Leia o texto Memórias do médico, neurologista e pesquisador da memória argentino Ivan Izquierdo.
O texto está disponível no link http://www.scielo.br abaixo:
https://www.scielo.br/j/ea/a/RySVv73ft5r4qj9KP4F8xcB/?format=pdf&lang=pt
Qui addit scientiam, addit et leborem (Eclesiastes 1:18)
Leia o texto Memórias do médico, neurologista e pesquisador da memória argentino Ivan Izquierdo.
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Veja como os países ricos cobram impostos de seus cidadãos. Saiba por que a tributação precisa mudar no Brasil, para ser mais justa:
As melhores musicas do rock
Lucifer's Friend
Album: I'm just a rock and roll singer (1973)
Música: Closed curtains
Lucifer's
Friend é uma banda alemã de hard rock que
também incorporou frequentemente elementos do jazz e do pop em
suas composições. Apesar da origem alemã e da vertente progressiva, não são
classificados como integrantes da cena Krautrock. A banda iniciou suas
atividades em 1967 e, com várias formações, atua até hoje.
(Fonte do texto: Wikipedia)
“Perspectivismo
é uma tese que expressa uma compreensão naturalista do humano, e especialmente
uma compreensão naturalista daqueles aspectos da atividade humana que foram
pensados como supranaturais ou transcendentais: especialmente a atribuição de
valores. Perspectivismo é a tese de que todas as nossas avaliações
(valorizações) são condicionadas por toda a base biológica, psicológica,
cultural e linguística nas quais estamos inseridos e que por último constituem
nossa perspectiva. É basicamente uma negação da ideia que em ultima instância
define o ideal ascético; de que às nossas avaliações podem, pelo menos a
princípio, ser dadas uma justificação (fundamentação) última (supranatural).”
David Simpson, Verdade, perspectivismo e filosofia (Truth, perspectivism and philosophy), publicado no Electronic Journal for Philosophy da Universidade Econômica de Praga (tradução de Ricardo Ernesto Rose)
José Veríssimo Dias de Matos nasceu em Óbidos (PA) em 8 de abril de 1857 e faleceu no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1916. Foi jornalista, educador, escritor, estudioso da literatura brasileira e membro da Academia Brasileira de Letras. Filho de José Veríssimo de Matos e Ana Flora Dias de Matos estudou as primeiras letras em Manaus e Belém. Em 1869 muda-se para o Rio de Janeiro, para continuar os estudos. Mas, adoecendo, retorna ao estado natal.
Em
Belém, colaborou em jornais locais, como o “Liberal do Pará” e,
posteriormente, como fundador e dirigente da “Revista Amazônica” (1883-84).
Também atuou no magistério e foi o fundador do Colégio Americano. Em 1880 viaja
para a Europa, para participar de um congresso literário internacional que se
realizava na cidade de Lisboa, em Portugal. Voltou à Europa em 1889, indo tomar
parte, em Paris, no X Congresso de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica,
quando fez uma comunicação sobre o homem de Marajó e a antiga história da
civilização amazônica. Sobre a rica Amazônia são também os ensaios sociológicos
que escreveu nessa época, Cenas da
vida amazônica (1886) e A
Amazônia (1892).
Em
1891 é empossado como diretor de instrução do Pará (cargo
hoje equivalente a Secretário de Educação). Ainda neste ano volta ao Rio, onde
leciona na então Escola Normal atual Instituto
Superior de Educação do Rio de Janeiro do qual foi diretor.
No
Rio de Janeiro Veríssimo aprofunda suas pesquisas sobre a literatura
brasileira, republicando a “Revista Brasileira” - órgão que reunia o
melhor das letras no país - e em cuja sede passaram a reunir-se os intelectuais
que formaram o núcleo fundador da Academia Brasileira: Lúcio de Mendonça, Machado de
Assis (de quem foi grande amigo e defensor), Visconde de Taunay, entre outros.
Criada
a pasta da educação pública, logo após a proclamação da República, o seu
primeiro ministro, Benjamin Constant, organizou a reforma do sistema geral de
ensino público. José Veríssimo discutiu, no “Jornal do Brasil” do
primeiro semestre de 1892, as reformas introduzidas, delas fazendo uma crítica
magistral, que depois ele acresceu como Introdução da 2ª edição (1906) de seu
livro A educação nacional.
