Perguntando é que se aprende! (VII)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Parece que a grande Marcha Contra a Corrupção teve início. Em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, além de outras cidades, manifestantes se reuniram para protestar contra a corrupção. Na capital do país se juntaram mais de 35 mil pessoas numa marcha que teve o apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e outras instituições.
O movimento, uma vez dado início, só tende a crescer; alimentado pelas manchetes diárias dos jornais. E combustível para isso não falta: nos níveis federal, estadual e municipal a mídia está recheada dos mais diversos tipos de notícias, sobre falcatruas perpetradas por representantes do legislativo e executivo - em alguns casos até do judiciário.
A anunciada "faxina" do governo Dilma aparentemente só está arranhando a superfície de um sistema onde o favorecimento, o nepotismo, o peculato, o estelionato, a concussão, a extorsão, a corrupção de todos os tipos, são algumas das espécies que se adaptaram e sobrevivem em um ambiente ideal - e que assim é mantido por diversos interesses.
Por quanto tempo a maior parte da população - formada por pessoas honestas que de uma maneira ou outra procuram sobreviver e honrar seus compromissos - terá que carregar nas costas este sistema no qual apenas um pequeno grupo se beneficia?
Troca de favores e todo tipo de corrupção só acabam eternizando a situação socialmente injusta que vigora no Brasil. Um pequeno crescimento da economia e geração de alguma renda para camadas sociais que viviam na miséria, não é grande progresso social.
Enquanto isso, o jornal Folha de São Paulo de 4/9/2011 noticia que cerca de 40 bilhões de reais foram perdidos com a corrupção entre 2002 e 2008. O que não daria para fazer em obras sociais com este dinheiro? Hospitais, escolas, estradas... E as centenas de milhares de pessoas que a cada ano morrem por falta de assistência do Estado? É este o progresso que queremos? A quem beneficia este sistema e sua corrupção?

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