COVID não acabou! (Ômicron vem aí!)

sexta-feira, 26 de novembro de 2021

 


The James Gang - The bomber

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

As melhores bandas de rock de todos os tempos 

 

The James Gang 

Album: James Gang rides again (1970)

Música: The bomber 





James Gang foi uma banda de rock formada em ClevelandOhio, em 1966. O trabalho da banda não chegou a ser um grande sucesso comercial, mas acabou tornando-se mais conhecida pelo grande sucesso de seu guitarrista, Joe Walsh. Os membros originais foram Jim Fox na bateria, Tom Kriss no baixo, Ronnie Silverman na guitarra, Phil Giallombardo no teclado e o guitarrista Glen Schwartz. Eles nunca lançaram nenhum material juntos.

Em 1968, Joe Walsh substituiu Schwartz, quando este saiu para integrar o Pacific Gás & Electric. A banda então lança o seu primeiro álbum, Yer' Album, em 1969. Em 1970, a banda lança o seu segundo álbum, James Gang Rides Again, o qual incluia o sucesso "Funk #49", além do clássico "The Bomber". Nesse meio tempo, Dale Peters substitiu Kriss no baixo. A banda abriu shows do The Who durante uma turné inglesa. Depois de mais dois álbuns, Thirds, com a música "Walk Away", e o ao vivo, James Gang Live In Concert, Walsh deixou a banda para iniciar carreira solo e, mais futuramente, integrar o The Eagles.


(Fonte do texto: Wikipedia)

Leituras diárias

segunda-feira, 22 de novembro de 2021


 

Penso que um dos aspectos mais deprimentes de uma ditadura, de qualquer espécie, é que, ao estuda-la, ao examiná-la, ao abordar o fenômeno, você descobre que ela não seria possível sem muitos cúmplices. Muitos cúmplices, muitos mesmo. Em certos casos – na maioria deles, eu diria – em larga medida com o apoio da sociedade, por razões muito diferentes, mas num certo momento é como se uma enorme parcela da sociedade decidisse renunciar ao direito de ser livre, de participar na vida social e política, e transferisse esses direitos para um homem forte. E sem essa renúncia, não creio que alguém como Trujillo ou todos os grandes ditadores da história tivessem sido possíveis.” (Llosa apud Koval, pág. 64)

 

Roman Koval, Conversas com escritores – Mario Vargas Llosa


(Fotografia de Susan Weiss Rose)


Necropolítica

sábado, 20 de novembro de 2021

Leia o texto "Necropolítica" de Achille Mbembe, publicado  na revista Arte & Ensaios | revista do ppgav/eba/ufrj | n. 32 | dezembro 2016 (link do Instituto Procomum): 


(Vereador Tarcísio Motta)


https://www.procomum.org/wp-content/uploads/2019/04/necropolitica.pdf

18 de novembro de 2021 - DIA MUNDIAL DA FILSOFIA

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

 



Triumvirat - Schooldays

quarta-feira, 17 de novembro de 2021

 As melhores bandas de rock de todos os tempos


Triumvirat

Album: Illusions on a double dimple (1974)

Música: Schooldays



https://www.youtube.com/watch?v=mbjFy_kB7GY


Triumvirat foi uma banda alemã de rock progressivo formada em 1969. O seu nome deriva do facto de serem apenas três os seus executantes. Seus fundadores foram Jürgen FritzHans Bathelt e Helmut Köllen. Liderada por Jürgen Fritz, tiveram algum êxito nos anos 70, com uma sonoridade que alguns consideram semelhante a do trio Emerson, Lake & Palmer.


(Fonte do texto: Wikipedia) 

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terça-feira, 16 de novembro de 2021

 

(Piet Mondrian)


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Considerações oportunas 

Excertos, citações, passagens, fragmentos, aforismos, máximas, ditados, provérbios, opiniões, pensamentos, declarações, frases, comentários, etc, que recuperamos de nossas leituras ao longo dos dias e dos anos. O que consideramos digno de ser citado; interessante, pertinente, significativo, instigante, didático, questionador, provocador e crítico:

Leituras diárias

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

 


“O que constitui o capitalismo não é tanto o lucro máximo, quanto a acumulação indefinida. Os comerciantes sempre quiseram auferir o maior lucro possível, em qualquer negócio; o que caracteriza o capitalismo não é o fato de ele não limitar seu apetite de ganhos, mas de estar animado pelo desejo de acumular sempre, cada vez mais, de sorte que também a vontade de produzir se torna indefinida” (Aron, pág 774)


Raymond Aron, As etapas do pensamento sociológico



(Imagem: pintura de Susan Weiss Rose e Ricardo E. Rose) 

Esperar a COP 26. E depois?

sábado, 13 de novembro de 2021

"Uma das funções da literatura é transformar truísmos em verdades."   G. K. Chesterton   -   citado por Evan Esar em Quips & Quotes   


