Esperando 2026 chegar

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

 (Fonte: Edward Hopper, People in the sun)

Mariosan

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

(Fonte: Jornal opopular/Mariosan)

A frase do dia

“Alguém pode lembrar-se de quando os tempos não eram duros e o dinheiro não era escasso?”


Ralph Waldo Emerson (1803-1882), escritor, filósofo, poeta e palestrante estadunidense em Ensaios: Obras e Dias 

...e por falar no Banco Master

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

(Fonte: Blog Tribuna da Internet/Zero Hora)

Essa não poderia faltar


Trapeze

Touch My Life (1970)

 

https://www.youtube.com/watch?v=yzuuo5_Bb6s&list=PLVoHLI_LXfjiuYN5znQFnumDRNxT2xCOM&index=1

Maria da Conceição Tavares (1930-2024)

domingo, 28 de dezembro de 2025

Maria da Conceição Tavares foi uma economista, matemática, professora e escritora luso-brasileira que atuou como consultora de vários governos e foi deputada federal pelo PT entre 1995 e 1999. 

Famosa por suas duras críticas à condução da economia em diversos governos, Conceição era respeitada como professora competente, tendo formado gerações de economistas, entre os quais José Serra, Carlos Lessa, Luciano Coutinho, Luís Gonzaga Beluzzo e João Manuel Cardoso de Melo.

Escreveu para diversos jornais de circulação nacional e publicou diversos livros. Veja abaixo um compilado dos melhores momentos desta grande intelectual e cidadã brasileira:

https://www.youtube.com/watch?v=AYFIk4UsfCs

Outras leituras

sábado, 27 de dezembro de 2025

 

“Para mim, pessoalmente, um dos aspectos mais fascinantes do animal social é a necessidade de nos vermos como pessoas boas, inteligentes e sensatas – e de observar como essa necessidade costuma nos levar a fazer coisas e a adotar crenças que não são nem boas, nem inteligentes , nem sensatas. A tendência humana à autojustificação é tão importante e multifacetada que merece um capítulo próprio.”

“(...) boa parte de nosso comportamento é governada por fatores de que não temos consciência. Então, quando somos pressionados a explicar nossas ações, tentamos construir uma história que tenha sentido e que, ao mesmo tempo, satisfaça nosso desejo de parecermos bons para nós mesmos e para os demais. Essa é a essência da autojustificação.”

 

Elliot Aronson (1932-) e Joshua Aronson (1961-) psicólogos sociais estadunidenses em O Animal Social

Kimi Nii (1947-)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Conheça mais sobre a vida e obra da artista no site Kimi Nii abaixo:

https://kiminii.com.br/obras/#cat=17

Leon Tolstói

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025


A mensagem de Tolstói para o Natal brasileiro 

“Um funcionário, civil, religioso ou militar, que serve o Estado para satisfazer sua ambição ou, como acontece com maior frequência, por um ordenado retirado do produto do trabalho do povo, ou ainda, o que não é bastante raro, que rouba também, diretamente o dinheiro do Tesouro, considera-se e é considerado por seus semelhantes o membro mais útil e mais virtuoso da sociedade.

Um juiz, um procurador, que sabe que, por sua decisão ou solicitação, centenas e milhares de infelizes, arrancados a suas famílias, são encarcerados em prisões, calabouços e enlouquecem, ou se matam com pedaços de vidro, ou se deixam morrer de fome; que sabe terem eles também, mães, mulheres, filhos desolados pela separação, desonrados mendicantes inúteis do perdão ou mesmo da melhoria da sorte de seus pais, filhos, maridos, irmãos; este juiz, este procurador, está tão inebriado de hipocrisia que ele próprio e seus semelhantes, suas mulheres e seus amigos estão absolutamente certos que podem ser, apesar de tudo, pessoas boníssimas e sensíveis. Segundo a metafísica da hipocrisia, eles cumprem uma missão social muito útil. E estes homens, causa da perda de milhares de outros, com a crença no bem e com a fé em Deus, vão à igreja com ar radiante, ouvem o Evangelho, pronunciam discursos humanitários, acariciam seus filhos, pregam-lhes a moralidade e enternecem-se a propósito de sofrimentos imaginários.

