“Agora
sabemos o suficiente para saber que nunca saberemos tudo. E por essa razão que necessitamos
da arte: ela nos ensina a viver com o mistério. Somente o artista consegue
explorar o inefável sem nos oferecer uma resposta, pois, às vezes, não há
resposta. John Keats chamou esse impulso romântico de ‘habilidade negativa’. Afirmava que certos poetas, como Shakespeare,
tinham a habilidade de permanecer nas incertezas, nos mistérios e nas dúvidas
sem a irritante vontade de procurar razões e fatos.”
“Como
Karl Popper, um defensor eminente de ciência, escreveu: ‘É imperativo que
desistamos da ideia de uma fonte definitiva de conhecimento e admitamos que
todo conhecimento é humano: que está misturado com nossos erros, nossos
preconceitos, sonhos e esperanças, que tudo que podemos fazer é buscar a
verdade mesmo que esteja além de nosso alcance. Não existe nenhuma autoridade
além do alcance da crítica.’”
Jonah R. Lehrer (1981-) escritor, neurologista e
blogueiro estadunidense em Proust foi um
Neurocientista – Como a arte antecipa a ciência


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