Depois de abordar temas de impacto, como a ocorrência de grandes incêndios, ataques de tubarões, destruições provocadas por imensos maremotos e furacões, além dos espetaculares ataques alienígenas, o cinema-catástrofe americano encontrou mais um tema sobre o qual criar suas tramas: as mudanças climáticas. Também chamada de crise climática por aqueles que querem dar mais relevância e seriedade ao assunto, as consequências do fenômeno – o aquecimento da atmosfera terrestre devido às emissões de gases – foram tratadas em filmes como O dia depois de amanhã (2014) e Tempestade: planeta em fúria (2014). Além disso, existe uma série de documentários melhor fundamentados, que tratam da crise climática de forma científica. Dentre estes, destacamos Uma verdade inconveniente (2007); A última hora (2007); Faça as contas (2013); Cowspiracy (2014) e Nosso Planeta (2019), entre outros.

A crise climática volta às manchetes das mídias regularmente a cada final de ano, quando se realizam as reuniões anuais da Conferência das Partes (COP). Em 2020, por causa da sindemia da Covid, a reunião não foi realizada, tendo sido transferida para este ano. A COP 26 ocorreu em Glasgow, na Escócia, entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro. No momento em que escrevemos este texto (1/11) ainda são poucas as informações sobre o evento, já que os trabalhos tiveram início há pouco. No entanto, já antes do início da conferências, diversos empresários e políticos de projeção mundial declaravam que os gastos para reduzir as emissões de gases seriam muito altos e exigiriam bastante esforço de todos. Jeff Bezos, fundador do Amazon e segundo indivíduo mais rico do planeta, afirmou em março de 2020 que doaria 10 bilhões de dólares (cerca de 57 bilhões de reais) até o ano de 2030. Mesmo assim, afirma o bilionário, será necessário muito mais para diminuir o aquecimento global. “Serão necessários trilhões de dólares, para fazer a mínima coisa com relação à mudança do clima”, declarou Bezos (https://abcnews.go.com/International/live-updates/cop26/?id=80799651#80907837).

As expectativas em relação aos resultados da COP 26 não são muito diferentes das edições anteriores. As atenções voltam-se, como sempre, às ações programadas pelos grandes poluidores; a China, os Estados Unidos e a Europa, que juntos contribuem com o maior parte do volume de gases de efeito estufa. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia anunciado metas de redução para seu país em abril de 2020, e não trouxe novidades para a Conferência. O governante da China Xi Jinping não compareceu ao evento, alegando outros compromissos internos. Segundo informações preliminares de pesquisadores, a Argentina, o Canadá, a União Europeia, África do Sul, Reino Unido e os Estados Unidos foram os únicos países que apresentaram compromissos de reduções de emissões. Coreia do Sul, Japão e China limitaram-se a anunciar cortes, mas não chegaram a apresentar planos concretos. México e o Brasil foram os únicos países do G20 que elevaram suas previsões de emissões, em relação ao que já anteriormente haviam prometido reduzir até 2030 (nesse interim, parece que o Ministério do Meio Ambiente voltou atrás e reviu suas previsões para baixo, repetindo números anteriores - “pedalada climática” dizem os especialistas).   

Espera-se que nesta reuniões possam avançar as negociações em relação à criação de um mercado mundial de créditos de carbono, prática que chegou a tomar fôlego no início da década passada, na Europa e nos Estados Unidos. O Brasil, foi um dos países que chegaram a implantar dezenas de projetos de crédito de carbono e, caso as negociações voltem a avançar, poderá ser um dos grandes beneficiados na implantação de novos empreendimentos. Projetos de crédito de carbono são atividades que reduzem ou eliminam emissões de gases de efeito estufa (metano, dióxido de carbono, ozônio, óxido nitroso, entre outros). Por exemplo, ao invés de instalar um gerador movido a óleo diesel, um empresário pode optar por gerar energia a partir de células fotovoltaicas, queima de biomassa em uma caldeira ou instalar um gerador eólico. A diferença entre as emissões que este empresário geraria com um gerador a diesel (100 t/ano, por exemplo) e um gerador eólico (zero t/ano), torna-se crédito. Ou seja, determinado número de toneladas de dióxido de carbono (CO²) – neste caso hipotético 100 t/ano – deixarão de ser emitidas. Como a tonelada de CO² não gerada tem uma remuneração (atualmente cerca de 50 Euros – 330 reais), o projeto deste empresário poderá gerar um crédito (330 reais X 100 = 33.000 reais/ano). Este crédito pode ser comprado por outras empresas que, por emitirem acima de um limite, precisam abater esta diferença emitida a mais, através da compra de créditos.  

