Leituras diárias

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

 

“O planeta é habitado por 7,7 bilhões de seres humanos e produz um PIB de US$ 87,3 trilhões por ano. Se o PIB fosse dividido igualmente, cada pessoa teria US$ 17.800 por ano à sua disposição, portanto, poderia viver confortavelmente. Em vez disso, um residente do Principado de Mônaco tem renda anual média de US$ 185.829, enquanto um residente do Burundi tem US$ 261. A riqueza de um é 712 vezes maior que a riqueza do outro. E a expectativa de vida, a capacidade de estudar, de se curar, de ter um lar e filhos, depende dessa grande lacuna. O comunismo aprendeu a distribuir riqueza, mas teve baixa capacidade de produzi-la. O capitalismo soube produzir riqueza, mas não soube distribui-la. Em resumo, respondendo à sua pergunta sobre o que seu errado: o comunismo perdeu, mas o capitalismo também não ganhou. (De Masi)

 

Domenico de Masi, Entrevista dada a Laura Greenhalgh, publicada no jornal Valor em 26 de julho de 2022

Luiz Carlos Maciel (1938-2017)

domingo, 14 de agosto de 2022

 

Luiz Carlos Maciel nasceu em Porto Alegre em 1938. Em 1958 formou-se me filosofia pela Universidade do Rio Grande do Sul. No ano seguinte, em 1959, trabalhou como diretor de teatro. Neste mesmo ano ganhou uma bolsa de estudos para a Escola de Teatro da Universidade da Bahia, onde fez amizade e passou a conviver com Torquato Neto, João Ubaldo Ribeiro, Caetano Veloso e Gláuber Rocha. Este último o convidou para atuar em seu curta-metragem “A Cruz na Praça”, finalizado nesse mesmo ano de 1959.

No ano de 1960, com bolsa de estudos da Fundação Rockefeller, estudou direção teatral e realização de roteiros no Carnegie Institute of Technology, em Pittsburgh, nos Estados Unidos da América, onde permaneceu até 1962. Por volta do ano de 1963 retornou ao Brasil, indo residir em Salvador, onde trabalhou como professor da Escola de Teatro. Na época, dirigiu diversas montagens teatrais. No ano posterior, em 1964 transferiu-se para o Rio de Janeiro, passando a lecionar artes dramáticas no Conservatório Dramático Nacional. Por essa época, começou a contribuir como colunista em jornais como Última Hora e Jornal do Brasil, além de escrever para a revista Fatos e Fotos, uma das mais importantes da década de 1960.

No ano de 1969, ao lado de Sérgio Cabral, Ziraldo e Jaguar, entre outros, fundou o jornal O Pasquim. Por essa época, passou a trabalhar na TV Globo como roteirista, redator, membro de grupos de criação de programas e de analista e orientador de roteiros, onde permaneceu por 20 anos.

No ano de 1970, com outros jornalistas e integrantes da equipe do jornal O Pasquim, foi preso pela ditadura militar da época, passando dois meses encarcerado na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Suas ideias sobre o underground o tornaram mais conhecido como o “Guru da contracultura” nas décadas de 1960 e 1970, editando o semanário, porta-voz da contracultura Flor do Mal. 

Foi o editor-chefe responsável pela redação da revista Rolling Stones em sua versão brasileira. A convite de Tarso de Castro, no ano de 1979, assinava matérias e colunas no semanário “Enfim”. No ano posterior, em 1980, a convite do jornalista Tarso de Castro, passou a escrever para a revista “Careta”. Em 1987 voltou a lecionar, principalmente cursos de roteiro.

Como escritor, biógrafo e jornalista publicou os livros “Samuel Beckett e a solidão humana”; “Sartre, vida e obra”; “Nova consciência”; “Negócio seguinte”; “A morte organizada”; “Anos 1960”; “Geração em transe, memórias do tempo do tropicalismo”; “As quatro estações”; “Negócio Seguinte” e em coautoria com Patrícia Marcondes de Barros o volume “Sol da Liberdade”, e ainda “Dorinha Duval, em busca da luz” (com Maria Luiza Ocampo), além de “Eles e Eu – Memórias de Ronaldo Bôscoli”, em parceria com Ângela Chaves.

No ano de 1984 fez a direção da peça “Flávia, cabeça, tronco e membros”, de Millôr Fernandes. Neste mesmo ano dirigiu a cantora Gal Costa no show “Baby Gal”. Em 1991 dirigiu as peças “Brida”, de Paulo Coelho e “Boca molhada de paixão calada”, de autoria de Leilah Assumpção. No ano de 1998 roterizou o longa-metragem “Dolores”, trabalho premiado pelo Ministério da Cultura.

