Ivan Izquierdo (1937-2021)

sábado, 15 de abril de 2023

 Leia o texto Memórias do médico, neurologista e pesquisador da memória argentino Ivan Izquierdo. 


O texto está disponível no link http://www.scielo.br abaixo:

https://www.scielo.br/j/ea/a/RySVv73ft5r4qj9KP4F8xcB/?format=pdf&lang=pt

Papo de banqueiro

sexta-feira, 14 de abril de 2023


 
(Fonte: Patria Latina)

Como os países ricos cobram impostos?

quinta-feira, 13 de abril de 2023


(Imagens: Sindifisco)


Veja como os países ricos cobram impostos de seus cidadãos. Saiba por que a tributação precisa mudar no Brasil, para ser mais justa:


http://www.sindifiscal-es.org.br/noticias/1160/qual-o-principal-modelo-de-tributacao-dos-5-paises-mais-ricos-do-mundo-descubra

Closed curtains - Lucifer´s Friend

quarta-feira, 12 de abril de 2023

 As melhores musicas do rock


Lucifer's Friend

Album: I'm just a rock and roll singer (1973)

Música: Closed curtains





Lucifer's Friend é uma banda alemã de hard rock que também incorporou frequentemente elementos do jazz e do pop em suas composições. Apesar da origem alemã e da vertente progressiva, não são classificados como integrantes da cena Krautrock. A banda iniciou suas atividades em 1967 e, com várias formações, atua até hoje.


(Fonte do texto: Wikipedia) 

Manuel Lopes Rodrigues (1860-1917)

terça-feira, 11 de abril de 2023

 


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no link Wikipedia abaixo:

Leituras diárias

segunda-feira, 10 de abril de 2023


 

“Perspectivismo é uma tese que expressa uma compreensão naturalista do humano, e especialmente uma compreensão naturalista daqueles aspectos da atividade humana que foram pensados como supranaturais ou transcendentais: especialmente a atribuição de valores. Perspectivismo é a tese de que todas as nossas avaliações (valorizações) são condicionadas por toda a base biológica, psicológica, cultural e linguística nas quais estamos inseridos e que por último constituem nossa perspectiva. É basicamente uma negação da ideia que em ultima instância define o ideal ascético; de que às nossas avaliações podem, pelo menos a princípio, ser dadas uma justificação (fundamentação) última (supranatural).”

 

David Simpson, Verdade, perspectivismo e filosofia (Truth, perspectivism and philosophy), publicado no Electronic Journal for Philosophy  da Universidade Econômica de Praga (tradução de Ricardo Ernesto Rose)

José Veríssimo (1857-1916)

domingo, 9 de abril de 2023

 


José Veríssimo Dias de Matos nasceu em Óbidos (PA) em 8 de abril de 1857 e faleceu no Rio de Janeiro em 2 de dezembro de 1916. Foi jornalista, educador, escritor, estudioso da literatura brasileira e membro da Academia Brasileira de Letras. Filho de José Veríssimo de Matos e Ana Flora Dias de Matos estudou as primeiras letras em Manaus e Belém. Em 1869 muda-se para o Rio de Janeiro, para continuar os estudos. Mas, adoecendo, retorna ao estado natal.

Em Belém, colaborou em jornais locais, como o “Liberal do Pará” e, posteriormente, como fundador e dirigente da “Revista Amazônica” (1883-84). Também atuou no magistério e foi o fundador do Colégio Americano. Em 1880 viaja para a Europa, para participar de um congresso literário internacional que se realizava na cidade de Lisboa, em Portugal. Voltou à Europa em 1889, indo tomar parte, em Paris, no X Congresso de Antropologia e Arqueologia Pré-Histórica, quando fez uma comunicação sobre o homem de Marajó e a antiga história da civilização amazônica. Sobre a rica Amazônia são também os ensaios sociológicos que escreveu nessa época, Cenas da vida amazônica (1886) e A Amazônia (1892).

Em 1891 é empossado como diretor de instrução do Pará (cargo hoje equivalente a Secretário de Educação). Ainda neste ano volta ao Rio, onde leciona na então Escola Normal atual Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro do qual foi diretor.

No Rio de Janeiro Veríssimo aprofunda suas pesquisas sobre a literatura brasileira, republicando a “Revista Brasileira” - órgão que reunia o melhor das letras no país - e em cuja sede passaram a reunir-se os intelectuais que formaram o núcleo fundador da Academia Brasileira: Lúcio de MendonçaMachado de Assis (de quem foi grande amigo e defensor), Visconde de Taunay, entre outros.