Afiliado
ao Naturalismo,
foi um dos expoentes na crítica literária e na historiografia das letras no
Brasil. Como educador, teceu importantes análises sobre os problemas do sistema
educacional do país na jovem República, herdeira de problemas como a recente
escravidão, e tantos outros.
Veríssimo
foi mais que um fundador da Academia Brasileira de Letras. Foi, talvez, seu
idealizador, ao lado de Lúcio de Mendonça. A todas as reuniões
preparatórias fez-se presente e foi um dos seus mais assíduos membros. Defendia
uma academia voltada exclusivamente à literatura e, por seus pares haverem
eleito um não-escritor (o político Lauro Müller),
afasta-se da instituição de forma definitiva em 1912.
Ao
lado de Sílvio Romero e Araripe
Júnior, seus contemporâneos, Veríssimo foi um dos primeiros e
maiores historiadores da literatura brasileira. De sua obra História da Literatura Brasileira assoma
a crítica e, em especial, uma constante preocupação em se definir um caráter
tipicamente nacional dos escritores do país. Referido sempre como o fundador
da “Revista Brasileira”, José Veríssimo, na verdade, dirigiu a sua
terceira fase (a primeira foi de Cândido Batista de Oliveira, de 1857 a 1860; a
segunda, de Nicolau Midosi, durou de 1879 a 1881). A terceira “Revista
Brasileira” começa em 1895 e vai até 1899, completando vinte volumes em
cinco anos. Veríssimo teve o dom de agremiar toda a literatura nacional
na Revista.
As
obras publicadas por José Veríssimo foram: Quadros
Paraenses, 1878; As Primeiras Páginas,
1878; Cenas da Vida Amazônica, 1886; Estudos Brasileiros, 1889; A Educação Nacional, 1890; Dos Pequenos Estudos Sobre Emilio Litreé e
Carlos Gomes, 1881; Estudos da
Literatura Brasileira, 1900; Homens e
Cousas Estrangeiras, 1911; Interesses
da Amazônia, 1915; A Amazônia,
Aspectos Econômicos, 1892; A História
da Literatura Brasileira, 1916; A
Educação Pública e a Imprensa, 1900; Estudos
Sobre Camões e os Lusiadas; 1899; O
Século XIX, 1899; A Pesca na Amazônia,
1895; Questões dos Limites do Pará e do
Amazonas, 1899; As Obras Poéticas de
Basílio da Gama, 1912; Em publicação
póstuma, Letras e Literatos, 1936.
Frases
de José Veríssimo
“As crianças – a quem o digo eu - não são nem
em geral boas, nem em geral más. Como todos os seres orgânicos elas podem
trazer pela iniludível lei da hereditariedade psicológica os germens do mal e
do bem, conforme foram bons ou maus os seus progenitores próximos e remotos de
quem herdam as qualidades físicas. É cruel, talvez, que assim seja, mas é
verdade, a lei a cada passo verificável e verificada.”;
“Para reformar e restaurar um povo, um só
meio se conhece, quando não infalível, certo e seguro, é a educação, no mais
largo sentido, na mais alevantada acepção desta palavra. Nenhum momento mais
propício que este para tentar esse meio, que não querem adiados os interesses
da pátria... Nós tivemos a reforma radical no governo, cumpre-nos completar a
obra da revolução pela reforma profunda da nossa educação nacional.”;
“O hábito de mandar, desde a tenra infância,
por sua vez, bem longe de fortificar o caráter, o deprime, não só porque
perverte a noção da autoridade que faz arbitrária e apenas no privilegio
fundada, como porque desabitua a atividade própria e fia tudo da energia alheia.”;
“Um escritor não pode ser bem entendido na
sua obra e ação senão visto em conjunto, e não repartido conforme os gêneros
diversos em que provou o engenho.".
(Fontes consultadas: Wikipedia; Academia Brasileira de Letras; www.Obidense.com.br; JOSÉ VERÍSSIMO (1857-1916) E A EDUCAÇÃO BRASILEIRA REPUBLICANA: RAÍZES DA RENOVAÇÃO ESCOLAR CONSERVADORA – Tese de doutorado de Maria do Perpetuo Socorro Gomes de Souza Avelino de França na Universidade Estadual de Campinas -2004)
São
poucos os países com um grau de desenvolvimento comparável ao do Brasil, que
possuem um sistema de saúde equivalente ao SUS, o Sistema Único de Saúde.
