(Fonte: Zarattini PT)
Em defesa da democracia brasileira!
domingo, 2 de fevereiro de 2025Frases de Meio Ambiente
“Se
toda a humanidade desaparecesse, o mundo regenerar-se-ia de volta ao rico
estado de equilíbrio que existia há dez mil anos. Se os insetos desaparecessem,
o meio ambiente entraria em colapso e se tornaria um caos.”
Edward O. Wilson (1929-2021), entomólogo e biólogo estadunidense, citado pelo site EcoMENA
No No No - Raul de Souza
sábado, 1 de fevereiro de 2025Música brasileira
Raul de Souza
Álbum: Soul & Creation (2007)
Música: No No No
https://www.youtube.com/watch?v=2UpPJgojkJQ&list=PLDLSQfIkdwTFe2q2lD0livTd9B-8pd8cw&index=9
Raul
de Souza ou Raulzinho do Trombone, nome
artístico de João José Pereira de Souza (1934 - 2021), foi um trombonista e saxofonista brasileiro. Reconhecido
pelo improviso suingado e pelo samba-jazz,
Raul de Souza é o inventor do "souzabone",
um trombone de
pistão com quatro válvulas, uma a mais do que no instrumento
tradicional. Não à toa, seus solos e improvisos são amplamente estudados por
trombonistas das principais escolas de música popular do mundo
Raul
trabalhou e/ou gravou com Sérgio Mendes, Flora Purim, Airto Moreira, Milton
Nascimento, Sonny Rollins, Cal Tjader e
a banda de jazz fusion Caldera, além de ter participado em vários festivais
internacionais de jazz.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Outras leituras
sexta-feira, 31 de janeiro de 2025Se tão somente
“Se
tão somente tivéssemos tempo para ler um pouco mais! Pela restrição que o tempo
nos impõe, ficamos largos e rasos ou estritos e profundos. (Lewis, pág. 134)
C. S. Lewis (1898-1963), crítico literário, escritor e professor inglês em Como cultivar uma vida de leitura
Privilégios
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025Celso Furtado (1920-2004)
quarta-feira, 29 de janeiro de 2025A frase do dia
terça-feira, 28 de janeiro de 2025“Depois
que eu morrer, prefiro que as pessoas perguntem por que não tenho um monumento, do que por que tenho um.”
Marco Pórcio Catão (234-140 AEC), conhecido como “Catão, o Velho”, político e escritor na antiga República Romana
Leituras diárias
segunda-feira, 27 de janeiro de 2025
“Marx
assegura que o objetivo da revolução socialista não se cumpre com a emancipação
da classe trabalhadora, mas com a liberação do homem em relação ao trabalho. A
escritora e filósofa francesa Simone Weil, que por algum tempo se submeteu ao
trabalho fabril, afirmava que a esperança de uma liberação final do fardo do
trabalho ‘é o único elemento utópico do marxismo’ e deveria tornar-se a
verdadeira força motriz de todos os movimentos trabalhistas. Para ela, ‘o ópio
do povo’ – que Marx acreditava ser a religião – é na realidade, o trabalho.”
(Carmo, pág. 38).
Paulo Sérgio do Carmo, A ideologia do trabalho
Albery Seixas da Cunha (1944-2003)
domingo, 26 de janeiro de 2025Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site do Guia das Artes abaixo:
https://www.guiadasartes.com.br/alberi-seixas-da-cunha/quem-e
O que eles pensam
“Mediocrodade
suficiente é produzida todos os dias, particularmente no mundo da propaganda.
As agências de propaganda gastam milhões, repetindo as mesmas coisas velhas.”