Há vários encontros da COP espera-se que os países ricos disponibilizem recursos para que os países em desenvolvimento possam adquirir know-how e tecnologia a fim de reduzirem suas emissões e tornarem suas economias menos carbono-dependentes. Modernização de equipamentos, substituição de combustíveis e matérias primas, retrofitting de unidades de produção e de operação; são medidas de eficiência que podem reduzir significativamente as emissões de gases em diversos setores da economia. Os recursos existentes são escassos e sem a ajuda das nações industrializadas será difícil que os países pobres e em desenvolvimento possam atingir os objetivos globais de redução de emissões em 2030 e 2050.

Os países que mais serão atingidos pelos efeitos das mudanças climáticas são principalmente os países do hemisfério Sul, em sua maioria nações pobres na América Latina, África e Ásia. Países-ilha do Pacífico Sul, como Kiribati e Tuvalu estão começando a desaparecer do mapa, devido ao aumento do nível do mar. As Filipinas vêm sendo constantemente afetadas por fortes tufões e o arquipélago de Figi vê o número de ciclones aumentar gradativamente – só para citar alguns exemplos. Isto sem considerar o forte impacto que as mudanças do clima terão na agricultura de países como a Indonésia, a Índia, o Brasil e os países africanos, cujas economias dependem em grande parte dessa atividade.

Os maiores emissores de gases de efeito estufa da economia mundial são os setores de transporte, geração de eletricidade e a indústria. Não por coincidência, a maior parte das atividades relacionadas a estes setores situam-se no hemisfério Norte. Quanto mais alto o padrão econômico de uma sociedade, maior o número de deslocamentos (automóveis, caminhões, trens, aviões, navios, etc.), mais alto o consumo de energia (combustível, aquecimento, eletricidade, etc.) e mais diversificada a atividade industrial (bens de consumo, bens semiduráveis e duráveis, etc.)

A desigualdade na economia mundial e a exploração dos países pobres pelos ricos espelha-se, assim, nas consequências das mudanças climáticas. Apesar dos discursos filantrópicos e benevolentes dos organismos multilaterais – ONU, OMC, FMI, Banco Mundial, etc., e dos países ricos -, os maiores prejudicados com os efeitos de uma ordem econômica mundial iníqua, da qual os pobres pouco aproveitaram, serão as próprias nações pobres.   


(Imagens: pinturas de José Vital B. Malhoa) 

DESMATAMENTO ZERO

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

 

(Greenpeace)

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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

(Fonte da imagem: Revista Bula)
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Filósofos na praia
Filosofar também é possível à beira mar 

O Terço - Jogo das pedras

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

 As melhores bandas de rock de todos os tempos


O Terço

Álbum: Criaturas da noite (1975)

Música: Jogo das pedras 





O Terço é uma banda brasileira formada no Rio de Janeiro em 1968 por Jorge Amiden (guitarra), Sérgio Hinds (baixo) e Vinícius Cantuária (bateria). A banda começou tocando rock clássico, mas logo tendeu ao rock progressivo e ao rock rural e pop caracterizando o som e a diversidade musical da banda.

Segundo o guitarrista Sérgio Hinds (único membro presente em todas as formações da banda), a palavra "terço" foi escolhida como nome da banda porque é uma medida fracionária que corresponde a três ou a "terça parte de alguma coisa", como num Rosário. "O Terço" caiu como uma luva devido a primeira formação da banda, que era a de trio (guitarra elétricabaixo elétricobateria). Inicialmente, o nome escolhido tinha sido "Santíssima Trindade", mas para evitar atritos com a Igreja Católica, foi adotado "O Terço" (...)


(Fonte do texto: Wikipedia)

FEIRA DO LIVRO

terça-feira, 9 de novembro de 2021

 


https://festadolivro.edusp.com.br/

Leituras diárias

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

 


“A evolução equipou nosso cérebro com uma consciência subjetiva dos riscos e improbabilidades apropriados a criaturas com uma duração de vida inferior a um século. Nossos ancestrais sempre tiveram de tomar decisões envolvendo riscos e probabilidades; por isso, a seleção natural equipou nosso cérebro para avaliar probabilidades no contexto de um tempo de vida breve que, seja como for, podemos esperar. Se em algum planeta houver seres com duração de vida de 1 milhão de séculos, seu facho de luz abrangendo os riscos compreensíveis se estenderá muito mais na direção do extremo direito do contínuo. Eles esperarão receber uma mão perfeita de bridge de quando em quando, e nem sairão por aí contando para todo mundo quando isso acontecer. Mas até eles cairão sentados se uma estátua de mármore lhes acenar, pois seria preciso viver zilhões de anos a mais do que eles para ver um milagre dessa magnitude.”  (Dawkins, pág. 242)

 

Richard Dawkins, O relojoeiro cego – A teoria da evolução contra o desígnio divino 


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domingo, 7 de novembro de 2021

 

(Fonte da imagem: Blog Pedra do índio Botucatu)

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Antes de Cabral: sambaquis, Peabiru & outras histórias

Temas pré-históricos e históricos brasileiros

Como ler livros

sábado, 6 de novembro de 2021

 

