Frases de Meio Ambiente

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026


“Porque, por trás de tudo isso, está a verdade real que temos evitado: a mudança climática não é um 'problema' a ser adicionado à lista de preocupações, ao lado da saúde e dos impostos. É um chamado para o despertar da civilização. Uma mensagem poderosa — expressa na linguagem de incêndios, inundações, secas e extinções — que nos diz que precisamos de um modelo econômico inteiramente novo e de uma nova maneira de compartilhar este planeta. Diz-nos que precisamos evoluir.”

 

Naomi Klein (1970-), jornalista, escritora e ativista canadense citada por Goodreads

A frase do dia


“A vida é curta demais para ler um livro ruim.”


James Joyce (1882-1941), escritor, poeta e crítico literário irlandês, citado por Goodreads

Música de vanguarda

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026



Steve Reich



 

https://www.youtube.com/watch?v=Wxg6oMDv1Ds&list=PL7j1IgAZoq4HobPPVg91QKBpomp-spHmi&index=4


Steve Reich ou Stephen Michael Reich (Nova Iorque3 de outubro de 1936) é considerado um dos mais importantes compositores da música minimalista e da música modalista.

Estudou percussão aos catorze anos com o timpanista da Orquestra Filarmônica de Nova Iorque; formou-se em Filosofia na Universidade Cornell; estudou composição por dois anos com Hall Overton, de 1958 até 1961 na escola de música Juilliard. Além disso, estudou em institutos africanos e balineses. Em 1990 ganhou o Grammy de melhor compositor contemporâneo.

Recebeu o Prémio Pulitzer de Música em 2009 por Double Sextet.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Cazo

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

(Fonte: Blog do AFTM/Cazo)

Sergio Milliet (1898-1966)

Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site do Museu de Arte Moderna de São Paulo abaixo:

https://mam.org.br/exposicao/nova-aquisicao-sergio-milliet/

Desigualdade à brasileira

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

(Fonte: InfoMoney)

Documentário Desigualdade à brasileira 3 sobre a disparidade econômica no Brasil é parte da série Documentário de Impacto. 

Depoimentos mostram a realidade diária de grande parte da população brasileira, vítima da concentração de renda:

https://www.youtube.com/watch?v=VCYG9jECCyI

Outras leituras

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

 

“Mas, é claro, Reagan e Thatcher não estiveram sozinhos, nem foram pioneiros exclusivos do neoliberalismo e da financeirização. Em meados da década de 1970, o milionário David Rockfeller criou a Comissão Trilateral. Ela reuniu duzentos membros selecionados entre as elites político-econômicas dos Estados Unidos, da Europa e do Japão. Essa reunião tinha como objetivo propor uma carta de ações conjuntas diante dos impasses do capitalismo, basicamente a preocupação com a queda da taxa de lucro. É interessante notar o caráter reativo do documento produzido pela comissão. A ideia expressa no documento, significativamente denominado ‘A crise da democracia’, publicado em 1975, nada tinha de complexa. Dizia que o problema mundial estava no ‘excesso de democracia’. A democracia, para a comissão, precisava ter limites, de modo que uma elite seria melhor para o governo, e não um governo passível de ser pressionado por amplas bases populacionais. O que a Comissão visava era elaborar um argumento para que a sociedade se desfizesse dos compromissos da política que uniu Keynes com Ford. 

Preparou-se aí a tese de que o problema da queda da taxa de lucro das empresas advinha, especialmente, das reivindicações sindicais. O regime do Estado de bem-estar social havia gerado um poder sindical que precisava ser afastado. Deixou-se de lado a ideia de que uma sociedade de consumo de massas, com salários capazes de manter esse consumo aquecido e, ao mesmo tempo, controlado, faria o capital e o trabalho andarem juntos, resultando em progresso. Esse regime foi para o espaço quando o próprio modo de produção fordista deu mostras de não mais poder acelerar o ciclo produção/consumo. Quando esse fato se agrupou às vicissitudes da estagflação dos anos 1970, tudo começou a se encaminhar para a confluência de um novo casamento. Ford e Keynes se tornaram um casal fora de moda. O novo par adveio de um casamento celebrado com clérigos presentes para a cerimônia: foi a união de Thatcher e Reagan, com a bênção de Friedrich Hayek (1899‑1992) e Milton Friedman (1912‑2006), que haviam adquirido respeitabilidade acadêmica recente graças ao Prêmio Nobel em Economia que receberam, respectivamente, em 1974 e 1976.” (Ghiraldelli, págs. 56 e 57). 

