Perguntando é que se aprende! (IX)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Um esporte que parece estar se tornando uma coqueluche entre as elites de São Paulo é o atropelamento de pessoas. Com um potente carro importado, um garrafa de "scotch" e disposição para rodar pela cidade, o jovem promissor poderá fazer parte deste cada vez menos seleto clube. Vítimas, sempre as há! Se não for possível atropelar, também vale abalroar outro veículo menor!

Detalhe importante: reserve um dinheiro para pagar a fiança e para o seu advogado! Sim, porque em casos mais graves o valor estabelecido para a fiança pode ser elevado. Mas sejamos justos: o valor é caro para o cidadão médio; mas nada que um autêntico "novo-rico-arrogante-dono-do-mundo" não possa pagar!

Afinal, para que está servindo em parte o crescimento da economia? Não é para dar oportunidade para que apareçam novos milionários no país? Estes precisam gastar seu dinheiro em potentes carrões importados, baladas caras regadas a muita bebida e altas fianças, depois dos estragos que aprontam!

Justiça é justiça! E esta se respeita por aqui! Pois como poderiamos manter na cadeia um motorista embriagado, que mesmo atropelando alguém, não sabia o que fazia? Mesmo que tenha havido vítimas fatais, o que vale é o rito da justiça: "crime culposo, aquele quando não existe intenção de matar", como dizem os noticiários!

Em um tom mais sério, cabe perguntar o que acontece com a família das vítimas. Na falta de condições econômicas receberão uma indenização do motorista? Ou será que tem que se contentar com um sesta básica, como uma esmola, a cada final de mes? E o Estado, que não soube proteger o cidadão, paga algum tipo de indenização? Para finalizar: será que existe realmente democracia e justiça no Brasil? 

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