“Na
forma atualmente mais popular na literatura técnica sobre evolução, o ambiente
propõe problemas e o organismo lança soluções aleatórias. Nessa estrutura
conceitual, a metáfora da adaptação é, sem dúvida, apropriada. Adaptação é,
literalmente, o processo pelo qual um objeto se torna apto a satisfazer uma
exigência preexistente.”
“Assim
como não pode haver organismo sem ambiente, não pode haver ambiente sem
organismo. Há uma confusão entre a assertiva correta de que existe um mundo
físico externo a um organismo que continuaria a existir na ausência da espécie
e a afirmação incorreta de que os ambientes existem sem as espécies.”
“A
segunda característica que distingue os sistemas vivos de outros fenômenos
físicos é sua abertura, ou seja, o intercâmbio e a reprodução de um organismo
dependem de processos energéticos que somente se tornam possíveis se houver a
importação pelo organismo de fontes de energia externas a ele e a exportação
para o exterior dos produtos degradados resultantes das transformações
energéticas.”
Richard Lewontin (1929-2021), matemático, biólogo
evolucionista, professor e geneticista estadunidense em A Tripla Hélice – Gene, Organismo e Ambiente


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