O avanço da civilização e do progresso no Brasil
quinta-feira, 31 de março de 2022Procession & The story in your eyes - The Moody Blues
quarta-feira, 30 de março de 2022As melhores bandas de rock de todos os tempos
The Moody Blues
Album: Every good boy deserves favour (1971)
Músicas: Procession e The story in your eyes
The Moody Blues é uma banda britânica de rock, conhecida através da música psicodélica e do rock progressivo que transformou e influenciou outras bandas como Yes, King Crimson, Genesis, Pink Floyd, etc. Inicialmente a banda tocava rhythm and blues, antes de se tornarem rock. A banda foi formada em 1964 em Birmingham, Inglaterra, por Ray Thomas, Mike Pinder, Denny Laine, Graeme Edge e Clint Warwick. Depois de algumas mudanças na formação, convidando Jon Makaroun, dos The Hits e alterações no estilo sonoro, o Moody Blues conseguiu alcançar sucesso com suas apresentações bombásticas e um característico som orquestral. A banda ainda existe, apesar de o único integrante original que continuou com o Moody seja Graeme Edge até a sua morte em novembro de 2021.
(Fonte: Wikipedia)
Heitor dos Prazeres (1898-1966)
terça-feira, 29 de março de 2022Leituras diárias
segunda-feira, 28 de março de 2022
“Quer
dizer que já não desejamos que as pessoas vivam como nós? Não. Quer dizer que
temos de remodelar e reinventar o que significa viver como nós vivemos – o que
constitui o ‘modelo americano’, em termos de consumo de energia e recursos
naturais. Pois se a expansão da liberdade e dos mercados livres não for
acompanhada por uma mudança no modo como produzimos energia e tratamos o meio
ambiente – o Código Verde –, a Mãe Natureza e o planeta Terra irão impor suas
próprias pressões e limites sobre nosso modo de vida. Eis por que é fundamental
que uma estratégia para o Código Verde (apresentarei a minha na segunda metade
deste livro) seja incluída entre os itens que a América presenteia ao mundo,
juntamente com a Declaração dos Direitos dos Cidadãos, a Declaração de
Independência e a Constituição. Sem ela, não seremos livres por muito tempo –
nem mais ninguém o será. Haverá americanos demais – o americano no velho
estilo. E a Terra não poderá sustentar tantos americanos desse tipo.” (Friedman, págs. 144-145)
Thomas L. Friedman, Quente, plano e lotado – Os desafios e oportunidades de um novo mundo
"Numa buena"!
domingo, 27 de março de 2022RAÍZES DO BRASIL
sábado, 26 de março de 2022Entenda melhor o Brasil! Leia Raízes do Brasil, o clássico de Sérgio Buarque de Holanda. Baixe o livro no link abaixo:
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/188082/mod_resource/content/1/Raizes_do_Brasil.pdf
SEM PALAVRAS
sexta-feira, 25 de março de 2022TODO DIA!
quinta-feira, 24 de março de 2022Le Orme - Contrappunti
quarta-feira, 23 de março de 2022As melhores bandas de rock de todos os tempos
Le Orme
Album: Contrappunti (1974)
Música: Contrappunti
Le Orme (As
pegadas, em português) é um grupo de rock
progressivo italiano nascido na década de 1960 como banda de
músicas beat. Convencionalmente representa com a Premiata Forneria Marconi e Banco del Mutuo Soccorso a tríade do
rock progressivo italiano, além de ser um dos grupos que mais goza de prestígio
e visibilidade no exterior. Nos últimos anos, participou de algumas entre as
mais importantes manifestações mundiais do gênero.