Criada a pasta da educação pública, logo após a proclamação da República, o seu primeiro ministro, Benjamin Constant, organizou a reforma do sistema geral de ensino público. José Veríssimo discutiu, no “Jornal do Brasil” do primeiro semestre de 1892, as reformas introduzidas, delas fazendo uma crítica magistral, que depois ele acresceu como Introdução da 2ª edição (1906) de seu livro A educação nacional.

Afiliado ao Naturalismo, foi um dos expoentes na crítica literária e na historiografia das letras no Brasil. Como educador, teceu importantes análises sobre os problemas do sistema educacional do país na jovem República, herdeira de problemas como a recente escravidão, e tantos outros.

Veríssimo foi mais que um fundador da Academia Brasileira de Letras. Foi, talvez, seu idealizador, ao lado de Lúcio de Mendonça. A todas as reuniões preparatórias fez-se presente e foi um dos seus mais assíduos membros. Defendia uma academia voltada exclusivamente à literatura e, por seus pares haverem eleito um não-escritor (o político Lauro Müller), afasta-se da instituição de forma definitiva em 1912.

Ao lado de Sílvio Romero e Araripe Júnior, seus contemporâneos, Veríssimo foi um dos primeiros e maiores historiadores da literatura brasileira. De sua obra História da Literatura Brasileira assoma a crítica e, em especial, uma constante preocupação em se definir um caráter tipicamente nacional dos escritores do país. Referido sempre como o fundador da “Revista Brasileira”, José Veríssimo, na verdade, dirigiu a sua terceira fase (a primeira foi de Cândido Batista de Oliveira, de 1857 a 1860; a segunda, de Nicolau Midosi, durou de 1879 a 1881). A terceira “Revista Brasileira” começa em 1895 e vai até 1899, completando vinte volumes em cinco anos. Veríssimo teve o dom de agremiar toda a literatura nacional na Revista.

As obras publicadas por José Veríssimo foram: Quadros Paraenses, 1878; As Primeiras Páginas, 1878; Cenas da Vida Amazônica, 1886; Estudos Brasileiros, 1889; A Educação Nacional, 1890; Dos Pequenos Estudos Sobre Emilio Litreé e Carlos Gomes, 1881; Estudos da Literatura Brasileira, 1900; Homens e Cousas Estrangeiras, 1911; Interesses da Amazônia, 1915; A Amazônia, Aspectos Econômicos, 1892; A História da Literatura Brasileira, 1916; A Educação Pública e a Imprensa, 1900; Estudos Sobre Camões e os Lusiadas; 1899; O Século XIX, 1899; A Pesca na Amazônia, 1895; Questões dos Limites do Pará e do Amazonas, 1899; As Obras Poéticas de Basílio da Gama, 1912; Em publicação póstuma, Letras e Literatos, 1936.

 

Frases de José Veríssimo

 

As crianças – a quem o digo eu - não são nem em geral boas, nem em geral más. Como todos os seres orgânicos elas podem trazer pela iniludível lei da hereditariedade psicológica os germens do mal e do bem, conforme foram bons ou maus os seus progenitores próximos e remotos de quem herdam as qualidades físicas. É cruel, talvez, que assim seja, mas é verdade, a lei a cada passo verificável e verificada.”;

Para reformar e restaurar um povo, um só meio se conhece, quando não infalível, certo e seguro, é a educação, no mais largo sentido, na mais alevantada acepção desta palavra. Nenhum momento mais propício que este para tentar esse meio, que não querem adiados os interesses da pátria... Nós tivemos a reforma radical no governo, cumpre-nos completar a obra da revolução pela reforma profunda da nossa educação nacional.”;

O hábito de mandar, desde a tenra infância, por sua vez, bem longe de fortificar o caráter, o deprime, não só porque perverte a noção da autoridade que faz arbitrária e apenas no privilegio fundada, como porque desabitua a atividade própria e fia tudo da energia alheia.”;

Um escritor não pode ser bem entendido na sua obra e ação senão visto em conjunto, e não repartido conforme os gêneros diversos em que provou o engenho.".