Buecher-lagern

Veja no site da É Realizações - Editora, espaço cultural e livraria o "Como ler livros - O guia clássico para a leitura inteligente". Veja no link abaixo: 

https://www.erealizacoes.com.br/blog/como-ler-livros-o-guia-classico-para-a-leitura-inteligente/

DESMATAMENTO

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

 

(Greenpeace)

MC5 - Gotta keep movin'

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

 As melhores bandas de rock de todos os tempos 


MC5 

Album: High Time (1971)

Música: Gotta keep movin'



https://www.youtube.com/watch?v=2WBjuKH1ZqI


MC5 (Motor City Five) é uma banda de rock formada em 1964 na cidade de DetroitMichigan por Wayne Kramer (guitarra), Pat Burrows (baixo), Rob Tyner (vocais), Bob Gaspar (bateria) e Fred "Sonic" Smith (guitarra). A banda foi precursora do garage rock e uma das primeiras a fundir a agressividade musical com ideias políticas.

Com o tempo, Smith e Kramer decidem experimentar novos sons, passando a usar o feedback e a distorção nas guitarras. Este novo som, mais agressivo, leva a que Burrows e Gaspar saiam da banda, em 1965. Para o seu lugar entram Michael Davis (baixo) e Dennis Thompson (bateria), em 1966. Com esta formação, os MC5 fazem vários concertos, destacando-se os efectuados no Grande Ballroom, de Detroit. O sucesso destes concertos chamam a atenção de John Sinclair (fundador do movimento White Panter).

Com letras recheadas de idéias revolucionárias e muitos palavrões, o MC5 teve sérios problemas com a censura. Tornava-se comum ter suas apresentações fossem interrompidas pela polícia. Como é o caso da faixa título do disco dizia: “Kick Out The Jams, Mother Fuckers!” (Vamos detonar, filhos da p***!). Horrorizada a gravadora fez com que a frase fosse modificada para “Kick Out The Jams, Brothers and Sisters” (Vamos detonar, irmãos e irmãs!).

Em 1970, assinaram contrato com a Atlantic (onde tiveram que se comportar), enquanto o empresário Sinclair, foi preso, por oferecer maconha a um policial de folga. Lançaram dois álbuns: Back In The USA, em 1970, que apresentava os clássicos Shaking Street e The American Ruse. Quando em 1971, lançaram o bombástico High Time, o grupo já minguava por não ter se acertado comercialmente. Pouco tempo depois, a banda se desfez. O seu último espetáculo foi no Grande Ballroom, na passagem de ano de 1972

Os MC5 ficam na história como um das bandas que mais influenciou a música punk, grungehard rock e o power pop.


(Fonte do texto: Wikipedia) 

COP 26

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Conheça a história das Conferências Climáticas da ONU. 

A COP (Conferências da Partes) 26 começou em 31/10/2021 e vai até 12/11/2021. 

Está ocorrendo em Glasgow, na Escócia. Veja a história destes encontros e o que já decidiram:


https://www.politize.com.br/historia-das-conferencia-das-nacoes-unidas-sobre-mudancas-climaticas/

Leituras diárias

segunda-feira, 1 de novembro de 2021


 

“E também não penso que existe um minúsculo eu ou você dentro dos respectivos cérebros, passando pela experiência. Não há homúnculo, nem homúnculo dentro de homúnculo, nem a regressão infinita da lenda filosófica. O fato inegável, porém, é que tudo isso acontece como se existisse ou um teatro ou uma enorme tela de cinema, e como se existisse um eu ou um você na plateia. É perfeitamente aceitável chamar isso de ilusão, desde que reconheçamos que existem firmes processos biológicos por trás disso e que podemos usá-los para esboçar uma explicação para o fenômeno.” (Damásio, pág. 169)

 

Antonio Damásio, A estranha ordem das coisas – As origens biológicas dos sentimentos e da cultura

A política, o sobrenatural e o folclórico

sábado, 30 de outubro de 2021

 
"O teatro trágico apresenta o grande inconveniente moral de conceder importância demais à vida e à morte."   -   Chamfort   -   Máximas e pensamentos 


Foi notícia pouco divulgada a reunião de membros de uma entidade esotérica com o Ministério das Minas e Energia para tratar, segundo se noticiou, do problema da falta de chuvas no País. A versão foi posteriormente negada por representantes do ministério. Segundo notícias publicadas no portal da revista Veja em 15/10/2021 (https://veja.abril.com.br/blog/veja-gente/cacique-cobra-coral-minas-energia-chuvas/), o encontro foi realizado dia 14/10, entre membros da equipe técnica do ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, e um integrante da Fundação Cacique Cobra Coral, Osmar Santos, representando a médium Adelaide Scritori. Scritori é uma médium conhecida pelos políticos, com declarada capacidade de incorporar o Cacique Cobra Coral, entidade espiritual que teria o poder de desviar chuvas e controlar o tempo. Segundo Guilherme Godoi, um dos técnicos do ministério que participou da reunião, “simplesmente ouvimos o que ele tinha a dizer, nosso trabalho é técnico.” Já Osmar Santos garantiu que a médium trará “muita chuva” para Minas Gerais, a partir do próximo mês (novembro).