Todos estes homens e aqueles que vivem a seu redor, suas mulheres, seus filhos, professores, cozinheiros, atores nutrem-se do sangue que, deste ou daquele modo, como um ou outro tipo de sanguessuga, chupam das veias do trabalhador, e cada um de seus dias de prazer custa milhares de dias de trabalho. Veem as privações e sofrimentos destes operários, de seus filhos, de suas mulheres, de seus velhos, de seus doentes; sabem a que punições se expõem aqueles que querem resistir a esta espoliação organizada, e não só não diminuem seus luxos, não só não o dissimulam, como ostentam-no indecorosamente diante dos operários oprimidos, pelos quais são odiados, como se fosse para deliberadamente excitá-los. E, por outro lado, continuam a acreditar e a fazer acreditar que se interessam muito pelo bem-estar do povo que continuam pisoteando e, aos domingos, cobertos de trajes ricos, dirigem-se, em carruagens luxuosas, à casa de Cristo, erguida pela hipocrisia, e lá escutam os homens, instruídos para esta mentira, pregarem o amor que todos renegam com toda sua existência. E aqueles homens desempenham tão bem seus papéis que acabam acreditando, eles mesmos, na sinceridade de suas sua atitudes.” (Tolstói, págs. 296 e 297).

 

Leon Tolstói (1828-1910), escritor, ensaísta, filósofo e crítico social russo em O Reino de Deus Está Em Vós

Nani

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025
(Fonte: Nani Humor)

A frase do dia

terça-feira, 23 de dezembro de 2025


“Quem vive sem loucura não é tão sensato quanto pensa.”

 

François de La Rochefoucauld (1613-1680), escritor e moralista francês em Máximas e Reflexões

Quinho

(Fonte: Quinho/A Terra e redonda)

Ler

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

(Ernesto "Che" Guevara)
Não perca tempo na vida! Leia!

Música de vanguarda


 Pierre Boulez






Pierre Boulez (1925-2016) foi um maestropedagogo musicalensaísta e compositor francês de música erudita. Foi uma personalidade influente no cenário musical e intelectual francês contemporâneo.

 (...) Boulez rapidamente se tornou um dos líderes filosóficos do movimento pós-guerra nas artes, em favor de maior abstração e experimentação. Muitos componentes da geração de Boulez ensinaram na Escola de Verão de Nova Música em DarmstadtAlemanha. Os assim chamados compositores da Escola de Darmstadt foram instrumentais em criar um estilo que, por algum tempo, serviu como antídoto para a música de fervor nacionalista; um estilo internacional, mesmo cosmopolita, que não podia ser cooptado como propaganda, da mesma maneira que os nazistas utilizavam, por exemplo, a música de Ludwig van Beethoven. Boulez esteve em contato com muitos compositores jovens que se tornariam muito influentes, entre eles John Cage.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Quinho

domingo, 21 de dezembro de 2025

(Fonte: Quinho/A Terra é redonda)

Leituras diárias

 

“Há um século, um missionário pregando diante de um auditório composto de financistas e de grandes senhores fazia justiça desta moral odiosa. ‘O que eu fiz? Exclamava ele com lágrimas. Eu afligi os pobres, os melhores amigos de Deus! Preguei os rigores da penitência diante de infelizes a quem faltava pão! É aqui, aonde meus olhares recaem apenas sobre os poderosos e os ricos, sobre os opressores da humanidade sofredora, que eu deveria fazer retumbar a palavra de Deus com toda a força de seus trovões!...’” (Proudhon, págs. 435 e 436).