 

 

(Fontes consultadas: Wikipedia; Academia Brasileira de Letras; www.Obidense.com.br; JOSÉ VERÍSSIMO (1857-1916) E A EDUCAÇÃO BRASILEIRA REPUBLICANA: RAÍZES DA RENOVAÇÃO ESCOLAR CONSERVADORA – Tese de doutorado de Maria do Perpetuo Socorro Gomes de Souza Avelino de França na Universidade Estadual de Campinas -2004)

SUS e saúde

sábado, 8 de abril de 2023


 "É magnífico que os antigos filósofos tenham podido viver tão livres sem por isso se terem tornado loucos nem virtuosos. A liberdade do indivíduo era imensamente grande."   -   Friedrich Nietzsche   -   O livro do filósofo


São poucos os países com um grau de desenvolvimento comparável ao do Brasil, que possuem um sistema de saúde equivalente ao SUS, o Sistema Único de Saúde. Segundo o site Poder 360, diversos países mantêm sistemas de saúde financiados pelo Estado, cuja gratuidade, no entanto, geralmente é limitada a determinados grupos etários (crianças e idosos), faixas de renda e situação social (refugiados, sem-teto, adictos, e deficientes). Outro aspecto é que dentre os países que reconhecidamente possuem um sistema de saúde público e universal, a exemplo do Canadá, Cuba, Portugal, Espanha, Suécia, Dinamarca e Reino Unido, entre os principais, o Brasil é o de maior população, com 215 milhões de habitantes. Estima-se que destes, cerca de 150 milhões de pessoas (cerca de 70% da população) sejam efetivamente usuários regulares do SUS. No mundo, o segundo país com o maior número de usuários do sistema público de saúde é o Reino Unido, com cerca de 67 milhões de habitantes.

Mesmo com a tarefa de atender um grande número de usuários, as verbas destinadas à Saúde vêm gradualmente caindo ao longo dos últimos anos no Brasil. Os recursos destinados ao SUS em 2022 foram os menores desde 2012, passando de R$ 200,6 bilhões (2021) para R$ 160,4 (2022), segundo o site GZH. Para 2023, o governo Bolsonaro aprovou um orçamente menor ainda, destinando apenas R$ 149,9 bilhões – uma redução de R$ 22,7 bilhões comparados a 2022 – para esta importante área. A situação calamitosa só pôde ser amenizada com a aprovação da PEC da Transição, aprovada pelo Congresso em dezembro de 2022, a pedido do novo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo especialistas, o SUS sempre foi subfinanciado, mas desde a aprovação da emenda constitucional 95, que estabelece um teto de gastos para as despesas do governo, a área da saúde está sendo “desfinanciada”, segundo expressão usada pelo professor de Economia Política da Sáude na Universidade de São Paulo (USP), Áquilas Mendes, em entrevista ao site GHZ em 15/02/2022. O investimento per capita na Saúde, segundo a Associação Brasileira de Economia da Saúde, vem caindo anualmente, sendo (por pessoa/ano): R$ 615 (2014); R$ 600 (2015); R$ 593 (2016); R$ 583 (2017); R$ 577 (2018); R$ 576 (2019); chegando a R$ 573 em 2020.

Apesar de ser um dos países mais populosos do planeta, os gastos do Brasil com a Saúde são menores que o de muitos outros. Assim temos (dados de 2015) o Brasil destinando 3,8% do PIB para a Saúde, enquanto Chile e Argentina destinam 4,9%; Alemanha 9,4%; Estados Unidos 8,5%; Portugal 5,9%; Reino Unido 7,9% e a China 3,2% do PIB para a Saúde. Especialistas afirmam que o financiamento da Saúde, criado com a Constituição de 1988, sempre foi abaixo das necessidades do sistema, situação que piorou a partir da criação do Teto de Gastos, durante o governo Temer em 2017.

Em paralelo ao estabelecimento do Teto de Gastos, o governo Bolsonaro também planejava dar início a uma gradual privatização do sistema público de saúde brasileiro. Uma das primeiras etapas deste plano era transferir a construção e administração das Unidades de Saúde Básica (UBS) dos municípios para a iniciativa privada, através do Programa de parcerias de Investimento (PPI). A iniciativa foi barrada através do Projeto de Decreto Legislativo 453/20.

Apesar de desacreditada na Europa e até nos Estados Unidos, a onda privatista ainda desperta certo interesse em setores da economia brasileira. Ainda mais se implantada em um setor cujos gastos devem chegar a 5% do PIB até 2030; cerca de R$ 500 bilhões ao ano em números de 2022. Qual não seria o interesse de convênios médicos e de redes privadas de clínicas e hospitais em poderem atuar neste mercado? O quanto não valorizariam as ações destas empresas médicas; muitas delas pertencentes a bancos e fundos de investimento nacionais e internacionais? Seria a financeirização do setor de Saúde, rendendo dividendos para investidores, enquanto que os custos seriam assumidos pelo Estado ou pelo cidadão. Comparativamente, seria o que ocorreu recentemente com a Petrobrás e o preço dos combustíveis, que são reajustados aos preços do mercado internacional, para garantir a rentabilidade das ações da empresa. Enquanto ganham os acionistas, a empresa deixa de investir na manutenção e ampliação de sua infraestrutura, para incrementar ainda mais a rentabilidade dos títulos dos acionistas.