Maciel morreu em 9 de dezembro de 2017, vítima de falência múltipla de órgãos.

 

Frases de Luiz Carlos Maciel

 

O deus da classe média, ao qual ela deve sua existência, o fundamento metafísico do capitalismo, é o dinheiro. Nos dias que vivemos, a grana experimenta sua promoção a uma espécie de Divindade Suprema, glorificada em prosa, verso e uma enxurrada incessante de tratados de economia, organizações econômicas e seus templos máximos que são os bancos.”;

A maior tragédia da filosofia ocidental é ter sobrado tão poucos textos dos pré socráticos.”;

Política, naturalmente, é um teatro e deve ser vista como um teatro.”;

O instante vivido é sempre uma aventura imprevisível.”;

O simples é não pensar, não estar atrás de explicações. Perguntar é querer explicações daí fica-se necessariamente complicado.”;

Acusar os outros de sacanagem pode ser uma maneira de dissimular a própria sacanagem.

 

 

(Fonte: Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira, site Mafuá do LHPA, o livro O Sol da Liberdade e Wikipedia)

Jean-Jacques Rousseau (1712-1778)

sábado, 13 de agosto de 2022

Faça download do livro Do Contrato Social do filósofo, escritor e crítico social genebrino Jean-Jacques Rousseau, um dos maiores pensadores do século XVIII. 



Disponível no link ebooksbrasil abaixo:

https://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/contratosocial.pdf

Os "empresários" dos novos tempos?

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

 


País tem muitas religiões, mas Estado é laico!

 


(Fonte: Secretaria da Justiça e da Cidadania)

Democracia sempre!

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

 


(Fonte Blog Reconta Aí)

Ziggy Stardust - David Bowie

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

 As melhores músicas do rock 


David Bowie

The rise and fall of Ziiggy Stardust and the spiders from Mars (1972)

Música: Ziggy Stardust 






David Bowienome artístico de David Robert Jones, (Londres8 de janeiro de 1947 — Nova Iorque10 de janeiro de 2016) foi um cantorcompositorator e produtor musical britânico. Por vezes referido como "camaleão do Rock" pela capacidade de sempre renovar sua imagem, tem sido uma importante figura na música popular há cinco décadas e é considerado um dos músicos populares mais inovadores e ainda influentes de todos os tempos, sobretudo por seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980, além de ser distinguido por um vocal característico e pela profundidade intelectual de sua obra.

Embora desde cedo tenha realizado o álbum David Bowie e diversas canções, Bowie só chamou a atenção do público em 1969, quando a canção "Space Oddity" alcançou o quinto lugar no UK Singles Chart. Após um período de três anos de experimentação, que incluem a realização de dois significativos e influentes álbuns, The Man Who Sold the World (1970) e Hunky Dory (1971), ele retorna em 1972 durante a era glam rock com um alter ego extravagante e andrógino chamado Ziggy Stardust, sustentado pelo sucesso de "Starman" e do aclamado álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars. Seu impacto na época foi um dos maiores cultos já criados na cultura popular. Em 1973, o disco Aladdin Sane levou Ziggy aos EUA. A vida curta da persona revelaria apenas uma das muitas facetas de uma carreira marcada pela reinvenção contínua, pela inovação musical e pela apresentação visual.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)


Aldo Cardarelli (1915-1986)

terça-feira, 9 de agosto de 2022

 


Conheça mais sobre a vida e a obra do pintor no link Guia das Artes abaixo:


https://www.guiadasartes.com.br/aldo-cardarelli/obras-e-biografia

 

Leituras diárias

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

 



“Mas, além de ponto nevrálgico, Piratininga talvez fosse um “lugar de poder” – para usar a expressão forjada pelo antropólogo Carlos Castaneda, guru do peyote e autor de A erva do diabo, famoso na década de 1960. Com efeito, justo na colina onde jesuítas ergueram sua “escola de meninos”, depois transformada no Colégio de São Paulo dos Campos de Piratininga, havia três cemitérios indígenas e uma itaecerá (ou “pedra rachada pelo raio”, de grande importância na mitologia tupi), tudo ao lado do sombrio vale do Anhangabaú, onde os pajés professavam rituais xamânicos.” (Bueno, pág. 9)

 

Eduardo Bueno (org.), Os nascimentos de São Paulo


Joel Silveira (1918-2007)

domingo, 7 de agosto de 2022

 


Joel Magno Ribeiro da Silveira, nascido em Lagarto (SE), iniciou carreira no jornalismo aos 14 anos no jornal “A Voz do Operário”, em Aracaju.  Em 1937, aos 19 anos, desembarcou no Rio de Janeiro onde conviveu com intelectuais e artistas como Carlos Drummond de Andrade, Paulo Mendes Campos, Manuel Bandeira e Rubem Braga. 