Oliviero Toscani (1942-2025) fotógrafo e publicitário italiano, mundialmente famoso por seus anúncios provocantes para a empresa Benetton, em declaração publicada no jornal Folha de São Paulo em 14/01/2025
Outras leituras
sábado, 25 de janeiro de 2025
Freud
é a visão do expressionismo judaico vienense enfocando os gregos de maneira
peculiar, enfatizando o aspecto dionisíaco, a visão dos instintos,
“antepondo-a” à visão apolínea com a qual a civilização helênica havia sido
tradicionalmente interpretada pela Europa durante séculos, a partir do
Renascimento. A visão poética de Nietzsche foi a fonte primeira dessa visão. A
de Freud, sua visão científica. A libido, eros, o instinto da morte e o da vida,
uma procura do prazer, o hedonismo, a redescoberta do corpo, a condenação da
visão da “eternidade” para uma afirmação plena no instante aqui-agora.
Pousado
nos ombros dos gigantes trágicos, Ésquilo, Sófocles, Eurípides, denunciou as
trapaças & hipocrisias de toda uma sociedade ocidental repressiva. Foi o
grande deflagrador de novos mitos poéticos, muito diferentes do compasso
rítmico do drama ocidental de então. O próprio Freud mergulhou na dúvida, no
desespero (não dramático) trágico-cósmico da existência em todas as suas
dimensões. Propôs caminhos, desiludiu-se, e em seu último grande trabalho, O
malestar na civilização, surge como trágico pessimista, como se fosse um
daqueles gregos profundos e terríveis.
A
redescoberta em nova leitura (industrial-ocidental-europeia) de mitos válidos a
respeito do mistério humano modificou a visão e a existência de grandes partes
do planeta. O planeta é antes de Freud e depois dele. Grande divisor de águas,
foi no entanto nas Américas que o freudianismo libertado de seu pessimismo
(herdeiro de contradições vitorianas) conseguiu superar-se e encarnar-se como práxis
atuante & cantante na figura de Bob Dylan e em todos os blues & sambas
maracatus do novo mundo.
Freud
& Bob Dylan, ambos profetas e messias de um novo sistema nervoso. Seu
discípulo Wilhelm Reich (função do orgasmo, revolução sexual) foi até mesmo
grande influenciador do pensamento da geração beat americana. Ginsberg, o poeta
máximo dessa corrente, afirma em um de seus principais poemas: “meu
psicanalista reichiano...”.
A
ponte profunda entre o Velho Mundo e o Novo estava aberta. Isso no plano
oficial da cultura declarada como tal, mas na cultura profunda dos subterrâneos
da história outra ponte com afirmações paralelas e até mais densas já estava em
curso há muito: a ponte africana dos atabaques a afirmarem a plena libido e
seus filhos escravos no continente descoberto da existência, mesmo nas condições
tão adversas da escravatura total nas mãos tão adversas dos colonizadores
brancos nas Américas.
É
essa a ponte Freud-Bob Dylan. Bob Dylan inventou para a imprensa toda uma
mitologia de sua vida, e foi esse o primeiro grande evento pop da história contemporânea
oficialmente considerado como tal. A mentira sobre sua vida era já um
happening, uma obra de arte, como se fosse outra canção do menino
judeu-americano de Nova Jersey.
Jorge Mautner (1941-), cantor, compositor, violinista e escritor brasileiro em Kaos Total
Sonegadores
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025Não muda?
quinta-feira, 23 de janeiro de 2025Essa não poderia faltar
quarta-feira, 22 de janeiro de 2025A frase do dia
terça-feira, 21 de janeiro de 2025“Talvez
o mundo esteja dividido entre cínicos, que não encontram sentido em nada, e
utópicos que dão sentido às coisas com base em alguma suposição magnífica e
inverificável sobre o futuro. Eu prefiro o último.”
Edward Hallet Carr (1892-1982) historiador, diplomata, jornalista e biógrafo inglês no prefácio de What is History? (O que é história?)
