HOJE É DIA DO JORNALISTA
quarta-feira, 7 de abril de 2021Mais livros, menos armas!
terça-feira, 6 de abril de 2021Leituras diárias
segunda-feira, 5 de abril de 2021
“O
mundo foi sempre geométrico. O ângulo e a perspectiva com que os homens devem
se ver, se falar ou se representar já foram decididos soberanamente pelos deuses
das épocas unitárias. Depois os homens – os homens da burguesia – pregaram-lhes
esta peça: os colocaram em perspectiva, os situaram em um processo histórico ao
longo do qual nasciam, se desenvolviam, envelheciam e morriam. A história foi o
crepúsculo dos deuses.” (Vaneigem, pág. 197)
Raoul
Vaneigem, A arte de viver para as novas
gerações
Minha própria vida (Hume)
sábado, 3 de abril de 2021Leituras diárias
sexta-feira, 2 de abril de 2021
“O
eu não tem importância nenhuma. Para um leitor, sou um ser qualquer: nome
identidade, histórico não mudam nada. Ele (leitor) é alguém, e eu (autor)
também sou. Ele e eu somos sem nome, saídos do...sem nome, para este...sem nome
como são para o deserto dois grãos de areia, ou para o mar duas ondas vizinhas.
O... sem nome ao qual pertence a ‘a personalidade conhecida’ do mundo do etc.,
ao qual ela pertence totalmente que ela o ignora. Ó morte infinitamente bendita
sem a qual uma ‘personalidade’ pertenceria ao mundo do etc.” (Bataille, pág.
57)
George
Bataille, A experiência interior
Som nosso de cada dia - Massavilha
quarta-feira, 31 de março de 2021As melhores bandas de rock de todos os tempos
Som nosso de cada dia
Album: Snegs (1974)
Música: Massavilha
https://www.youtube.com/watch?v=eqEsQI00vfA
Som
Nosso de Cada Dia é um grupo musical brasileiro de rock
progressivo - apesar de ter algumas músicas compostas nos
gêneros funk e soul - formado em
1971 na cidade de São Paulo. É conhecida por ter lançado
dois álbuns de estúdio nos anos 1970 com êxito
em círculos específicos, Snegs - de 1974 - e Som Nosso - de 1977. Após o seu
término em 1978, a banda retornou aos palcos em diversas oportunidades, tendo
sua última volta ocorrido em 2017 e durado até os dias de hoje.
Formado
originalmente por Manito (teclados, saxofone e flauta), Pedro
Baldanza, o "Pedrão" (guitarra e baixo)
e Pedrinho Batera (bateria e vocais)
na cidade de São Paulo em 1971. Era uma banda
diferente das outras que existiam por não contarem com um guitarrista solando,
mas apenas um baixista que tocava guitarra eventualmente em algum trecho de
alguma música. O grupo era centrado na figura de Manito que já havia feito sucesso
com o grupo de rock da Jovem Guarda Os Incríveis. As coisas começaram
lentamente até a banda passar a participar de festivais. Em uma dessas
apresentações, foram vistos por olheiros da gravadora GEL que recomendaram a contratação da
banda para o lançamento de um álbum de estúdio. Com a contratação, no ano de
1973, enfrentaram problemas com a gravadora, principalmente tempo escasso de
estúdio para realizar as gravações e problemas com os equipamentos do estúdio.
Assim, acabaram tendo que realizar as gravações e mixagem de
seu álbum de estreia em apenas uma semana em um estúdio que estava com
problemas na mesa-de-som.
Após
a gravação, passaram a enfrentar outro problema: a gravadora não se animou com
o material e colocou o disco na geladeira, adiando o seu lançamento
indefinidamente. O grupo continuou fazendo shows e isto rendeu um convite para
abrirem os shows que o cantor estadunidense Alice Cooper faria
no Rio de Janeiro e em São Paulo. Foram cinco
shows em julho que levaram a uma exposição gigante da banda que agradou o
público: o maior show no Anhembi,
em São Paulo, teve público de mais de 130 mil pessoas (estimativas chegaram até
a falar em 158 mil pessoas. Com a boa repercussão - especialmente dos teclados
de Manito na canção "Massavilha", a gravadora resolve lançar o disco
e, assim, após quase um ano da sua gravação, Snegs é lançado em 1974. Com o
lançamento do disco, o grupo passa a se apresentar como atração principal em
diversos festivais, como o primeiro Festival de Águas Claras e o
festival Rock da Garoa, ambos em 1975.