Dono de um estilo único, seus textos envolviam e emocionavam o leitor, marcando uma nova era do jornalismo seguindo uma tendência norte americana que empregava recursos da literatura nos textos.  Em 60 anos de carreira, trabalhou em grandes veículos de comunicação, a exemplo de “O Cruzeiro”, “Diretrizes”, “Última Hora”, “O Estado de S. Paulo”, “Correio da Manhã” e revista “Manchete”. Como repórter especial atuou como correspondente de guerra, na Itália. 

De Assis Chateaubriand magnata das comunicações no Brasil entre o final dos anos 1930 e início dos anos 1960, dono dos Diários Associados, maior conglomerado de mídia da América Latina, ganhou o apelido de “a víbora”.

Lançou mais de 40 livros, recebeu prêmios como Líbero Badaró, Esso Especial, Jabuti, Golfinho de Ouro e Machado de Assis, o mais importante da Academia Brasileira de Letras, em 1998, pelo conjunto de sua obra. 

Alguns livros de Joel Silveira: "Guerrilha Noturna", "Você nunca será um deles", "O presidente no jardim", "Inverno na Guerra", "A feijoada que derrubou o governo", "Uma guarda-chuva para o coronel", "A camisa do senador", "A milésima segunda noite na Avenida Paulista", "Meninos eu vi" e "O generalíssimo e Outros incidentes", entre outros.

Joel Silveira faleceu em agosto de 2007, no Rio de Janeiro (RJ).

 

Frases de Joel Silveira

O mau de ter pescoço curto ou não ter nenhum é que as emoções vão da cabeça ao coração depressa demais”;

Jornalista não é aquele que toca na banda, é o que vê a banda passar.”;

“Quem procura felicidade está perdendo tempo de ser feliz.”;

Prevenção geral: "punir" exemplarmente uma ou outra ovelha para que o rebanho se sinta protegido em relação aos lobos. O efeito na alcateia é inócuo.”;

Não sei se com o passar do tempo comecei a ver as coisas com mais clareza ou se estou ficando míope.”;

“Fui à guerra com 32 anos. Voltei com 80. O que a guerra nos tira – quando não tira a vida – não devolve nunca mais.



(Fonte do texto: Universidade Tiradentes, site Pensador e outros)

Meio ambiente e o novo governo

sábado, 6 de agosto de 2022

"É impressionante que muitos atos fatais de injustiça tenham sido aprovados e autorizados, mesmo pelos mais inteligentes e experiente homens, nas mais livres repúblicas."   -   Cessare Beccaria  -   Dos delitos e das penas       


O próximo governo que assumir a administração do país terá muitos problemas a enfrentar, ou não, dependendo do eleito. Se Bolsonaro for reconduzido ao cargo, o que felizmente agora parece pouco provável, seu governo não terá grandes dificuldades a encarar. Basta seguir com o receituário que vem aplicando ao longo destes últimos quatro anos, cujos resultados estamos vendo na prática - mas que parecem não corresponder à expectativa da maior parte dos brasileiros, de acordo com o que até agora mostram as pesquisas de intenção de voto. Lula sim, em sendo eleito, o que parece cada vez mais plausível, terá muitos desafios a enfrentar em todas as áreas.

Um dos campos que mais deverá preocupar o novo governo, seja por sua importância para o país quanto para a comunidade internacional, é o setor do meio ambiente. Nesta área o governo Lula deverá retomar muitas iniciativas praticamente paralisadas, como a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), criada durante seu governo anterior, em 2010. Trata-se da correta gestão e destinação dos resíduos sólidos urbanos, o lixo doméstico, através de processos de reciclagem, destinação final em aterros sanitários e, eventualmente, incineração para geração de energia. A política deve ser implementada a nível municipal, através da cooperação entre a administração pública e a comunidade, as empresas e organizações de catadores. A PNRS poderá incorporar também os mais recentes conceitos e práticas da economia circular, já utilizada por empresas de setores de ponta. 