Segundo o site Poder 360, diversos
países mantêm sistemas de saúde financiados pelo Estado, cuja gratuidade, no
entanto, geralmente é limitada a determinados grupos etários (crianças e
idosos), faixas de renda e situação social (refugiados, sem-teto, adictos, e
deficientes). Outro aspecto é que dentre os países que reconhecidamente possuem
um sistema de saúde público e universal, a exemplo do Canadá, Cuba, Portugal,
Espanha, Suécia, Dinamarca e Reino Unido, entre os principais, o Brasil é o de
maior população, com 215 milhões de habitantes. Estima-se que destes, cerca de
150 milhões de pessoas (cerca de 70% da população) sejam efetivamente usuários
regulares do SUS. No mundo, o segundo país com o maior número de usuários do
sistema público de saúde é o Reino Unido, com cerca de 67 milhões de
habitantes.
Mesmo
com a tarefa de atender um grande número de usuários, as verbas destinadas à
Saúde vêm gradualmente caindo ao longo dos últimos anos no Brasil. Os recursos
destinados ao SUS em 2022 foram os menores desde 2012, passando de R$ 200,6
bilhões (2021) para R$ 160,4 (2022), segundo o site GZH. Para 2023, o governo
Bolsonaro aprovou um orçamente menor ainda, destinando apenas R$ 149,9 bilhões
– uma redução de R$ 22,7 bilhões comparados a 2022 – para esta importante área.
A situação calamitosa só pôde ser amenizada com a aprovação da PEC da
Transição, aprovada pelo Congresso em dezembro de 2022, a pedido do novo presidente
eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo
especialistas, o SUS sempre foi subfinanciado, mas desde a aprovação da emenda
constitucional 95, que estabelece um teto de gastos para as despesas do
governo, a área da saúde está sendo “desfinanciada”, segundo expressão usada
pelo professor de Economia Política da Sáude na Universidade de São Paulo
(USP), Áquilas Mendes, em entrevista ao site GHZ em 15/02/2022. O investimento
per capita na Saúde, segundo a Associação Brasileira de Economia da Saúde, vem
caindo anualmente, sendo (por pessoa/ano): R$ 615 (2014); R$ 600 (2015); R$ 593
(2016); R$ 583 (2017); R$ 577 (2018); R$ 576 (2019); chegando a R$ 573 em
2020.
Apesar
de ser um dos países mais populosos do planeta, os gastos do Brasil com a Saúde
são menores que o de muitos outros. Assim temos (dados de 2015) o Brasil
destinando 3,8% do PIB para a Saúde, enquanto Chile e Argentina destinam 4,9%;
Alemanha 9,4%; Estados Unidos 8,5%; Portugal 5,9%; Reino Unido 7,9% e a China
3,2% do PIB para a Saúde. Especialistas afirmam que o financiamento da Saúde,
criado com a Constituição de 1988, sempre foi abaixo das necessidades do sistema,
situação que piorou a partir da criação do Teto de Gastos, durante o governo
Temer em 2017.
Em
paralelo ao estabelecimento do Teto de Gastos, o governo Bolsonaro também
planejava dar início a uma gradual privatização do sistema público de saúde
brasileiro. Uma das primeiras etapas deste plano era transferir a construção e
administração das Unidades de Saúde Básica (UBS) dos municípios para a
iniciativa privada, através do Programa de parcerias de Investimento (PPI). A
iniciativa foi barrada através do Projeto de Decreto Legislativo 453/20.
