Perguntando é que se aprende! (VIII)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Chega a primavera e volta a época das chuvas e das tragédias anunciadas na maior parte do país: enchentes, desbarrancamentos, soterramentos, desabrigados e mortos. Não que em outras épocas tais catástrofes não aconteçam. Ainda há pouco ocorreram enchentes na região Sul e Nordeste. No entanto, parece que os fenômenos climáticos recebem mais divulgação quando ocorrem no Sudeste, já que lá se localizam as maiores cidades, se concentra a mídia e o poder econômico do país. Também pode ser questão de ponto de vista.

Como sempre, pouco se prepararam as prefeituras para a nova temporada de chuvas. Além da varrição, desentupimento de bueiros e tubulações, pouco foi feito. As áreas de risco continuam invadidas por milhares de moradias irregulares. O poder público não tem recursos e força moral para desalojar os invasores - onde dar-lhes condições decentes de moradia?

Na região serrana do Rio de Janeiro, região afetada por grandes enchentes e deslizamentos no início do ano, pouca coisa mudou. Os recursos destinados à região, tanto federais quanto estaduais foram poucos, muito aquém do necessário para recuperar a área. As poucas verbas que chegaram aos municípios - segundo o Ministério Público que investiga o caso - ainda foram em parte usadas em licitações viciadas, beneficiando alguns empresários e políticos da região.

A única pergunta é quanto ao local e à intensidade; no entanto não restam dúvidas que em mais este verão teremos enchentes, desbarrancamentos e destruição. Por que os responsáveis pela administração pública se omitem e não tomam providências para organizar suas cidades e regiões, dando melhores condições de vida às suas populações? Faltam verbas? Mas e aquelas usadas em obras desnecessárias e pouco urgentes?

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