Outra área que precisará voltar a receber maior atenção do Estado é a do saneamento; o tratamento da água e do esgoto doméstico, que recebeu poucos investimentos nos últimos oito anos. Grandes investimentos em saneamento foram feitos através do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC 1 e 2), um ambicioso programa de expansão da infraestrutura que também incluía outros setores, como transportes, energia e telecomunicações, durante o segundo governo Lula e governos Dilma. Os recursos se tornaram escassos, diminuiu o número de obras e durante o governo Temer o programa foi praticamente descontinuado. Como alternativa, previa-se atrair a atenção do setor privado, que depois da aprovação do Marco Legal do Saneamento em 2020 poderia participar na implantação e operação dos serviços de saneamento nos municípios. No entanto, a crise econômica e mudanças ainda previstas na lei, dificultaram a participação das empresas até o momento. Espera-se que no novo governo, com recursos novamente disponibilizados pelo BNDES, Caixa Econômica, e agora contando com o aporte de fundos privados, o setor possa retomar o crescimento. Aspecto importante é que a nova administração estabeleça um programa com metas, recursos e prazos, a exemplo do que acontecia no PAC, nos governos PT.     

Outro aspecto importante é a retomada de um controle e planejamento ambiental mais efetivo, tanto a nível federal, quanto estadual. A drástica redução dos recursos destinados às agências ambientais, tanto o federal Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), quanto os órgãos de controle ambiental estaduais, como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), o Instituto Estadual do Meio Ambiente (INEA), do Rio de Janeiro, entre outros, fez com que diminuíssem as atividades de comando e controle ambiental. Não foram poucos os casos, principalmente no órgão federal (IBAMA), de ingerência política, demissão e transferência de funcionários, corte de verbas para diversas atividades de planejamento e fiscalização, além da nomeação de pessoas sem qualificação na área para cargos de chefia, segundo técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU). Enfim, será necessário reorganizar o quadro de funções e de funcionários da maior parte destas agências, destinando-lhes recursos para treinamento, compra de equipamentos, a fim de retomar e implantar os programas de planejamento e controle ambiental. 

Uma tarefa complexa mas indispensável, já que o país como um todo – tanto a nível municipal, estadual quanto federal – precisará atualizar e aprimorar as ações de comando e controle, a fim de fazer frente às novas práticas em relação ao meio ambiente, já previstas e praticadas por parte do setor privado e exigidas pelos diversos acordos internacionais.

Na área urbana o governo precisará retomar iniciativas já estabelecidas, mas parcial ou completamente abandonadas, como a identificação e remediação de áreas contaminadas e o controle de emissões veiculares. O estado e a cidade de São Paulo especialmente, através de sua agência de controle ambiental (CETESB), já estão bastante avançados em ambas as áreas. No entanto, programas semelhantes, principalmente os de controle de emissões veiculares, precisam ser expandidos para todas as outras regiões do país.    

Ações de avaliação, planejamento e controle terão que ser implementadas nos diversos biomas brasileiros, principalmente a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal, onde a degradação ambiental provocada por atividades econômicas legais e ilegais se acentuou bastante nos últimos anos. As estatísticas comprovam que, no que se refere especialmente à Amazônia, o desmatamento tem crescido vertiginosamente no governo Bolsonaro, através da invasão, desmatamento e ocupação de áreas públicas e reservas indígenas, feitas pela grilagem e pelo garimpo ilegal. Ocorrências recentes na Amazônia, como o assassinato do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, tornaram pública a degradação ambiental e social a que vêm sendo submetida a região amazônica, devido à falta de fiscalização e policiamento. Assassinatos de líderes rurais, líderes indígenas e trabalhadores se tornaram comuns, numa região marcada pela violência, com atividades de pesca ilegal, extração de madeira, tráfico de drogas, contrabando de ouro e pedras preciosas. O Estado que sempre esteve pouco presente na região, tornou-se mais ausente ainda, já que a estratégia para o território é incorporá-lo à economia do capitalismo periférico do restante do país, explorando os recursos naturais extensa e intensivamente. Os povos indígenas, de acordo com a orientação do governo, deveriam ser paulatinamente integrados à sociedade de consumo. O índio, segundo o presidente Bolsonaro “quer internet e explorar a terra dele”, querem ser vistos como “pessoas iguais a nós” e “trabalhar e pagar imposto”.

O novo governo, que presumidamente será o de Lula, terá de se ocupar intensivamente com a questão amazônica. Além de ser considerada uma das regiões do planeta de grande impacto na manutenção do clima – os desmatamentos e as queimadas contribuem para a emissão de metano e dióxido de carbono, gases causadores do efeito estufa – a floresta funciona como provedora de chuvas para grande parte da América do Sul, através do processo de evapotranspiração. Os chamados “rios voadores”, formados por nuvens que carregam a água liberada pelas árvores da floresta, abastecem com chuva grandes áreas das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul (além do Paraguai, Uruguai e Argentina), responsáveis pela produção de parcelas consideráveis das commodities agrícolas e demais alimentos colhidos nessas regiões. A floresta amazônica também é o habitat de centenas de milhares de espécies vegetais e animais, além de ambiente vital para milhões (bilhões?) de espécies de microrganismos com diversas funções em seus ecossistemas; muitas delas ainda ignoradas pela ciência.