Apelar ao esotérico, à espiritualidade e mesmo à magia, nunca foi incomum na política. Rosane Malta (ex Rosane Collor), ex-mulher de Fernando Collor, presidente do Brasil entre 1990 e 1992 antes de sofrer impeachment, revela em seu livro Tudo o que vi e vivi (2014) que Collor praticava rituais de magia negra (https://noticias.r7.com/brasil/ex-mulher-de-collor-diz-que-ele-fez-magia-negra-para-nao-concorrer-as-eleicoes-com-silvio-santos-30112014). No livro, Rosane descreve o “trabalho” que seu então marido teria encomendado à uma mãe no santo de Alagoas, para que o apresentador Silvio Santos não concorresse à disputa nas eleições de 1989. A candidatura de Silvio Santos foi impugnada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pouco antes da data das eleições, por irregularidades no registro.

Parece que o plano astral exerce influência na vida das pessoas comuns, na condução da política nacional, mas também nas resoluções dos grandes líderes mundiais, cujas decisões podem impactar a vida de milhões ou bilhões de pessoas. Durante o governo do presidente americano Ronald Reagan (1981-1989), os astrólogos tornaram-se grande influenciadores, principalmente sobre sua esposa, Nancy Reagan (https://elpais.com/diario/1988/05/04/internacional/578700005_850215.html). O casal, especialmente Nancy, consultava regularmente astrólogos antes de viagens ou discursos, que podiam ser alterados, dependendo do que projetavam os mapas astrais. À época, quando a notícia começou a circular nos jornais, Ronald Reagan se defendeu, afirmando que nunca teria tomado uma decisão política baseada nas previsões de seus astrólogos.

No México, o jornalista e escritor José Gil Olmos lançou na década passada dois livros, Los brujos del poder 1 e Los brujos del poder 2, tratando da relação dos políticos de seu país com a magia e os bruxos, a fim de alcançarem seus objetivos políticos. Presidentes, governadores e ministros, utilizavam-se da ajuda do sobrenatural para alcançarem ou manterem seus cargos e tirarem eventuais concorrentes do caminho. No segundo livro, o jornalista relata como a então presidente do Partido Revolucionário Institucional (PRI), Beatriz Paredes, recorreu aos préstimos do feiticeiro Wenceslao Flores Xala, conhecido como “El Gato Negro”, para afastar as “más vibrações” e recuperar seu poder político.

Na Tanzânia, onde segundo o centro de estudos Pew Research Center (https://www.pewresearch.org/) 93% da população acredita no poder da magia, a relação das práticas mágicas com a política são ainda mais fortes. Artigo publicado no jornal eletrônico da agência Aljazeera em julho de 2015 (https://www.aljazeera.com/features/2015/7/21/brutal-black-magic-in-tanzanias-election), mostra que são comuns os sacrifícios de animais, especialmente de gatos, feitos por feiticeiros locais a pedido de políticos e candidatos à função. Manyaunyau, um motorista de ônibus que passou a se dedicar à bruxaria, recebe muitos pedidos de “trabalhos” de seus clientes. “Quando chegam as eleições, é quando nós, feiticeiros, adquirimos muito respeito, porque todos estes políticos vêm correndo até nós”, diz Manyaunyau. Segundo a reportagem, há poucos feiticeiros que utilizam gatos em seus sacrifícios. Mais comum na Tanzânia é que em suas práticas os bruxos se utilizem de pessoas albinas – mutação congênita que faz com que olhos, cabelo e pele se tornem claros –, dos quais existem cerca de 1.400 indivíduos naquela nação. Vítimas em um país onde tais práticas mágicas são comuns, as pessoas albinas são sequestradas, mutiladas, assassinadas ou vendidas vivas para feiticeiros, que cobram uma pequenas fortuna para encantamentos feitos com partes de seus corpos. Alguns países africanos cultivam diversas crenças e mitos relacionados às pessoas albinas, o que faz com que estas corram constante perigo de vida, apesar das leis expressas para coibir tais práticas.

Além do uso dessas práticas mágicas, a política também inclui diversas crendices, reforçadas por acontecimentos posteriores, que se incorporaram ao folclore político. Candidatos a prefeito, por exemplo, adquiriram o costume de não se sentarem na cadeira do ocupante do cargo, antes de publicado o resultado das eleições. Que o diga Fernando Henrique Cardoso, que antes de ocupar a presidência do Brasil disputou a prefeitura de São Paulo, em 1985, quando era senador. Em visita à prefeitura o ainda candidato foi instado pelos jornalistas presentes a experimentar a cadeira do prefeito. Assegurado que a foto não seria publicada antes do resultado de pleito, FHC acomodou-se na poltrona e foi fotografado. Mas a fotografia vazou para a imprensa. Fernando Henrique perdeu a disputa para o ex-presidente Jânio Quadro, por um percentual reduzido – 34,1% a 37,5%. No dia da posse, Jânio Quadros, sempre teatral, borrifou inseticida na cadeira, dizendo ironicamente aos jornalistas: “A poltrona de prefeito foi ocupada por nádegas indevidas”.