Leituras diárias
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025“O
conceito de inconsciente veio resultar em uma divisão indelével do sujeito, que
deixa de ser entendido como um todo unitário, identificado com a consciência,
sob o domínio da razão, [...] para ser uma realidade dividida em dois grandes
sistemas – o Inconsciente e o Consciente – e dominada por uma luta interna em
relação à qual a razão é apenas um efeito de superfície [...].(GARCIA-ROZA,
1988, p. 22) A determinação do inconsciente quer dizer o seguinte: longe de
sermos senhores do nosso pensamento, somos habitados por outro que pensa em e
por nós. Nossas escolhas também são determinadas inconscientemente. E se não
somos livres, é a partir desta constatação da não-liberdade que fundamos a sua
possibilidade, ou seja, ao aceitar o desafio dessa liberdade restritiva,
podemos determinar algo de nosso destino, com responsabilidade e certa
liberdade – sendo que esta última é conquistada.” (pág. 44)
“Estranha
casa, essa. Por fora, nada demais: um prédio como dezenas de outros, na mesma
rua. Acontece que Victor Adler, o fundador da social-democracia austríaca,
morou aqui entre 1881 e 1889, e Sigmund Freud entre 1891 e 1938. Para complicar
tudo, um dos seus inquilinos atuais chama-se Kafka. É a conjunção desses três
nomes que dá seu caráter estranho a esse edifício sem nenhum mérito
arquitetônico especial. São três famílias, no mesmo chão, representando três
linhagens intelectuais. Por coincidência, são as três que ajudaram a moldar o
século 20. Adler é a ideia socialista, a revolta contra a apropriação do mundo
exterior por parte de uma classe opressora. O que está em jogo é a alienação
social, que condena o homem a não estar em casa na civilização que ele criou.
Freud é a psicanálise, a descoberta de que o mundo interior é regido por
poderes heterônomos, sobre os quais ele não tem qualquer controle. O que está
em jogo é a alienação psíquica, que faz com que o homem não esteja em casa em
sua própria alma. Kafka é a alienação existencial, externa e interna, que não
pode ser resolvida nem pela revolução nem pela terapia, a recusa de qualquer
esperança, o mundo como arbítrio, como lei cega, como tribunal absurdo, como
colônia penitenciária, como lugar em que nunca estaremos em casa. São três
filosofias do desamparo. Para elas, o homem é um ser errante, sem domicílio
fixo: um sem-teto. Eis a grande metáfora da Berggasse,19: ela é a casa de três
pensamentos cujo objeto é um homem sem casa.” (págs. 113 e 114)
“Vimos
que a determinação do inconsciente quer dizer o seguinte: longe de sermos
senhores do nosso pensamento, somos habitados por outro que pensa em e por nós.
Nossas escolhas também são determinadas inconscientemente. E se não somos
livres, é a partir desta constatação da não-liberdade que fundamos a sua
possibilidade, ou seja, ao aceitar o desafio dessa liberdade restritiva, podemos
determinar algo de nosso destino, com responsabilidade e certa liberdade – esta,
conquistada.” (pág. 335)
Denise Maria de Oliveira Lima, Diálogo entre a sociologia e a psicanálise: o indivíduo e o sujeito
Fake news
domingo, 19 de janeiro de 2025Outras leituras
“Terceiro:
a securitização de todas as organizações econômicas, atividades ou ativos, que
fez da avaliação financeira o modelo supremo por meio do qual se avaliam
empresas, governos, moedas e até economias inteiras. Além disso, novas tecnologias
financeiras tornaram possível a invenção de inúmeros produtos financeiros
exóticos, como produtos derivados, futuros, opções e títulos securitizados (por
exemplo, CDS), que se tornaram cada vez mais complexos e interligados. Isso,
por fim, virtualizou o capital, e eliminou qualquer resquício de transparência
nos mercados, tornando sem sentido os princípios da contabilidade e da
responsabilidade.” (Cardoso et al., pág. 29).
Manuel Castells, João Caraça, Gustavo Cardoso (org.), A crise e seus efeitos – As culturas econômicas da mudança
Faça download do livro "Novas Considerações Oportunas"
sábado, 18 de janeiro de 2025Mestre Dezinho (1926-2000)
Conheça mais sobre a vida e obra do artista no blog Arte Popular do Brasil abaixo:
https://artepopularbrasil.blogspot.com/2010/12/mestre-dezinho.html
Retrato Brasileiro - Baden Powell
sexta-feira, 17 de janeiro de 2025Baden
Powell de Aquino (1937–2000), mais conhecido
por Baden Powell, foi um violonista e compositor brasileiro.