Em suma, a questão ambiental deverá ser tratada com muito mais atenção e responsabilidade do que vinha sendo feito. Apesar de todas as dificuldades, se bem conduzido, o tema do meio ambiente poderá trazer grandes benefícios para o país. Seja através da recuperação e proteção dos recursos naturais, da pesquisa científica e da melhoria do nível de vida dos 30 milhões de amazônidas, como o uso renovável das riquezas naturais da região, através dos mais diferentes tipos de atividades econômicas. A pressão que as mudanças climáticas estão exercendo sobre as sociedades e a economia global faz com que países, instituições, empresas e investidores se apresentem como parceiros capitalizados no desenvolvimento e implantação de projetos de preservação, pesquisa e exploração econômica renovável.

Esta a grande oportunidade que no passado recente o país não teve tempo de usufruir e que no atual governo foi ignorada. Para isso, é preciso retomar as iniciativas que tiveram início nos anos 1990 e que fizeram do Brasil um dos mais importantes interlocutores e atores no mundo, no que se refere à questão ambiental. Possuímos um dos maiores estoques de recursos naturais do planeta e assumimos o firme propósito de utilizá-los de maneira sustentável, através de crescente desenvolvimento e incorporação de tecnologia. 


(Imagens: pinturas de Maximilien Luce)

Assim vamos nós!

sexta-feira, 5 de agosto de 2022

 


(Fonte da imagem: Brainly)

Essencial para a sociedade

quinta-feira, 4 de agosto de 2022

 

(Fonte da imagem: Cultura - II Sole 24 ORE)

Rain Dance - The Guess Who

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

 As melhores musicas do rock 


The Guess Who

Album: So long, Bannatyne (1971)

Música: Rain dance 



https://www.youtube.com/watch?v=mQDP97r4k4A&list=PL_ZwpC8SOCfgaNcWBHzOlYjbSXJbVi4sa&index=1


The Guess Who é uma banda de rock do Canadá, formada em 1962 em Winnipeg. Foi o primeiro grupo canadense a ter uma canção no topo da parada musical dos Estados Unidos, emplacando vários sucessos no final da década de 1960, como "American Woman", "These Eyes" e "Share the Land".


(Fonte do texto: Wukipedia) 

Cícero Dias (1907-2003)

terça-feira, 2 de agosto de 2022

 


Conheça mais sobre o pintor no link ebiografia abaixo:

https://www.ebiografia.com/cicero_dias/

Armas para todos?

segunda-feira, 1 de agosto de 2022


 (Fonte: Blog Contra o vento)

Leituras diárias

 



“Pelas considerações anteriores, é evidente que o objetivo das penas não é atormentar um ser sensível nem desfazer um crime já cometido. É possível que os tormentos e as crueldades inúteis, o instrumento do fanatismo furioso ou dos tiranos impotentes, possam ser autorizados por um corpo político que, em vez de ser influenciado pela paixão, deveria ser o frio moderador das paixões individuais? Podem os gemidos de um infeliz torturado relembrar o passado ou reverter os crimes já cometidos?

O objetivo da pena, portanto, não é outro que evitar que o criminoso cause mais danos à sociedade e impedir a outros de cometer o mesmo delito. Assim, as penas e o modo de infligi-las devem ser escolhidas de maneira a causar a mais forte e duradoura impressão na mente de outros, com o mínimo tormento ao corpo do criminoso.”  (Beccaria, pág. 37)

 

Cessare Beccaria, Dos delitos e das penas

Carlos Heitor Cony (1926-2018)

domingo, 31 de julho de 2022


Carlos Heitor Cony (1926-2018) foi um jornalista e escritor brasileiro de destaque. Nasceu no Rio de Janeiro no dia 14 de março de 1926. Entra para o Seminário Arquidiocesano de São José, onde é premiado entre os melhores alunos no fim do ano letivo. Anos mais tarde, se inscreve no curso de Letras da Faculdade Nacional de Filosofia, mas não termina o curso. Ajudando o pai no Jornal do Brasil em 1946, torna-se redator da Gazeta de Notícias no ano seguinte.

Em 1963 lança, com outros autores (Guimarães Rosa, Otto Lara Resende, Lygia Fagundes Telles, José Condé, Guilherme Figueiredo e Mário Donato), Os Sete Pecados Capitais. E, no mesmo ano, passa a escrever na página diária de Opinião da Folha de S. Paulo, revezando com Cecília Meireles.