Outra crença do folclore político bastante arraigada mas, posteriormente desmentida pelos fatos, é a de que candidatos à presidência não devem usar cocar de índios, antes de serem eleitos. Juarez Távora, que disputava a presidência em 1955, pousou com o adereço e perdeu as eleições. Mário Andreazza, na campanha presidencial de 1984, colocou um cocar na cabeça, mas perdeu a convenção de seu partido, o PDS. Tancredo Neves usou um cocar, ganhou as eleições de 1984, mas morreu sem tomar posse. O mesmo aconteceu com o deputado Ulysses Guimarães, que disputou e não se elegeu. A má sorte, segundo o folclore político, não vem do cocar, mas das penas do pássaro de que é feito. Se a ave depenada tiver morrido, o azar é maior ainda. Pelo sim, pelo não, o ex-presidente José Sarney nunca aceitou ostentar o adereço indígena que lhe foi oferecido em diversas ocasiões. Todavia Lula, Dilma e Bolsonaro não seguiram a recomendação dos antigos. Os três, em diversas cerimônias, aceitaram usar o cocar e, apesar disso, foram eleitos.

 

(Imagens: pinturas de Joaquin Sorolla y Bastida)

LIVROS

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

 


EDUCAÇÃO

 


UK - In the dead of the night

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

 As melhores bandas de rock de todos os tempos 


UK

Album: UK (1978)

Música: In the dead of the night






UK foi um supergrupo britânico de curta duração ativo durante o final da década de 1970. Em setembro de 1976, o cantor e baixista John Wetton e o baterista Bill Bruford reuniram-se com o tecladista do Yes Rick Wakeman, um projeto da gravadora de Wakeman. Determinados a trabalharem juntos, Bruford e Wetton pediram para o guitarrista Robert Fripp para reformular o King Crimson, banda que Fripp deixou em dois anos antes. Quando Fripp recusou a proposta, Bruford e Wetton decidiram que cada um traria um músico de escolha própria para formar a banda.

Wetton trouxe o tecladista e violinista Eddie Jobson, de já conhecia de seu trabalho no Roxy Music em 1976. Já Bruford recrutou o guitarrista Allan Holdsworth (anteriormente do Soft Machine e do Gong). O UK lançou um álbum debut homônimo em 1978, chamando a atenção dos fãs do rock progressivo e do jazz fusion. Para o segundo álbum, após a saída de Bruford e Holdsworth, foi recrutado o baterista do cantor e compositor estadunidense Frank Zappa na época, Terry Bozzio. A banda encerrou as atividades no início de 1980, retornando em 2011.


(Fonte do texto: Wikipedia) 

Leituras diárias

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

 



A morte recalcada, a morte ‘presente’, mas tornada invisível e que deixou de ser temida ao ponto de se ter tornado inexistente, é, de agora em diante, poder e brutalidade sem sentido, tal como aparece ao novo tipo de homem quando se vê confrontado com ela. A morte surge apenas como catástrofe. Não é mais vivida de modo leal e consciente. E já ninguém mais sente e sabe que tem de morrer a sua própria morte.” (Scheler, pág. 43)

 

Max Scheler, Morte e sobrevivência


Voltaire - Micrômegas

sábado, 23 de outubro de 2021
 Faça download do conto filosófico "Micrômegas" de Voltaire!


No link abaixo:

Asia - Sole Survivor

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

 As melhores bandas de rock de todos os tempos 


Asia

Album: Asia (1982)

Música: Sole Survivor 



https://www.youtube.com/watch?v=QOMD3oloFss


Após o término do King Crimson em 1974, vários planos para a formação de um supergrupo envolvendo o baixista John Wetton foram cogitados, incluindo o projeto British Bulldog com Bill Bruford e Rick Wakeman em 1976. Em 1977, Bruford e Wetton reuniram-se no UK junto com o guitarrista Allan Holdsworth e o tecladista e violinista Eddie Jobson. Seu álbum homônimo de estréia foi lançado em 1978. Em 1980, após o fim do UK e a saída de Wetton do Wishbone Ash, um novo supergrupo foi sugerido envolvendo Wetton, Wakeman, Carl Palmer e Trevor Rabin, mas Wakeman desistiu pouco antes. No ano seguinte Wetton e o guitarrista Steve Howe (recém saido do Yes, no início do mesmo ano) começaram a trabalhar juntos.