 

Paulo Ghiraldelli (1957-), filósofo, escritor, professor e youtuber brasileiro em Capitalismo 4.0: Sociedades e Subjetividades

Leituras diárias

domingo, 18 de janeiro de 2026


 

“O rádio passava a ser, na década de 1930, portanto, o grande porta-voz das mudanças apresentadas pela cidade, mesmo considerando a questão do tempo. A velocidade do tempo mudava de acordo com as necessidades do trabalho. Tempo movido pela hora da entrada e da saída do trabalho, tempo de mudanças constantes entre construções e demolições difíceis de acompanhar, o tempo da programação radiofônica. Também o tempo da transmissão publicitária, e a necessidade de, nesse determinado período, fazer o ouvinte crer que precisaria comprar a mercadoria anunciada. Assim, o rádio se tornava cada dia mais integrado ao cotidiano de parte da população e adaptado ao ritmo e ao tempo industrializado. Também jogos de futebol e lutas, além de notícias e da programação cotidiana, faziam com que o rádio oferecesse lazer à população. O lazer podia estar circunscrito ao âmbito do rádio ou então nas reuniões organizadas em alguns lugares com a finalidade de apreciar a programação transmitida. Importantes centros de concentração de pessoas para escutar rádio eram os salões de ‘vendas’.”

“Assim, o lazer estava garantido, tendo como ponto principal a radiodifusão, mesmo àqueles que, não obstante a maior facilidade em se adquirir um rádio na década de 1930, ainda não tinham acesso ao aparelho. Afinal, as reuniões nas vendas traziam a oportunidade da conversa informal, da troca de informações cotidianas, das discussões em torno das notícias, da torcida em conjunto ou adversária nas transmissões esportivas, entre outras possibilidades.”

“A sociabilidade era de extrema necessidade para a sua produção agrícola, de forma que o território contava com uma vizinhança disposta a participar do auxílio mutuo, quando necessário. As possibilidades que o meio rural caipira fornecia às produções de subsistência ditavam a dieta caipira,  ‘[...] ligada à agricultura itinerante, à coleta, à caça e à pesca [...]’. Assim, é possível visualizar uma situação em que o agrupamento e seu consequente auxílio mútuo nas situações de trabalho para subsistência das famílias caipiras estava diretamente relacionada, ou mesmo se confundia com o meio em que viviam. Os bairros caipiras contavam com a criação de um laço de sobrevivência, que tornava a sociabilidade do bairro uma necessidade cotidiana, na realização dos trabalhos de subsistência. Assim, ficava clara a sua diferença em relação a uma economia de mercado, marcada pela troca por intermédio do dinheiro.”

“Os códigos de convivência nos bairros caipiras formavam uma rede de auxílio, conhecida como mutirão, no qual todos se ajudavam em caso de necessidades como na derrubada da mata a fim de criar um roçado, na plantação, na colheita, na limpeza dos gêneros cultivados. Também era um modo de auxilio na construção ou manutenção das moradias e estradas. Essas características de sociabilidades na manutenção da sobrevivência permitiam que fosse possível uma produção agrícola caipira com gêneros de subsistência, bem como a produção do arroz e do feijão. Esses códigos de organização da vida nos bairros caipiras ditavam regras de agradecimento, sendo que aquele que tivesse recebido auxílio com o mutirão devia oferecer aos trabalhadores a alimentação. Ao fim dos trabalhos também era de bom grado a oferta de uma festa, regada a música e pinga. Percebe-se que a sociabilidade de um território, no caso o bairro caipira, perpassava toda uma gama de construção da cultura caipira, que, na realidade do seu espaço geográfico, construía uma gama de relações culturais.”

