Perguntando é que se aprende (XXI)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016
"Esse dom de observação que se chama conhecimento do mundo, vereis que na maior parte dos casos serve para tornar os homens astutos e não propriamente para os tornar bons." - Samuel Johnson

Desde o impedimento da ex-presidente Dilma Rousseff, grupos de oposição ao atual presidente defendem o "Fora Temer!". As manifestações, encabeçadas por militantes do PT e de outros partidos de esquerda, centrais sindicais e entidades financiadas por governos Lula e Dilma, fazem parte do jogo democrático baseado na divergência de opiniões.

O "Fora Temer!" para muitos dos opositores do presidente recém empossado, também implica a convocação de novas eleições, ou seja, eleições gerais. A hipótese das eleições gerais requer mudanças na Constituição e que todos os membros do Congresso abram mão de seus mandatos, o que é pouco provável senão impossível. Além disso, ficam também sem serem votadas pelo atual Legislativo as reformas da Previdência, da legislação trabalhista, a reforma fiscal, a reforma política e outras ainda previstas para o atual mandato.

Mas, admitamos que ocorresse um milagre e que em nome do bem estar do povo e do futuro do Brasil, fossem convocadas eleições gerais para presidente, governadores e Legislativo (alguns pretendem incluir prefeitos e vereadores). Dada esta situação, pergunta-se:

1. Quem serão os novos candidatos aos cargos eletivos no Congresso e nos Executivos (federal e estaduais), capazes de reverter a atual situação do país? Onde estão estes novos candidatos, ainda desconhecidos do povo?

2. Poderá ocorrer que nestas eleições gerais os candidatos sejam exatamente os mesmos ou outros, porém alinhados aos mesmos interesses de classe e de grupos?

3. Teremos como concorrentes os mesmos desgastados partidos - que já mostraram, cada um deles, a que vieram ou não vieram - ou em curto espaço de tempo (alguns meses) se formarão agremiações completamente novas e, mais, com novas ideias?

4. Na impossibilidade de serem votadas as reformas que o país precisa, serão estas incorporadas aos programas políticos dos novos candidatos, ou seja, eles dirão que votarão leis que desagradam grupos de interesses? 

5. Poderá ocorrer que estas eleições gerais se transformem no maior embuste da política brasileira, promovendo "mudanças para que tudo fique como está"?

6. A quem realmente interessa o hipótese de "Fora Temer e eleições gerais"? Aos que pretendem, nas condições dadas, promover uma mudança no Estado, ou àqueles que nada querem mudar; apenas voltar ao poder através do discurso demagógico?

7. Na hipótese de que os fatos acima não se concretizem, o que parece o mais provável, quando nossos nobres deputados e senadores votarão as mudanças que o país tanto precisa?

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