciar o mal-estar na civilização como condição irredutível da vida em sociedade. O mal-estar na civilização é a condição estrutural para a vida social, e dele se originam fortes tendências destrutivas e antissociais que traem, em cada homem civilizado, a existência de um inimigo secreto da própria civilização. Em suas reflexões sobre a personalidade autoritária, o filósofo Adorno constatou a relação direta entre a barbárie do fascismo e o mal-estar na civilização. O estado de negatividade assinalado por Freud pode ser traduzido na existência de inclinações agressivas de desintegração social que fazem a civilização se tornar alvo de violência e irracionalismo.

Em termos freudianos, a agressividade gerada como subproduto da vida civilizada deveria ser elaborada e sublimada pelo indivíduo, para que sua existência se tornasse compatível com a dignidade exigida pela vida em si mesma. Mas no contexto fascista, notadamente quando manifestada na forma de agremiações grupais segregadoras e violentas, essa agressividade é desviada contra populações marginalizadas que são objeto de preconceito social. A violência fascista se constitui, portanto, como um fenômeno social que se origina de patologias emocionais dos perseguidores, não tendo, portanto, qualquer relação com as vítimas da perseguição. Na medida em que a frustração e o ressentimento próprios ao mal-estar na civilização, em vez de serem elaborados e compreendidos pelo sujeito, são pura e simplesmente projetados naqueles que representam a diferença social, podemos entender o caráter cego da destrutividade fascista. (Bueno, págs. 32 e 33)

 

Sinésio Ferraz Bueno, O fascismo em dez lições

Manabu Mabe (1924-1997)

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site ARREMATE ARTE abaixo:

https://www.arrematearte.com.br/artistas/manabu-mabe-1924

Ecologia profunda

domingo, 15 de dezembro de 2024

A filosofia da Ecologia Profunda considera que todos os seres vivos devem ser respeitados por suas qualidades inerentes e não somente por seu valor econômico ou instrumental. O termo surgiu em 1972 e foi criado pelo ambientalista norueguês Arne Naess (1912-2009). 

Conheça os 8 princípios desta filosofia/movimento em artigo do doutor e professor José Eustáquio Diniz Alves, publicado no jornal IHU Online:

https://www.ihu.unisinos.br/categorias/186-noticias-2017/568366-os-oito-principios-da-ecologia-profunda 

Return to Forever - Airto Moreira

sábado, 14 de dezembro de 2024

Música brasileira


Airto Moreira (percussionista)

Álbum: Free (1972)

Música: Return to Forever




https://www.youtube.com/watch?v=6lKLhG1kUtc&list=PLLCx7chs1o5WKLkPG27rFAtQtuuXCNK2B&index=1


Airto Moreira (1941-) aprendeu canto, pianoviolinobandolim e teoria musical. Em 1962 integrou o Sambalanço Trio, juntamente com César Camargo Mariano e Humberto Cláiber. Entre 1966 a 1969 integrou o Quarteto Novo com Theo de BarrosHeraldo do Monte e Hermeto Pascoal e, no fim dos anos 1960, mudou-se para os Estados Unidos. Lá participou da gravação do álbum Bitches Brew de Miles Davis na faixa Feio, que definitivamente o colocou no cenário da música internacional. Junto de sua esposa, a cantora Flora Purim, gravou vários álbuns e coproduziu diversos de seus trabalhos.

Free é um álbum do baterista e percussionista (que foi creditado como "Airto") com performances gravadas em 1972. O álbum foi lançado pela CTI Records e alcançou a 30ª posição na parada de álbuns de jazz da revista Billboard.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Oswald de Andrade (1890-1954)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024


Como era o escritor, dramaturgo e um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, Oswald de Andrade?