 

Pierre-Joseph Proudhon (1809-1865), filósofo, economista e anarquista socialista francês em Sistema das Contradições Econômicas ou Filosofia da Miséria

Jaguar

sábado, 20 de dezembro de 2025

(Fonte: Jaguar)

Os Quatro Elementos - Djalma Corrêa

Música brasileira


Djalma Corrêa

Álbum: Baiafro - Música Popular Brasileira Contemporânea (1978)

Música: Os Quatro Elementos 



https://www.youtube.com/watch?v=jzeMx6XVWRA&list=PL2sGWId6q9ZAd4AfiOWKRbkvqQ5acPykk&index=7


Djalma Novaes Corrêa, conhecido como Djalma Corrêa (1942-2022) foi um instrumentista (contrabaixo, bateria e tambor) e compositor brasileiro. Formou-se em Salvador, onde estudou percussão e composição na Universidade Federal da Bahia (UFBA) com professores como Walter SmetakHans-Joachim Koellreutter, entre outros. Desenvolveu em parceria com o Goethe Institut, o projeto "The German All Stars Old Friend", um festival de jazz do qual reúne músicos alemães aos de outros países. Gravou com diversos músicos e cantores brasileiros e também teve repercussão internacional.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Simone de Beauvoir

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

 

“A sociedade de consumo, observa Marcuse (filósofo marxista Herbert Marcuse), substituiu a consciência infeliz por uma consciência feliz e reprova qualquer sentimento de culpa. É preciso perturbar sua tranquilidade. Com relação às pessoas idosas, essa sociedade não é apenas culpada, mas criminosa. Abrigada por trás dos mitos da expansão e da abundância, trata os velhos como párias. Na França, onde a proporção de velhos é a mais elevada do mundo — 12% da população tem mais de 65 anos — eles são condenados à miséria, à solidão, às deficiências, ao desespero. Nos Estados Unidos, seu destino não é mais feliz. Para conciliar esta barbárie com a moral humanista que professa, a classe dominante adota a posição cômoda de não considerar os velhos como homens.”

 

Simone de Beauvoir (1908-1986), filósofa, escritora, teórica social e ativista feminista francesa em A velhice (prefácio)

O que eles pensam

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

 

“Ao aprovar o marco temporal para as terras indígenas, o Senado não somente contraria o Supremo como anistia quem usurpou terras indígenas e instiga o conflito fundiário, não o contrário. De novo, a mensagem é que o crime em Brasília compensa.”

 

Thiago Amparo, advogado, professor da FGV e colunista do jornal Folha de São Paulo em artigo “O crime compensa”, publicado em 11/12/2025

Essa não poderia faltar


Steely Dan

Do It Again (1972)

https://www.youtube.com/watch?v=aQnW-MxAU6U&list=RDaQnW-MxAU6U&start_radio=1

O filósofo e a filósofa

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025


Veja entrevista da filósofa, professora e escritora Marilena Chauí (1941-), dada para o filósofo, professor e psiquiatra Vladimir Safatle (1973-), por ocasião do lançamento do novo livro da filósofa.

O diálogo trata da filosofia e diversos outros temas atuais. A entrevista foi feita para o canal Carta Capital em outubro último:

https://www.youtube.com/watch?v=uEGRuA8B8SI

Que Congresso é este?

terça-feira, 16 de dezembro de 2025
(Fonte: Levantedajuventude)

Frases de Meio Ambiente

 

“Eu vejo as más notícias e digo que é preciso se organizar para atravessar a tempestade. Este século será difícil e é preciso se organizar, não existe outra forma. Não é pessimismo, nem otimismo, é realismo”.

 

Pablo Servigne (1978-) agrônomo e pesquisador francês autor do livro Como Pode Tudo Demoronar, em entrevista para a RFI (Radio France Internationale) e publicada no jornal IHU Online em 17/09/2020

João Pedro Stédile (1953-)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025


Veja entrevista do economista e ativista social, membro do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), João Pedro Stédile.

A entrevista, realizada em 27/09/2025, foi dada à revista Carta Capital. Stédile tratou da política brasileira, da economia e da reforma agrária. 