“A situação econômica do caipira muitas vezes o obrigou a abandonar seu território, não considerando a terra como uma mercadoria, sendo ela o seu espaço de entrelaçamento entre socialização, trabalho e lazer. O meio em que vivia era por ele apossado, com a finalidade de suprir suas necessidades de sobrevivência. O avanço do latifúndio obrigava, muitas vezes, as famílias a abandonarem suas posses, sem os títulos de propriedades, se tornavam presas de grileiros. Considera-se essa situação como uma das causas da migração caipira para a cidade. No centro urbano, ele tinha que se adequar a novas situações que alteraram sua forma de vida o que levou a readequações em toda sua organização social. Entre elas, o contato com os vizinhos e o lazer praticado muitas vezes no próprio local de trabalho.”

“Na situação de migrante, o caipira estava impossibilitado de exercer no meio urbano a cultura com a qual estava acostumado no ambiente rural. Enquanto cultura, pensa-se aqui todo ato de organização de vida, bem como a economia, as relações entre pessoas, as festividades e suas características, as cantorias, a religiosidade, enfim, todos os aspectos inseridos na vida caipira. O espaço da cidade não oferecia possibilidades aos migrantes de exercerem integralmente todas essas características culturais, obrigando os migrantes a se adequar às novas condições de vida. Não quer dizer que abandonassem todo seu conhecimento anterior e recomeçassem a partir do nada, para constituir um novo modelo cultural.”

“Nessas oportunidades, a produção cultural de Monteiro Lobato e Cornélio Pires acerca do caipira também era responsável por estabelecer espaços diferenciados entre o rural e o urbano. Marcavam diferenças que acabavam por sedimentar a separação entre esses meios, ora adjetivando positivamente, ora negativamente ambos.”

 

Bruno Elton Ferreira, doutor em História e professor universitário em Sonoridades caipiras na cidade: A produção de Cornélio Pires (1929-1930)

Mike Luckovich

Se Trump fosse presidente em 1939

(Fonte: Mike Luckovich/r/europe)
 
"Foi a Inglaterra que começou..." 

Alan Sieber

sábado, 17 de janeiro de 2026

(Fonte: Alan Sieber)

Robert Green Ingersoll

“Ministros da religião dizem ensinar a caridade. Isto é natural. Eles vivem de doações. Todos os pedintes ensinam que os outros devem doar.”

 

Robert Ingersoll (1833-1899), livre-pensador, orador, político e escritor estadunidense defensor do agnosticismo, citado por Darrel W. Ray em The God Virus

O que eles pensam

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

 

“Uma coluna do jornal The New York Times, de autoria de Michelle Goldberg, faz uma admissão importante: a de que estiveram certos  aqueles que durante todos estes anos defenderam a tese de que Donald Trump representa um fascismo do século 21.”

 

Rui Tavares, historiador e deputado na Assembleia da República de Portugal, autor de Agora, Agora e Mais Agora, em artigo A Pulsão de Trump é totalitária, publicado no jornal Folha de São Paulo em 14/01/25

Maringoni

(Fonte: A Terra e Redonda/Maringoni)

Duke

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

(Fonte: Duke/Brasil Escola)

A frase do dia

 

“Aquilo que não é bem nem mal senão para um particular, e que pode ser o contrário disso com relação ao resto dos homens, não pode ser visto em geral como um mal ou como um bem.”

 

Luc Clapier, Marquês de Vauvenargues (1715-1747), escritor e moralista francês em Das Leis do Espírito - Florilégio Filosófico

Banco Master e as privatizações

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

No ambiente obscuro das privatizações, veja o que acontece. Também no caso do banco Master, existem ligações entre privatização e negócios escusos.

Entenda por que muitos políticos e empresários temem que o caso do banco Master seja investigado a fundo e divulgado.

É preciso colocar às claras o caso e publicar o nome de todos direta e indiretamente envolvidos. 