Nesta
época, gravam um segundo disco contendo uma suíte intitulada
"Amazônia", que passam a tocar em apresentações ao vivo. O disco
acabaria não sendo lançado pela gravadora e, em novembro de 1975, Manito
anuncia sua saída da banda. Os membros remanescentes decidem continuar e a
banda passa por diversas formações nos anos seguintes. Em 1976, assinam
contrato com a gravadora Discos CBS e lançam, no ano
seguinte, Som Nosso, contando com: Dino Vicente,
Paulinho Esteves e Tuca Camargo (teclados); Egídio Conde (guitarra); Rangel
e Marçalzinho (percussão); e Marcinha
e Tony Osanah (vocais). Neste
disco, a banda também gravou temas influenciados pela música negra e
pelo funk de James Brown,
com dois lados bem delimitados: um com música dançante; e outro com música
progressiva. Após passar por dificuldades para se manter fazendo shows, o
grupo acaba em 1978.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Leituras diárias
terça-feira, 30 de março de 2021
“A
vida vai se perder na morte, os rios no mar e o conhecido no desconhecido. O
conhecimento é o acesso ao desconhecido. O contrassenso é o resultado de cada
sentido possível.” (Bataille, pág. 109)
Georges
Bataille, A experiência interior
E a vacina?
segunda-feira, 29 de março de 2021Kant: "O que é esclarecimento"
sábado, 27 de março de 2021
Leia texto básico de Immanuel Kant "O que é esclarecimento" (iluminismo), traduzido por Luis Paulo Rouanet:
Leituras diárias
sexta-feira, 26 de março de 2021
“Neste
mundo liberado de Deus e das ideias morais, o homem se acha atualmente sozinho
e sem senhor. Ninguém menos que Nietzsche, e nisso ele se distingue dos
românticos, deixou acreditar que uma tal liberdade pudesse ser fácil. Essa
selvagem liberação colocava-o entre aqueles a respeito de quem ele próprio
dissera sofrerem de uma nova desventura e de uma nova felicidade.” (Camus, pág.
91).
Albert
Camus, O homem revoltado
Porcupine Tree - Fear of a blank planet
quarta-feira, 24 de março de 2021As melhores bandas de rock de todos os tempos
Porcupine Tree
Album: Fear of a blank planet (2007)
Música: Fear of a blank planet
https://www.youtube.com/watch?v=E8tgLNgXCLA
Porcupine
Tree foi uma banda britânica formada
em Hemel Hempstead, Hertfordshire, Inglaterra.
É o projeto musical de maior sucesso e projeção do músico Steven Wilson, como
evidenciado pela popularidade da banda. É constituída por uma mistura de rock
progressivo, rock psicodélico, experimentalismo avant
garde e heavy metal. Atualmente a banda se encontra
inativa, já que seu líder, Steven Wilson, está focado em sua carreira solo. O
último show do Porcupine Tree foi realizado em 14 de outubro de 2010, em Londres. A
banda lançou ao todo dez álbuns de estúdio.
Porcupine
Tree começou em 1987 como
um projeto solo de Steven Wilson, e, de certo
modo, nasceu como uma brincadeira. Wilson cita que foi iniciado logo quando ele
possuía dinheiro suficiente para comprar seu próprio equipamento para estúdio. No
início de 1989,
Steven classificou algumas de suas gravações para compilar uma fita de oitenta
minutos intitulada Tarquin's Seaweed Farm, que era acompanhada de um
encarte de 8 páginas com informações sobre membros obscuros da banda, como Sir
Tarquin Underspoon, Timothy Tadpole-Jones e Linton Samuel Dawson.
Wilson
enviou cópias da compilação para pessoas que ele julgava interessadas no
projeto. Uma delas se dirigiu a revista britânica underground Freakbeat,
dirigida por Richard Allen e Ivor Trueman. Desconhecidos de Steven na época,
eles estavam em processo de criar seu próprio selo musical. Apesar de terem
feito críticas negativas ao álbum na revista, eles convidaram o Porcupine Tree
para contribuir em uma música para seu primeiro lançamento, um álbum de
compilações dos melhores grupos de música psicodélica no meio underground.