Apesar
de desacreditada na Europa e até nos Estados Unidos, a onda privatista ainda
desperta certo interesse em setores da economia brasileira. Ainda mais se
implantada em um setor cujos gastos devem chegar a 5% do PIB até 2030; cerca de
R$ 500 bilhões ao ano em números de 2022. Qual não seria o interesse de convênios
médicos e de redes privadas de clínicas e hospitais em poderem atuar neste
mercado? O quanto não valorizariam as ações destas empresas médicas; muitas
delas pertencentes a bancos e fundos de investimento nacionais e
internacionais? Seria a financeirização do setor de Saúde, rendendo dividendos
para investidores, enquanto que os custos seriam assumidos pelo Estado ou pelo
cidadão. Comparativamente, seria o que ocorreu recentemente com a Petrobrás e o
preço dos combustíveis, que são reajustados aos preços do mercado
internacional, para garantir a rentabilidade das ações da empresa. Enquanto ganham os acionistas, a empresa deixa de investir na
manutenção e ampliação de sua infraestrutura, para incrementar ainda mais a rentabilidade dos títulos dos acionistas.
O
atual governo tem uma política completamente diferente para o setor da Saúde.
Ficou claro através das declarações do presidente Lula e de seus ministros, que
o SUS será reestruturado e modernizado e que aumentarão os investimentos a
partir de 2024 (o orçamente de 2023 foi elaborado pelo governo anterior). Mesmo
assim, o processo já começou gradualmente, com a retomada das campanhas de
vacinação, a volta do programa Mais Médicos, a reativação da Farmácia Popular e
a implantação de novos programas de saúde.
(Imagens: pinturas de Amadeo de Souza Cardoso)
As melhores músicas do rock
Three dogs night
Album: single (1973)
Música: Shamballa
Three Dog Night é uma banda norte-americana de rock and roll bastante ativa na década de 1970, formada por Danny Hutton, Chuck Negron e Cory Wells nos vocais, Jim Greenspoon (teclado), Joe Schermie (baixo), Floyd Sneed (bateria). Surgiram no final da era do psicodelismo e faziam um rock pesado com raízes no R&B; ocuparam-se basicamente em recriar antigos sucessos, mas também lançando compositores novos, como aconteceu com a dupla Elton John e Bernie Taupin, autores da faixa "Lady Samantha", do segundo LP da banda. Todos álbuns do grupo ganharam discos de ouro e a formação permaneceu inalterada até 1973, quando Joe Schermie saiu e foi substituído por Jack Ryland. Skip Konte entrou então, como segundo tecladista, mas, pouco tempo depois, a banda acabou.
(Fonte
do texto: Wikipedia)
https://www.escritoriodearte.com/artista/quirino-campofiorito
“Vedes,
assim, como todas as coisas estão no universo e o universo em todas as coisas;
como nós estamos nele e ele em nós, de modo que tudo concorre numa perfeita
unidade. Eis, portanto, a razão por que não devemos atormentar nosso espírito;
eis a razão por que não há nada que possa nos espantar. Porque essa unidade é
solitária e estável e sempre permanece; essa unidade é eterna; todo aspecto,
todo rosto, toda e qualquer outra coisa é vaidade, é como que nada, e até chega
a ser nada tudo o que está fora dessa unidade.” (Bruno, pág. 121).
Giordano Bruno, A Causa, o Princípio e o Uno
Roberto
Francis Drummond nasceu em
Ferros (MG) em 21 de dezembro de 1933 e faleceu em Belo Horizonte a 21 de junho
de 2002. Foi jornalista e escritor.
Antes de residir em Belo
Horizonte a partir de sua adolescência, Roberto Drummond viveu Guanhães, Araxá e Conceição do Mato Dentro. Em Belo
Horizonte começou sua carreia de jornalista no jornal “Folha de
Minas”. Aos 28 anos, em 1961, passou a dirigir a revista “Alterosa”,
que foi fechada pela ditadura militar-civil
em 1964. Durante
um ano trabalhou no Rio de Janeiro, retornando a Belo
Horizonte em 1966,
onde passou a escrever colunas esportivas e crônicas.
Nasceu Robert Francis
Drummond, mas mudou o nome para Roberto Drummond, após um conselho de uma
vidente. Em 1999, durante uma entrevista ao programa Gente, da TV
Horizonte, disse: “Eu tenho vários tabus na minha vida. Uma vidente me
falou que se eu mudasse de nome, ia dar certo, então eu pus ‘O’ no Robert e
tirei o ‘Francis’”.
Entrou para a Juventude
Comunista influenciado pelos livros de Jorge Amado. Sua ficha no DOPS era
marcada por várias passagens e em uma delas era descrito como “elemento nocivo,
de alta periculosidade, que deseja instaurar no Brasil um regime nos moldes da
União Soviética, seguindo ordens de Moscou”.
