Mudanças climáticas é tema de documentário de Leonardo DiCaprio

sábado, 5 de novembro de 2016
"A democracia é a pior forma de governo, exceto todas as outras que têm sido tentadas de tempos em tempos."  -  Winston Churchill

O ator Leonardo DiCaprio acaba de lançar o filme “Before the Flood” (Antes da enchente). O documentário, que está disponível na internet (https://www.youtube.com/watch?v=90CkXVF-Q8M), trata do fenômeno do aquecimento global e traz entrevistados de peso, como o papa Francisco e o presidente Barak Obama. DiCaprio viaja por vários países, conversando com pessoas comuns e cientistas, discutindo os principais aspectos ambientais relacionado com as mudanças do clima.
Com a película DiCaprio quer alertar um maior número de pessoas sobre o impacto da nossa civilização sobre o planeta e o clima. Anteriormente, em 2006, o ex-vice presidente dos Estados Unidos, Al Gore, havia lançado o documentário “Uma verdade inconveniente” (2006), a primeira grande reportagem sobre o aquecimento global transformada em filme e dirigida para um público ainda alheio ao tema.
Nestes dez anos que transcorreram entre os dois filmes algumas coisas mudaram. Os países oficialmente se posicionaram a favor de medidas de redução de emissões, chegando a assinar um acordo de compromissos durante a COP21, em Paris, em dezembro de 2015. A utilização das energias renováveis tornou-se mais comum inclusive no Brasil, aonde o setor de energia eólica vem crescendo rapidamente e a energia solar começa a ganhar força. Em todo o mundo, segundo dados mais recentes, vem caindo a utilização de combustíveis fósseis em novos projetos de geração de energia.
Ainda com relação à geração de energia, que nos países do hemisfério Norte ocorre basicamente com a queima de carvão mineral, a Europa vem criando leis e padrões para tornar as construções energeticamente mais eficientes. Quase 50% da eletricidade gerada no Velho Mundo são consumidos pelas residências e uma significativa parcela desta energia vai para o aquecimento. Novos prédios já estão sendo construídos com técnicas e materiais diferentes, a fim de alcançarem um melhor isolamento térmico e reduzir o consumo de energia. Os imóveis antigos têm prazo de alguns anos para também se adaptarem à nova legislação.           
Mesmo assim, ainda há muito por fazer para reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa – ou pelo menos mantê-las dentro de limites. O setor de transportes ainda é bastante poluente devido à ineficiência energética da maioria dos motores a combustão. O carro elétrico, por outro lado, começa a se impor em muitos países, principalmente no Japão e nos Estados Unidos, onde o estado da Califórnia criou uma lei estabelecendo que 15% dos carros novos devem ser elétricos.   

O setor da economia que depois do da geração de energia mais contribui com as emissões de gases é o da agropecuária. Em suas diversas atividades a agricultura e a pecuária provocam emissões, principalmente o dióxido de carbono (CO²), metano (CH4) e óxido nitroso (N²O). Preparação e adubação do solo e a ruminação e digestão dos bovinos, são os principais geradores desses gases.
Novas maneiras de consumir, novos produtos, novos serviços; enfim, um novo modo de vida necessariamente deverá impor-se. Mas estas mudanças virão devagar, já que todo o sistema de produção também precisará adaptar-se a essa nova economia de baixo carbono. Ainda haverá muita resistência, principalmente das empresas, que tentarão protelar investimentos para substituir tecnologias que se tornam obsoletas.    
(Imagens: gravuras de Oswaldo Goeldi)   

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