Esperando 2026 chegar
quarta-feira, 31 de dezembro de 2025Mariosan
terça-feira, 30 de dezembro de 2025A frase do dia
“Alguém
pode lembrar-se de quando os tempos não eram duros e o dinheiro não era escasso?”
Ralph Waldo Emerson (1803-1882), escritor, filósofo, poeta e palestrante estadunidense em Ensaios: Obras e Dias
...e por falar no Banco Master
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025Essa não poderia faltar
Trapeze
Touch My Life (1970)
Maria da Conceição Tavares (1930-2024)
domingo, 28 de dezembro de 2025Famosa por suas duras críticas à condução da economia em diversos governos, Conceição era respeitada como professora competente, tendo formado gerações de economistas, entre os quais José Serra, Carlos Lessa, Luciano Coutinho, Luís Gonzaga Beluzzo e João Manuel Cardoso de Melo.
Escreveu para diversos jornais de circulação nacional e publicou diversos livros. Veja abaixo um compilado dos melhores momentos desta grande intelectual e cidadã brasileira:
Labels: Autores, Cultura, Economia, Gestão de recursos, Gestão Pública, Política
Outras leituras
sábado, 27 de dezembro de 2025“Para
mim, pessoalmente, um dos aspectos mais fascinantes do animal social é a necessidade
de nos vermos como pessoas boas, inteligentes e sensatas – e de observar como
essa necessidade costuma nos levar a fazer coisas e a adotar crenças que não
são nem boas, nem inteligentes , nem sensatas. A tendência humana à autojustificação
é tão importante e multifacetada que merece um capítulo próprio.”
“(...)
boa parte de nosso comportamento é governada por fatores de que não temos
consciência. Então, quando somos pressionados a explicar nossas ações, tentamos
construir uma história que tenha sentido e que, ao mesmo tempo, satisfaça nosso
desejo de parecermos bons para nós mesmos e para os demais. Essa é a essência da
autojustificação.”
Elliot Aronson (1932-) e Joshua Aronson (1961-) psicólogos sociais estadunidenses em O Animal Social
Labels: Antropologia, Autores, Ciência, Cultura, Sociologia
Kimi Nii (1947-)
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025Leon Tolstói
quinta-feira, 25 de dezembro de 2025“Um
funcionário, civil, religioso ou militar, que serve o Estado para satisfazer
sua ambição ou, como acontece com maior frequência, por um ordenado retirado do
produto do trabalho do povo, ou ainda, o que não é bastante raro, que rouba
também, diretamente o dinheiro do Tesouro, considera-se e é considerado por
seus semelhantes o membro mais útil e mais virtuoso da sociedade.
Um
juiz, um procurador, que sabe que, por sua decisão ou solicitação, centenas e
milhares de infelizes, arrancados a suas famílias, são encarcerados em prisões,
calabouços e enlouquecem, ou se matam com pedaços de vidro, ou se deixam morrer
de fome; que sabe terem eles também, mães, mulheres, filhos desolados pela
separação, desonrados mendicantes inúteis do perdão ou mesmo da melhoria da
sorte de seus pais, filhos, maridos, irmãos; este juiz, este procurador, está
tão inebriado de hipocrisia que ele próprio e seus semelhantes, suas mulheres e
seus amigos estão absolutamente certos que podem ser, apesar de tudo, pessoas
boníssimas e sensíveis. Segundo a metafísica da hipocrisia, eles cumprem uma
missão social muito útil. E estes homens, causa da perda de milhares de outros,
com a crença no bem e com a fé em Deus, vão à igreja com ar radiante, ouvem o
Evangelho, pronunciam discursos humanitários, acariciam seus filhos,
pregam-lhes a moralidade e enternecem-se a propósito de sofrimentos
imaginários.
Todos
estes homens e aqueles que vivem a seu redor, suas mulheres, seus filhos,
professores, cozinheiros, atores nutrem-se do sangue que, deste ou daquele
modo, como um ou outro tipo de sanguessuga, chupam das veias do trabalhador, e
cada um de seus dias de prazer custa milhares de dias de trabalho. Veem as
privações e sofrimentos destes operários, de seus filhos, de suas mulheres, de
seus velhos, de seus doentes; sabem a que punições se expõem aqueles que querem
resistir a esta espoliação organizada, e não só não diminuem seus luxos, não só
não o dissimulam, como ostentam-no indecorosamente diante dos operários
oprimidos, pelos quais são odiados, como se fosse para deliberadamente
excitá-los. E, por outro lado, continuam a acreditar e a fazer acreditar que se
interessam muito pelo bem-estar do povo que continuam pisoteando e, aos
domingos, cobertos de trajes ricos, dirigem-se, em carruagens luxuosas, à casa
de Cristo, erguida pela hipocrisia, e lá escutam os homens, instruídos para
esta mentira, pregarem o amor que todos renegam com toda sua existência. E
aqueles homens desempenham tão bem seus papéis que acabam acreditando, eles
mesmos, na sinceridade de suas sua atitudes.” (Tolstói, págs. 296 e 297).