Veja entrevista do Prof. Kobori ao canal do ICL:

https://www.youtube.com/watch?v=6rApx5gpKww

Roger Scruton


“Com o tempo, podemos supor, os deuses escolheram deixar as festas em que eram revelados para se tornarem objetos de estudo teológico. Mas os seus festivais permaneceram como a principal forma pela qual as comunidades praticavam o estado de pertencimento por meio de atividades recreativas que restauravam o significado partilhado do seu mundo. Um desses festivais era o dedicado a Dionísio, em Atenas, quando os poetas competiam pela aprovação da multidão com as suas histórias trágicas de deuses e heróis. E algumas dessas tragédias sobreviveram, exemplos da mais elevada arte e testemunho de uma longa tradição de especulação e discernimento. Essa genealogia é, obviamente, uma ficção. Mas creio que seja uma ficção esclarecedora, que explica no tempo as conexões atemporais entre coisas contíguas. Leva-nos das necessidades específicas do caçador-coletor ao nascimento da religião revelada, daí ao culto organizado e ao festival comunitário e, finalmente, à cultura como um subproduto genial das nossas celebrações festivas. 

A conexão entre culto e cultura pode ser feita de outras maneiras, mas sua plausibilidade intrínseca é exibida na história que contei, e essa história suscita o seguinte pensamento. A cultura cresce a partir da religião; e a religião vem de uma necessidade da espécie. Mas a cultura gerada por uma religião também pode ter um olhar cético em relação a esta. Isso tem acontecido muitas vezes, e, na verdade, já vinha acontecendo no teatro grego. Não apenas os deuses e heróis passaram a ser satirizados por Aristófanes (446  a. C. -386 a. C.); as histórias solenes desses mesmos deuses e heróis foram contadas por Ésquilo  (c. 524 a. C. - c. 555 a. C.) e Eurípides (c. 480 a. C.- c. 406 a. C.) com um ar de distanciamento, como alegorias da condição humana, em vez de descrições literais de acontecimentos imortais. Não que os trágicos não acreditassem nos deuses. A julgar pelas obras que sobreviveram, eles não acreditavam nem desacreditavam, considerando a crença como, de alguma forma, irrelevante para a sua tarefa, que era a de capturar e ilustrar o significado do mundo. Tal como Platão (c. 428 a. C. - c. 348 a. C.) e Sócrates (c. 470 a. C. - c. 399 a. C.), eles viam as histórias dos deuses como mitos e tratavam o mito como outro modo de conhecimento, distinto tanto da ciência racional como da narrativa. Eles acreditavam em Deus e não nos deuses, e o seu Deus era, como o de Platão, Sócrates e Aristóteles, infinito, eterno, inescrutável, julgando um mundo que realmente não O contém.” (Scruton, págs. 33 e 34). 

“Contudo, mesmo na sua forma mais ateísta, a arte ocidental demonstra um grande respeito pelo mito, vendo-o tal como os trágicos gregos o viam – um veículo por meio do qual as verdades secretas da condição humana podem ser transmitidas em formato alegórico. Wagner (1813 - 1883) reescreveu os mitos germânicos e as lendas medievais, incorporando-os em obras de arte expressamente modeladas nas tragédias de Ésquilo. Desde então, tem sido comum entre os artistas representar a verdade espiritual da condição humana, utilizando-se de mitos antigos em formato de romance. Aos poucos a arte assumiu a tarefa de simbolizar as realidades espirituais que escapam ao alcance da ciência da religião. Dessa forma, à medida que a religião perdeu o seu domínio sobre a imaginação coletiva, a cultura passou a parecer cada vez mais importante, sendo o canal mais confiável por meio do qual ideias éticas elevadas podem entrar nas mentes das pessoas cépticas.” (Scruton, pág. 36). 

 

Roger Vernon Scruton (1944-2020), filósofo, escritor e crítico social inglês em A cultura importa: fé e sentimento em um mundo sitiado

O que foi o CINEMA NOVO?

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

 (Fonte: Adorocinema)

Documentário sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico surgido no Brasil no anos 1960, fortemente influenciado pelo neorrealismo do cimena italiano e a Nouvelle Vague (Nova Onda) do cinema francês.

O contexto reflete a situação social e econômica do país nos anos 1960 (industrialização, migrações internas, ditadura civil-militar, tropicalismo, etc.)