O sucesso na literatura começou
com seu primeiro livro, A morte de
DJ em Paris, em 1971. O livro, relançado em 1975, bateu recordes de
vendas, recebendo o Prêmio Jabuti de
autor revelação. Na década de 80, inicia uma nova fase de sua produção
literária, com a publicação de Hitler
manda lembranças. Seu maior sucesso foi o romance Hilda Furacão, publicado em 1991 e adaptado para
a televisão em 1998 numa minissérie de
sucesso da Rede Globo. Com seus livros, Robert
Drummond foi considerado um marco do pós-modernismo. Suas temáticas sobre o
relacionamento entre realidade e fantasia, loucura e sanidade, liberdade e
prisão apontam para um desejo de transformação social e política em tempos de
ditadura militar.
Fanático torcedor do Clube
Atlético Mineiro, Drummond também fez um programa esportivo diário na TV
Bandeirantes de Belo Horizonte.
Morreu vítima de problemas
cardíacos, no dia 21 de junho de 2002, data da partida entre Brasil e Inglaterra pelas quartas-de-final
da Copa do Mundo de 2002. Foi
homenageado pela prefeitura de Belo Horizonte com uma estátua de bronze em tamanho
real na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi,
e pela prefeitura de Ferros com um Centro Cultural em seu nome.
Robert Drummond escreveu os
seguintes livros: A morte de D.j. em Paris (1971); O dia em que
Ernest Hemingway morreu crucificado (1978); Sangue de coca-cola (1980); Quando fui morto em Cuba (1982); Hitler manda lembranças (1984); Ontem à noite
era sexta-feira (1988); Hilda Furacão (1991); Inês é morta (1993); O homem que
subornou a morte & Outras histórias (1993); Magalhães:
navegando contra o vento *O cheiro de Deus (2001); Dia de São Nunca à tarde (publicação
póstuma); Os mortos não dançam valsa (publicação
póstuma); O Estripador da Rua G (publicação
póstuma pela Fundação de
Cultura de Belo Horizonte); Uma Paixão em
Preto e Branco (publicação póstuma das melhores crônicas de
Drummond sobre o Clube Atlético Mineiro).
Frases de Roberto Drummond:
“A gente muda de tudo na vida. Muda de cidade. Muda de roupa. Muda de
partido político. Muda de religião. Muda de costumes. Até de amor a gente muda.
A gente só não muda de time, quando ele é uma tatuagem com a iniciais C.A.M.,
gravada no coração. É um amor cego e têm a cegueira da paixão.”;
“Um cronista sem assunto é como um homem sem coração.”;
“Se houver uma camisa branca e preta pendurada num varal durante uma
tempestade, o atleticano torce contra o vento”.;
“Eu quero um gol de meia-bicicleta de Reinaldo para tatuar na pele da
lua e tomar o lugar de São Jorge com seu cavalo, para que os namorados e os
ex-namorados, os amantes e os ex-amantes, de todas as idades, digam uns aos
outros, apontando para a lua:
-
Olhe só o que pode um homem, mesmo quando está caído.”.
(Fontes de consulta: Site Ludopedio – Mariana Brescia; Wikipedia; Site Memórias da Ditadura; Site Mondolivro; Revista da Crônica; Site Pensador)
Leia a obra A origem da família, da propriedade privada e do Estado, do filósofo alemão Friedrich Engels, disponível no site http://averdade.org.br abaixo:
A Mata Atlântica, assim como a Floresta Amazônica, precisa de proteção. Conheça a Lei da Mata Atlântica.
Preservar as florestas, antes que acabem com elas!
Veja no link:
As melhores músicas do rock
14 Bis
Album: Perdidos em Abbey Road (1979)
Música: Perdidos em Abbey Road
14 Bis é uma banda de rock brasileira formada
em 1979 na
cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais,
pelos irmãos Cláudio e Flávio Venturini, Hely Rodrigues, Vermelho e Sérgio Magrão. Assim como o Roupa Nova,
foram apadrinhados por Milton
Nascimento.