Leon Tolstói (1828-1910), escritor, ensaísta, filósofo e crítico social russo em O Reino de Deus Está Em Vós
Labels: arte, Autores, Cultura, Jornalistas/Escritores
Nani
quarta-feira, 24 de dezembro de 2025A frase do dia
terça-feira, 23 de dezembro de 2025“Quem vive sem loucura não é tão sensato quanto pensa.”
François de La Rochefoucauld (1613-1680), escritor e moralista
francês em Máximas
e Reflexões
Ler
segunda-feira, 22 de dezembro de 2025Música de vanguarda
Pierre
Boulez (1925-2016) foi um maestro, pedagogo musical, ensaísta e compositor francês de música
erudita. Foi uma personalidade influente no cenário musical e
intelectual francês contemporâneo.
(...) Boulez rapidamente se tornou um dos
líderes filosóficos do movimento pós-guerra nas artes, em favor de maior
abstração e experimentação. Muitos componentes da geração de Boulez ensinaram
na Escola de Verão de Nova Música em Darmstadt, Alemanha.
Os assim chamados compositores da Escola
de Darmstadt foram instrumentais em criar um estilo que, por algum
tempo, serviu como antídoto para a música de fervor nacionalista; um estilo
internacional, mesmo cosmopolita, que não podia ser cooptado como propaganda,
da mesma maneira que os nazistas utilizavam, por exemplo, a música de Ludwig van Beethoven. Boulez esteve em
contato com muitos compositores jovens que se tornariam muito influentes, entre
eles John Cage.
(Fonte
do texto: Wikipedia)
Quinho
domingo, 21 de dezembro de 2025Leituras diárias
“Há
um século, um missionário pregando diante de um auditório composto de
financistas e de grandes senhores fazia justiça desta moral odiosa. ‘O que eu
fiz? Exclamava ele com lágrimas. Eu afligi os pobres, os melhores amigos de
Deus! Preguei os rigores da penitência diante de infelizes a quem faltava pão!
É aqui, aonde meus olhares recaem apenas sobre os poderosos e os ricos, sobre
os opressores da humanidade sofredora, que eu deveria fazer retumbar a palavra
de Deus com toda a força de seus trovões!...’” (Proudhon, págs. 435 e 436).
Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), filósofo, economista e anarquista socialista francês em Sistema das Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria
Jaguar
sábado, 20 de dezembro de 2025Os Quatro Elementos - Djalma Corrêa
Música brasileira
Djalma Corrêa
Álbum: Baiafro - Música Popular Brasileira Contemporânea (1978)
Música: Os Quatro Elementos
https://www.youtube.com/watch?v=jzeMx6XVWRA&list=PL2sGWId6q9ZAd4AfiOWKRbkvqQ5acPykk&index=7
Djalma
Novaes Corrêa, conhecido como Djalma
Corrêa (1942-2022) foi um instrumentista (contrabaixo, bateria e
tambor) e compositor brasileiro.
Formou-se em Salvador, onde estudou percussão e composição na Universidade Federal da Bahia (UFBA)
com professores como Walter Smetak, Hans-Joachim Koellreutter, entre
outros. Desenvolveu em parceria com o Goethe Institut, o projeto "The German All Stars Old Friend",
um festival de jazz do qual reúne músicos alemães aos
de outros países. Gravou com diversos músicos e cantores brasileiros e também
teve repercussão internacional.
(Fonte do texto: Wikipedia)
Simone de Beauvoir
sexta-feira, 19 de dezembro de 2025“A
sociedade de consumo, observa Marcuse (filósofo marxista Herbert Marcuse), substituiu
a consciência infeliz por uma consciência feliz e reprova qualquer sentimento
de culpa. É preciso perturbar sua tranquilidade. Com relação às pessoas idosas,
essa sociedade não é apenas culpada, mas criminosa. Abrigada por trás dos mitos
da expansão e da abundância, trata os velhos como párias. Na França, onde a
proporção de velhos é a mais elevada do mundo — 12% da população tem mais de 65
anos — eles são condenados à miséria, à solidão, às deficiências, ao desespero.