Em 1990, Wilson pode tornar a
música sua carreira, quando seu outro projeto No-Man assinou contrato com
gravadoras de respeito. Este projeto recebeu boas críticas da imprensa. Livre
de seu antigo trabalho, Steven começou a distribuir a música do Porcupine Tree
através da fita sucessora, The Nostalgia Factory, acompanhado novamente de
livretos com uma história imaginária sobre a banda e outras informações de
fantasia. As fitas provocaram interesse no meio underground. O próximo álbum da
banda foi Up the Downstair. A partir desse momento o perfil do Porcupine
Tree era grande o suficiente para apresentações ao vivo. Tanto que em dezembro
de 1993 a
banda começou a se apresentar em shows com Steven na voz e guitarra, Colin
Edwin no baixo, Chris Maitland na bateria e Richard
Barbieri no teclado. Todos os três novos membros do grupo
trabalharam com Steven em vários projetos antecedentes. Essa nova formação
formou uma boa química, como ilustrada posteriormente pelo álbum Spiral
Circus, em 1997.
Lançado
em 1995,
o terceiro álbum da banda The Sky Moves Sideways se tornou um sucesso
entre fãs do progressivo, com a banda sendo ovacionada como o Pink Floyd dos
anos 1990. O álbum era uma experimentação melódica do rock.
Em 2007, outra boa surpresa:
a banda lança, depois de dois anos de espera para os fãs, seu novo álbum
intitulado Fear of a Blank Planet. Seu lançamento foi alvo de boas
críticas, sendo indicado ao Grammy Award para
"Melhor álbum em Surround Sound". A revista Reason escolheu Fear
of a Blank Planet como melhor álbum em 2007.O álbum ainda estreou na
posição 59 na Billboard 200 e 31 nas paradas do Reino Unido e
é considerado por muitos como o melhor álbum da banda, lançando conhecidas
músicas como "Anesthetize"(música que possui a duração de 17 minutos)
e "Way Out of Here".
(Fonte do texto: Wikipedia)
Leituras diárias
segunda-feira, 22 de março de 2021
“Qual
é a corrupção profunda que o cristianismo acrescenta à mensagem de seu senhor?
A ideia do julgamento, estranha aos ensinamentos do Cristo, e as noções
correlativas de castigo e de recompensa. A partir desse instante, a natureza
torna-se história, e história significativa: nasce a ideia da totalidade
humana. Da boa-nova ao juízo final, a
humanidade não tem outra tarefa senão conformar-se com os fins expressamente
morais de um relato escrito por antecipação. A única diferença é que os
personagens, no epílogo, dividem-se a si próprios em bons e maus. Enquanto o
único julgamento do Cristo consiste em dizer que os pecados da natureza não têm
importância, o cristianismo histórico fará de toda a natureza a fonte de
pecado.” (Camus, pág. 90 – negrito nosso).
Albert Camus, O homem revoltado
Suprimento de água nas metrópoles
sábado, 20 de março de 2021
O
abastecimento de água potável é um dos maiores problemas nas metrópoles dos
países em desenvolvimento, como o Brasil. A alta concentração populacional,
provocada em parte por grandes migrações do campo para a cidade ao longo dos
últimos quarenta anos, aumentou a demanda por água. Para agravar a situação, a
maioria das cidades destes países não dispõe de infraestrutura de saneamento
para atender toda a população e a própria escassez de água no entorno das
cidades dificulta a obtenção do líquido.
São
inúmeros os exemplos de metrópoles em todo o mundo com grandes dificuldades no
sistema de abastecimento de água. A cidade de Mumbai, na Índia, com 20 milhões
de habitantes, é um caso extremo. Para atender as necessidades básicas da
população, o líquido só está disponível durante algumas horas do dia. Também a falta
de banheiros nas residências ainda é bastante alta – média de um banheiro para
cada 100 habitantes –, embora a situação já tenha sido pior até a década de
1980. Lagos, na Nigéria, só dispõe de água tratada para 43% de sua população de
16 milhões de pessoas. Grande parte da água consumida nesta cidade é extraída
de poços artesianos e vendida por ambulantes, que circulam pelas ruas dos
bairros afastados. Outro exemplo é a Cidade do México, hoje com pouco mais de 20
milhões de habitantes. Destes, 70% precisam sobreviver com menos de
Estas cidades já enfrentam grandes problemas de abastecimento do líquido. Estas dificuldades deverão aumentar, caso estas comunidades não encontrem novas soluções para identificar e distribuir maiores quantidades de água. Doenças e epidemias provocadas pela má qualidade da água poderão afetar consideráveis parcelas da população destas metrópoles – além dos impactos econômicos e sociais. Outro aspecto que as administrações públicas não estão considerando, é a influência provocada pelas mudanças climáticas no consumo e na disponibilidade de água nas grandes cidades de todo o mundo. As regiões metropolitanas de São Paulo e Curitiba, que concentram, respectivamente, 21 e 3,3 milhões de habitantes, já vêm enfrentando sérias dificuldades no abastecimento de água nos últimos dez anos.