Veja vídeo do canal Alterquia "Oswald por ele mesmo":

https://www.youtube.com/watch?v=opZV8OamQIk

Outras leituras

quinta-feira, 12 de dezembro de 2024


 

“Ficará claro pelo que eu disse que, deste ponto de vista, os seres humanos não estão em casa no mundo: somos como andarilhos na face de uma terra totalmente indiferente a nós. Sempre foi assim, mas esta situação de sem-abrigo fala com especial clareza a certas épocas, épocas em que as velhas formas de lidar, de dar sentido à condição trágica dos seres humanos, parecem cada vez mais implausíveis ou incríveis.

A nossa é uma idade assim. É assim porque, para muitos, já não é possível acreditar num sistema moral-metafísico abrangente que dê sentido à nossa vida, como o Cristianismo – o meu foco aqui, embora o que digo também se aplica de várias maneiras a muitas outras formas de fé religiosa – que só podem parecer, na perspectiva atual, como uma espécie de sistema elaborado de negação da verdade sobre a nossa condição.”

 

Christopher Hamilton, filósofo e professor inglês em A philosophy of tragedy (Uma filosofia da tragédia, sem tradução)

Livros


 (Fonte: LEIA SEMPRE/Juazeiro do Norte/Facebook)

Por que ler?

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

(Fonte: Nani Humor)

Além de aumentar o conhecimento, a capacidade de raciocínio e aguçar o senso crítico, a prática constante da leitura também traz outros benefícios. 

Veja texto preparado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul:

https://portal.pucrs.br/blog/habito-de-leitura/  

Essa não poderia faltar

terça-feira, 10 de dezembro de 2024


 

Neil Young

One of these days (1992)


https://www.youtube.com/watch?v=XtRTA4u5QkU&list=RDlAauQRd0WkI&index=2

Leituras diárias

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024



“Perguntemos agora o que Protágoras entendia por ‘medida de todas as coisas’. A realidade dos fenômenos existia para Protágoras? O homem, como ‘medida das coisas’, era apenas um juiz das propriedades que as coisas lhe impunham? A sua ‘medida’ correspondia ao ser real, além da mera aparência? Ou será que o homem criou primeiro o mundo fenomênico por meio de sua imaginação? Não encontramos resposta para essas perguntas em Protágoras. No entanto, podemos responder por ele a partir do que sabemos: é uma questão de total indiferença para o homem se as coisas além do julgamento e da concepção humana também existem realmente, uma vez que para todos os efeitos práticos o mundo externo tem apenas valor relativo para o homem. Para Protágoras não importa se às coisas pode ser atribuída uma realidade especial além disso. Não só a percepção sensorial individual deveria ser decisiva, é claro, mas a soma de todo o conhecimento obtido por quaisquer meios possíveis. As coisas possuem significado e realidade para uma pessoa de acordo com a medida em que ela está disposta e é capaz de julgá-las. A teoria do fluxo constante de todas as coisas, quando aplicada ao discernimento dos fenômenos, leva à relatividade de todas as coisas. Essa é a base dos ensinamentos de Protágoras.” (Lachmann, págs. 10 e 11)

 

Benedict Lachmann, Protágoras, Nietzsche e Stirner: expositores do egoísmo (original Protagoras, Nietzsche and Stirner: expositors of egoism)

Alfredo Volpi (1896-1988)

domingo, 8 de dezembro de 2024


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site da Academia Brasileira de Arte abaixo:

https://abra.com.br/artigos/alfredo-volpi-muito-alem-do-pintor-de-bandeirinhas/

Outras leituras

sábado, 7 de dezembro de 2024


 