Nos Estados Unidos, seu destino não é mais feliz. Para conciliar esta barbárie
com a moral humanista que professa, a classe dominante adota a posição cômoda
de não considerar os velhos como homens.”
Simone de Beauvoir (1908-1986), filósofa, escritora, teórica social e ativista feminista francesa em A velhice (prefácio)
Labels: Autores, Cultura, Filosofia, Filósofos, Jornalistas/Escritores
O que eles pensam
quinta-feira, 18 de dezembro de 2025“Ao aprovar o marco temporal
para as terras indígenas, o Senado não somente contraria o Supremo como anistia
quem usurpou terras indígenas e instiga o conflito fundiário, não o contrário. De
novo, a mensagem é que o crime em Brasília compensa.”
Thiago
Amparo, advogado,
professor da FGV e colunista do jornal Folha
de São Paulo em artigo “O crime
compensa”, publicado em 11/12/2025
Essa não poderia faltar
Steely
Dan
Do It Again (1972)
https://www.youtube.com/watch?v=aQnW-MxAU6U&list=RDaQnW-MxAU6U&start_radio=1
O filósofo e a filósofa
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025O diálogo trata da filosofia e diversos outros temas atuais. A entrevista foi feita para o canal Carta Capital em outubro último:
Que Congresso é este?
terça-feira, 16 de dezembro de 2025Frases de Meio Ambiente
“Eu vejo as más notícias e digo que é preciso se organizar para atravessar a tempestade. Este século será difícil e é preciso se organizar, não existe outra forma. Não é pessimismo, nem otimismo, é realismo”.
Pablo Servigne (1978-) agrônomo e
pesquisador francês autor do livro Como Pode Tudo Demoronar, em
entrevista para a RFI (Radio France
Internationale) e publicada no jornal IHU
Online em 17/09/2020
João Pedro Stédile (1953-)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025A entrevista, realizada em 27/09/2025, foi dada à revista Carta Capital. Stédile tratou da política brasileira, da economia e da reforma agrária.
O vídeo se encontra no link abaixo:
Bruno Galvão
domingo, 14 de dezembro de 2025Maringoni
sábado, 13 de dezembro de 2025Andrés Ordóñez
sexta-feira, 12 de dezembro de 2025“Nos
tempos em que mesmo a própria discussão sobre a tão falada e traída
pós-modernidade está ficando superada, encontrar um marco referencial para
estabelecer as origens, características e limites da modernidade continua sendo
um assunto polêmico. Em todo caso, para fins de nossa aproximação da obra do
poeta dos heterônimos (Fernando Pessoa), proponho ao leitor situar o conceito
como um processo em cuja raiz se originam, desenvolvem e começam a extinguir-se
os grande mitos da cultura ocidental dos últimos quinhentos anos: a
individualidade como sinônimo de existência, a razão como garantia de verdade,
a ciência como novo dogma, a tecnologia como panaceia, o progresso como promessa
de bem-estar e o futuro como novo paraíso. São estes os novos mitos, isto é, as
novas crenças compartilhadas sobre cuja base se articulou a organização da
cultura que resultou da ruptura da cosmogonia ocidental quando a razão se
rebelou diante do dogma da fé – entre outros motivos porque esse dogma era
contrário à reinterpretação da realidade sensual, indispensável para a produção
de bens e, portanto, do comércio. Na amplitude desse marco, igualmente
corresponde o adjetivo ‘modeno’ a Fernando Pessoa como a Andrew Marvell, Paul
Valéry como a Sá de Miranda ou Baltazar Gracián.” (Ordóñéz, pág. 16)
Andrés Ordóñez (1958-), filósofo, poeta e diplomata mexicano em Fernando
Pessoa, Um Místico Sem Fé
Tema da reforma agrária sempre atual
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025A propriedade da terra no Brasil continua concentrada nas mãos de poucos, já que menos de 1% das propriedades rurais possuem quase metade da área rural do país. Enquanto isso, 70% da propriedades rurais são minifúndios e ocupam apenas 11% da área rural total.
A maior parte da latifúndios tem sua produção voltada para as commodities de exportação, enquanto que os alimentos de origem agrícola são produzidos principalmente pelos minifúndios.