Howe e Wetton reuniram-se então com o tecladista do Yes e do The BugglesGeoff Downes. Pouco tempo depois, Carl Palmer (baterista do ELP) também se juntou ao projeto. Trevor Rabin também foi considerado para a banda e chegou a gravar alguns materiais junto, mas desistiu para aceitar a oferta de Chris Squire e Alan White no qual tornou-se o novo Yes.

As primeiras ofertas para a banda foram consideradas decepcionantes para os críticos e para os fãs do rock progressivo tradicional, que consideraram sua música muito mais próxima ao AOR. Entretanto a banda cativou fãs de bandas do começo da década de 1980 tais como JourneyBoston e Electric Light Orchestra (...).


(Fonte do texto: Wikipedia)

Mudanças climáticas

terça-feira, 19 de outubro de 2021


Leituras diárias

segunda-feira, 18 de outubro de 2021

 


“Evidentemente, a física moderna afirma que as correntes (de água) são compostas de átomos, que por sua vez são compostos de ‘partículas elementares’, tais como elétrons, prótons, nêutrons, etc. Mas, por um bom tempo, achava-se que esses últimos eram a ‘substância final’ de toda a realidade, e que todos os movimentos fluindo, tais como os dos rios, devem ser reduzidos a formas abstratas das movimentações através do espaço de grupos de partículas interagindo. Entretanto, foi descoberto que mesmo as ‘partículas elementares’ podem ser criadas, aniquiladas e transformadas, e isso indica que nem mesmo elas podem ser substâncias finais; ao contrário, elas também são formas relativamente constantes, abstraídas de algum nível mais profundo de movimento.” (Bohm, pág. 62)

 

David Bohm, Totalidade e a ordem implicada


Mudanças climáticas e algo mais

sábado, 16 de outubro de 2021

 

"O segredo do demagogo é se fazer passar por tão estúpido quanto sua plateia, para que esta imagine ser tão esperta quanto ele."   -   Karl Kraus   -   Citado por Ruy Castro em Mau humor - Uma antologia definitiva de frases venenosas


Entre 31 de outubro e 12 de novembro próximos ocorrerá a COP 26, realizada em Glasgow, na Escócia. A Conferência das Partes (COP) é um encontro anual que congrega 197 países, com o objetivo de discutir as mudanças climáticas e acordar medidas para combatê-las. As reuniões da COP foram estabelecidas em 1994, como um apêndice à Convenção-Quadros da Nações Unidas sobre Mudança do Clima (United Nations Climate Change Framework Convention – UNFCC) e sua primeira reunião ocorreu em Berlim, em 1995. Desde então, os países vêm se reunindo anualmente para discutir providências, no sentido de que se diminuam as emissões de gases de efeito estufa, resultantes das atividades econômicas. A temperatura média do planeta já subiu 1,2º C desde o início da industrialização no século XVIII, continua aumentando e espera-se conservá-la abaixo de um aumento de 2º C, preferencialmente em torno de 1,5º C.

Os progressos feitos durante todos estes anos não foram muito grandes. Em diversas fases das negociações houve resistência de governos, de grandes grupos econômicos afetados pela necessidade de redução de emissões, de think tanks e ONGs, defendendo interesses de empresas ou associações. Atualmente, se bem que bastante reduzidos devido às evidências factuais e científicas, ainda existem grupos de pressão – notadamente nos Estados Unidos – e governos – caso do atual governo brasileiro – que colocam em dúvida as mudanças climáticas ou sua origem antrópica.

Os avanços que podem ser considerados como positivos, ocorreram principalmente na União Europeia, que até antes do governo Biden, nos Estados Unidos, tem sido a principal impulsionadora de medidas concretas, como aprovação de leis e normas técnicas, que visam diminuir a emissão de gases. Uso de energias renováveis, redução na geração de resíduos e gradual substituição da gasolina e do diesel nos veículos, são as principais áreas onde os governos europeus estão atuando. A China, atualmente o segundo maior emissor de gases, depois dos Estados Unidos, acordou para o problema da poluição atmosférica, por constantemente enfrentar altos níveis de contaminação em suas grandes cidades.

Os Estados Unidos, tradicionalmente, sempre se empenharam com as causas ambientais e de conservação da natureza. Foram o primeiro país a criar parques nacionais, desenvolveram e investiram em energia eólica antes da maioria dos países e criaram a energia solar fotovoltaica. Os americanos também foram os primeiros a organizarem movimentos ambientalistas, que através de sua pressão sobre o congresso daquele país conseguiram aprovar as primeiras leis sobre poluição atmosférica. Todavia, por sua posição crítica em relações aos organismos internacionais – ONU (Organização das Nações Unidas), OMS (Organização Mundial de Saúde), entre outros –, ciosos de sua autonomia no plano internacional, o governo e o congresso americanos sempre foram reticentes em aderirem ao Acordo Climático. Tanto, que seu último presidente, Donald Trump, saiu do acordo firmado na COP 21 em Paris. O atual dirigente americano, Joe Biden, voltou a incluir seu país no acordo. 