“Mas o que é capital? Em certa acepção, é riqueza acumulada. Porém, quando usado no contexto do capitalismo histórico, o conceito tem uma definição mais específica. Não é somente o estoque de bens consumíveis, de máquinas ou de demandas reconhecidas (ou seja, que se expressam sob forma de dinheiro) de coisas materiais. É claro que o capital continua a referir-se, no capitalismo histórico, à acumulação dos resultados do trabalho passado, ainda não consumidos; mas se isto fosse tudo, poder-se-ia dizer que todos os sistemas, desde o do homem de Neanderthal, teriam sido capitalistas; todos possuíam, em algum grau, estoques que materializavam o trabalho passado. Algo distingue o sistema social que estamos chamando de capitalismo histórico: nele, o capital passou a ser usado (investido) de maneira especial, tendo como objetivo, ou intenção primordial, a auto-expansão. Nesse sistema, o que se acumulou no passado só é ‘capital’ na medida em que seja usado para acumular mais da mesma coisa. Trata-se de um processo complexo, até sinuoso, como veremos. Usamos a expressão ‘capitalistas’ para nomear essa meta persistente e autocentrada do detentor de capital (a acumulação de mais capital) e as relações que ele tem de estabelecer com outras pessoas para alcançá-la. É claro que esse objetivo nunca foi exclusivo. Outras considerações se intrometem no processo de produção. Contudo, a questão é identificar que considerações tendem a prevalecer em caso de conflito. Onde a acumulação de capital tenha tido prioridade sobre objetivos alternativos ao longo do tempo, podemos dizer que estamos em presença de um sistema capitalista em operação.” (Wallerstein, pág. 9).

 

Immanuel Wallerstein (1930-2019), sociólogo e historiador americano em Capitalismo histórico e civilização capitalista

É assim que o Estado deve atuar?

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024


 

"Policial militar joga motociclista dentro de um rio"


São fatos como estes que nos tiram a pretensão de sermos uma nação civilizada e democrática! 

Herbert Marcuse (1898-1979)

 

Veja curta introdução ao pensamento do filósofo alemão Herbert Marcuse apresentada pelo filósofo e professor brasileiro Franklin Leopoldo e Silva. O vídeo é do canal Casa do Saber e está no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=KrFuihZXgQU 

Depois de eleito...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

(Fonte: Andre Dahmer/Pin Page)

Frases de Meio Ambiente

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024


 

“Homem, não se orgulhe de sua superioridade sobre os animais, pois eles não têm pecado, enquanto você, com toda a sua grandeza, contamina a terra onde quer que apareça e deixa um rastro ignóbil atrás de você - e isso é verdade, infelizmente, para quase todos nós!”

 

Fiódor Dostoiévski (1821-1881), escritor e jornalista russo em Os Irmãos Karamazov, citado por Goodreads

A frase do dia

terça-feira, 3 de dezembro de 2024


 

“Não há dissolução, não há criação, ninguém está em cativeiro, não há aspirante à sabedoria, não há buscador de libertação e ninguém é libertado. Esta é a verdade absoluta.”

 

Gaudapāda (cerca de 500 ec), filósofo indiano da escola Vedanta em Māndukya Upanishad

Leituras diárias

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024


 

“As colonizações portuguesa e espanhola executaram uma política de extermínio que reduziu brutalmente as populações ameríndias, mas, para além disso, no caso guarani, o genocídio tomou a forma de uma sucessão escalonada de matanças, epidemias, escravização, torturas em mãos bandeirantes e, no século XX, os ‘aldeamentos’ que eram nada mais que diminutos espaços confinados. A política territorial do genocídio ameríndio se choca de forma especialmente destrutiva, portanto, contra a concepção guarani de um espaço vital em que caça, pesca, coleta e plantio são concebidos de forma interligada e no qual é de cabal importância a relação com a terra em que estão os corpos dos ancestrais. Nos dias atuais, boa parte da população guarani do Mato Grosso do Sul vive nas oito áreas demarcadas pelo Serviço de Proteção ao Índio entre 1915 e 1928, nas quais os índices de densidade demográfica são altíssimos — ‘caracterizam ostensivamente situações de superpopulação com consequências nefastas para os índios’. 