Fonte
do texto: Wikipedia
“O
que a ciência apresentou no século XX pode ser visto como uma imensa renovação
do antigo movimento copernicano, envolvendo agora a estrutura dos próprios
conceitos com os quais tentamos compreender a realidade – o que estamos
chamando, simplificadamente, de “dialeto newtoniano”. Dito de modo mais
incisivo: os conceitos convencionais de descrição da realidade não devem ser
considerados universais. Essa questão transcende o território restrito e
limitado do conhecimento técnico gerado pela física. Derrama-se, de fato, sobre
toda nossa construção racional do mundo. Entretanto, para a maioria dos
cientistas, a alternativa que está sendo sugerida – a descrição do mundo por
meio de um novo dialeto não newtoniano – ainda aparece hoje como uma alucinação,
um possível retrocesso a uma era não científica, com revalorização do
transcendental. Não se trata disso. A razão desta reação deve ser procurada no ‘orgulho
da espécie’, em que habita nosso profundo narcisismo.
Na
história da humanidade nos tempos modernos, Freud identificou três grandes
alterações, produzidas pela ciência, que diminuíram dramaticamente o orgulho da
espécie, com consequências profundas em nossa visão do mundo. São elas: 1. A
perda do “centro do mundo”, graças a Copérnico: a Terra se move em volta do
Sol; 2. A perda da “formação divina do homem”, graças a Darwin: as espécies se
modificam; 3. A perda da crença no poder completo da “razão”, graças a Freud:
nossos pensamentos têm raízes no irracional. Talvez devamos acrescentar uma
quarta dificuldade: a não universalidade do modo de descrever a natureza.”
(Novello, págs. 25 e 26)
Mario Novello, Quantum e Cosmos: introdução à metacosmologia
(Imagem: VEJA)
João Ubaldo
Osório Pimentel Ribeiro nasceu em
Itaparica (BA) em 23 de janeiro de 1941 e faleceu em 18 de julho de 2014. Foi
escritor, jornalista, tradutor, professor e membro da Academia Brasileira de
Letras.
Nascido
na Bahia na
casa do avô materno, quando completou dois meses de idade a família mudou-se
para Aracaju, Sergipe,
onde passou parte da infância. Seu pai, Manuel Ribeiro, advogado de renome na
capital baiana, veio a ser o fundador e diretor do curso de Direito da Universidade Católica de Salvador.
Sua mãe Maria Filipa Osório Pimentel deu à luz mais dois filhos: Sônia Maria e
Manuel.
Seu
pai, por ser professor, não suportava a ideia de ter um filho analfabeto e
iniciou seu filho nos estudos com um professor particular, em 1947.
Alfabetizado, ingressou no Instituto Ipiranga em 1948. Leu muitos livros
infantis, principalmente a obra de Monteiro
Lobato. Ao mesmo tempo o pai fez o menino se empenhar
intensamente nos estudos, lendo autores como Padre
Antônio Vieira, Padre
Manuel Bernardes, Shakespeare, Homero, Miguel
de Cervantes, Machado
de Assis e José
de Alencar; autores que exerceram grande influência em João
Ubaldo.
Em
1951 ingressou no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, em Aracaju. Prestava ao
pai, diariamente, contas sobre os textos que havia lido e algumas vezes era
obrigado a resumi-los e traduzir alguns de seus trechos. Afirma ter feito essas
tarefas com prazer e, nas férias, estudava também o latim. Seu pai era
chefe da Polícia Militar, e nessa época, passa a sofrer
pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador.
Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Em
1955 matriculou-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como Colégio
Central, onde conheceu seu colega Glauber Rocha.
Em 1958 iniciou seu Curso de Direito na Universidade Federal da Bahia, que
concluiria em 1962. Em 1959, entrou para o curso do Centro de Preparação de
Oficiais da Reserva do Exército no CPOR da Bahia, mas não chegou a completá-lo.
Em
1957 estreia no jornalismo, trabalhando como repórter no “Jornal da
Bahia”, sendo depois transferido para a “Tribuna da
Bahia”, no qual chegaria a exercer o posto de editor-chefe. Com o
futuro cineasta Glauber Rocha, editou revistas e jornais culturais,
participando do movimento estudantil (1958). Apesar de nunca ter exercido a
profissão de advogado, foi aluno exemplar. Nessa mesma Universidade, concluído
o curso de Direito, faz pós-graduação em Administração Pública.