Na década de 80 começa a dirigir a revista Fatos e Fotos, acompanha o Papa João Paulo II na sua visita ao Brasil e torna-se o superintendente da teledramaturgia da Rede Manchete. Na década de 90 volta a colaborar com a Folha de S. Paulo e acompanha novamente a visita do Papa João Paulo II. Em 1996 ganha o prêmio Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da sua obra, e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, com Quase Memória.

No ano seguinte (1997), ganha o prêmio Nacional Nestlé de Literatura. O mesmo é obtido com o romance O Piano e a Orquestra, na categoria de "autor consagrado". Ainda em 1997 lança A Casa do Poeta Trágico, o qual é eleito o livro do ano, ganhando o prêmio Jabuti. Em 2000, entra para a Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira nº 3. No mesmo ano ganha novamente o prêmio Jabuti com Romance Sem Palavras.

É autor de romances (Quase memória; Informação ao Crucificado; Pilatos; A morte e a vida; Pessach: A Travessia; entre outros), contos (Babilônia; O Burguês e o Crime e outros contos), crônicas (Tudo ou nada; Para ler na Escola) e ensaios biográficos.

 

Frases de Carlos Heitor Cony

 

"Nostalgia é saudade do que vivi, melancolia é saudade do que não vivi.";

"O homem não pode trair o escritor, mas o escritor deve sempre trair o homem. Quando assume a condição de escritor, ele deve ficar acima do homem.";

"O macaco melhorou ou foi o homem que piorou?";

"As cabeças jovens foram feitas para bater de encontro a paredes. Quase todas conseguem sobreviver.";

“Deixei de acreditar em Deus no dia em que vi o Brasil perder a Copa do Mundo no Maracanã”;

"Biquínis e mensagens devem ser curtos para aguçar o interesse e longos o suficiente para cobrir o objeto.";

Vivo como posso, e posso muito porque tenho ideias."



(Fontes: Profa. Márcia Fernandes em Toda Matéria e outras) 

Zygmunt Bauman (1925-2017)

sábado, 30 de julho de 2022

Faça download do livro Modernidade Líquida  do sociólogo e filósofo polonês Zygmunt Bauman, um dos maiores pensadores do século XXI:

https://lotuspsicanalise.com.br/biblioteca/Modernidade_liquida.pdf

Recorde de desmatamento na Amazônia em 2022

sexta-feira, 29 de julho de 2022

 Desmatamento na Amazônia avança e supera anos anteriores 


(Fonte da imagem: Ciclo Vivo)

Mudanças climáticas (e o fogo na Amazônia?)

quinta-feira, 28 de julho de 2022

 



(Fonte: Senado Federal)

She´s a woman - Jeff Beck

quarta-feira, 27 de julho de 2022

 As melhores músicas do rock 


Jeff Beck

Album: Blow by blow (1975)

Música: She's a woman





Jeff Beck, nascido Geoffrey Arnold Beck (Wallington24 de junho de 1944) é um guitarrista britânico que tocou em várias bandas influentes da década de 1960 incluindo os The Yardbirds. Em 2011 foi eleito o 5° melhor guitarrista da história pela revista norte-americana Rolling Stone.

Assim como muitos músicos de sua época, Beck começou a carreira como guitarrista de estúdio. Em 1965 entrou para o The Yardbirds, depois que Eric Clapton saiu do grupo. Dezoito meses depois se afastou do grupo, principalmente por problemas de saúde. Beck passou os anos seguintes com seu próprio grupo, o The Jeff Beck Group, cujos álbuns vendiam bem mas não eram muito comerciais. Conseguiu reconhecimento do grande público em 1975, ao gravar o álbum Blow by Blow em carreira solo.

 

(Fonte do texto:Wikipedia)

Ismael Nery (1900-1934)

terça-feira, 26 de julho de 2022

 


Conheça mais sobre o artista no link ebiografia abaixo:


https://www.ebiografia.com/ismael_nery/

Dia Nacional do Escritor

segunda-feira, 25 de julho de 2022


(Fonte: Argos Editora) 

Leituras diárias

 


“Perdemos literalmente um século de História, sob o feudalismo contra-reformista imperial. Antes, claro, desde o Tratado de Utrecht no século XVIII, Portugal se tornara mero satélite da Inglaterra, situação agravada pela guerras napoleônicas, as quais puseram D. João VI a correr em cima de nós. E os ingleses nos confinaram no “modelo exportador”, agora herdado pelos EUA. Na história do Segundo Império há dezenas de Robertos Campos e Delfins Netos enunciando que “exportar mais é a solução”, devendo os olhos da cara a Londres e negligenciando o desenvolvimento interno do país. A maioria do povo pagava e continua pagando as contas, enquanto a classe “compradora” permanece na sela do burro manso que é o Brasil. Dos títulos aristocráticos aos de agora, a diferença é do fedor da nobreza à pseudo-austeridade pseudo-apolítica da tecnocracia.” (Francis, pág. 141)