O atual governo tem uma política completamente diferente para o setor da Saúde. Ficou claro através das declarações do presidente Lula e de seus ministros, que o SUS será reestruturado e modernizado e que aumentarão os investimentos a partir de 2024 (o orçamente de 2023 foi elaborado pelo governo anterior). Mesmo assim, o processo já começou gradualmente, com a retomada das campanhas de vacinação, a volta do programa Mais Médicos, a reativação da Farmácia Popular e a implantação de novos programas de saúde.


(Imagens: pinturas de Amadeo de Souza Cardoso)

Hoje é DIA DO JORNALISTA

sexta-feira, 7 de abril de 2023

 


(Fonte: Itu Cultura)

Baratinho

quinta-feira, 6 de abril de 2023


 
(Fonte: Federação Única dos Petroleiros)

Shamballa - Three dogs night

quarta-feira, 5 de abril de 2023

 As melhores músicas do rock


Three dogs night

Album: single (1973)

Música: Shamballa




https://www.youtube.com/watch?v=PDpVS7D9AJs


Three Dog Night é uma banda norte-americana de rock and roll bastante ativa na década de 1970, formada por Danny HuttonChuck Negron e Cory Wells nos vocaisJim Greenspoon (teclado), Joe Schermie (baixo), Floyd Sneed (bateria). Surgiram no final da era do psicodelismo e faziam um rock pesado com raízes no R&B; ocuparam-se basicamente em recriar antigos sucessos, mas também lançando compositores novos, como aconteceu com a dupla Elton John e Bernie Taupin, autores da faixa "Lady Samantha", do segundo LP da banda. Todos álbuns do grupo ganharam discos de ouro e a formação permaneceu inalterada até 1973, quando Joe Schermie saiu e foi substituído por Jack RylandSkip Konte entrou então, como segundo tecladista, mas, pouco tempo depois, a banda acabou.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Quirino Campofiorito (1902-1993)

terça-feira, 4 de abril de 2023


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no link ESCRITORIO DE ARTE. COM abaixo:

https://www.escritoriodearte.com/artista/quirino-campofiorito

Leituras diárias

segunda-feira, 3 de abril de 2023

 



“Vedes, assim, como todas as coisas estão no universo e o universo em todas as coisas; como nós estamos nele e ele em nós, de modo que tudo concorre numa perfeita unidade. Eis, portanto, a razão por que não devemos atormentar nosso espírito; eis a razão por que não há nada que possa nos espantar. Porque essa unidade é solitária e estável e sempre permanece; essa unidade é eterna; todo aspecto, todo rosto, toda e qualquer outra coisa é vaidade, é como que nada, e até chega a ser nada tudo o que está fora dessa unidade.” (Bruno, pág. 121).

 

Giordano Bruno, A Causa, o Princípio e o Uno

Roberto Drummond (1933-2002)

domingo, 2 de abril de 2023


 

Roberto Francis Drummond nasceu em Ferros (MG) em 21 de dezembro de 1933 e faleceu em Belo Horizonte a 21 de junho de 2002. Foi jornalista e escritor.

Antes de residir em Belo Horizonte a partir de sua adolescência, Roberto Drummond viveu GuanhãesAraxá e Conceição do Mato Dentro. Em Belo Horizonte começou sua carreia de jornalista no jornal “Folha de Minas”. Aos 28 anos, em 1961, passou a dirigir a revista “Alterosa”, que foi fechada pela ditadura militar-civil em 1964. Durante um ano trabalhou no Rio de Janeiro, retornando a Belo Horizonte em 1966, onde passou a escrever colunas esportivas e crônicas.

Nasceu Robert Francis Drummond, mas mudou o nome para Roberto Drummond, após um conselho de uma vidente. Em 1999, durante uma entrevista ao programa Gente, da TV Horizonte, disse: “Eu tenho vários tabus na minha vida. Uma vidente me falou que se eu mudasse de nome, ia dar certo, então eu pus ‘O’ no Robert e tirei o ‘Francis’”.

