Superestrutura cultural

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Parece que toda a superestrutura e suas materializações - todas as idéias, crenças, costumes, tecnologias, enfim, toda a cultura de uma civilização - está em uma zona etérea, de onde os humanos ao nascerem – e por influência de outros – retiram toda a sua bagagem cultural. Esta está espalhada fisicamente em todos os lugares (qualquer objeto ou atividade humana envolve cultura) no mundo humano e forma como que uma "nuvem de cultura". 

Todos os povos, todas as civilizações, todas as culturas, todos os líderes, artistas, cientistas, pensadores, em suma, toda e qualquer pessoa contribui, mesmo que minimamente, para a formação desta “nuvem de cultura”. Dessa todos também tiramos maior ou menor quantidade, sem que haja diminuição. Uma das poucas coisas - se não a única - que só aumenta, desde que tenha uma base para se fixar (bibliotecas, costumes, construções, tecnologias,etc) e nesta seja registrada através de certos códigos (matemática, notas musicais, imagens, escrita, símbolos, etc.) 

Agora, como se forma ou formou esta dimensão cultural que influencia toda a cultura / civilização? A linguagem – ou as suas diversas formas – é o principal responsável na manutenção, reprodução e transmissão deste “banco genético cultural”?

Em última instância, será essa a contribuição da humanidade no processo de "entropia decrescente”, isto é, acrescentar “ordem” ao processo que começou com o surgimento da vida?

(Imagem: galáxia de Andrômeda)

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