Eunice Katunda
https://www.youtube.com/watch?v=rV3W32HKEIQ&list=RDrV3W32HKEIQ&start_radio=1
Eunice
do Monte Lima Catunda (1915-1990) foi uma compositora, regente, pianista e
professora brasileira.
Iniciou
seus estudos de piano com 5 anos de idade com a professora Mima Oswald, filha do compositor Henrique Oswald. Mais tarde será aluna de Oscar
Guanabarino e, de 1936 a 1942, de Furio Franceschini, Marietta Lion e Camargo
Guarnieri.
Em 1946, Eunice volta para o
Rio de Janeiro e torna-se aluna do mentor do grupo Música Viva e introdutor da música dodecafônica no Brasil, Hans-Joachim Koellreutter, que terá
grande influência na sua formação. É justamente de 1946 uma de suas principais
obras - a cantata Negrinho do pastoreio. Em 1948, juntamente com
outros alunos de Koellreutter,
realiza viagem de estudos à Itália, onde estudará regência com Hermann
Scherchen. Durante o curso, torna-se próxima de seus colegas de
curso, Luigi Nono e Bruno Maderna.
A
frase de Mário de Andrade é bem representativa
dessa orientação: "O critério atual da Música Brasileira deve ser não
filosófico, mas social. Deve ser um critério de combate." Assim, Eunice
acaba por abandonar o Música Viva e
distanciar-se dos seus amigos Nono e Maderna, assumindo a perspectiva da arte
engajada, nos moldes do realismo socialista. Depois de assistir à capoeira no
terreiro de mestre Waldemar da Paixão, escreverá um artigo, publicado em 1952, na revista
literária Fundamentos. A
compositora experimentaria, no final dos anos 1950 um
período de grande aproximação com o mundo da cultura afro-brasileira, especialmente com
o terreiro Ilê Axé Opô Afonjá, para isso contando com
o apoio de Pierre Verger.
Eunice Catunda inspirou-se neste universo sonoro para diversas de suas
composições, ao longo dos anos 1950.
(Fonte do texto editado: Wikipedia)
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