A crescente mecanização da agricultura a partir da década de 1970, fez com que milhões de camponeses ficassem sem trabalho e tivessem que se deslocar para as cidades.
Até hoje o Brasil não implantou uma efetiva reforma agrária, de amplas proporções. Enquanto isso, os Estados Unidos já fizeram a sua em 1865; o México entre 1910-1920; Japão, Taiwan e Coréia do Sul após a 2ª Guerra Mundial. O mesmo fizeram vários países do Leste Europeu, a França e a Espanha.
Leia abaixo o artigo Quando a reforma agrária despontará?, publicado no site Outras Palavras:
https://outraspalavras.net/outrasmidias/mst-quer-acelerar-o-futuro-da-reforma-agraria/
Labels: Assim se vive no Brasil, Economia, Gestão de recursos, Gestão Pública, Política
A frase do dia
“A
morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por
isso não perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por vós.”
John Donne (1572-1631), poeta, escritor e clérigo inglês em Meditações
O que dizem os jornalistas
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Paulo Francis pseudônimo
de Franz Paul Trannin da Matta Heilborn (1930-1997), jornalista, escritor,
crítico e diretor de teatro notabilizou-se, no fim da década de 1950, como
crítico de teatro do jornal Diário
Carioca. Após o golpe de 1964, trabalhou no semanário O Pasquim e no jornal Tribuna da Imprensa, comentando assuntos
internacionais.
Preso
várias vezes e visado pela censura e pelos órgãos de repressão ligados à
ditadura civil-militar (1964-1985), mudou-se para Nova York em 1971 e passou a
atuar como correspondente de jornais, revistas e televisão até sua morte.
(Fonte
do texto: adaptação de texto de Carlos Willian Leite/Revista Bula)
Algumas
observações de Paulo Francis:
“O Brasil é um asilo de
lunáticos onde os pacientes assumiram o controle.”
“A sociedade de massas é por
definição o fim da civilização. Bolsões de vida inteligente sobrevivem a duras
penas.”
“Todo otimista é um
mal-informado.”
“A função da universidade é
criar elites e não dar diplomas a pés-rapados.”
“A ignorância é a maior
multinacional do mundo.”
“Apenas os idiotas não se
contradizem.”
“A vida é muito mais
variada, anárquica e imprevisível do que sonham os ideólogos.”
“Até os paranoicos têm
inimigos de verdade.”
“Talvez o Brasil já tenha
acabado e a gente não se tenha dado conta disso.”
“Quem não lê, não pensa, e
quem não pensa será sempre um servo.”
“Dizem que eu ofendo as
pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultos.”
“Não levo ninguém a sério o
bastante para odiá-lo.”
“Quando ouço falar em
ecologia, saco logo meu talão de cheques.”
(Do site Revista Bula)
Monica Piloni (1978-)
https://www.zippergaleria.com.br/artists/monica-piloni/sobre/
Eleições 2026
terça-feira, 9 de dezembro de 2025Leituras diárias
“Pela madrugada um ventinho
começou a entrar pelas frestas da parede e uma chuvinha criadeira, de semana,
caiu lenta, monótona, sem um trovão ou corisco, embebendo o campo, escorrendo
pelo sapé para o sangradouro que ia dar ao ribeirãozinho do lado.
Uma cuia de café, um bom cigarro
e a prisão em casa por causa do mau tempo.
O gado aos milhares estava
espalhado nos campos a perder de vista.”
(Trecho de A história de um campeiro)
“E, sobre o barro peganhento
da estrada, em frente a cruz, via-se a caboclada soluçando ante a mulher,
desvairada, agarrada ao corpo volumoso, de bruços, com o rosto roxo voltado
para o lado... Ponciano estava morto. Um galho grosso, roído pelos corós, se
desprendera da árvore morta, ao vendaval, golpeando de morte o caboclo valente.
E outra cruz foi plantada
naquele ponto a que os caipiras chamam, com medo, As Cruiz do Mato-Dentro...
O tempo levantou... Saí para
o terreiro. O luar, claro como os luares sertanejos, punha qualquer coisa de
cera pálida, cor de defunto branco, acompanhando do alto a sinuosidade do rio
Tietê.”
(Trecho de As Cruzes do Mato-Dentro)
Cornélio Pires (1884-1958), jornalista, escritor, folclorista, etnógrafo e importante empresário promotor da cultura caipira do interior de São Paulo em Quem conta um conto...