Empurrados para tendas à beira de estrada ou confinados em fundos de fazendas, em espaços descaracterizados ecologicamente, com mata derrubada, sem árvores e tomados por monoculturas de soja ou cana, os guaranis enfrentam enormes obstáculos para reinventar sua existência no Brasil do agronegócio. Na antropologia brasileira, pelo menos desde a tese de Antonio Brand (1997), a noção de confinamento tem sido essencial para definir esses processos de territorialização a que eles foram submetidos. Para o antropólogo Levi Marques Pereira, trata-se de um confinamento duplo, ‘espacial e principalmente cultural’, que desestabiliza as estruturas sociais guaranis. A política do confinamento faz, inclusive, de muitos guaranis mão de obra para a agroindústria, com frequência contratados como assalariados para trabalhar no que eram as suas próprias terras.” (Avelar, págs. 215 e 216)

 

Idelber Avelar, Eles em nós: Retórica e antagonismo político no Brasil do século XXI 

Essa não poderia faltar

domingo, 1 de dezembro de 2024


 

Deep Purple

Burn (1974)


https://www.youtube.com/watch?v=LCnebZnysmI

Wilma Ramos (1940-2009)


Conheça mais sobre a vida e obra da artista no site Galeria Jacques Ardies abaixo:

https://ardies.com/collection/wilma-ramos/

Ouro de Tolo - Raul Seixas

sábado, 30 de novembro de 2024

 Música brasileira


Raul Seixas

Álbum: Krig-há Bandolo! (1973)

Música: Ouro de Tolo



https://www.youtube.com/watch?v=-P9kc2DFu98


Ouro de Tolo é um compacto do cantor e compositor Raul Seixas, lançado em maio de 1973 pela gravadora Philips Records e presente no álbum Krig-ha, Bandolo!

O nome faz uma alusão a sua utilização durante a Idade Média quando falsos alquimistas prometiam realmente transformar chumbo em ouro, quando a linguagem da alquimia era, na verdade, metafórica ou simbólica, referindo-se à transformação espiritual do homem de um estado "pesado", o chumbo, para outro de elevação, o ouro.  Assim, transpondo para os próprios ideais e aspirações de Raul Seixas na época, percebe-se que ele indica que o verdadeiro ouro estava no despertar da consciência individual, visando à construção da Sociedade Alternativa, e não no discurso ufanista e triunfalista da ditadura militar da época. Logo, o disco voador ao final da letra seria uma referência a essa nova sociedade a ser construída.

O sonho do brasileiro na década de 70 era poder comprar televisão e carro. Aí, o ousado e gênio controverso, Raul Seixas, vai lá e critica tudo isso criando uma letra cheia de sarcasmo, em Ouro de Tolo. A música, que apresenta uma crítica ácida sobre os sonhos e anseios patéticos da sociedade, foi uma das principais responsáveis por projetar Raul Seixas para o sucesso nacional. A sonoridade leve de Ouro de Tolo se contrapõe à letra que é um verdadeiro tapa na cara da classe média brasileira, e que até hoje faz todo o sentido para compreender nossos valores em tempos sombrios e marcados pelo ódio. 

 

(Fonte do texto: Wikipedia e site Letra, por Érika Freire)

Outras leituras

sexta-feira, 29 de novembro de 2024


 

“Há uma frase famosa no romance O único e eterno rei, de T. H. White: 'Tudo que não é proibido é compulsório.' Os físicos levam essa afirmação muito a sério. Se não houver uma lei física que proíba certo fenômeno, então provavelmente ele acontece em algum lugar do universo. Por exemplo: ainda que buracos de minhoca sejam incrivelmente difíceis de ser criados, alguns físicos especulam que talvez eles tenham existido no começo dos tempos e se expandiram após o Big Bang. Talvez eles existam naturalmente. Um dia, quem sabe, nossos telescópios talvez encontrem um buraco de minhoca no espaço. Ainda que buracos de minhoca tenham atiçado a imaginação de autores de ficção científica, criar um, de fato, em laboratório introduz problemas formidáveis.” (Kaku, 109 e 110)

 