O vídeo se encontra no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=tbtpa0A-3aA

Bruno Galvão

domingo, 14 de dezembro de 2025

(Fonte: FENASP/ Bruno Galvão)

Sem dosimetria pra golpista!

(Fonte: ICL Notícias)

Maringoni

sábado, 13 de dezembro de 2025

 

(Fonte: A Terra é Redonda/Maringoni)

Ler

(Graciliano Ramos)

Não perca tempo na vida! Leia!

Andrés Ordóñez

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

 

“Nos tempos em que mesmo a própria discussão sobre a tão falada e traída pós-modernidade está ficando superada, encontrar um marco referencial para estabelecer as origens, características e limites da modernidade continua sendo um assunto polêmico. Em todo caso, para fins de nossa aproximação da obra do poeta dos heterônimos (Fernando Pessoa), proponho ao leitor situar o conceito como um processo em cuja raiz se originam, desenvolvem e começam a extinguir-se os grande mitos da cultura ocidental dos últimos quinhentos anos: a individualidade como sinônimo de existência, a razão como garantia de verdade, a ciência como novo dogma, a tecnologia como panaceia, o progresso como promessa de bem-estar e o futuro como novo paraíso. São estes os novos mitos, isto é, as novas crenças compartilhadas sobre cuja base se articulou a organização da cultura que resultou da ruptura da cosmogonia ocidental quando a razão se rebelou diante do dogma da fé – entre outros motivos porque esse dogma era contrário à reinterpretação da realidade sensual, indispensável para a produção de bens e, portanto, do comércio. Na amplitude desse marco, igualmente corresponde o adjetivo ‘modeno’ a Fernando Pessoa como a Andrew Marvell, Paul Valéry como a Sá de Miranda ou Baltazar Gracián.” (Ordóñéz, pág. 16)

 

Andrés Ordóñez (1958-), filósofo, poeta e diplomata mexicano em Fernando Pessoa, Um Místico Sem Fé

Tema da reforma agrária sempre atual

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

A propriedade da terra no Brasil continua concentrada nas mãos de poucos, já que menos de 1% das propriedades rurais possuem quase metade da área rural do país. Enquanto isso, 70% da propriedades rurais são minifúndios e ocupam apenas 11% da área rural total.   

A maior parte da latifúndios tem sua produção voltada para as commodities de exportação, enquanto que os alimentos de origem agrícola são produzidos principalmente pelos minifúndios. 

A crescente mecanização da agricultura a partir da década de 1970, fez com que milhões de camponeses ficassem sem trabalho e tivessem que se deslocar para as cidades.

Até hoje o Brasil não implantou uma efetiva reforma agrária, de amplas proporções. Enquanto isso, os Estados Unidos já fizeram a sua em 1865; o México entre 1910-1920; Japão, Taiwan e Coréia do Sul após a 2ª Guerra Mundial. O mesmo fizeram vários países do Leste Europeu, a França e a Espanha. 

Leia abaixo o artigo Quando a reforma agrária despontará?, publicado no site Outras Palavras:

https://outraspalavras.net/outrasmidias/mst-quer-acelerar-o-futuro-da-reforma-agraria/

A frase do dia

“A morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por vós.”

 

John Donne (1572-1631), poeta, escritor e clérigo inglês em Meditações 

O que dizem os jornalistas

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

 

Paulo Francis pseudônimo de Franz Paul Trannin da Matta Heilborn (1930-1997), jornalista, escritor, crítico e diretor de teatro notabilizou-se, no fim da década de 1950, como crítico de teatro do jornal Diário Carioca. Após o golpe de 1964, trabalhou no semanário O Pasquim e no jornal Tribuna da Imprensa, comentando assuntos internacionais.

Preso várias vezes e visado pela censura e pelos órgãos de repressão ligados à ditadura civil-militar (1964-1985), mudou-se para Nova York em 1971 e passou a atuar como correspondente de jornais, revistas e televisão até sua morte.

