Diminuição de chuvas requer medidas de prevenção

sábado, 3 de janeiro de 2015
"(Ludwig von) Mises foi o primeiro a compreender integralmente que a divisão entre Stalin e Hitler, socialismo e fascismo, direita e esquerda, era uma ilusão, e que o movimento totalitarista baseado em Berlim era substancialmente similar àquele de Moscou. 'A terminologia da linguagem política é uma tolice'."  -  Kevin D. Williamson  -  O livro politicamente incorreto da esquerda e do socialismo

A crise da água está afetando grande parte do Brasil e, com exceção da região Norte, agora deverá ocorrer periodicamente no restante do país, segundo previsões de especialistas. Começa assim uma nova era, na qual a antiga fartura de água em grande parte do território nacional mais densamente habitado será condição do passado. Em sua vida diária e nas atividades econômicas a sociedade precisará gradualmente se adaptar ao novo clima: mais seco, com temperaturas crescentes e menores precipitações pluviométricas. As cidades e todas as atividades econômicas que ocorrem em seu interior – construção, indústria, comércio, turismo – e no seu entorno – agropecuária geração elétrica e mineração – serão fortemente afetados.
Os fatores causadores destas estiagens são, dentre os principais: o fenômeno do El Niño, variação da temperatura do oceano Pacífico que influencia o regime de chuvas; os impactos das atividades econômicas, como o crescimento das cidades e o aumento da frota veicular; as mudanças climáticas em todo o mundo; e, muito provavelmente, o incessante desmatamento da Amazônia. Estas as causas mais prováveis da redução do volume e freqüência das chuvas no Sudeste e Centro-Oeste do país. No Nordeste, observa-se há anos o agravamento da seca.
Céticos dizem que a fase de poucas chuvas poderá se estender por alguns anos e depois, assim como surgiu, desaparecer. A hipótese não é improvável, mas a se considerar a série histórica de medições da precipitação pluviométrica em várias partes do país, não é isto o que vem ocorrendo. As chuvas efetivamente vêm rareando e o país precisa se preparar para esta nova realidade.
A construção civil é um dos maiores usuários de água, no âmbito das atividades econômicas que se realizam na área urbana. Através do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) e com o apoio do Ministério do Meio Ambiente e do PNUMA (Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente) o setor da construção apresentou recentemente o estudo “Aspectos da Construção Sustentável no Brasil e Promoção de Políticas Públicas”. O trabalho apresenta 25 recomendações que servem de apoio à elaboração de políticas para incentivar o uso eficiente da água em edificações, através de campanhas educativas, incentivos econômicos e incorporação de novas tecnologias.
Outro setor econômico que se preocupa há algum tempo com a escassez de água é o agrícola. Através da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) o setor já pesquisa novas espécies de plantas mais resistentes à seca. Tendo decifrando o genoma (o mapa genético da planta) de espécies como o café, a soja, o milho, o feijão e o tomate, a empresa agora procura genes (partes do genoma) que inseridos no genoma da planta têm o potencial de tornar o vegetal mais resistente à seca.

Além destes, existem vários outros exemplos do que vem sendo feito para reduzir o uso de água: economia de água na pintura de automóveis; redução do uso de água na irrigação; uso de aditivos em substituição à água no concreto; medidas de reuso de água em residências, escritórios e fábricas; armazenagem e reutilização da água da chuva. São técnicas cujo uso precisa ser incentivado por associações e regulado pelo poder público; setores que devem liderar a iniciativa de implantar medidas preventivas com o objetivo de preparar o país para tempos mais secos.
(Imagens: fotografias de Cristiano Mascaro)

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