É considerado um dos maiores músicos brasileiros
de sua época e um dos maiores violonistas de todos os tempos. Foi incluído
na lista 30
maiores ícones brasileiros da guitarra e do violão (Categoria: "Mestres
Acústicos") da revista Rolling Stone Brasil, em 2012.
Seu
primeiro parceiro importante foi Billy Blanco,
com quem compôs, por exemplo, a famosa música "Samba Triste",
gravada pela primeira vez pela cantora Rosana Toledo.
Mas sua parceria mais famosa foi a que construiu com Vinícius de Moraes. Juntos, eles compuseram
dezenas de músicas, entre as quais, os aclamados afro-sambas. Powell carregava consigo
diversas influências musicais sem, no entanto, ficar marcado especialmente por
nenhuma delas ao longo de sua carreira. Seu talento foi reconhecido
internacionalmente. O violonista gravou parte de seus discos no exterior, em
países como França, Alemanha e Japão.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Taxar ricos
quinta-feira, 16 de janeiro de 2025Leituras diárias
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025“Cada
movimento que você faz no Google é monitorado, registrado e lembrado. Isto
significa que a empresa tem dados incrivelmente detalhados sobre cada chamada
telefônica, texto, e-mail, viagem, visualização do YouTube, pesquisa e compra
que você faz. Como o Google utiliza estes dados para si mesmo e os vende a
terceiros, a empresa se viu em problemas regulatórios várias vezes. Em 2012, o
Google foi multado em US$ 22,5 milhões pelos reguladores americanos por não ter apertado suas práticas
de mineração de dados – uma cifra diminuta em comparação aos € 2,42 bilhões, €
4,34 bilhões e € 1,49 bilhões em multas que lhe foram entregues pela União
Europeia por abusos de poder em 2017, 2018 e 2019.” (Fitzgerald, pág. 235);
“Os
governos – e os reguladores governamentais – têm lutado para acompanhar o ritmo
das mudanças tecnológicas que as big
techs têm impulsionado, e as ferramentas à sua disposição, geralmente, não
são suficientes para manter as empresas na linha. As pessoas que dirigem os
gigantes digitais sabem disso, portanto, há pouco incentivo para mudarem o que
fazem, se os riscos envolvidos não forem maiores do que as recompensas por
práticas comerciais ruins. Proprietários de empresas, gerentes e executivos
nunca são considerados pessoalmente responsáveis por má ação, portanto, mesmo
que sejam pegos quebrando regras, os indivíduos sabem que podem se esconder
atrás de seus firewalls corporativos.
Além disso, as multas aplicadas contra o mal comportamento nas empresas de
tecnologia são simplesmente pequenas demais para forçar uma mudança no
comportamento, especialmente quando as equipes de advogados especializados
giram deliberadamente para garantir processos de apelação e utilizam táticas
para que os casos se arrastem por anos, ou às vezes fiquem ‘esquecidos’, quando
novos funcionários eleitos tomam posse com laços mais estreitos com as big techs que seus predecessores.”
(Fitzgerald, págs. 241 e 242.).
Ian Fitzgerald, Estado Profundo – Uma história de agendas secretas e de governos sombra
A frase do dia
terça-feira, 14 de janeiro de 2025“Você
não pode convencer um crente de nada porque sua crença não é baseada em
evidências; é baseada em uma profunda necessidade de acreditar.”
Carl Sagan (1934-1996), astrônomo e divulgador científico americano, citado por Joan Konner em The Atheist’s Bible
Frases de Meio Ambiente
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025"É natural que o aparecimento
da poluição tenha apanhado de surpresa uma ciência econômica que tem prazer em
brincar com todos os tipos de modelos mecanicistas. Curiosamente, mesmo depois
do acontecimento, a economia não dá sinais de reconhecer o papel dos recursos
naturais no processo econômico. Os economistas ainda parecem não perceber que,
uma vez que o produto do processo econômico é o desperdício, o desperdício é um
resultado inevitável desse processo e ceteris
paribus (tudo o mais constante) aumenta em maior proporção do que a
intensidade da atividade econômica.”
Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994), matemático, estatístico e economista romeno em A Lei da Entropia e o Processo Econômico
Quem paga mais imposto?
domingo, 12 de janeiro de 2025Outras leituras
sábado, 11 de janeiro de 2025“Você
quer ser mais do que você é? Restrinja seus desejos, em vez de aumentá-los: não
importa se você não deseja nada ou se possui alguma coisa, dá na mesma. Você
obterá mais da moderação de sua mente do que poderia esperar da generosidade do
destino, pois a alma nunca é maior do que quando deixou de lado todas as coisas
estranhas e garantiu a paz para si mesma por não temer nada, desprezando riquezas
por não desejá-las.
Esse
é o caminho mais curto que você pode trilhar para atingir esse objetivo: é
desprezar a riqueza. Mas, uma vez que você abra a porta para a cobiça, se você
permitir que o desejo por coisas supérfluas entre, então nada poderá limitar
seus desejos. Alexandre era pobre mesmo
depois de conquistar (o império de) Dario e as Índias. Ha pessoas que desejam sempre
mais, depois de terem obtido tudo.
Se
você falhar, vítima desse tipo de hidropsia, nada jamais saciará sua sede;
novas aquisições serão apenas meios para outras. Você também acabará encontrando
essa desgraça, na qual coisas inúteis quase se tornarão necessárias para você.
Essa é a lição que (o filósofo fundador do estoicismo) Zenão deu após seu
naufrágio: ‘Muito bem da sua parte, Fortuna, por ter me levado à Filosofia’.
Foi também isto que levou (o filósofo cínico) Crates, o Tebano, a atirar o seu
dinheiro ao mar, aconselhado por Diógenes. Foi o que levou (o filósofo)
Xenócrates a enviar os trinta talentos de ouro de volta para Alexandria. Foi o
que convenceu (o filósofo) Demócrito (o primeiro, diz Plínio, que descobriu e
ensinou a relação do Céu e da Terra) a não ficar com nada do lucro que obteve
na especulação com azeite através da contemplação das estrelas (prevendo uma
safra ruim, comprou e estocou azeite), tendo desde então sido imitado nesta
mesma ação por Sexto, o Filósofo Romano. (Le Vahyer, pág. 128)
François de La Mothe Le Vayer (1588-1672), escritor e filósofo francês em Apart from the Crowd: Anti-Political and Contemplative Writings (Além da multidão: escritos antipolíticos e contemplativos)
Lumiar - Beto Guedes
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025Música brasileira
Beto Guedes
Álbum: A página do relâmpago elétrico (1977)
Música: Lumiar
https://www.youtube.com/watch?v=uvx5Ea8CuQo&list=PLqxz-htSbfgmzH2oKJ91HupvNRmjpEGn0&index=6
Alberto
de Castro Guedes, mais conhecido como Beto Guedes (1951-), é um cantor, compositor e multi-instrumentista brasileiro. Ficou
conhecido por seu trabalho como músico e compositor nos álbuns Clube da Esquina I e II, de Milton Nascimento e Lô Borges,
e pelo seu grande sucesso em sua carreira individual iniciada em 1977 com o
LP A Página do Relâmpago Elétrico. É autor de sucessos como
"Amor de Índio", "Sol de Primavera", "Lumiar",
"O Sal da Terra", entre outros.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Lygia Fagundes Telles (1918-2022)
quinta-feira, 9 de janeiro de 2025Labels: arte, Autores, Cultura, Jornalistas/Escritores
Leituras diárias
quarta-feira, 8 de janeiro de 2025“Segundo
a teoria do Big Bang, uma explosão primordial que teria dado origem ao cosmos,
que se estima mais recentemente ter ocorrido há 13,7 bilhões de anos, especula-se
que esse evento coincida com o nascimento do tempo. Em consequência disso, se o
tempo nasceu com uma explosão primordial, surge uma questão: se o tempo nasceu,
ele também pode morrer? Se é que ‘nascer’ e ‘morrer’ são expressões que fazem
sentido quando aplicadas ao tempo.