João
Ubaldo Ribeiro colaborou nos editais “O Globo”, “Frankfurter Rundschau” (na
Alemanha), “Jornal da Bahia”, “Die Zeit” (Alemanha), “The Times Literary Supplement” (Inglaterra), “O Jornal” (Portugal), “Jornal de
Letras” (Portugal), “O Estado de S. Paulo”, “A Tarde” e
muitos outros, exteriores e nacionais.
João
passou boa parte de sua vida no exterior, em países como nos Estados
Unidos (como estudante e, posteriormente, como professor
convidado), em Portugal (editando em parceria com o jornalista Tarso de
Castro a revista “Careta”) e na Alemanha (publicando
crônicas semanais para o jornal “Frankfurter
Rundschau”, além de produzir peças para o rádio). Em 1964 partiu para os
Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos oferecida pelo governo daquele
país, para cursar mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do
Sul.
Retorna
ao Brasil em
1965 e começa a lecionar Ciências Políticas na Universidade Federal
da Bahia. Lá permaneceu por seis anos, mas desiste da carreira acadêmica e
retorna ao jornalismo. Participou, em Cuba, do júri do concurso
Casa das Américas, juntamente com o critico literário Antônio Cândido e o
ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri. Voltou a residir
no Rio de Janeiro em 1991 e, em 1994, é
eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Participou no mesmo ano da
Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, recebendo o Prêmio Anna Seghers,
concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.
Em
1969 casou-se com a historiadora Mônica Maria Rotes, com quem teve duas filhas.
Em 1980, casa-se com a fisioterapeuta Berenice de Carvalho Batella, com quem
teve um casal de filhos. João Ubaldo morre na madrugada do dia 18 de julho de
2014 em sua casa, no bairro do Leblon,
no Rio de Janeiro.
Carreira
literária
Em
1959 participou da antologia Panorama
do Conto Baiano, com o conto Lugar
e Circunstância; a antologia é publicada pela Imprensa Oficial da Bahia. Em
1961, participa da coletânea de contos Reunião,
editada pela Universidade Federal da Bahia, com os contos Josefina, Decalião e O Campeão.
Em
1963 escreveu seu primeiro romance, Setembro
Não Faz Sentido, com prefácio do colega Glauber Rocha e apadrinhamento
de Jorge Amado.
O título original seria A Semana da
Pátria, mas por sugestão da editora, João alterou o título. A Editora
Civilização Brasileira lança, em 1971, o romance Sargento Getúlio, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti
de 1972 concedido pela Câmara Brasileira do Livro, na categoria
"Revelação de Autor".
Em 1974
publica o livro de contos Vencecavalo
e o outro povo, cujo título inicial era A guerra dos Pananaguás, pela Editora
Artenova. Com tradução feita pelo próprio autor, vários romances
tornaram-se famosos no exterior, entre eles o Sargento Getúlio que, lançado nos Estados Unidos em 1978,
ganhou receptividade pela crítica do país. Em 1981 muda-se para Lisboa, Portugal e,
voltando ao Brasil, publica Política -
livro ainda adotado em faculdades e Livro de histórias, reeditado
em 1991, que passa a incluir os contos Patrocinando
a arte e O estouro da boiada, e
recebe o novo título de Já podeis da
pátria filhos. Nesse mesmo ano, inicia colaboração no jornal “O Globo”.
Sua produção jornalística dessa época foi reunida em 1988 no livro Sempre aos Domingos.
Em
1982 inicia o romance Viva o Povo
Brasileiro (intitulado primeiramente como Alto lá, meu general). Nesse ano, participou do Festival
Internacional de Escritores, em Toronto, Canadá. Viva o povo Brasileiro é finalmente
editado em 1984, e recebe o Prêmio Jabuti na
categoria "Romance" e o Golfinho de Ouro, do Governo do Rio de Janeiro. Em 1983,
estreia na literatura infanto-juvenil com o
livro Vida e paixão de Pandonar, o cruel.
Em 1989 lança o romance O sorriso do lagarto. Sua segunda experiência
na literatura infanto-juvenil apresenta-se em 1990 com o livro A Vingança de Charles Tiburone.