No que se refere às ações efetivas que ocorrem no plano das reduções de emissões, temos aproximadamente o seguinte quadro. Por um lado, publicam-se constantemente novos e mais acurados relatórios de cientistas e instituições internacionais alertando sobre os já perceptíveis efeitos das mudanças climáticas, como aumento da frequência e do volume de chuvas e nevascas, a maior incidências de estiagens, tornados e furacões. Por outro, persiste a imobilidade da maioria dos governos dos países não europeus, em dar início a programas de redução de emissões. Na maioria dos casos, especialmente nos países em desenvolvimento, trata-se, sobretudo, de falta de recursos financeiros e de conhecimento técnico para implantação de iniciativas concretas. Todavia, as elites de tais países, os latifundiários, os industriais e os políticos, também exercem considerável pressão, no sentido de barrar a aprovação de marcos legais que visem reduzir emissões, por representarem custo adicional nas atividades econômicas deste grupos.

Ao mesmo tempo, aumentaram consideravelmente nos últimos dez anos os projetos para o uso de energias renováveis em todo o planeta. A economia de escala e a pesquisa tecnológica, permitiram que o custo dos equipamentos para geração de energia solar fotovoltaica, tivessem uma redução em seu custo de quase 90% entre 2010 e 2020. No setor da energia eólica, o desenvolvimento da tecnologia, da engenharia financeira dos projetos e a escala de produção, também possibilitaram uma importante redução dos custos de implantação de projetos nos últimos dez anos. No Brasil, o setor de energia eólica já é responsável por cerca de 10% da energia da matriz energética, devendo chegar a 16% em 2026.

As maiores setores geradores de gases de efeito estufa são o de geração de energia, atividades agrícolas e a indústria. O setor de energia, que também inclui os transportes e a geração de calor, é responsável por cerca de 73% das emissões mundiais. Nos países do hemisfério Norte, a maior parte da eletricidade é produzida por usinas acionadas a carvão mineral, óleo combustível e gás natural; todos combustíveis geradores de gases de efeito estufa, principalmente o carvão. Além disso, em todo planeta rodam mais de 1,215 bilhão de veículos, entre automóveis, comerciais leves e veículos pesados. Além desses, há centenas de milhões de motocicletas e dezenas de milhares de aviões e navios de diversos portes.

A agropecuária é responsável por cerca de 12% das emissões de gases, principalmente por causa da fermentação entérica; o processo digestivo que ocorre em animais ruminantes, como gado, ovelhas e cabras. Além disso, o estrume deixado pelos animais no campo também é gerador do óxido nitroso, um gás de efeito estufa maior que o gás carbônico. O uso de fertilizantes e o cultivo de arroz, também contribuem para a formação de gases poluidores, da mesma forma como a derrubada e a queima de florestas, para início das atividades agrícolas.

O quadro geral do planeta em relação às mudanças climática, segundo os cientistas, é preocupante. No entanto, parece que o que diz a ciência e o que mostram os eventos climáticos – enchentes, secas, nevascas, aumento do nível dos mares, derretimento de geleiras – não está preocupando em demasia os principais agentes envolvidos com o problema: governos e empresas. Se os países desenvolvidos e industrializados procuram, de diversas formas, diminuir as emissões de suas atividades econômicas, nos países em desenvolvimento estas iniciativas são quase inexistentes. Exemplo disso, é a atuação na área ambiental do atual governo brasileiro. Desmantelou o órgão ambiental federal, flexibilizou leis e diminuiu a fiscalização ambiental em todas as áreas.


Mas o problema ambiental do planeta não se resume às emissões atmosféricas. A maior dificuldade a ser enfrentada pela civilização planetária nas próximas décadas, tem a ver com os rumos a serem dados ao nosso modo de produção, o capitalismo. Este sobrevive através da expansão; criação ou conquista de novos mercados, tendo como base a produção de mercadorias. No entanto, é conceito cada vez mais corrente nos estudos econômicos, que toda a atividade econômica humana ocorre dentro de um sistema mais abrangente, a natureza. Os recursos utilizados para manter a expansão do capitalismo, a energia e as matérias primas mais variadas, são limitados; alguns mais e outros menos. Sabemos também que diversos recursos naturais estão começando a rarear e que não podem ser substituídos por outros. Por outro lado, nenhuma matéria prima ou produto é reciclado em cem por cento, havendo sempre uma perda a cada ciclo de reciclagem. Assim, a tendência é que aos poucos comecem a faltar certas matérias primas básicas, insubstituíveis. Estaremos com isso correndo o risco de paralisarmos definitivamente este sistema econômico, por falta de insumos? Será este o fim do capitalismo como o conhecemos?


(Imagens: pinturas de Susan Weiss Rose)