(Fonte
do texto: Wikipedia)
Viktor Ivanovich Ivanov (1924-)
terça-feira, 22 de março de 2022Leituras diárias
segunda-feira, 21 de março de 2022“Os
invertebrados emergiram das águas, a começar pelos milípedes há 450 milhões de
anos, seguidos pelos insetos, aranhas, escorpiões, vermes e ácaros; passaram a
criar raízes no solo que se adensava e a mordiscar os talos das plantas. Mal
impediram, porém, a disseminação vegetal: os fetos, musgos altos e cavalinhas
se enraizavam, o mato cercava as plantas e as folhas se abriam, o dióxido de
carbono penetrava a atmosfera à medida que se transformava em tecido e, por
volta de 370 milhões de anos atrás, no devoniano médio, as florestas inteiras
cresciam e se espalhavam pela terra adentro.” (Zimmer, pág. 63)
Carl Zimmer, À beira d’água – Macroevolução e a transformação da vida
Amigo dos índios
domingo, 20 de março de 2022A guerra e o futuro da Rússia
sábado, 19 de março de 2022"Os seres humanos são como o mecanismo de um relógio: dá-se-lhes corda e caminham sem saber por quê." - Arthur Schopenhauer - A arte de envelhecer
O
conflito entre a Rússia e a Ucrânia já se estende por vinte dias até esta data (15/3/2022). Mais de dois
milhões de ucranianos deixaram sua pátria em direção a outros países,
principalmente a Polônia, Eslováquia e Romênia, fugindo da guerra. Cidades e
aldeias estão sendo bombardeadas e destruídas. Até escolas, áreas residenciais
e hospitais não estão sendo poupadas pelas tropas russas. Paralela à guerra das
armas, ocorre a guerra de informações: ucranianos declaram já terem destruído centenas
de veículos militares russos, enquanto que russos anunciam um avanço rápido e
desimpedido das suas tropas. Na guerra, a primeira vítima é a verdade, dizem
correspondentes de guerra experientes.
No
Ocidente começou um imenso bloqueio econômico à Rússia. Putin, centenas de
membros do seu governo e oligarcas que o apoiam, tiveram seus bens e seus
recursos financeiros bloqueados por bancos e governos europeus e pelos Estados
Unidos. Empresas transnacionais que vinham atuando na Rússia – gigantes como o
McDonalds, Starbucks, Coca Cola, Adidas, Apple, Mastercard, Bunge, Arcelor
Mittal, entre centenas de outras – encerraram temporariamente suas atividades. Companhias
internacionais de transporte marítimo e rodoviário, além de companhias aéreas, igualmente
suspenderam todo tipo de operação na Rússia. A guerra está custando caro a
Putin e aos seus apoiadores.
Analistas
políticos informam que o presidente Putin perdeu grande parte do apoio de seus
aliados internos, a elite econômica. Entre o povo, onde sempre gozava de
admiração, também começa a cair em descrédito, à medida que a situação
econômica se deteriora e a guerra não chega a um desfecho. Uma classe média
formada por profissionais liberais, professores, estudantes e funcionários
públicos de alto escalão, lidera as manifestações que só tendem a se alastrar,
à medida que estes grupos sociais se sentem cada vez mais afastados do padrão
de vida europeu que detinham. O isolacionismo cada vez mais autoritário de
Putin não agrada – principalmente aos ricos e à classe média culturalmente
influenciada pelo modo de vida europeu e americano.
O
Ocidente impõe um forte bloqueio econômico à Rússia, tentando enfraquecer o
poder interno e externo do autocrata, de modo a apressar o final do conflito
através de negociações entre os dois países. Alguns analistas, no entanto,
alertam para uma eventual dose excessiva do remédio. O isolamento econômico e
político prolongado da Rússia – e o efeito desta segregação imposta à sociedade
russa – pode, ao invés de enfraquecer o líder russo, fortalecê-lo. Pode
colocá-lo como guia de um movimento de revanche contra o Ocidente,
principalmente seus vizinhos europeus. Desmantelar grande parte da economia de
um país, deixando a população em situação de grande necessidade, sentindo-se
abandonada, pode trazer consequências nefastas para os causadores desta
situação. A história nos mostra o resultado da fragorosa humilhação imposta
pelos aliados à Alemanha, após a Primeira Grande Guerra (1914-1918): ascensão de Hitler, do
nazismo e eclosão de mais uma guerra mundial.
Outra possibilidade, já aventada por outros observadores internacionais, será o gradual desgaste de Putin, enfraquecendo seu poder e sua liderança, o que poderia levar à sua destituição ou inviabilizar sua reeleição. A pergunta, neste caso, é o quanto as elites econômicas e políticas ainda continuarão apoiando o líder em suas aventuras militares, em sua nova situação de isolamento da Europa e sua estratégia de repressão interna. Os próximos meses talvez nos tragam uma resposta, é esperar para ver. Todavia, quem não pode esperar de nenhuma maneira, é o povo da Ucrânia. Esta guerra tem que acabar o mais rápido possível.