Outro
aspecto na gestão da água no Brasil, notadamente nos centro urbanos, é a perda
de água na tubulação ocasionada por vazamentos. Atualmente (2018), a Sabesp
distribui 60,9 mil litros por segundo (l/s) para abastecer os habitantes da Grande
São Paulo. Nas tubulações, no entanto, perde-se 35% do volume de água tratada. Tal
quantidade desperdiçada – cerca de 20 mil l/s – seria suficiente para abastecer
1,7 milhão de caixas d’água a cada dia. Além desse desperdício e de um consumo
médio diário de 129 litros per capita (2017), a região metropolitana de São
Paulo tem menos disponibilidade de água do que o sertão nordestino. Por isso, a
maior parte da água que a metrópole consome é importada de municípios vizinhos
e até de outro estado (MG). A contradição é que com todos os problemas de
oferta de água, a região metropolitana concentra quase 50% da população do estado
de São Paulo e só tem 4% da água disponível.
As
grandes regiões metropolitanas da maior parte dos países em desenvolvimento debatem-se
com problemas de abastecimento de água, tratamento de esgotos, energia,
transportes e moradia. Nos países ricos, as cidades conseguiram reverter este
quadro, através de maciços investimentos ao longo dos últimos 100 ou 150 anos.
Nos países em desenvolvimento e pobres estas demandas tornaram-se mais agudas
nos últimos 50 anos, com o crescimento da população e a industrialização. A
situação crítica do saneamento nestas grandes metrópoles tornou-se mais clara
ainda com a sindemia do coronavírus. Falta de água para higiene e cuidados
profiláticos com relação ao vírus, afetou especialmente as populações mais
pobres. No Brasil, o setor público continua alegando falta de recursos
financeiros para retomar programas de saneamento, parados há quase uma década.
(Imagens: pinturas de Paul Madeline)
Jethro Tull - Thick as a brick (Part 1)
quinta-feira, 18 de março de 2021As melhores bandas de rock de todos os tempos
Jethro Tull
Album: Thick as a brick (1972)
Música: Thick as a brick (part 1)
https://www.youtube.com/watch?v=ldXdnZtTWp8
Jethro
Tull foi uma banda de rock formada em Blackpool, Inglaterra,
em 1967. Sua
música é caracterizada pelas letras, o estilo vocal cheio de maneirismos e o
trabalho único na flauta de seu líder Ian Anderson,
além de uma complexa e pouco usual construção musical. Inicialmente calcado no
estilo blues rock, o Jethro Tull acabou por incorporar a seu som elementos
de música clássica, folk, jazz, hard rock, rock
progressivo, e art rock.
O grupo se iniciou em clubes britânicos nos anos 1960, com uma formação instável que por fim se cristalizaria em Ian Anderson (vocais, flauta, violão e mais tarde diversos outros instrumentos), Mick Abrahams (guitarra), Glenn Cornick (baixo) e Clive Bunker (bateria). A princípio a banda passou por inúmeras mudanças de nome para conseguir mais shows. Jethro Tull foi o que acabou ficando depois que conseguiram um contrato com uma gravadora (o nome vem do agricultor Jethro Tull que inventou a semeadeira). Depois de uma série de audições Martin Barre foi contratado como o novo guitarrista. Barre se tornaria o segundo integrante mais antigo da banda depois de Anderson.
Esta
nova formação lançou Stand Up em 1969.
Composto inteiramente por Anderson (com exceção de "Bouree", de Johann Sebastian Bach, aqui adaptada para
um formato jazzístico), demonstrava o abandono do blues em favor do nascente
estilo progressivo, então em desenvolvimento por
grupos como King Crimson, The Nice e Yes. Em 1970 eles
adicionaram o tecladista John Evan,
embora tecnicamente ele fosse apenas um músico convidado, e lançaram o
álbum Benefit.