Entrou para a Juventude Comunista influenciado pelos livros de Jorge Amado. Sua ficha no DOPS era marcada por várias passagens e em uma delas era descrito como “elemento nocivo, de alta periculosidade, que deseja instaurar no Brasil um regime nos moldes da União Soviética, seguindo ordens de Moscou”.

O sucesso na literatura começou com seu primeiro livro, A morte de DJ em Paris, em 1971. O livro, relançado em 1975, bateu recordes de vendas, recebendo o Prêmio Jabuti de autor revelação. Na década de 80, inicia uma nova fase de sua produção literária, com a publicação de Hitler manda lembranças. Seu maior sucesso foi o romance Hilda Furacão, publicado em 1991 e adaptado para a televisão em 1998 numa minissérie de sucesso da Rede Globo.  Com seus livros, Robert Drummond foi considerado um marco do pós-modernismo. Suas temáticas sobre o relacionamento entre realidade e fantasia, loucura e sanidade, liberdade e prisão apontam para um desejo de transformação social e política em tempos de ditadura militar.

Fanático torcedor do Clube Atlético Mineiro, Drummond também fez um programa esportivo diário na TV Bandeirantes de Belo Horizonte. 

Morreu vítima de problemas cardíacos, no dia 21 de junho de 2002, data da partida entre Brasil e Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2002. Foi homenageado pela prefeitura de Belo Horizonte com uma estátua de bronze em tamanho real na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi, e pela prefeitura de Ferros com um Centro Cultural em seu nome.

Robert Drummond escreveu os seguintes livros: A morte de D.j. em Paris (1971); O dia em que Ernest Hemingway morreu crucificado (1978); Sangue de coca-cola (1980); Quando fui morto em Cuba (1982); Hitler manda lembranças (1984); Ontem à noite era sexta-feira (1988); Hilda Furacão (1991); Inês é morta (1993); O homem que subornou a morte & Outras histórias (1993); Magalhães: navegando contra o vento *O cheiro de Deus (2001); Dia de São Nunca à tarde (publicação póstuma); Os mortos não dançam valsa (publicação póstuma); O Estripador da Rua G (publicação póstuma pela Fundação de Cultura de Belo Horizonte); Uma Paixão em Preto e Branco (publicação póstuma das melhores crônicas de Drummond sobre o Clube Atlético Mineiro).

Frases de Roberto Drummond:

A gente muda de tudo na vida. Muda de cidade. Muda de roupa. Muda de partido político. Muda de religião. Muda de costumes. Até de amor a gente muda. A gente só não muda de time, quando ele é uma tatuagem com a iniciais C.A.M., gravada no coração. É um amor cego e têm a cegueira da paixão.”;

Um cronista sem assunto é como um homem sem coração.”;

Se houver uma camisa branca e preta pendurada num varal durante uma tempestade, o atleticano torce contra o vento”.;

Eu quero um gol de meia-bicicleta de Reinaldo para tatuar na pele da lua e tomar o lugar de São Jorge com seu cavalo, para que os namorados e os ex-namorados, os amantes e os ex-amantes, de todas as idades, digam uns aos outros, apontando para a lua:

- Olhe só o que pode um homem, mesmo quando está caído.”.

 

 

(Fontes de consulta: Site Ludopedio – Mariana Brescia; Wikipedia; Site Memórias da Ditadura; Site Mondolivro; Revista da Crônica; Site Pensador)

Friedrich Engels (1820-1895)

sábado, 1 de abril de 2023

Leia a obra A origem da família, da propriedade privada e do Estado, do filósofo alemão Friedrich Engels, disponível no site http://averdade.org.br abaixo:

https://averdade.org.br/wp-content/uploads/2020/09/Livro-62-FRIEDRICH-ENGELS-A-ORIGEM-DA-FAM%C3%8DLIA-DA-PROPRIEDADE-PRIVADA-E-DO-ESTADO.pdf

Conheça a Lei da Mata Atlântica

sexta-feira, 31 de março de 2023


(Fonte: Agência Envolverde)

A Mata Atlântica, assim como a Floresta Amazônica, precisa de proteção. Conheça a Lei da Mata Atlântica. 

Preservar as florestas, antes que acabem com elas! 