(Imagens: pinturas medievais)
Labels: E aí qual é a resposta?, Economia, Política, Sociologia
Rios aéreos (rios voadores)
sexta-feira, 18 de março de 2022E o saneamento no Brasil?
quinta-feira, 17 de março de 2022Bacamarte - UFO
quarta-feira, 16 de março de 2022As melhores bandas de rock de todos os tempos
Bacamarte
Album: Depois do fim (1983)
Música: UFO
https://www.youtube.com/watch?v=t4yg7ocIvNA&list=PLJfwklRIOOp0qXKVhSMLa2wVWrlwG0e-S&index=1
O Bacamarte é
uma banda de rock
progressivo brasileira formada em 1974. A banda é conhecida
por ter lançado a carreira solo de Jane Duboc.
Seu primeiro álbum, Depois do Fim, é considerado como um dos
melhores do rock progressivo de todos os tempos, tendo o sítio Progarchives
listado-o como um dos 100 melhores álbuns do gênero. A lista ainda conta com as
mais expressivas criações das principais bandas do gênero, como Pink Floyd, Jethro Tull, Yes, Genesis, King Crimson, Gentle Giant e Rush.
(Fonte do texto: Wkipedia)
Diego Rivera (1886-1957)
terça-feira, 15 de março de 2022Leituras diárias
segunda-feira, 14 de março de 2022
“Em outras palavras, o
verdadeiro ser humano não é um modelo de virtude, um puritano ou um santarrão,
mas reconhece que algumas falhas são tão necessárias à verdadeira natureza
humana quanto o sal ao ensopado. É impossível conviver com pessoas apenas
virtuosas, porque não têm senso de humor, não permitem que a verdadeira
natureza humana exista e são perigosamente inconscientes de suas próprias
sombras. À semelhança de todos os legalistas intrometidos, tentam encaixar o
mundo num leito procustiano de regulamentos lineares, de forma que se tornam
incapazes de fazer acordos razoáveis.” (Watts, pág. 118)
Alan
Watts, Tao o curso do rio
Tudo barato!
domingo, 13 de março de 2022Alan Watts
sábado, 12 de março de 2022
Conheça o pensamento questionador de Alan Watts:
https://comunidadeculturaearte.com/o-caminho-de-alan-watts-na-divulgacao-do-oriente-no-ocidente/
Não ao garimpo ilegal em terras indígenas!
sexta-feira, 11 de março de 2022PLANO
quinta-feira, 10 de março de 2022The Alan Parsons Project - Eye in the sky
quarta-feira, 9 de março de 2022As melhores bandas de rock de todos os tempos
Alan Parsons Project
Album: Eye in the sky (1982)
Música: Eye in the sky
The
Alan Parsons Project foi um grupo de rock
progressivo inglês formado nos fins dos anos 70 e
início dos anos 80 e foi fundado por Alan Parsons e Eric Woolfson.
Muitos dos seus títulos, especialmente os primeiros, partilham traços comuns
com The Dark Side of the Moon dos Pink Floyd,
talvez influenciado pela participação de Alan Parsons como engenheiro de som na
produção deste álbum em 1973. Eram álbuns conceituais que começavam com uma
introdução instrumental esvanecendo-se na primeira canção, uma peça
instrumental no meio do segundo lado do LP e terminavam com uma canção calma,
melancólica e poderosa. No entanto, a introdução instrumental só foi realizada
até 1980 -
a partir desse ano, nenhum álbum exceto "Eye in the Sky" possuiu uma.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Edvard Munch (1863-1944)
terça-feira, 8 de março de 2022Leituras diárias
segunda-feira, 7 de março de 2022
“Aqui,
mais uma vez, Freud insiste na irreparável cisão entre ciência e religião: as
doutrinas religiosas ‘não são uma materialização da experiência ou o resultado
final do pensamento. São ilusões que satisfazem os mais antigos, poderosos e
urgentes desejos da humanidade. O segredo de sua força é a força destes
desejos.’ A religião, em suma, é a mãe, o campeão e o beneficiário das ilusões.
Rejeitar seus benefícios espúrios é, portanto, rejeitar a religião em si mesma.