(Fonte do texto: adaptação de texto de Carlos Willian Leite/Revista Bula)

 

Algumas observações de Paulo Francis:


O Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle.”

A sociedade de massas é por definição o fim da civilização. Bolsões de vida inteligente sobrevivem a duras penas.”

Todo otimista é um mal-informado.

A função da universidade é criar elites e não dar diplomas a pés-rapados.

A ignorância é a maior multinacional do mundo.

Apenas os idiotas não se contradizem.”

A vida é muito mais variada, anárquica e imprevisível do que sonham os ideólogos.”

Até os paranoicos têm inimigos de verdade.”

Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não se tenha dado conta disso.”

Quem não lê, não pensa, e quem não pensa será sempre um servo.”

Dizem que eu ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultos.”

Não levo ninguém a sério o bastante para odiá-lo.”

Quando ouço falar em ecologia, saco logo meu talão de cheques.”

 

(Do site Revista Bula)

Monica Piloni (1978-)

Conheça mais sobre a vida e obra da artista no site da Zipper Galeria abaixo:

https://www.zippergaleria.com.br/artists/monica-piloni/sobre/

Eleições 2026

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

(Fonte: Metrópoles)

(Fonte: G1) 

(Fonte: Jovem Pan)

(Fonte: Palhaço Circo/Pinterest)

(Fonte: Wikipedia)

(Fonte: Chumbo Gordo)

Pois é. Candidatos a presidente(a) temos às pencas. Mas, e um programa para o país?


De novo o papo de que "tem que reduzir a inflação, tem que cortar gastos do governo, tem que alcançar as metas fiscais, tem que desaquecer a economia, tem que, tem que, tem que..."

São estas as únicas metas do pais? 

Leituras diárias

 

“Pela madrugada um ventinho começou a entrar pelas frestas da parede e uma chuvinha criadeira, de semana, caiu lenta, monótona, sem um trovão ou corisco, embebendo o campo, escorrendo pelo sapé para o sangradouro que ia dar ao ribeirãozinho do lado.

Uma cuia de café, um bom cigarro e a prisão em casa por causa do mau tempo.

O gado aos milhares estava espalhado nos campos a perder de vista.”

(Trecho de A história de um campeiro)

 

“E, sobre o barro peganhento da estrada, em frente a cruz, via-se a caboclada soluçando ante a mulher, desvairada, agarrada ao corpo volumoso, de bruços, com o rosto roxo voltado para o lado... Ponciano estava morto. Um galho grosso, roído pelos corós, se desprendera da árvore morta, ao vendaval, golpeando de morte o caboclo valente.

E outra cruz foi plantada naquele ponto a que os caipiras chamam, com medo, As Cruiz do Mato-Dentro...

O tempo levantou... Saí para o terreiro. O luar, claro como os luares sertanejos, punha qualquer coisa de cera pálida, cor de defunto branco, acompanhando do alto a sinuosidade do rio Tietê.”

(Trecho de As Cruzes do Mato-Dentro)

 

Cornélio Pires (1884-1958), jornalista, escritor, folclorista, etnógrafo e importante empresário promotor da cultura caipira do interior de São Paulo em Quem conta um conto...

Outras leituras

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

 

“Essa hostilidade no cristianismo primitivo também surgiu do estreito entrelaçamento de todo o mundo cultural da Antiguidade com a religião pagã, em relação à qual o cristianismo - e também em relação a qualquer outra religião - mantinha uma atitude de estranheza e animosidade como resultado de sua reivindicação híbrida de validade absoluta, seu exclusivismo (do Antigo Testamento), sua intolerância. Revestidos de uma arrogância sem precedentes, os cristãos se autodenominavam a ‘porção de ouro’ o ‘Israel de Deus’, a ‘raça escolhida’ o ‘povo santo’ e o ‘tertium genus ominum’ (terceiro tipo de sinal ou presságio), enquanto denunciavam os pagãos como ímpios, cheios de inveja, mentiras, ódio e um espírito sanguinário, decretando que seu mundo inteiro estava pronto para a aniquilação ‘por sangue e fogo’.