 

Paulo Francis, O afeto que se encerra


Paulo Francis (1930-1997)

domingo, 24 de julho de 2022

 


Paulo Francis (1930-1997) é o pseudônimo de Franz Paul Trannin da Matta Heilborn. Foi um jornalista, crítico de literatura e arte e escritor brasileiro. O livro “Diário da Corte”, conjunto de escritos de Francis, esteve na lista dos livros mais vendidos em 2012. Nasceu no Rio de Janeiro e era descendente de família alemã. Estudou no colégio São Bento e no Colégio Santo Inácio. Nos anos 50, frequentou a Faculdade Nacional de Filosofia da Universidade do Brasil. Participou do Centro Popular de Cultura da UNE, onde atuou como amador. Fez curso de pós-graduação em literatura dramática na Universidade de Colúmbia, em Nova York, onde foi aluno de Eric Bentley.

De volta ao Brasil, foi trabalhar no jornal Diário Carioca como crítico de teatro. A partir daí, Francis criou uma nova forma de escrever crítica, através de uma análise mais fria e objetiva, mas também com opiniões bastante pessoais.

Francis envolveu-se com as ideias dos intelectuais de esquerda dos anos 60. Era simpatizante do movimento trotskista. O grande destaque da carreira de Francis como crítico foi no jornal O Pasquim, dos anos 60 aos 70. Em 1971, foi morar em Nova York, onde se tornou correspondente do Pasquim e da Folha de São Paulo. Escreveu os romances, "Cabeça de Papel” (1977) e “Cabeça de Negro” (1979), porém não obteve sucesso. A partir dos anos 80, Francis deu uma guinada ideológica à direita, criticando os políticos do PT, combatendo o governo Sarney e aderindo às ideias conservadoras e neoliberais. No início dos anos 1980 também escreveu "O Afeto Que Se Encerra", livro de memórias, tratando de sua infância, juventude, formação cultural e experiência política. 

Atuou durante muito tempo como comentarista de cultura da TV Globo a partir da década de 80. Tornou-se comentarista do canal GNT no programa Manhattan Connection, nos anos 90. Sua última polêmica foi quando acusou a Petrobrás, estatal brasileira, de manter 50 milhões de dólares em contas na Suíça através dos diretores da empresa e foi processado pela estatal. Paulo Francis faleceu de ataque cardíaco, em Nova York, no dia 4 de fevereiro de 1997. Seus restos mortais encontram-se sepultados no cemitério São João Batista no Rio de Janeiro.

 

Frases de Paulo Francis

 

Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo”;

A ignorância é a maior multinacional do mundo.”;

“Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não tenha se dado conta disso.”;

“Não há quem não cometa erros, e grandes homens cometem grandes erros.”;

“Quem não lê não pensa...E quem não pensa será sempre um servo.”;

“Qualquer pessoa inteligente é contraditória.”


 

(Fonte do texto: Profa. Dilva Frazão em ebiografia e outras)

Agora e depois

sábado, 23 de julho de 2022

 


"La única arma contra la mediocridad es el sufrimiento. A través de ella se cambian temperamentos, ideas, actitudes y visiones; se cambia el sentido de la vida, pues todo sufrimiento grande y duradero afecta al fondo íntimo del ser."   -   E. M. Cioran   -   El libro de las quimeras       


Em 2018 o Brasil fez uma opção política, que em muitos aspectos acabou sendo prejudicial ao desenvolvimento do país. Em muitas áreas o país caminhou para trás: educação, cultura, meio ambiente, saúde pública, relações internacionais; só para mencionar algumas, sem entrar nos detalhes fartamente disponíveis na imprensa. Poucas vezes em toda a história do país, um governo escolheu tão mal seus ministros; exatamente aqueles que deveriam dar um direcionamento às pastas que foram convocados a gerir. Em raras ocasiões, se é que as houve, o Estado foi tão mal administrado, tendo seus cargos mais importantes loteados para militares, partidos políticos de apoio ao governo e grupos religiosos.

As condições econômicas internas e externas, sem dúvida, foram adversas. O país já vinha enfrentando uma crise econômica que se arrastava desde 2014, ainda no governo Dilma Rousseff. Some-se a isso o impacto provocado pela sindemia da Covid-19 a partir de março de 2020 e, ultimamente, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Agravando ainda mais toda esta situação o governo eleito – exatamente para isso – imprimiu uma orientação neoliberal à economia reduzindo e cortando investimentos em programas sociais e de ajuda aos mais necessitados. Além disso, o governo estabeleceu prioridades completamente estapafúrdias, direcionando, por exemplo, mais verbas para a Defesa, do que para a Educação ou Saúde – apesar da crise médica e social provocada pela sindemia.