O movimento, liderado por cineastas como Nelson Pereira dos Santos, Anselmo Duarte, Glauber Rocha, Cacá Diegues, Leon Hirszman e Alex Viany, entre outros, projetou o cinema brasileira no cenário internacional.

Veja o documentário no link abaixo:

Leituras diárias

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 

“O começo de 1975 traria ao jornal uma mudança simples, porém simbólica. A partir da edição 289, da última semana de janeiro, o artigo que antecedia o nome do hebdomadário desde o primeiro número seria suprimido. Daquele momento em diante o jornal passava a ser identificado na capa apenas como Pasquim. A brisa da ainda incipiente abertura política também começa a soprar para os lados do Pasquim. Os novos parlamentares haviam sido empossados poucos dias antes, quando em 24 de março de 1975 o telefone tocou na mesa de Dona Nelma. Do outro lado da linha, quem ligava pedia para falar com Jaguar. Nelma passa o aparelho ao editor, com Sérgio Augusto ao lado. O que parecia trote era um curto recado de apenas duas frases vindo de Brasília. A primeira parte parecia um bálsamo, uma mensagem há muito aguardada: ‘Vocês agora não precisam mandar mais nada para a censura’. O aviso se completava com uma quase ameaça e uma incumbência: ‘Agora a responsabilidade é de vocês’. Jaguar pôs o telefone no gancho e falou: ‘Estamos fodidos. Agora, como vamos fazer o jornal?’.

De imediato, houve uma discussão muito tensa. A edição que estava sendo preparada para ser enviada aos censores já estava praticamente fechada. Era uma edição comemorativa, a de número 300, com 40 páginas e com entrega programada para dali a cinco dias. Estava prevista, inclusive, uma página desenhada por Demo. Os personagens de Jaguar, Millôr, Ziraldo e Sérgio Augusto eram facilmente identificáveis. Millôr resolveu mexer na edição e testar os limites da censura que acabara de ser revogada. Na página 3 do jornal, escreveu: ‘A responsabilidade sempre foi nossa’, no texto que trazia o título óbvio e provocador de ‘Editorial sem censura’. E prossegue: ‘A ausência de censura no Pasquim é assim, neste momento e neste país, um privilégio amedrontador e quase insuportável’. Até chegar ao final de uma maneira irônica e agressiva. ‘Num país em que publicações como Tribuna da Imprensa, Veja, Opinião, O São Paulo continuam a ser editadas pela ignorância, pelo tédio e até pelo ódio pessoal dos censores, e o periódico Argumento está definitivamente proibido de circular, este jornal, só, pobre, sem qualquer cobertura – política, militar ou econômica – e que tem como único objetivo a crítica aos poderosos, não pode se considerar livre.’” (Pinheiro, págs. 124 e 125)


Márcio Pinheiro, jornalista e escritor brasileiro em Rato de redação; Sig e a história do Pasquim

Andre Dahmer

domingo, 11 de janeiro de 2026


                                         (Fonte: Andre Dahmer/Folha de São Paulo) 

Torquato Bassi (1880-1967)

Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site Guia das Artes abaixo:

https://www.guiadasartes.com.br/torquato-bassi/pintor

Neurobiologia vegetal

sábado, 10 de janeiro de 2026

(Fonte: BBC)

A neurobiologia vegetal é um novo ramo da ciência, que se propõe a investigar como as plantas captam, processam e respondem às informações do ambiente. Ciência de desenvolvimento recente, possui abordagens reducionistas e outras de caráter mais amplo.

Aspecto principal, no entanto, é que a neurobiologia vegetal abre novas perspectivas para as ciências, tanto biológicas quanto humanas, na maneira de encarar a natureza, a ciência em geral e o modo como enxergamos o mundo e a nós mesmos. 

Nesta longa entrevista do jornal IHU Online com o pesquisador e doutor em antropologia Guilherme Soares, publicada em 08/01/2026, são discutidos diversos aspectos deste interessante tema:

Essa não poderia faltar

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Black Sabbath

 Lord of this World (1971)

https://www.youtube.com/watch?v=rCJ95vya8l0&list=PL5JzXwEXiQubyyAnTq9bs8OkZzJiHaXmn&index=6

O inferno de Borges

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Ontem, dia 7/01 foi o Dia do Leitor. 