Freud não via alternativa, não admitia concessões." (Gay, pág. 72)
Peter Gay, Um judeu sem Deus – Freud, ateísmo e a construção da psicanálise
A invasão da Ucrânia pela Rússia
sábado, 5 de março de 2022Em
24 de fevereiro de 2022 o exército russo invadiu a Ucrânia. Há diversas
explicações para a origem do conflito. Todas elas, no entanto, remetem
primordialmente à rivalidade entre o imperialismo norte-americano, representado
pela União Europeia e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de um
lado, e o imperialismo russo de outro. Ambos, Estados Unidos e Rússia – apesar
do término da Guerra Fria com a derrocada da União Soviética e seus satélites em
1991 –, ainda mantêm pretensões de exercerem influência político-militar em
certas regiões estratégicas. Os Estados Unidos, mais do que a Rússia, ainda vêm
mantendo bases militares e plataformas de lançamento de mísseis em diversos países.
A Rússia, que se recuperou do caos econômico que se seguiu à dissolução do
império soviético, retomou sua tática de também marcar presença global ao longo
dos últimos quinze anos, notadamente desde que Vladimir Putin passou a ocupar
cargos de mando no governo.
Neste
confronto a Ucrânia se tornou um joguete, nem sempre inocente, dos interesses
de ambos os lados do conflito; a Europa, escorada pelos Estados Unidos, e a
Rússia. Um peão no tabuleiro do xadrez mundial de disputa de poder das grandes
(e menores) potências. Como quase sempre ocorre em tais embates, não há nações
e governos inocentes. Todos a seu modo tentam tirar vantagens da situação. Não
entraremos em detalhes sobre as diversas forças que desempenham um papel neste
conflito, já que não é um tema que dominamos. Fica claro, no entanto que por
trás dos discursos de governos – americano, europeus, russo e até ucraniano – o
interesse primordial é o econômico; dos grandes investidores, dos oligarcas, das
empresas transnacionais, bancos, e todo tipo de negócio mais ou menos escuso. As
vítimas, como sempre ocorreu ao longo da história da humanidade, são as pessoas
comuns: o cidadão que tem sua casa destruída e parentes mortos, que é convocado
para lutar, e quem sofre com todas as consequências econômicas do conflito,
precisando emigrar e deixar o lar de seus ancestrais. Os ricos, seja de que
lado for, são pouco afetados, ou arranjam maneiras de fugir da situação sem
perderem tudo.
O
povo russo, por sua vez, não oferece apoio unânime à investida de Putin e seus
adeptos sobre o país vizinho. Milhares de cidadãos em Moscou, São Petersburgo e
outras cidades russas, foram detidos pela polícia por se manifestarem contra a
guerra. Empresários russos, até agora aliados da política do líder russo, começam
a falar contra o governo, por estarem sendo prejudicados em seus negócios, devido ao boicote econômico imposto pelas empresas e bancos de todo o mundo.
A
sociedade russa está sendo punida economicamente pelas ações de seu governo;
situação com a qual Putin e seu governo provavelmente não contavam – pelo menos
neste grau de intensidade. Empresas estrangeiras, muitas delas transnacionais
de diversas áreas, estão suspendendo suas atividades no país e retirando
investimentos. É o caso, por exemplo, de empresas do setor de petróleo e gás,
como a britânica BP, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total, a americana
Exxon Mobil; de montadoras de automóveis; e de indústrias do setor de alimentos
e bebidas, como a Mondelez, a Nestlé e a Carlsberg, entre muitas outras. Grande
parte dos bancos russos foi suspensa do sistema de comunicação interbancária
SWIFT, que permite transferências interbancárias internacionais. Dos cerca de
600 bilhões de dólares de reservas acumuladas pelo governo russo nos últimos
anos, depositados em bancos no exterior no Japão, na Alemanha, na França, nos
Estados Unidos, na Inglaterra, Suíça e outros, aproximadamente 400 bilhões de
dólares foram congelados por estes países. Enquanto perdurar a situação de
guerra, a Rússia não terá acesso a estes recursos. Com isso, o rublo russo já
sofreu uma desvalorização de mais de 30% e os juros bancários já aumentaram em 20%,
desde o começo da guerra. Trabalhadores russos começam a ser dispensados de
seus empregos e a atividade econômica começa a diminuir.