O próprio auxilio emergencial, necessário para ajudar minimamente grande parte da população que ficou sem recursos com a suspensão da atividade econômica provocada pela Covid, foi inicialmente recusado pelo governo. Somente com a pressão do Congresso e de diversos setores da sociedade, foi que o ministério da Economia concordou em liberar a ajuda.

Mesmo assim, a situação econômica não justifica os aumentos nos alimentos, combustíveis, eletricidade e gás, além dos demais itens que acabaram acompanhando a alta da inflação – escolas, vestuário, eletrodomésticos, aluguéis e vários outros. De nada adiantam as constantes propagandas de que somos um dos maiores – ou o maior, em muitos casos – exportador de produtos agropecuários, se internamente o preço dos grãos, dos óleos, das carnes, do leite e seus derivados, etc., estão cada vez mais caros. Hoje os preços de muitos alimentos são mais reduzidos na Europa, que importa a maior parte, do que no Brasil. Este tipo de ordenação econômica beneficia apenas aos produtores e exportadores desses produtos.   

Era e continua sendo crença dos neoliberais de que o “mercado”, ou seja, a própria dinâmica da economia, com sua “mão invisível” é capaz de colocar a economia em funcionamento de novo, sem que o governo interfira com medidas de fomento. Supondo que isso seja possível, quanto tempo isso demoraria e qual seria o custo? Quantas empresas a mais ainda iriam à falência, quantas pessoas mais perderiam o emprego ou passariam fome até que o "mercado" se estruture (magicamente) por conta própria? Sem interferência do Estado a economia de um país demandará muito mais tempo para se recuperar – ou talvez nem se recupere. Basta imaginar o que seria da economia americana e mundial, se durante a crise dos subprimes em 2008, o governo americano e os europeus não tivessem interferido nos bancos, evitando uma falência generalizada do sistema bancário mundial. É necessário que o Estado interfira na economia, de modo a contribuir no planejamento e na execução das atividades econômicas, mais ainda em países com economias amplas e diversificadas como a brasileira.

A situação atual do país é das mais preocupantes. Inflação, juros altos, atividade econômica reduzida, enquanto que há mais de 10 milhões de desempregados, milhões de trabalhadores subempregados e salários comprimidos. A fome afeta 33 milhões de pessoas e outras 126 milhões convivem com algum grau de insegurança alimentar.

Em 13 de julho o governo e seus aliados conseguiram aprovar a PEC 15/2022, chamada de “PEC dos Auxílios”, que cria o Estado de Emergência, através do qual o governo poderá contar com flexibilidade fiscal, para reduzir o preço dos combustíveis, aumentar o valor de programas sociais como o Auxílio Brasil e o Vale Gás, bem como para criar um auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros. Esta iniciativa deverá durar até novembro de 2022, mês em que poderá ocorrer o segundo turno nas eleições. A PEC tem sido muito criticada, principalmente pela oposição, que a considera uma medida eleitoreira. A medida tem dois aspectos: por um lado deverá ajudar temporariamente milhões de pessoas, seja através de programas sociais ou subsidiando o preço dos combustíveis. Por outro aumentará o déficit público e a inflação, dificultando mais ainda a situação da economia para o próximo governo que assumir a partir de 2023.

Em retrospectiva constata-se que o atual governo reduziu bastante todos os programas sociais, os diversos benefícios e os incentivos à cultura, à educação e à pesquisa. Os gastos em obras de infraestrutura foram mínimos. No entanto, ao final do mandato e às vésperas das eleições o governo se propõe a distribuir benefícios, “benesses” para parte das camadas pobres da população. Muitos oposicionistas chamam tal procedimento de “estelionato eleitoral”.

Mesmo assim, ainda é cedo para se fazer um balanço detalhado do atual governo. De uma forma geral a situação econômica e social do Brasil se tornou pior em todos os aspectos. Ainda não é possível saber com certeza quem assumirá a presidência do país, depois das eleições de final de ano. O que se sabe, no entanto, é que receberá uma nação em uma situação bem pior do que o atual presidente a recebeu em 2019. Para colocar o Brasil novamente em rota de crescimento, é preciso uma atuação mais forte e planejada do Estado, contando com um grupo de ministros preparados, colocando em prática um plano de governo coerente e efetivo. Se isto não ocorrer, a situação econômica e social do país ficará pior, trazendo mais dificuldades ainda para a maior parte da população. 


(Imagens: representações do "Samsara", a "roda da vida", na tradição budista)