O
tempo pode acabar? George Musser, autor de vários livros, editor e redator de Scientific American, responde tanto
afirmativa quanto negativamente a essa questão. Musser argumenta que a teoria
da relatividade geral prevê que o tempo se esgote em pontos chamados
singularidades, caso em que a matéria mergulha no coração de um buraco negro,
ou que o universo acabe desabando num ‘Big
Crunch’, algo como um colapso sobre si mesmo, num movimento contrário à
expansão. Ainda assim, ele argumenta que singularidades demandam que a matéria
atinja condições fisicamente impossíveis. Na interpretação de Musser, uma
chance de responder à pergunta sobre a morte do tempo é considerar que ela
possa ocorrer de forma gradual. O tempo poderia, por exemplo, perder seus
atributos um a um: direcionalidade, duração e ordenação de eventos. Com isso, a
morte do tempo abriria caminho para uma física atemporal.” (Capozzoli, págs. 42 e 43)
Ulisses Capozzoli, A origem e o fim do tempo: interpretações da física e da filosofia
A frase do dia
terça-feira, 7 de janeiro de 2025“Na verdade, as leis são
sempre úteis para quem possui e prejudiciais para quem nada tem; daí se segue
que o Estado organizado só é vantajoso para os homens quando todos possuem alguma
coisa e nenhum tem demais.”
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), filósofo suíço em O Contrato Social (citado por Goodreads)
Só lembrando
segunda-feira, 6 de janeiro de 2025Frases de Meio Ambiente
domingo, 5 de janeiro de 2025“Constantemente
penses a respeito do encadeamento de todas as coisas neste mundo e suas
recíprocas ligações. De certo modo, são todas entrelaçadas, e, portanto,
solidárias. Uma resulta de outra, sem dúvida, devido à concordância de seus
movimentos, à sua conexão, à unidade de sua substância.”
Marco Aurélio (121-180 ec), filósofo e imperador romano em Meditações
Essa não poderia faltar
sábado, 4 de janeiro de 2025Outras leituras
sexta-feira, 3 de janeiro de 20251969
– Religião
Foi
realizado em São Francisco, Califórnia, um Holy Man Jam, ou seja, uma espécie
de festival das principais tendências religiosas da comunidade hippie
americana. Num salão de baile alugado, reuniram-se cerca de 2 mil pessoas para
ouvir seus gurus prediletos e cantar músicas místicas ao som das guitarras elétricas.
Naturalmente, estava todo mundo muito doido, com muito fumo e muito ácido sendo
distribuído no enorme salão. No palco, apareceram, entre outros, Thimothy
Leary, o papa do LSD, e Alan Watts, o grande sacerdote do zen-budismo nos
Estados Unidos. Leary misturou um pouco de política ao ambiente religioso. Foi candidato
ao cargo de governador da Califórnia e afirmou que o caminho para o Reino de
Deus passava pela reforma deste mundo. Watts apareceu vestido com sua longa
túnica de sacerdote zen e fez sua entrada ao som de fanfarras dissonantes.
Depois
dele, apareceu um guru desconhecido que se anunciou como um novo Messias,
afirmou que chegara à Terra a bordo de um disco voador e convidou a platéia a
abandonar seus corpos para acompanhá-lo numa “viagem astral”.
A
essa altura, porém, já estava todo mundo viajando. “A verdadeira religião é a
música”, disse, então, um citarista do Ali Akbar College of Music,que tocou
alguns ragas que Ravi Shankar tornou famosos no Ocidente e cantou
passagens assustadoras do Livro Tibetano dos Mortos.
O
misticismo religioso foi, sem dúvida, o lado extremo da contracultura hippie —
como sempre o foi, de resto, de todos os irracionalismos. O que o caracterizou,
foi a mistura delirante de todos os êxtases: Tibete, índia, parapsicologia,
zen-budismo, realismo mágico, discos voadores, astrologia, bolas de cristal,
macumba (vodu, para eles), iluminações psicodélicas e espiritismo puro e
simples estavam, todos, misturados no mesmo saco místico da contracultura. A
revista Newsweek publicou uma reportagem sobre o vigoroso crescimento das
chamadas “ciências ocultas” nos Estados Unidos. A contrapartida da violência
política que varria o país foi a mágica religiosa. A onda se espalhou e alagou
todos os países ocidentais.