O
mundo também sofrerá os impactos deste conflito. Em 1/3/2022 o preço do barril
de petróleo já havia ultrapassado os 100 dólares, seu valor mais alto em sete
anos. Com isso, as economias de todos os países serão afetadas com maior ou
menor intensidade, já que toda a atividade econômica mundial – agricultura, indústria,
transporte – é altamente dependente deste insumo. No setor da alimentação, já
se prevê de imediato um aumento no preço dos óleos vegetais e do trigo – a
Ucrânia é o maior exportador mundial de óleo de girassol e grande fornecedor de
trigo. A Turquia, por exemplo, importa 70% do trigo que consome da Rússia e da
Ucrânia. Com baixa oferta destes produtos, deverá aumentar a demanda por outros
tipos de grãos e óleos em todo o mundo. Analistas também preveem uma queda na
oferta de metais como o alumínio, o níquel, paládio, platina, titânio, entre
outros, dos quais a Rússia e a Ucrânia são grandes fornecedores. Em termos
gerais, espera-se um aumento nos preços do petróleo, do gás, de matérias-primas
químicas, metálicas e produtos agrícolas, o que deverá afetar mais ainda a
economia mundial como um todo, gerando inflação.
Segundo
um estudo recentemente publicado pelo banco holandês Rabobank, os impactos do
conflito na economia brasileira são limitados, a depender da duração do
conflito. Já outros analistas informam que a economia brasileira também será
afetada pela inflação mundial, que atingirá a maioria dos países. A preocupação
com o fornecimento de fertilizantes, dos quais a Rússia é o maior supridor do
Brasil, não é problema imediato, segundo a ministra da Agricultura Teresa
Cristina. O estoque disponível ainda é suficiente para abastecer a agricultura
nacional durante 2022 e, paralelamente, o ministério já iniciou contatos com
outros países fabricantes do insumo. Já a Petrobrás, por sua vez, relatou que
há uma defasagem de 24% no preço da gasolina e de 27% no do óleo diesel,
levando-se em conta os preços ascendentes do barril de petróleo no mercado
internacional por causa da guerra. A empresa ainda não se manifestou quanto a
um eventual aumento destes combustíveis.
A
invasão da Ucrânia pela Rússia é o mais recente evento que afeta a economia
mundial neste século. Depois da crise dos bancos em 2008, da crise da Covid-19
em 2020/2021, o ano de 2022 começa com um conflito armado, cujas consequências
até o momento são imprevisíveis. O que o mundo espera é que este conflito se
resolva o mais rápido possível, de modo a causar o menor impacto possível em
termos de vidas e danos à economia local e mundial.
Já a solução para o (longo) conflito entre os Estados Unidos e a Rússia é uma possibilidade remota, e dependerá de uma nova configuração no jogo das forças econômicas, políticas e militares no planeta. O evento contribuiu, no entanto, para uma aproximação da Europa com os Estados Unidos, que estavam relativamente afastados durante o governo Trump. Ao mesmo tempo houve uma aproximação maior ainda entre o governo russo e o governo chinês.
Qual será o papel do Brasil nesta nova disposição de interesses e forças? Continuaremos desempenhando um papel secundário? A história continua. E o Brasil, continuará sendo simples figurante?
(Imagens: pinturas de Ad Reinhardt)
Labels: E aí qual é a resposta?, Economia, Política, Sociologia
E os territórios indígenas?
sexta-feira, 4 de março de 2022Blind Faith - Can't find my way home
quarta-feira, 2 de março de 2022As melhores bandas de rock de todos os tempos
Blind Faith
Album: Blind Faith (1969)
Música: Can't find my way home
Versão estúdio 1969:
Blind
Faith foi uma banda britânica criada
em 1968.
Considerado um dos primeiros supergrupos do rock, era composto por
músicos integrantes de bandas pré-existentes, todos já famosos
individualmente: Eric Clapton (vocais e guitarra), Ginger Baker (bateria), Steve Winwood (vocal
e teclado) e Ric Grech (baixo e violino).
Clapton
e Baker tinham saído do Cream, Winwood do Traffic e
Grech do Family.