Veja no link:

https://www.sosma.org.br/politicas/lei-da-mata-atlantica/

Quando os juros vão baixar?

quinta-feira, 30 de março de 2023


 
(Fonte: CUT)

Globalização


 (Fonte: Blog Geografia em 360º)

Perdidos em Abbey Road - 14 Bis

quarta-feira, 29 de março de 2023

 As melhores músicas do rock


14 Bis

Album: Perdidos em Abbey Road (1979)

Música: Perdidos em Abbey Road







14 Bis é uma banda de rock brasileira formada em 1979 na cidade de Belo HorizonteMinas Gerais, pelos irmãos Cláudio e Flávio Venturini, Hely Rodrigues, Vermelho e Sérgio Magrão. Assim como o Roupa Nova, foram apadrinhados por Milton Nascimento.

 

Fonte do texto: Wikipedia


Luiz Aquila da Rocha Miranda (1943 - )

terça-feira, 28 de março de 2023

 


Conheça mais sobre a vida e obra do artista no link GUIA DAS ARTES abaixo:

Leituras diárias

segunda-feira, 27 de março de 2023


 

“O que a ciência apresentou no século XX pode ser visto como uma imensa renovação do antigo movimento copernicano, envolvendo agora a estrutura dos próprios conceitos com os quais tentamos compreender a realidade – o que estamos chamando, simplificadamente, de “dialeto newtoniano”. Dito de modo mais incisivo: os conceitos convencionais de descrição da realidade não devem ser considerados universais. Essa questão transcende o território restrito e limitado do conhecimento técnico gerado pela física. Derrama-se, de fato, sobre toda nossa construção racional do mundo. Entretanto, para a maioria dos cientistas, a alternativa que está sendo sugerida – a descrição do mundo por meio de um novo dialeto não newtoniano – ainda aparece hoje como uma alucinação, um possível retrocesso a uma era não científica, com revalorização do transcendental. Não se trata disso. A razão desta reação deve ser procurada no ‘orgulho da espécie’, em que habita nosso profundo narcisismo.

Na história da humanidade nos tempos modernos, Freud identificou três grandes alterações, produzidas pela ciência, que diminuíram dramaticamente o orgulho da espécie, com consequências profundas em nossa visão do mundo. São elas: 1. A perda do “centro do mundo”, graças a Copérnico: a Terra se move em volta do Sol; 2. A perda da “formação divina do homem”, graças a Darwin: as espécies se modificam; 3. A perda da crença no poder completo da “razão”, graças a Freud: nossos pensamentos têm raízes no irracional. Talvez devamos acrescentar uma quarta dificuldade: a não universalidade do modo de descrever a natureza.” (Novello, págs. 25 e 26)

 

Mario Novello, Quantum e Cosmos: introdução à metacosmologia

João Ubaldo Ribeiro (1941-2014)

domingo, 26 de março de 2023

 

(Imagem: VEJA)


João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro nasceu em Itaparica (BA) em 23 de janeiro de 1941 e faleceu em 18 de julho de 2014. Foi escritor, jornalista, tradutor, professor e membro da Academia Brasileira de Letras. 

Nascido na Bahia na casa do avô materno, quando completou dois meses de idade a família mudou-se para AracajuSergipe, onde passou parte da infância. Seu pai, Manuel Ribeiro, advogado de renome na capital baiana, veio a ser o fundador e diretor do curso de Direito da Universidade Católica de Salvador. Sua mãe Maria Filipa Osório Pimentel deu à luz mais dois filhos: Sônia Maria e Manuel.

Seu pai, por ser professor, não suportava a ideia de ter um filho analfabeto e iniciou seu filho nos estudos com um professor particular, em 1947. Alfabetizado, ingressou no Instituto Ipiranga em 1948. Leu muitos livros infantis, principalmente a obra de Monteiro Lobato. Ao mesmo tempo o pai fez o menino se empenhar intensamente nos estudos, lendo autores como Padre Antônio Vieira, Padre Manuel Bernardes, Shakespeare, Homero, Miguel de Cervantes, Machado de Assis e José de Alencar; autores que exerceram grande influência em João Ubaldo.

Em 1951 ingressou no Colégio Estadual Atheneu Sergipense, em Aracaju. Prestava ao pai, diariamente, contas sobre os textos que havia lido e algumas vezes era obrigado a resumi-los e traduzir alguns de seus trechos. Afirma ter feito essas tarefas com prazer e, nas férias, estudava também o latim. Seu pai era chefe da Polícia Militar, e nessa época, passa a sofrer pressões políticas, o que o faz transferir-se com a família para Salvador. Na capital baiana João Ubaldo é matriculado no Colégio Sofia Costa Pinto. Em 1955 matriculou-se no curso clássico do Colégio da Bahia, conhecido como Colégio Central, onde conheceu seu colega Glauber Rocha. Em 1958 iniciou seu Curso de Direito na Universidade Federal da Bahia, que concluiria em 1962. Em 1959, entrou para o curso do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva do Exército no CPOR da Bahia, mas não chegou a completá-lo.