O
baixista Cornick foi demitido após as turnês de divulgação do álbum Benefit,
sendo substituído por Jeffrey Hammond-Hammond, e esta formação
lançou em 1971 o trabalho mais conhecido da carreira do Tull: Aqualung. O álbum é uma combinação de rock
pesado focado em temas como párias sociais e cultos religiosos mesclados a
experimentos acústicos sobre a vida mundana do cotidiano. Aqualung é
um dos álbuns mais influentes da história da música, tanto dentro do rock progressivo
quanto dos outros gêneros, como o Heavy Metal - de fato, o álbum é um dos
preferidos de Steve Harris, fundador da banda Iron Maiden.
Quem
saiu em seguida foi o baterista Bunker, substituído por Barriemore
Barlow, e o álbum de 1972 da banda foi Thick as a
Brick. Trata-se de um álbum conceitual consistindo de uma única
longa música separada entre os dois lados do LP, com um número de movimentos
integrados e alguns temas repetidos. Este álbum é tido como um dos mais
elaborados da banda, sendo considerado uma obra prima do rock progressivo. O
quinteto deste álbum - Anderson, Barre, Evan, Hammond-Hammond e Barlow - foi a
formação mais duradoura do Tull, permanecendo a mesma até 1975.
1972
também viu o lançamento de Living in the Past, um álbum duplo compilando
os compactos, lados-B e sobras de estúdio da banda, com um dos lados sendo
gravado ao vivo em 1970. Com exceção das faixas ao vivo, esse é considerado
pela maioria dos fãs do Tull como o seu melhor lançamento. A faixa título foi
um dos compactos de maior sucesso do grupo.
Em
1973 a banda tentou gravar um álbum duplo (exilada em Chateau d'Herouville para
se livrar dos impostos, o mesmo que os Rolling Stones e Elton John,
entre outros, estavam fazendo na época), mas, supostamente insatisfeitos com a
qualidade do estúdio, abandonaram o projeto. Ao invés disso gravaram
rapidamente e lançaram A Passion
Play, outro álbum conceitual de uma só música, com letras bastante
alegóricas. Depois de anos de popularidade crescente para a banda, A
Passion Play vendeu relativamente bem mas acabou recebendo diversas
críticas negativas.
Em
1975 a banda lançou Minstrel in the Gallery, um álbum que
lembrava Aqualung em seu trabalho bombástico encabeçado pela guitarra
de Barre em contraste às peças acústicas mais leves. Depois desse álbum,
Hammond-Hammond saiu da banda, sendo substituído por John Glascock.
Too Old to Rock And Roll, Too Young to Die!, de 1976, foi outro álbum conceitual, desta vez sobre a vida de um roqueiro de meia idade. Anderson, atormentado pelas críticas (particularmente as de A Passion Play), respondeu com mais versos afiados. A banda fechou a década com um trio de álbuns de folk rock, Songs from the Wood, Heavy Horses e Stormwatch. Songs from the Wood foi o primeiro álbum do Tull a receber críticas na maioria positivas desde a época de Benefit e Living in the Past.
Heavy Horses,
por sua vez, foi amplamente aclamado pela crítica. Os detalhes técnicos da
produção são admiráveis por sua construção musical única. O álbum mescla o folk
com o art rock sem deixar de lado a força da guitarra de Barre. Na faixa título
Heavy Horses, posteriores aos detalhes acústicos das primeiras estrofes, o uso
de violino por David Palmer com a sutileza da flauta de Ian Anderson, fazem uma
crescente e admirável condução da canção. Neste álbum, o Tull começa a
despedir-se do som acústico para adentrar pouco tempo depois na era de suas
produções sintetizadas (...).
