Música brasileira
Tonico e Tinoco
Música: Criminoso (1964)
Álbum: Viola Lascada (regravação em 1996)
https://www.youtube.com/watch?v=I-uHiIZ_61o&list=RD0VZUMyHr14I&index=2
Criminoso
O tal de Quirino Basto
Foi pior que o Lampião
Matava por passá tempo
Na mais crué judiação
Quantas môças que morreram
Nas garras do valentão
Quanto sangue derramado
Quanto luto no sertão.
No seu cavalo assassino
Por nome de satanais
Quirino Basto chegou
Lá no vendinha do Brais
Provocando a rapaziada
Costume que sempre fais
Estou aqui porque cheguei
Sem beber ninguém não sai
Tinha um menino na venda
Foi saindo ali do meio
Pinga à força eu não bebo
Falou mesmo sem receio
Quirino deu uma risada
Vai bebê menino feio
Home de barba na cara
Tenho cortado de reio
Barba na cara eu não tenho
Os meus atos eu determino
Eu não tenho pai nem mãe
Nem sei qual é o meu destino
Mas eu tenho educação
Apesar de ser menino
Venha de reio cortar
Se tu fôr homem Quirino
Pela guascada do reio
Com uma bala ele encontrou
Quirino puxou o revólver
Mas suas forças acabou
Quirino deu quatro voltas
Caiu no chão e falou
Me perdoe rapaziada
Que o menino me matou.
Compositores: Joao Salvador Perez (Tonico)), Jose Perez (Tinoco)
Tonico
& Tinoco foi uma dupla caipira formada
pelos irmãos João Salvador Perez (São Manuel, SP, 1917–1994), o Tonico,
e José Salvador Perez (Botucatu, SP, 1920-2012), o Tinoco,
considerada uma das duplas mais importantes da história da música
caipira. Em 59 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram quase 1
000 gravações, divididas em 83 discos. A dupla é um dos recordistas
de vendas no Brasil e, de acordo com diferentes fontes, suas
vendas totais variam entre 20 milhões e 50 milhões de discos. A dupla
realizou cerca de 40 000 apresentações em toda a carreira.
(...)
Em São Paulo, inscreveram-se no programa de calouros comandado por Chico Carretel (Durvalino Peluzo), na Rádio Emissora de Piratininga. O capitão
Furtado, que estava sem violeiro em seu programa Arraial da Curva Torta, na Rádio
Difusora, promoveu então concurso para preencher a vaga: os dois irmãos,
formando a dupla Irmãos Perez, cantaram o cateretê "Tudo tem no sertão" (Tonico). Classificados para a final,
interpretaram de Raul Torres e Cornélio Pires, (esse último um
radialista e pesquisador que foi pioneiro no estudo da vida sertaneja,
especialmente a paulista, e que deixou uma extensa obra a respeito.) "Adeus Campina da Serra". Quando
terminaram, o auditório aplaudiu de pé, em meio a lágrimas. Todos pediam bis
àquela dupla que cantava diferente, com afinação, fino e alto. Todos os outros
violeiros foram abraçá-los. O cronômetro marcava
190 segundos de aplausos, contra apenas 90 segundos da dupla segundo colocada.
(...)
Apresentaram o Programa Na Beira da Tuia
nas seguintes emissoras —Bandeirantes (1983),e SBT (1988), Cultura (Viola,
Minha Viola). Realizaram grandes eventos, como: A Grande Noite da Viola, no Maracanãzinho/Rio
de Janeiro (1981), Teatro Municipal de São Paulo (1979),
Semana Cultural Tonico e Tinoco no
Centro Cultural de São Paulo (1988) e o Troféu
Tonico e Tinoco (1992). No mesmo ano, realizaram um show em conjunto
com Chitãozinho e Xororó na cidade
de São Bernardo do Campo (SP), onde
foram prestigiados por mais 100 000 espectadores. Entre as inúmeras premiações
destacamos: 04 Roquetes Pinto, Medalha Anchieta (Comenda da Cidade de
São Paulo), Ordem do Trabalho
(Ministro do Trabalho Almir Pazzianoto), Ordem
do Mato Grosso (Comendador), Troféu
Imprensa, 02 Prêmios Sharp de Música
e o Prêmio Di Giorgio. O slogan
"A Dupla Coração do Brasil",
surgiu em 1951, quando o humorista Saracura
resolveu batizá-los assim, pela interpretação de todos os ritmos regionais.
A
dupla passou por todas as mudanças na música sertaneja, mas jamais mudou seu
estilo, copiadíssimo durante as décadas de 1950 e 1960.
(Fonte do texto: Wikipedia)


0 comments:
Postar um comentário