“Por exemplo, se a força nuclear fosse um pouquinho mais fraca, o sol nunca teria acendido, e o sistema solar seria escuro. Se a força nuclear fosse um pouquinho mais forte, o sol já teria se exaurido há bilhões de anos. A força nuclear tem a intensidade certa. Do mesmo modo, se a gravidade fosse um pouquinho mais fraca, talvez o Big Bang já tivesse dado lugar ao Big Freeze, com um universo frio e morto se expandindo. Se a gravidade fosse um pouquinho mais forte, já teríamos chegado ao Big Crunch, e toda a vida teria se extinguido no colapso do universo. Mas a gravidade tem a intensidade certa para permitir que estrelas e planetas se formem e durem tempo suficiente para o surgimento da vida. Podemos listar vários desses acidentes que tornam a vida possível, e em cada um deles estamos no meio da 'Zona de Cachinhos Dourados'. O universo é uma grande loteria, e nós temos o bilhete premiado. Mas, segundo a teoria do multiverso, isso significa que coexistimos com um grande número de universos mortos.” (Kaku, págs. 157 e 158)

 

“Mas é difícil argumentar que o universo tem sentido se o universo vai acabar um dia. A física, de certo modo, já proferiu uma sentença de morte para o universo. Apesar de todas as discussões profundas sobre sentido e propósito do universo, talvez seja tudo inócuo, porque o universo está destinado a perecer em um Big Freeze. De acordo com a segunda lei da termodinâmica, tudo que existe em um sistema fechado vai um dia decair, enferrujar ou se desmanchar. A ordem natural das coisas é o declínio e o fim eventual de sua existência. Parece inescapável que todas as coisas morram quando o próprio universo morrer. Então, qualquer sentido que tenhamos atribuído ao universo será apagado quando o universo deixar de existir.” (Kaku, pág. 174)

 

Michio Kaku, astrofísico estadunidense em A equação de Deus: A busca por uma Teoria de Tudo 

Conteúdos da internet

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

 (Fonte: Andre Dahmer)

Frases de Meio Ambiente

quarta-feira, 27 de novembro de 2024


 “Falamos muitas vezes em salvar o planeta, mas a verdade é que devemos fazer estas coisas para nos salvarmos.”

 

David Attenborough (1926-), biólogo e naturalista britânico em Uma vida em nosso planeta: minha declaração de testemunha e uma visão para o futuro (Fonte: Goodreads)

Leituras diárias

terça-feira, 26 de novembro de 2024


 

“Os ricos, como ricos, são por si mesmos burgueses; os pobres, como pobres, são por si mesmos proletários. Uma vez definida esta dicotomia quase óbvia, a análise marxiana das classes dá um segundo passo afirmando que, além da inserção efetiva na classe dos ricos ou dos pobres, é necessária a consciência de pertencer a uma ou à outra. No caso dos proletários, é preciso consciência da injustiça sofrida. Vou dar um exemplo puramente hipotético: suponhamos que em um universo de cem pessoas, dez sejam ricas, conscientes de que existem diferenças de classe e também convencidas de estarem em seu direito, porque, dizem, ‘sou mais inteligente, meu pai se esforçou mais do que o seu, tenho mais sorte, porque... porque... porque...; seja como for, sou rico e tenho pleno direito de sê-lo’. E admitamos que haja noventa pobres, setenta dos quais estão convencidos de que é natural sê-lo porque lhes disseram na escola, na fábrica, na igreja. Esses setenta, segundo Marx, são ‘alienados’, ou seja, cada um deles é pobre, mas raciocina como se fosse um alius, um outro – um rico.” (Filosofia Ciência&Vida, pág. 22)

 

Trecho da entrevista do sociólogo, professor e escritor Domenico De Masi (1938-2023) dada à revista Filosofia Ciência&Vida nº 158

A frase do dia

segunda-feira, 25 de novembro de 2024


 

“Só nos resta um dia, sempre recomeçando: nos é dado ao amanhecer e tirado ao anoitecer.”

 

Jean-Paul Sartre (1905-1980), filósofo, escritor e crítico francês. Fonte: Goodreads.

Tânia Pedrosa (1933-)

domingo, 24 de novembro de 2024

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