Lembramos (atrasados) da data e publicamos o texto abaixo da Profa. Dra. Luciana Molina, originalmente publicado no site A Terra é Redonda em 31/12/2025:

https://aterraeredonda.com.br/o-inferno-de-borges/

08/01/23 - NUNCA MAIS!

(Fonte: FESERVMG)

Zygmunt Bauman

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

 

“Sem meias palavras, o capitalismo é um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento. Mas não pode fazer isso sem prejudicar o hospedeiro, destruindo assim, cedo ou tarde, as condições de sua prosperidade ou mesmo de sua sobrevivência.” 

“Escrevendo na época do capitalismo ascendente e da conquista territorial, Rosa Luxemburgo não previa nem podia prever que os territórios pré-modernos de continentes exóticos não eram os únicos ‘hospedeiros’ potenciais, dos quais o capitalismo poderia se nutrir para prolongar a própria existência e gerar uma série de períodos de prosperidade.” 

“As pessoas que se recusam a gastar um dinheiro que ainda não ganharam, abstendo-se de pedi-lo emprestado, não têm utilidade alguma para os emprestadores, assim como as pessoas que (levadas pela prudência ou por uma honra hoje fora de moda) se esforçam para pagar seus débitos nos prazos estabelecidos. Para garantir seu lucro, assim como o de seus acionistas, bancos e empresas de cartões de crédito contam mais com o ‘serviço’ continuado das dívidas do que com seu pronto pagamento. Para eles, o ‘devedor ideal’ é aquele que jamais paga integralmente suas dívidas.” 

“A principal tarefa (e, portanto, a legitimação) do Estado capitalista é garantir que ambas as condições se cumpram. O Estado tem, portanto, duas coisas a fazer. Primeiro, subvencionar o capital caso ele não tenha o dinheiro necessário para adquirir a força produtiva do trabalho. Segundo, garantir que valha a pena comprar o trabalho, isto é, que a mão de obra seja capaz de suportar o esforço do trabalho numa fábrica. Portanto, ela deve ser forte, gozar de boa saúde, não estar desnutrida e ter o treinamento necessário para as habilidades e os hábitos comportamentais indispensáveis ao ofício industrial. Estas são despesas que os aspirantes a empregadores capitalistas dificilmente poderiam enfrentar se tivessem de assumi-las, porque o custo de contratar trabalhadores se tornaria exorbitante.” 

“Para manter vivo o capitalismo, não era mais necessário ‘remercadorizar’ o capital e o trabalho, viabilizando assim a transação de compra e venda deste último: bastavam subvenções estatais para permitir que o capital vendesse mercadorias e os consumidores as comprassem. O crédito era o dispositivo mágico para desempenhar (esperava-se) esta dupla tarefa. E agora podemos dizer que, na fase líquida da modernidade, o Estado é ‘capitalista’ quando garante a disponibilidade contínua de crédito e a habilitação contínua dos consumidores para obtê-lo.”

 

Zygmunt Bauman (1925-2017), sociólogo, filósofo e ensaísta polonês-britânico em Capitalismo Parasitário

Spacca

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

 (Fonte: Instagram/Spacca)

O que dizem os jornalistas

 

Henry Louis Mencken, também conhecido como H. L. Mencken (1880-1956), foi um jornalista e crítico social norte-americano. Escreveu sobre a cena social, literatura, música, políticos proeminentes e movimentos culturais contemporâneos. Sua reportagem satírica sobre o Julgamento de Scopes, que ele apelidou de "Julgamento do Macaco", também chamou atenção do público. Como acadêmico, Mencken é conhecido por The American Language, um estudo em vários volumes sobre como a língua inglesa é falada nos Estados Unidos. Como admirador do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, era oponente declarado da religião organizada, do teísmo e da democracia representativa, a última das quais ele via como um sistema em que homens inferiores dominavam seus superiores. Mencken era um defensor do progresso científico e era crítico de práticas como a osteopatia e da quiropraxia, além de crítico da economia estadunidense de seu tempo.