Gravaram apenas um disco, antes de se separarem em 1969.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Candido Portinari (1903-1962)
terça-feira, 1 de março de 2022Leituras diárias
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
“(Nietzsche)
parafrasea el célebre fragmento de Anaximandro, después de haber intentado
traducirlo: ‘Cual es la causa de aquel incessante devenir y crear, de aquella
expressión de mueca dolorosa en el rosto de la naturaliza, de aquel lamento
fúnebre sin fin en todos los campos de la existência? (...) Ahora el fuego
destruye vuestro mundo y al final él se disolverá en humo y vapor. Pero siempre
se reconstruirá nuevamente un mundo transitório semejante: quién podrá librarnos
de la maldición del devenir?’ Respecto a Heráclito comenta: ‘Un nacer y un morir,
un construir y un destruir, que carezcan de toda responsabilidad moral y se
desarrollen en una inocência eternamente igual, se reencuentra en este mundo
sólo a través del juego del artista y del niño’.” (Givone, pág.103)
Sergio Givone, Desencanto del mundo y pensamento trágico
Leia obra do primeiro pensador brasileiro
sábado, 26 de fevereiro de 2022https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-65938/reflexoes-sobre-a-vaidade-dos-homens
MAIS AGROTÓXICOS NA NOSSA COMIDA!
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022FIQUE ALERTA!
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022Traffic - Shouldn't have took more than you gave
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022As melhores bandas de rock de todos os tempos
Traffic
Album: Welcome to the canteen (1971)
Música: Shouldn't have took more than you gave
https://www.youtube.com/watch?v=JweZ_wzmifw
Traffic foi
uma banda de rock de Birmingham, Inglaterra,
formada no início de 1967 por Steve Winwood, Jim Capaldi, Chris Wood e Dave Mason.
O som distinto da banda, suas gravações inovadoras e a escrita compartilhada de
letras influenciaram vários outros grupos de rock
progressivo no final da década de
1960 e início da década de
1970.
(Fonte:
Wikipedia)
Käthe Kollwitz (1867-1945)
terça-feira, 22 de fevereiro de 2022Leituras diárias
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022
“E,
a despeito da imensa quantidade de poesia publicada e lida hoje em dia, a
personalidade verdadeira e naturalmente poética parece estar se tornando cada vez
mais rara. Talvez seja verdade que a espécie de dignidade e eminência características
do poeta, outrora, se esteja tornando mais e mais impossível na nossa moderna
sociedade democrática, num período em que a ascendência das ideias científicas
tornou o homem mais consciente de seu parentesco com outros animais e de sua
sujeição a leis biológicas e físicas, do que de sua relação com os deuses.”
(Wilson, pág. 63)
Edmund Wilson, O castelo de Axel – Estudo sobre a literatura imaginativa de 1870 a
1930
Emprego e crescimento
sábado, 19 de fevereiro de 2022
O
Brasil fechou o ano de 2021 com 12,9 milhões de desempregados, o que
corresponde a 12,5% da população economicamente ativa (103,6 milhões). O número
apresentou uma pequena queda em relação a 2020, mas a tendência é que a taxa de
desemprego volte aos índices anteriores à pandemia, segundo estudo publicado
pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 17/01/2022. A instituição
prevê que o país volte a atingir os 14 milhões de desocupados em 2022 e 13,6
milhões em 2023. A América Latina é a região com menos perspectivas de criação
de postos de trabalho e crescimento nos próximos anos, segundo o estudo da OIT.
Esta
previsão coincide com as expectativas de diversos economistas brasileiros. A
tendência de baixo crescimento da economia, acentuada pelo aumento dos juros,
diminuirá a oferta de empregos e provocará uma nova queda no PIB. Alguns
analistas econômicos falam que com isso se estabelecerá efetivamente uma
recessão – o que por sua vez ainda provocará mais demissões. Diminuem assim as
chances de que se criem mais postos de trabalho com carteira assinada. Já em
setembro de 2021 haviam 38,2 milhões de trabalhadores informais; cerca de 40% da
população economicamente ativa à época. No mesmo período o rendimento mensal
médio do trabalhador era de R$ 2.459,00, o que representava uma queda de 4% em
relação ao segundo trimestre de 2021 e uma diminuição de 11,1% em relação ao
terceiro trimestre de 2020.