John
Lennon e Yoko Ono, por exemplo, pretenderam com seu Festival de Toronto,
Canadá, assegurar a paz mundial através das “boas vibrações” de um milhão de
hippies que pretendiam reunir lá. A viagem do LSD, diziam alguns psiquiatras,
pode ser qualificada como uma “esquizofrenia experimental”; o próprio estilo de
vida dos hippies tinha os traços de uma esquizofrenia sintética, pré-fabricada;
e, finalmente, o lado extremo do novo misticismo parecia roçar a fronteira do
patológico.
Mas
as coisas vêm acontecendo assim desde os beats na década de 50. Quando
perguntaram a Jack Kerouac o que procurava a sua geração, ele respondeu:
—
Deus. Nós queremos que Deus nos mostre a Sua Face.
Luis Carlos Maciel (1938-2017), filósofo, escritor, jornalista e roteirista brasileiro em Anos 60
Samblues - César Camargo Mariano
quinta-feira, 2 de janeiro de 2025Antônio
César Camargo Mariano (1943-) é um arranjador musical, pianista, tecladista, compositor, produtor brasileiro. Começa a atuar como profissional na Orquestra de William Furneaux e em 1962
forma o grupo "Três Américas". Dedicou-se por muitos anos como
arranjador e produtor de Wilson
Simonal e nos anos setenta tem
início uma bem-sucedida parceria com Elis Regina.
Também participa de trabalhos com Chico Buarque, Maria
Bethânia, Jorge Ben, Ivan Lins, Gal Costa entre
outros.
Na década de
oitenta César gravou dois discos considerados históricos: Samambaia,
com o guitarrista Hélio Delmiro e Voz
e Suor, com a cantora Nana Caymmi.
Em 1987, sua música instrumental "Mitos" é usada como tema de
abertura da telenovela Mandala, de Dias Gomes,
na Rede Globo.
Foi o primeiro a utilizar teclado sintetizador nos seus arranjos musicais.
Continua
atuando como arranjador, produtor, compositor e pianista no Brasil até 1994,
quando se muda para os Estados Unidos. Cesar tem colaborado com grandes nomes
internacionais, desde a música clássica de Yo-Yo
Ma até o Jazz sofisticado de Blossom
Dearie. Mesmo nos EUA, continua em contato permanente com os maiores nomes
da MPB,
dirigindo e produzindo discos e espetáculos. Entre vários prêmios nacionais e
internacionais, Cesar Camargo Mariano recebeu dos Diretores da Academia de
Artes e Ciências o prêmio especial “Lifetime Achievement Latin
Grammy Award” 2006, em reconhecimento à importância do conjunto de sua obra.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Leituras diárias
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025“Como
notou Guyer (2007), a temporalidade neoliberal é não linear, impedindo a
projeção de um futuro no médio prazo. Nos resta apenas um presente imediato que
‘patina’ sobre si mesmo, e um futuro distante e inescrutável que só pode ser
imaginado na forma de visões messiânicas ou apocalípticas que sejam o inverso
da realidade existente. Isso não se manifesta apenas de forma religiosa ou
espiritual: boa parte do reencantamento do mundo neoliberal se dá na forma das
teologias econômicas do mercado financeirizado e suas formas oraculares,
conspiratórias, piramidais e fantasmagóricas (Comaroff e Comaroff, 2000). Os
proponentes carismáticos e/ou conspiratórios dessas visões, como os políticos
populistas e gurus de todo tipo que proliferam pela internet, se vendem como
aqueles capazes de quebrar esse ciclo involutivo por supostamente incorporarem
alguma forma de autenticidade fora do sistema.” (Cesarino, pág. 70).
Letícia Cesarino, O mundo do avesso: verdade e política na era digital











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