Essa hostilidade também está relacionada à composição social das comunidades cristãs, que eram recrutadas quase exclusivamente nas camadas sociais mais baixas. Considera-se, mesmo pelos católicos, que numerosos testemunhos demonstram que, ‘durante os primeiros séculos, a grande maioria dos cristãos pertencia, tanto no Oriente como no Ocidente, às classes mais baixas e apenas em alguns casos eles desfrutaram de educação superior’.

Certamente não é coincidência que Clemente de Alexandria teve que alertar contra os crentes que declaravam que a filosofia era obra do diabo, e que os cristãos antigos eram tão frequentemente expostos à acusação de ‘serem tolos’ (stulti). O próprio Tertuliano (apologista cristão do século II) reconhece abertamente que os idiotas são sempre a maioria entre os cristãos. A hostilidade cultural da nova religião está sempre entre as principais objeções dos polemistas pagãos. A apologia ‘Ad paganos’ rejeita nada menos que trinta vezes o termo stulti aplicado aos cristãos.”

 

“A maioria dos líderes da igreja carecia completamente de nível intelectual. Até mesmo o mais proeminente perseguidor de ‘hereges’ na Igreja primitiva, o bispo de Lyon, Irineu, reclamou, e não sem razão, por volta do ano 190 ‘sobre sua falta de jeito na escrita’. O Padre da Igreja Hipólito logo notou a ignorância do Papa Zeferino. Pouco mais de um século depois, um documento eclesiástico atesta que no Concílio de Niceia (324-325), a maioria dos bispos não eram especialistas ‘nem mesmo em questões relacionadas à fé’. E ainda mais tarde, em Calcedônia (451), compareceram quarenta bispos que não sabiam ler nem escrever. Ao longo dos séculos, a maioria dos autores do cristianismo primitivo rejeitou resolutamente a cultura, a filosofia, a poesia e a arte pagãs.

Diante de tudo isso, eles mantinham uma atitude de profunda desconfiança, de aberta hostilidade, atitude determinada tanto pelo ressentimento dos espíritos vulgares quanto pelo ódio anti-helênico dos cristãos mais ou menos cultos. A hostilidade à cultura dos primeiros escritores cristãos, Inácio de Antioquia, adversário fanático dos cristãos de orientação diferente da sua (‘bestas com forma humana’) e o primeiro a oferecer-nos o termo ‘católico’, repudia quase todos os ensinamentos das escolas filosóficas e qualquer contato com a literatura pagã, que ele apostrofa como ‘ignorância’ e ‘loucura’, sendo seus representantes ‘mais defensores da morte do que da verdade’. E enquanto afirma que ‘o fim dos tempos chegou’, ‘nada do que se vê aqui é bom’ e pergunta sarcasticamente ‘Onde está a jactância dos que se dizem sábios?’, permite-se afirmar que o cristianismo superou tudo isso e ‘erradicou a ignorância’: ‘um dos grandes ápices da literatura cristã primitiva’.”

 

Karlheinz Deschner (1924-2014), historiador e escritor alemão, especializado na história da religião e da igreja católica em História Criminal da Igreja Vol. V

Jean Galvão

domingo, 7 de dezembro de 2025

(Fonte: Site Entre Notícias)

Frases de Meio Ambiente

 

“Os seringueiros, os índios, os ribeirinhos há mais de 100 anos ocupam a floresta. Nunca a ameaçaram. Quem a ameaça são os projetos agropecuários, os grandes madeireiros e as hidrelétricas com suas inundações criminosas.”

 

Francisco Alves Mendes Filho, mais conhecido como Chico Mendes (1944-1988), seringueiro, ambientalista e ativista político brasileiro, assassinado por fazendeiros da região amazônica, citado pelo site Pensador.