(Fonte
do texto: Wikipedia)
Leituras diárias
terça-feira, 16 de março de 2021
“Entendo
que, a menos que se queira usar a palavra ‘filosofia’ num sentido extremamente
vago e descomprometido, não se deve dizer que a visão comum do Mundo é, em si
mesma, de natureza filosófica. O homem comum, em geral, não é filósofo, não faz
filosofia. À sua visão comum do Mundo, mesmo quando ele é civilizado e culto,
faltam a sistematicidade construída, a sofisticação da análise, o
aprofundamento da reflexão crítica que caracterizam costumeiramente os
empreendimentos filosóficos.” (Pereira, pág. 68)
Oswaldo
Porchat Pereira, Rumo ao ceticismo
Conheça o site Auditoria Cidadã da Dívida
segunda-feira, 15 de março de 2021Leia o artigo
PARA QUE TEM SERVIDO A DÍVIDA PÚBLICA NO BRASIL, por Maria Lucia Fattorelli:
LEIA O RELATÓRIO "PLANETA VIVO 2020", PUBLICADO PELA WWF
https://f.hubspotusercontent20.net/hubfs/4783129/LPR/PDFs/Brazil%20FINAL%20summary.pdf
Frank Zappa & The mothers of invention - Inca roads
sexta-feira, 12 de março de 2021As melhores bandas de rock de todos os tempos
Frank Zappa & The mothers of invention
Album: One size fits all (1975)
Música: Inca road
Inicialmente,
a banda se chamava "The Soul Giants", e era formada pelo baterista Jimmy Carl Black, o baixista Roy Estrada,
o saxofonista Davy Coronado, o guitarrista Ray Hunt e o vocalista Ray Collins.
Após uma briga entre Collins e Hunt em 1964, Hunt saiu da banda,
sendo substituído por Frank Zappa, rapidamente se tornando o líder do
grupo. O nome da banda mudou para "The Mothers". No final
de 1965,
o produtor Tom Wilson passou
por um bar aonde os Mothers estavam tocando e ofereceu a eles um contrato e um
adiantamento de $2500.
The
Mothers e Wilson passaram vários meses gravando e editando o disco de estréia
da banda, um LP duplo chamado Freak Out!.
Por insistência da gravadora, MGM, os Mothers foram obrigados a mudar o nome mais uma vez,
desta vez para o definitivo The Mothers of Invention, porque na língua
inglesa a palavra "mothers" ("mães"),
se atribuída a pessoas do sexo masculino, sugere o termo obsceno "motherfucker". Freak
Out! foi lançado em 1966, e o Mothers of Invention em seguida saiu em turnê.
As
vendas de Freak Out! foram fracas, em torno de 30,000 cópias vendidas,
o que fez a MGM reduzir o orçamento da banda em seu próximo disco para $11,000.
A banda lançou Absolutely Free em 1967 e We're Only in It for the Money em 1968.
En 1969, o Mothers of
Invention se separou. Em 1970, Zappa recriou a banda com uma nova formação, com ele
mesmo, ao lado de Aynsley Dunbar, George Duke, Howard Kaylan e Mark Volman. Eles tocaram
em um novo disco, Chunga's
Revenge, apesar de ter sido creditado apenas à Zappa. Depois, eles
lançaram dois discos ao vivo (Filmore East - June 1971 e Just Another Band from
L.A.), antes da banda acabar novamente devido a um acidente com
Zappa, que foi empurrado no palco, caindo no fosso da orquestra, em um show
em Londres.
Zappa
dispensou a banda permanentemente em 1975. Desde 1980, Jimmy Carl
Black, Don Preston e Bunk Gardner, ao lado de
outros ex-membros do Mothers of Invention, ocasionalmente se
reunem e tocam sob o nome "The Grandmothers" ou "The
Grand Mothers Re:Invented", tocando músicas de Frank Zappa e Captain
Beefheart, além de composições originais e clássicos do blues.
(Fonte
do texto: Wikipedia)
Premiata Forneria Marconi - Appena un pó
quarta-feira, 10 de março de 2021As melhores bandas de rock de todos os tempos
Premiata Forneria Marconi
Album: Per un amico (1972)
Música: Appena un pó
Premiata
Forneria Marconi, notável também como PFM, é um grupo musical de rock
progressivo italiano que possui grande popularidade desde os
anos 1970,
seja na Itália como em nível internacional. O sucesso atravessou fronteira e
abarcou numerosos fãs no Reino Unido, Estados
Unidos, Japão, Brasil, entre outros países. Musicalmente é aparentado com
grupos como Gênesis,
a linha progressiva do Pink Floyd, ou os primeiros trabalhos do King Crimson.
Além disso, soube desenvolver o próprio estilo ainda nos decênios sucessivos
graças aos notáveis dotes técnicos dos seus componentes.