Outras leituras
segunda-feira, 8 de dezembro de 2025“Essa
hostilidade no cristianismo primitivo também surgiu do estreito entrelaçamento
de todo o mundo cultural da Antiguidade com a religião pagã, em relação à qual
o cristianismo - e também em relação a qualquer outra religião - mantinha uma
atitude de estranheza e animosidade como resultado de sua reivindicação híbrida
de validade absoluta, seu exclusivismo (do Antigo Testamento), sua
intolerância. Revestidos de uma arrogância sem precedentes, os cristãos se
autodenominavam a ‘porção de ouro’ o ‘Israel de Deus’, a ‘raça escolhida’ o ‘povo
santo’ e o ‘tertium genus ominum’
(terceiro tipo de sinal ou presságio), enquanto denunciavam os pagãos como
ímpios, cheios de inveja, mentiras, ódio e um espírito sanguinário, decretando
que seu mundo inteiro estava pronto para a aniquilação ‘por sangue e fogo’.
Essa
hostilidade também está relacionada à composição social das comunidades
cristãs, que eram recrutadas quase exclusivamente nas camadas sociais mais
baixas. Considera-se, mesmo pelos católicos, que numerosos testemunhos
demonstram que, ‘durante os primeiros séculos, a grande maioria dos cristãos
pertencia, tanto no Oriente como no Ocidente, às classes mais baixas e apenas
em alguns casos eles desfrutaram de educação superior’.
Certamente
não é coincidência que Clemente de Alexandria teve que alertar contra os
crentes que declaravam que a filosofia era obra do diabo, e que os cristãos
antigos eram tão frequentemente expostos à acusação de ‘serem tolos’ (stulti). O próprio Tertuliano (apologista
cristão do século II) reconhece abertamente que os idiotas são sempre a maioria
entre os cristãos. A hostilidade cultural da nova religião está sempre entre as
principais objeções dos polemistas pagãos. A apologia ‘Ad paganos’ rejeita nada
menos que trinta vezes o termo stulti
aplicado aos cristãos.”
“A
maioria dos líderes da igreja carecia completamente de nível intelectual. Até
mesmo o mais proeminente perseguidor de ‘hereges’ na Igreja primitiva, o bispo
de Lyon, Irineu, reclamou, e não sem razão, por volta do ano 190 ‘sobre sua
falta de jeito na escrita’. O Padre da Igreja Hipólito logo notou a ignorância
do Papa Zeferino. Pouco mais de um século depois, um documento eclesiástico
atesta que no Concílio de Niceia (324-325), a maioria dos bispos não eram
especialistas ‘nem mesmo em questões relacionadas à fé’. E ainda mais tarde, em
Calcedônia (451), compareceram quarenta bispos que não sabiam ler nem escrever.
Ao longo dos séculos, a maioria dos autores do cristianismo primitivo rejeitou
resolutamente a cultura, a filosofia, a poesia e a arte pagãs.
Diante
de tudo isso, eles mantinham uma atitude de profunda desconfiança, de aberta
hostilidade, atitude determinada tanto pelo ressentimento dos espíritos
vulgares quanto pelo ódio anti-helênico dos cristãos mais ou menos cultos. A
hostilidade à cultura dos primeiros escritores cristãos, Inácio de Antioquia,
adversário fanático dos cristãos de orientação diferente da sua (‘bestas com
forma humana’) e o primeiro a oferecer-nos o termo ‘católico’, repudia quase
todos os ensinamentos das escolas filosóficas e qualquer contato com a
literatura pagã, que ele apostrofa como ‘ignorância’ e ‘loucura’, sendo seus
representantes ‘mais defensores da morte do que da verdade’. E enquanto afirma
que ‘o fim dos tempos chegou’, ‘nada do que se vê aqui é bom’ e pergunta
sarcasticamente ‘Onde está a jactância dos que se dizem sábios?’, permite-se
afirmar que o cristianismo superou tudo isso e ‘erradicou a ignorância’: ‘um
dos grandes ápices da literatura cristã primitiva’.”
Karlheinz Deschner (1924-2014), historiador e escritor alemão, especializado na história da religião e da igreja católica em História Criminal da Igreja Vol. V
Jean Galvão
domingo, 7 de dezembro de 2025Frases de Meio Ambiente
“Os
seringueiros, os índios, os ribeirinhos há mais de 100 anos ocupam a floresta.