(Fonte do texto: adaptação de conteúdo da Wikipedia)

 

Algumas observações de H. L. Mencken:


A convenção social mais curiosa da grande era em que vivemos é a de que as opiniões religiosas devem ser respeitadas. Seus efeitos perversos devem ser suficientemente claros para todos. Tudo o que ela consegue é (a) lançar um véu de santidade sobre ideias que violam toda decência intelectual e (b) transformar todo teólogo em uma espécie de libertino por direito próprio.

O livre-arbítrio, ao que parece, ainda é um dogma essencial para a maioria dos cristãos. Sem ele, as crueldades de Deus levariam a fé ao limite. Mas, fora do redil, ela está gradualmente entrando em decadência. Homens da ciência lhe deram golpes devastadores e, entre leigos de mente inquisitiva, ela parece estar dando lugar a uma espécie de determinismo apologético — um determinismo, pode-se dizer, temperado por observações deficientes. Mark Twain, em seu íntimo, era um desses deterministas. Em seu "O Que É o Homem?", você o encontrará em sua despedida do libertarianismo.”

A capacidade dos seres humanos de suportarem uns aos outros parece ser imensamente maior do que a de qualquer outro animal.”

Uma celebridade é alguém que é conhecido por muitas pessoas que ela se alegra por não conhecer.”

O Congresso é composto por um terço, mais ou menos, de canalhas; dois terços, mais ou menos, de idiotas; e um terço, mais ou menos, de poltrões.”

Quando se trata da imortalidade da alma, seja ela qual for, só posso dizer que me parece totalmente inacreditável e absurda. Não só não há evidências plausíveis para isso: há uma enorme quantidade de evidências irrefutáveis ​​contra ela, e essas evidências aumentam em peso e coerência cada vez que um teólogo abre a boca.”

"O estudo do fenômeno massivo e instrutivo do pecado sempre faz com que os teólogos morais nutram dúvidas cada vez maiores sobre a liberdade da vontade, e alguns dos mais talentosos deles, notadamente Agostinho, Lutero e Calvino, quase a abandonaram completamente. Como, de fato, isso pode ser conciliado com a onisciência e onipotência de Deus, o primeiro postulado de toda a religião revelada? Se Ele sabia que eu iria me dedicar esta noite ao presente livro obsceno, para escândalo da Verdadeira Fé e ameaça às almas, então por que não me desviou para um trabalho mais digno?”

É um lugar-comum da ciência moral que a moral absoluta é impossível — em outras palavras, que todos os homens pecam. O que frequentemente é ignorado é que a mesma falibilidade se manifesta no nível mais elevado do que se chama honra, que é simplesmente a moralidade de homens superiores.”

O homem médio, quaisquer que sejam seus erros, pelo menos vê claramente que o governo é algo que está fora dele e da generalidade de seus semelhantes — que é um poder separado, independente e frequentemente hostil, apenas parcialmente sob seu controle e capaz de lhe causar grandes danos.”

Depois de condenar políticos por muitos anos, como canalhas e vagabundos, impostores e vigaristas, às vezes suspeito que, como todos os outros, muitas vezes espero demais deles. Embora a fé e a confiança sejam certamente mais ou menos estranhas à minha natureza, não é raro que me veja esperando que sejam capazes, diligentes, sinceros e até honestos.

Um dos méritos da democracia é bastante óbvio: é talvez a forma de governo mais encantadora já concebida pelo homem. A razão não é difícil de encontrar. Baseia-se em proposições que são palpavelmente falsas — e o que não é verdade, como todos sabem, é sempre imensamente mais fascinante e satisfatório para a vasta maioria dos homens do que o que é verdade.

 

(Fontes: Livro A Mencken Chrestomathy e site Goodreads)

José Kobori

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Entenda a situação envolvendo o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelo governo dos Estados Unidos.