A
Premiata Forneria Marconi é para todos os efeitos a evolução musical e
artística do grupo I Quelli, um banda que na segunda metade dos anos 1960 se destacava no
ambiente da discografia italiana pela qualidade, a preparação e a técnica
instrumental de seus componentes. O baterista Franz Di Cioccio, o guitarrista
Franco Mussida, o tecladista Flavio Premoli e o baixista Giorgio Piazza,
componentes do grupo, eram entre os mais requisitados músicos de sala
italianos. Fundamental o
encontro dos quatro músicos com o violinista e flautista Mauro Pagani,
proveniente do grupo Dalton, durante a gravação do disco La buona novella,
de Fabrizio De André (...).
O
virtuosismo, o cuidado dedicado ao arranjo e a improvisação eram os elementos
que o grupo, o qual já incluía Pagani, aprendia do King Crimson,
do Jethro Tull e
dos expoentes do novo rock ou música pop, como era também chamada na Itália com
uma acepção muito diferente da atual.
O
primeiro álbum teve um grande sucesso e foi louvado muito pelos críticos. No
fim de 1972,
saiu o segundo, Per un amico. A música era mais complexa, elaborada, mais
próxima ao rock progressivo que era tocado na Inglaterra.
Em 20 de dezembro daquele ano, durante um
concerto em Roma para
a apresentação do novo álbum, a Premiata Forneria Marconi foi escoltada pelo
baixista e cantor Greg Lake, do Emerson Lake and Palmer, que entusiasta,
os levou para Londres à sede da Manticore ao encontro do letrista e
inspirador do King Crimson e, posteriormente produtor
do Roxy Music, Peter
Sinfield.
Peter Sinfield decide escrever as letras em inglês das peças da Premiata e de produzi-los para o mercado internacional. Decide ainda reduzir o nome da banda para PFM, mais fácil e pronunciável para os anglófonos. Em janeiro de 1973, Franco Mussida e seus companheiros voltaram a Londres para gravar o primeiro álbum internacional no Command Studio, uma edição em língua inglesa, do segundo disco, Per un amico, intitulada Photos of Ghosts e publicada pela Manticore. As primeiras exibições ao público inglês deixaram a crítica local bastante fria, pois considerava que o grupo era por demais italiano. Apesar disso, o single Celebration (versão inglesa de È festa) obteve um notável sucesso radiofônico graças ao belíssimo riff de sintetizador que se tornou a marca de fábrica do grupo. Em 26 de agosto, o grupo se exibiu com grande sucesso ao Reading Festival, o mais importante evento rock inglês da época. No mesmo dia se exibiram o Genesis e os franceses Magma (...).
Após
a exibição de Reading, Photos of Ghosts entrou no hit-parade
britânico, além do americano da Billboard.
A PFM foi assinalada como um dos grupos revelações do ano nos referendos mais
importantes da cena musical britânica, o Melody Maker e
o New Musical Express. A atividade live
internacional se tornou frenética. A PFM rodou por toda a Europa com Peter
Sinfield e o saxofonista Mel Collins (...).
(Fonte do texto: Wikipedia)
Leituras diárias
segunda-feira, 8 de março de 2021
"Não se pode demonstrar nem o sentido metafísico nem o sentido ético, nem o sentido estético da existência.
A ordem universal, o resultado mais penoso e o mais lento de evoluções terríveis, concebida como essência do universo - Heráclito." (Nietzsche, pág. 50)
Friedrich Nietzsche, O livro do filósofo
Meio ambiente e investimentos: redução de impactos?
sábado, 6 de março de 2021Ao que tudo indica, o planeta caminha lenta mas inexoravelmente em direção ao desaparecimento de parte significativa dos seres vivos e de seus habitats naturais. Em algumas décadas, só veremos espécies vivas como ursos polares, coalas, onças pintadas, tamanduás-bandeira, micos leão, ariranhas, mognos, cedros rosa, jacarandás-da-Bahia e imbuias, para só citar alguns, em zoológicos e jardins botânicos. Espécies que existem há dezenas ou centenas de milhões de anos, passando por complexa evolução biológica, vêm sendo dizimadas, em ritmo acelerado, durante os últimos quarenta anos. Ironicamente, esta destruição planetária está sendo perpetrada por um animal (homo sapiens) que existe há pouco mais de 200 mil anos, e cuja espécie (hominídeos) circula pelo planeta há aproximadamente sete milhões de anos.