Ficam
também mais afastadas as possibilidades de criação de empregos com salários
mais altos. A tendência é que se mantenha a situação que vigora já há alguns
anos, onde sete em cada dez empregos estão localizados em setores com baixo
conteúdo tecnológico. São ocupações que pagam salários até 40% inferiores à média
nacional. De acordo com matéria publicada no jornal Folha de São Paulo em maio
de 2021, entre os setores com baixo conteúdo tecnológico estão a agricultura, a
construção civil, os transportes, a alimentação e os serviços domésticos,
segundo uma classificação da Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE). Estes empregos representam 68% das vagas de trabalho oferecidas no
mercado brasileiro, segundo o jornal. As ocupações de alto conteúdo tecnológico
como informática, planejamento, logística, automação, engenharias diversas,
representam 0,2% das ocupações, com salário médio que é mais que o triplo da
média nacional.
O
Brasil passa por um processo de desindustrialização, assim como a maioria dos
países. No entanto, no nosso caso não houve uma preparação para tal. O país não
chegou a desenvolver ramos industriais mais sofisticados, para onde parte da
mão de obra especializada pudesse migrar, como a indústria eletrônica, a
mecânica fina, a indústria de máquinas e equipamentos, etc. O setor da
engenharia pesada, que se desenvolveu bastante ao longo dos últimos trinta
anos, e no qual o Brasil era um dos grandes fornecedores, foi em grande parte
destruído com as ações jurídicas resultantes da operação Lava Jato. O que já
vem ocorrendo há quase uma década, é que o país diminuiu a geração de empregos
que exigem melhor formação e por isso pagam melhores salários. Com isso, por um
lado, os jovens ficam sem incentivo para se aprofundarem nos estudos visando
uma carreira em setores de ponta, já que as vagas são poucas. Por outro lado –
e este é um fato que presenciamos há alguns anos no dia a dia – os
profissionais melhor formados, que perderam ou ainda não encontraram um
emprego, são obrigados a atuar em empregos mal remunerados, fora de suas áreas
de especialização.
Sem
uma recuperação da atividade industrial não voltarão os empregos de qualidade,
dizem os especialistas. Os demais setores, com exceções pontuais, não conseguem
gerar empregos bem remunerados em quantidade suficiente para absorver os
contingentes atualmente ociosos e mais aqueles que deverão entrar no mercado ao
longo dos próximos anos. Sem os empregos razoavelmente bem pagos não há um
consumo constante e forte, não há a formação de uma classe média, o que limita
o crescimento regular da economia e dos serviços proporcionados pelo Estado e
pelas empresas (escolas, hospitais, energia, comunicação, transportes, etc.).
No
entanto, ao que parece, a recuperação da atividade industrial é algo bastante
remoto. Por que haveriam capitais disponíveis, interessados em investir em
(novas) atividades industriais, quando os empreendimentos aqui estabelecidos
estão fechando suas portas ou deixando o país, por falta de mercado consumidor?
(O mercado consumidor só pode existir quando existem empregos. Empregos só
existem com empresas, as quais, por sua vez, só existem com mercado
consumidor). Por outro lado, quem teria interesse em investir em uma empresa –
falo de empresas médias ou grandes, não de microempresas ou empreendimentos
familiares – se o rendimento dos recursos é maior e mais seguro nas aplicações
financeiras?
A
tarefa de “primeiro motor” numa economia combalida como a nossa caberia ao
Estado. Como já defendeu o economista John Maynard Keynes (1883-1946) nos anos
1930, os estados devem utilizar medidas intervencionistas para mitigar os efeitos
adversos das crises econômicas e fazer com que recuperem as atividades
econômicas (e a consequente geração de empregos e renda). No entanto, parece
que os economistas que ora operam a economia do país não concordam com essas
ideias – que foram e estão sendo colocadas em prática com êxito em muitos
países, particularmente nos Estados Unidos. Preferem esperar que “a mão
invisível do mercado” coloque a economia brasileira novamente em funcionamento.
Até lá, se isto um dia ocorrer a partir destas premissas, o país ainda perderá muito sangue, suor e lágrimas.
(Imagens: pinturas de Anita Malfatti)
Labels: Economia, Gestão de recursos, Gestão Pública, Sociologia















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