Nunca a ameaçaram. Quem a ameaça são os projetos agropecuários, os grandes
madeireiros e as hidrelétricas com suas inundações criminosas.”
Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes (1944-1988), seringueiro, ambientalista e ativista político brasileiro, assassinado por fazendeiros da região amazônica, citado pelo site Pensador.
Essa não poderia faltar
sábado, 6 de dezembro de 2025Van
der Graaf Generator
House With no Door (1970)
https://www.youtube.com/watch?v=ly7kd9b6wLM&list=RDly7kd9b6wLM&start_radio=1
Simone Weil
sexta-feira, 5 de dezembro de 2025“O
tempo, estritamente falando, não existe (exceto o presente como limite), mas é
a ele que estamos sujeitos. Assim é nossa condição. Estamos sujeitos ao que não
existe. Que se trate de uma duração que nos aflige passivamente – dor física,
expectativa, arrependimentos, remorso, medo – ou de tempo manipulado – ordem,
método, necessidade – em ambos os casos aquilo a que estamos submetidos não
existe. Mas nossa submissão existe. Estamos realmente presos por correntes
irreais. O tempo, irreal, encobre todas as coisas – incluindo nós mesmos – de irrealidade.“
(Weil, pág. 77)
“Fazer
um inventário ou uma crítica da nossa civilização, o que isso significa?
Procurar esclarecer de uma maneira precisa a armadilha que tornou o homem
escravo das próprias criações. Por onde a inconsciência se infiltrou no
pensamento e na ação metódicos? A fuga para uma vida selvagem é uma solução
preguiçosa. Devemos redescobrir o pacto original entre espírito e o mundo na
própria civilização em que vivemos. Eis uma tarefa, aliás, impossível de
realizar pela brevidade da vida e pela impossibilidade da colaboração e da
sucessão. Isso não é motivo para não a empreender. Estamos todos em uma
situação análoga à de Sócrates quando esperava a morte na prisão e aprendia a
tocar lira... Pelo menos teremos vivido...” (Weil, pág. 169)
“O
Capitalismo conseguiu a emancipação da comunidade humana em relação à natureza.
Mas essa coletividade assumiu do indivíduo a função opressora antes exercida
pela natureza.” (Weil, pág. 169)
Simone Weil (1909-1943), filósofa, mística e ativista política francesa em A Gravidade e a Graça
E aí Governo? E aí Congresso?
quinta-feira, 4 de dezembro de 2025Labels: Assim se vive no Brasil, Economia, Gestão Pública, Política
Lamentos - Hamilton de Holanda
Música brasileira
Hamilton de Holanda
Álbum: Mundo de Pixinguinha (2013)
Música: Lamentos
https://www.youtube.com/watch?v=EP8WPzuMpSQ&list=PL8hWLSrswazlsM8I2C7T7R2IPQ1Gyfbcc&index=2
Hamilton
de Holanda Vasconcelos Neto (1976-) é um bandolinista, compositor e
improvisador brasileiro. Nascido em uma família musical, seu primeiro
instrumento, aos quatro anos de idade, foi a melódica. Dois anos depois (1982),
começou sua carreira profissional, aos seis anos de idade, como um prodígio do
bandolim em um programa de TV nacional (Fantástico)
com uma audiência de milhões de pessoas. Hoje, como compositor, improvisador,
líder de banda, a música deste educador transcende os gêneros e encanta o
público.
Seu
primeiro gênero foi o Choro, uma herança cultural brasileira, primo do Jazz.Também
em 2000, um ano emblemático para ele, reinventou o tradicional Bandolim de 8
cordas adicionando um par de cordas graves extras afinadas em Dó (indo de 8 a
10) dando-lhe uma voz mais profunda que emancipa o emblemático brasileiro instrumento
do legado de algumas de suas influências e gêneros.
Ele
interage com outras tradições musicais, conjuntos e instrumentos. Isso permite
que ele seja o solista convidado do Wynton
Marsalis e sua Jazz at Lincon Center
Orchestra, ou executar suas próprias composições com orquestras sinfônicas
de todo o mundo; dos Festivais Rock / Pop ao megashow de Dave Mathews Band no The
Gorge; do lendário palco do Central Park em Nova York aos Jogos Olímpicos
no Rio de Janeiro; dos nobres museus como o Smithsonian em Washington ou o
Grand Palais de Paris até o nosso famoso Carnaval no Rio de Janeiro.
(Fonte do texto: Wikipedia)














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