Essa não poderia faltar

sábado, 6 de dezembro de 2025

 

Van der Graaf Generator

House With no Door (1970)

https://www.youtube.com/watch?v=ly7kd9b6wLM&list=RDly7kd9b6wLM&start_radio=1

Simone Weil

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

 

“O tempo, estritamente falando, não existe (exceto o presente como limite), mas é a ele que estamos sujeitos. Assim é nossa condição. Estamos sujeitos ao que não existe. Que se trate de uma duração que nos aflige passivamente – dor física, expectativa, arrependimentos, remorso, medo – ou de tempo manipulado – ordem, método, necessidade – em ambos os casos aquilo a que estamos submetidos não existe. Mas nossa submissão existe. Estamos realmente presos por correntes irreais. O tempo, irreal, encobre todas as coisas – incluindo nós mesmos – de irrealidade.“ (Weil, pág. 77)

“Fazer um inventário ou uma crítica da nossa civilização, o que isso significa? Procurar esclarecer de uma maneira precisa a armadilha que tornou o homem escravo das próprias criações. Por onde a inconsciência se infiltrou no pensamento e na ação metódicos? A fuga para uma vida selvagem é uma solução preguiçosa. Devemos redescobrir o pacto original entre espírito e o mundo na própria civilização em que vivemos. Eis uma tarefa, aliás, impossível de realizar pela brevidade da vida e pela impossibilidade da colaboração e da sucessão. Isso não é motivo para não a empreender. Estamos todos em uma situação análoga à de Sócrates quando esperava a morte na prisão e aprendia a tocar lira... Pelo menos teremos vivido...” (Weil, pág. 169)

“O Capitalismo conseguiu a emancipação da comunidade humana em relação à natureza. Mas essa coletividade assumiu do indivíduo a função opressora antes exercida pela natureza.” (Weil, pág. 169)

 

Simone Weil (1909-1943), filósofa, mística e ativista política francesa em A Gravidade e a Graça

E aí Governo? E aí Congresso?

quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

(Fonte: Federação Nacional dos Farmacêuticos)

Lamentos - Hamilton de Holanda

Música brasileira


Hamilton de Holanda

Álbum: Mundo de Pixinguinha (2013)

Música: Lamentos 




https://www.youtube.com/watch?v=EP8WPzuMpSQ&list=PL8hWLSrswazlsM8I2C7T7R2IPQ1Gyfbcc&index=2


Hamilton de Holanda Vasconcelos Neto (1976-) é um bandolinistacompositor e improvisador brasileiro. Nascido em uma família musical, seu primeiro instrumento, aos quatro anos de idade, foi a melódica. Dois anos depois (1982), começou sua carreira profissional, aos seis anos de idade, como um prodígio do bandolim em um programa de TV nacional (Fantástico)  com uma audiência de milhões de pessoas. Hoje, como compositor, improvisador, líder de banda, a música deste educador transcende os gêneros e encanta o público.

Seu primeiro gênero foi o Choro, uma herança cultural brasileira, primo do Jazz.Também em 2000, um ano emblemático para ele, reinventou o tradicional Bandolim de 8 cordas adicionando um par de cordas graves extras afinadas em Dó (indo de 8 a 10) dando-lhe uma voz mais profunda que emancipa o emblemático brasileiro instrumento do legado de algumas de suas influências e gêneros.

Ele interage com outras tradições musicais, conjuntos e instrumentos. Isso permite que ele seja o solista convidado do Wynton Marsalis e sua Jazz at Lincon Center Orchestra, ou executar suas próprias composições com orquestras sinfônicas de todo o mundo; dos Festivais Rock / Pop ao megashow de Dave Mathews Band no The Gorge; do lendário palco do Central Park em Nova York aos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro; dos nobres museus como o Smithsonian em Washington ou o Grand Palais de Paris até o nosso famoso Carnaval no Rio de Janeiro.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)