Em 1957 estreia no jornalismo, trabalhando como repórter no “Jornal da Bahia”, sendo depois transferido para a “Tribuna da Bahia”, no qual chegaria a exercer o posto de editor-chefe. Com o futuro cineasta Glauber Rocha, editou revistas e jornais culturais, participando do movimento estudantil (1958). Apesar de nunca ter exercido a profissão de advogado, foi aluno exemplar. Nessa mesma Universidade, concluído o curso de Direito, faz pós-graduação em Administração Pública.

João Ubaldo Ribeiro colaborou nos editais “O Globo”, “Frankfurter Rundschau” (na Alemanha), “Jornal da Bahia”, “Die Zeit (Alemanha), “The Times Literary Supplement” (Inglaterra), “O Jornal” (Portugal), “Jornal de Letras” (Portugal), “O Estado de S. Paulo”, “A Tarde” e muitos outros, exteriores e nacionais.

João passou boa parte de sua vida no exterior, em países como nos Estados Unidos (como estudante e, posteriormente, como professor convidado), em Portugal (editando em parceria com o jornalista Tarso de Castro a revista “Careta”) e na Alemanha (publicando crônicas semanais para o jornal “Frankfurter Rundschau”, além de produzir peças para o rádio). Em 1964 partiu para os Estados Unidos, através de uma bolsa de estudos oferecida pelo governo daquele país, para cursar mestrado em Administração Pública e Ciência Política na Universidade da Califórnia do Sul.

Retorna ao Brasil em 1965 e começa a lecionar Ciências Políticas na Universidade Federal da Bahia. Lá permaneceu por seis anos, mas desiste da carreira acadêmica e retorna ao jornalismo. Participou, em Cuba, do júri do concurso Casa das Américas, juntamente com o critico literário Antônio Cândido e o ator e dramaturgo Gianfrancesco Guarnieri. Voltou a residir no Rio de Janeiro em 1991 e, em 1994, é eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Participou no mesmo ano da Feira do Livro de Frankfurt, Alemanha, recebendo o Prêmio Anna Seghers, concedido somente a escritores alemães e latino-americanos.

Em 1969 casou-se com a historiadora Mônica Maria Rotes, com quem teve duas filhas. Em 1980, casa-se com a fisioterapeuta Berenice de Carvalho Batella, com quem teve um casal de filhos. João Ubaldo morre na madrugada do dia 18 de julho de 2014 em sua casa, no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro.

 

Carreira literária

Em 1959 participou da antologia Panorama do Conto Baiano, com o conto Lugar e Circunstância; a antologia é publicada pela Imprensa Oficial da Bahia. Em 1961, participa da coletânea de contos Reunião, editada pela Universidade Federal da Bahia, com os contos Josefina, Decalião e O Campeão.

Em 1963 escreveu seu primeiro romance, Setembro Não Faz Sentido, com prefácio do colega Glauber Rocha e apadrinhamento de Jorge Amado. O título original seria A Semana da Pátria, mas por sugestão da editora, João alterou o título. A Editora Civilização Brasileira lança, em 1971, o romance Sargento Getúlio, com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de 1972 concedido pela Câmara Brasileira do Livro, na categoria "Revelação de Autor".

Em 1974 publica o livro de contos Vencecavalo e o outro povo, cujo título inicial era A guerra dos Pananaguás, pela Editora Artenova. Com tradução feita pelo próprio autor, vários romances tornaram-se famosos no exterior, entre eles o Sargento Getúlio que, lançado nos Estados Unidos em 1978, ganhou receptividade pela crítica do país. Em 1981 muda-se para LisboaPortugal e, voltando ao Brasil, publica Política - livro ainda adotado em faculdades e Livro de histórias, reeditado em 1991, que passa a incluir os contos Patrocinando a arte e O estouro da boiada, e recebe o novo título de Já podeis da pátria filhos. Nesse mesmo ano, inicia colaboração no jornal “O Globo”. Sua produção jornalística dessa época foi reunida em 1988 no livro Sempre aos Domingos.