Há, sem dúvida, um grande esforço em desacelerar este ritmo de destruição. Aumentou bastante o número e a diversidade de especialistas que se ocupam do tema nos últimos anos; universidades, institutos de pesquisa e organizações não governamentais, além de empresas e governos. A cadeia de valor gerada pelo setor ambiental envolve os mais variados segmentos de atividades na área industrial e de serviços. Tratamento de água e efluentes domésticos e industrias; gestão de resíduos; controle da poluição atmosférica; descontaminação de solos; implantação de energias renováveis e eficiência energética; planejamento urbano; gestão de florestas e áreas naturais, turismo ecológico; é bastante extensa a lista de atividades relacionadas com a proteção do meio ambiente.
Há,
no entanto, ainda muitas arestas a serem aparadas entre as atividades
econômicas e a conservação dos recursos naturais. É consenso de que é preciso
poupar os recursos naturais. Todavia, isto tem um custo, seja para governos ou para
empresas. A implantação de sistemas de coleta e tratamento de esgotos, por
exemplo, representa uma despesa significativa para uma administração pública;
recurso que a cidade geralmente não dispõe. No entanto, quando se trata de
questões ambientais – neste caso do saneamento básico de uma comunidade – a
experiência recomenda não avaliarmos o investimento sob uma ótica imediatista.
Uma infraestrutura de saneamento básico em uma cidade ou região, se bem
planejada e executada, amortizará todo o investimento ao longo das três ou
quatro décadas em que estiver operando, através das taxas de tratamento de água
e esgoto cobradas pela companhia de saneamento. Afora isso, é preciso levar em
conta os benefícios que tais serviços proporcionam à saúde pública: redução de
vetores de doenças (insetos e roedores), diminuição das internações hospitalares,
principalmente de crianças. Rios e córregos permanecem limpos e sem mau cheio, valorizando
as áreas verdes e urbanas do entorno. São imensos os benefícios que o
saneamento traz para as comunidade. O mesmo ocorre, quando o município implanta
um sistema de gestão de resíduos domésticos, reciclando e dando uma destinação
correta ao lixo doméstico, em aterros sanitários devidamente regulamentados.
Muitas
sociedades já compreenderam que a conservação dos recursos naturais traz
diversos tipos de vantagens, desde melhoria da qualidade de vida até economia
de recursos. O grau de conscientização da população nas nações desenvolvidas já
é tal, que governos e empresas são constantemente cobrados para que melhorem
seu desempenho com relação ao meio ambiente. Isto, no entanto, só é possível
através de novos investimentos. Abre-se mão de um benefício imediato – lucro maior,
no caso das empresas, ou sobra de recursos, no caso do setor público – para obter
outro no futuro: melhor qualidade de vida para toda a sociedade. Infelizmente, no
entanto, todos sabemos que em nosso país as coisas não sucedem desta maneira.
Nossos comentários são, evidentemente, uma simplificação de fatos de complexidade bem maior. Principalmente, no que se refere ao setor privado, cuja receita e, consequentemente, eventuais novos investimentos em tecnologias de combate à poluição, são condicionados pela situação da empresa no mercado. No setor público as condições são um pouco diferentes, já que, pelo menos em teoria, é possível formar capitais de investimento através da cobrança de impostos e taxas, ou através da concessão de certos serviços à iniciativa privada. A ideia, no entanto, é clara: para reduzir o impacto ambiental negativo de uma atividade econômica (as externalidades) é preciso alocar recursos para investimentos em tecnologias e procedimentos com menor impacto. Geralmente, estes novos investimentos proporcionarão um processo produtivo mais limpo e eficiente.
Nas sociedades contemporâneas, podem ocorrer diversas situações em relação ao tratamento que se dá à questão ambiental. Ocorre haver falta de recursos no setor público e privado, nas economias em crise; pode haver pouca vontade política em aprovar ou fazer cumprir leis existentes; é possível inexistirem diretrizes claras, com relação ao rumo que se quer dar ao uso e à preservação dos recursos naturais. No caso do Brasil, pode-se dizer que todas estas circunstâncias se aplicam concomitantemente.
(Imagens: pinturas de William Blake)
Labels: Economia, Gestão Ambiental, Gestão de recursos


























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