Neste
ano João participa do já citado “Frankfurter
Rundschau” e, retornando em 1991 ao país de origem, hospeda-se no Rio
de Janeiro. Em 1994 lança o livro de crônicas Um brasileiro em Berlim, sobre sua estada na cidade. Publica, em
1997, o romance O feitiço da Ilha do
Pavão, pela Editora Nova Fronteira. No mesmo ano,
antes da publicação deste romance, Em 2000, saíram várias reedições de seus
livros na Alemanha, incluindo uma nova edição de bolso de Sargento Getúlio. O sorriso do lagarto foi publicado
na França. A casa dos Budas ditosos
foi traduzido para o inglês, nos Estados Unidos. Viva o povo brasileiro foi indicado para o exame de Agrégation, um concurso nacional realizado na
França para os detentores de diploma de graduação.
Seu
livro Sargento Getúlio tornou-se
um filme premiado em 1983, dirigido por Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte (Sargento Getúlio (filme)). Quando voltou a
residir no Rio de Janeiro em 1991, voltando do exterior, seu romance O sorriso do lagarto foi adaptado
para uma minissérie na Rede Globo,
tendo como protagonistas os atores Tony Ramos, Maitê Proença e José Lewgoy.
Em 1993 João Ubaldo adaptou O santo
que não acreditava em Deus para a série Caso Especial, da Rede
Globo, que teve Lima Duarte no papel principal.
João
Ubaldo publicou os seguintes livros
Setembro Não Tem Sentido,
romance, 1968; Sargento Getúlio,
romance, 1971; Vence Cavalo e o Outro
Povo, conto, 1974; Vila Real,
romance, 1979; Livro de Histórias,
conto, 1981; Política: Quem Manda, Porque
Manda, Como Manda, ensaio, 1981; A
Vida a Paixão de Pondonar, o Cruel, literatura infantil, 1983; Viva o Povo Brasileiro, romance, 1984; Sempre aos Domingos, crônica, 1988; O Sorriso do Lagarto, romance, 1989; A Vingança de Charles Tiburane, infanto
juvenil, 1990; Um Brasileiro em Berlim,
crônica, 1995; O Feitiço da Ilha do Pavão,
romance, 1997; Arte e Ciência de Roubar
Galinhas, crônica, 1999; A Casa dos
Budas Ditosos, romance, 1999; Miséria
e Grandeza do Amor de Benedita, romance, 2000; O Conselheiro Come, crônica, 2000; Dia do Farol, romance, 2002; A
Gente se Acostuma a Tudo, crônica, 2006; O Rei da Noite, crônica, 2008; O
Albatroz Azul, romance, 2009; Dez
Bons Conselhos de Meu Pai, infanto juvenil, 2011.
Frase
de João Ubaldo Ribeiro
“A vida devia ser duas; uma para ensaiar,
outra para viver a sério. Quando se aprende alguma coisa, está na hora de ir.”;
“Ah, como passam as coisas deste mundo, nada
do que se constrói é perene, nada do que se faz é bem lembrado além de seu
tempinho, nada fica como está, nunca se volta, nunca se volta.”;
“O segredo da Verdade é o seguinte: não
existem fatos, só existem histórias.”;
“Sou realista. Eu não creio mais no futuro da
humanidade como espécie. As evidências estão começando a se acumular. Furacão
no Brasil, ciclone, esse tempo que está fazendo, o
derretimento das calotas polares. A humanidade é uma espécie estúpida que se
mata desde as cavernas. Só que, agora, com técnicas mais eficientes. Não
acredito na sobrevivência da humanidade, por consequência, não acredito na
sobrevivência do Brasil.”;
"Jogar ovos, tomates e tortas na cara de
autoridades e pomposos variados é comportamento relativamente comum nas democracias
mais consolidadas, com exceção da americana, onde o pessoal prefere dar tiro
mesmo".
“Ah, Senhor, os dias correm vagarosos como caramujos, os anos não
perduram mais que uma fagulha, o passado não acaba nunca.”.
(Fontes: Wikipedia; eBiografia – Dilva Frazão; Site da Academia Brasileira de Letras; site Globo Memória; Wikiquote; Site Pensador; Revista Isto É)