Em 1982 inicia o romance Viva o Povo Brasileiro (intitulado primeiramente como Alto lá, meu general). Nesse ano, participou do Festival Internacional de Escritores, em TorontoCanadáViva o povo Brasileiro é finalmente editado em 1984, e recebe o Prêmio Jabuti na categoria "Romance" e o Golfinho de Ouro, do Governo do Rio de Janeiro. Em 1983, estreia na literatura infanto-juvenil com o livro Vida e paixão de Pandonar, o cruel. Em 1989 lança o romance O sorriso do lagarto. Sua segunda experiência na literatura infanto-juvenil apresenta-se em 1990 com o livro A Vingança de Charles Tiburone.

Neste ano João participa do já citado “Frankfurter Rundschau” e, retornando em 1991 ao país de origem, hospeda-se no Rio de Janeiro. Em 1994 lança o livro de crônicas Um brasileiro em Berlim, sobre sua estada na cidade. Publica, em 1997, o romance O feitiço da Ilha do Pavão, pela Editora Nova Fronteira. No mesmo ano, antes da publicação deste romance, Em 2000, saíram várias reedições de seus livros na Alemanha, incluindo uma nova edição de bolso de Sargento GetúlioO sorriso do lagarto foi publicado na França. A casa dos Budas ditosos foi traduzido para o inglês, nos Estados Unidos. Viva o povo brasileiro foi indicado para o exame de Agrégation, um concurso nacional realizado na França para os detentores de diploma de graduação.

Seu livro Sargento Getúlio tornou-se um filme premiado em 1983, dirigido por Hermano Penna e protagonizado por Lima Duarte (Sargento Getúlio (filme)). Quando voltou a residir no Rio de Janeiro em 1991, voltando do exterior, seu romance O sorriso do lagarto foi adaptado para uma minissérie na Rede Globo, tendo como protagonistas os atores Tony RamosMaitê Proença e José Lewgoy. Em 1993 João Ubaldo adaptou O santo que não acreditava em Deus para a série Caso Especial, da Rede Globo, que teve Lima Duarte no papel principal.

 

João Ubaldo publicou os seguintes livros

Setembro Não Tem Sentido, romance, 1968; Sargento Getúlio, romance, 1971; Vence Cavalo e o Outro Povo, conto, 1974; Vila Real, romance, 1979; Livro de Histórias, conto, 1981; Política: Quem Manda, Porque Manda, Como Manda, ensaio, 1981; A Vida a Paixão de Pondonar, o Cruel, literatura infantil, 1983; Viva o Povo Brasileiro, romance, 1984; Sempre aos Domingos, crônica, 1988; O Sorriso do Lagarto, romance, 1989; A Vingança de Charles Tiburane, infanto juvenil, 1990; Um Brasileiro em Berlim, crônica, 1995; O Feitiço da Ilha do Pavão, romance, 1997; Arte e Ciência de Roubar Galinhas, crônica, 1999; A Casa dos Budas Ditosos, romance, 1999; Miséria e Grandeza do Amor de Benedita, romance, 2000; O Conselheiro Come, crônica, 2000; Dia do Farol, romance, 2002; A Gente se Acostuma a Tudo, crônica, 2006; O Rei da Noite, crônica, 2008; O Albatroz Azul, romance, 2009; Dez Bons Conselhos de Meu Pai, infanto juvenil, 2011.

 

Frase de João Ubaldo Ribeiro

A vida devia ser duas; uma para ensaiar, outra para viver a sério. Quando se aprende alguma coisa, está na hora de ir.”;

Ah, como passam as coisas deste mundo, nada do que se constrói é perene, nada do que se faz é bem lembrado além de seu tempinho, nada fica como está, nunca se volta, nunca se volta.”;

O segredo da Verdade é o seguinte: não existem fatos, só existem histórias.”;

Sou realista. Eu não creio mais no futuro da humanidade como espécie. As evidências estão começando a se acumular. Furacão no Brasilciclone, esse tempo que está fazendo, o derretimento das calotas polares. A humanidade é uma espécie estúpida que se mata desde as cavernas. Só que, agora, com técnicas mais eficientes. Não acredito na sobrevivência da humanidade, por consequência, não acredito na sobrevivência do Brasil.”;

"Jogar ovostomates e tortas na cara de autoridades e pomposos variados é comportamento relativamente comum nas democracias mais consolidadas, com exceção da americana, onde o pessoal prefere dar tiro mesmo".

Ah, Senhor, os dias correm vagarosos como caramujos, os anos não perduram mais que uma fagulha, o passado não acaba nunca.”.

 

 

(Fontes: Wikipedia; eBiografia – Dilva Frazão; Site da Academia Brasileira de Letras; site Globo Memória; Wikiquote; Site Pensador; Revista Isto É)