Veja explanação de José Kobori, economista, professor, escritor e empresário referência em finanças, no vídeo O ataque à Venezuela e a Nova Ordem Mundial:

https://www.youtube.com/watch?v=abm41jWCmGc

Ler

(Elvis Presley)
Não perca tempo na vida! Leia! 

Criminoso - Tonico e Tinoco

domingo, 4 de janeiro de 2026

 Música brasileira 


Tonico e Tinoco

Música: Criminoso (1964)

Álbum: Viola Lascada (regravação em 1996)



https://www.youtube.com/watch?v=I-uHiIZ_61o&list=RD0VZUMyHr14I&index=2


Criminoso

O tal de Quirino Basto
Foi pior que o Lampião
Matava por passá tempo
Na mais crué judiação
Quantas môças que morreram
Nas garras do valentão
Quanto sangue derramado
Quanto luto no sertão.

No seu cavalo assassino
Por nome de satanais
Quirino Basto chegou
Lá no vendinha do Brais
Provocando a rapaziada
Costume que sempre fais
Estou aqui porque cheguei
Sem beber ninguém não sai

Tinha um menino na venda
Foi saindo ali do meio
Pinga à força eu não bebo
Falou mesmo sem receio
Quirino deu uma risada
Vai bebê menino feio
Home de barba na cara
Tenho cortado de reio

Barba na cara eu não tenho
Os meus atos eu determino
Eu não tenho pai nem mãe
Nem sei qual é o meu destino
Mas eu tenho educação
Apesar de ser menino
Venha de reio cortar
Se tu fôr homem Quirino

Pela guascada do reio
Com uma bala ele encontrou
Quirino puxou o revólver
Mas suas forças acabou
Quirino deu quatro voltas
Caiu no chão e falou
Me perdoe rapaziada
Que o menino me matou.

Compositores: Joao Salvador Perez (Tonico)), Jose Perez (Tinoco) 


Tonico & Tinoco foi uma dupla caipira formada pelos irmãos João Salvador Perez (São Manuel, SP, 19171994), o Tonico, e José Salvador Perez (Botucatu, SP, 1920-2012), o Tinoco, considerada uma das duplas mais importantes da história da música caipira. Em 59 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram quase 1 000 gravações, divididas em 83 discos. A dupla é um dos recordistas de vendas no Brasil e, de acordo com diferentes fontes, suas vendas totais variam entre 20 milhões e 50 milhões de discos. A dupla realizou cerca de 40 000 apresentações em toda a carreira.

(...) Em São Paulo, inscreveram-se no programa de calouros comandado por Chico Carretel (Durvalino Peluzo), na Rádio Emissora de Piratininga. O capitão Furtado, que estava sem violeiro em seu programa Arraial da Curva Torta, na Rádio Difusora, promoveu então concurso para preencher a vaga: os dois irmãos, formando a dupla Irmãos Perez, cantaram o cateretê "Tudo tem no sertão" (Tonico). Classificados para a final, interpretaram de Raul Torres e Cornélio Pires, (esse último um radialista e pesquisador que foi pioneiro no estudo da vida sertaneja, especialmente a paulista, e que deixou uma extensa obra a respeito.) "Adeus Campina da Serra". Quando terminaram, o auditório aplaudiu de pé, em meio a lágrimas. Todos pediam bis àquela dupla que cantava diferente, com afinação, fino e alto. Todos os outros violeiros foram abraçá-los. O cronômetro marcava 190 segundos de aplausos, contra apenas 90 segundos da dupla segundo colocada.

(...) Apresentaram o Programa Na Beira da Tuia nas seguintes emissoras —Bandeirantes (1983),e SBT (1988), Cultura (Viola, Minha Viola). Realizaram grandes eventos, como: A Grande Noite da Viola, no Maracanãzinho/Rio de Janeiro (1981), Teatro Municipal de São Paulo (1979), Semana Cultural Tonico e Tinoco no Centro Cultural de São Paulo (1988) e o Troféu Tonico e Tinoco (1992). No mesmo ano, realizaram um show em conjunto com Chitãozinho e Xororó na cidade de São Bernardo do Campo (SP), onde foram prestigiados por mais 100 000 espectadores. Entre as inúmeras premiações destacamos: 04 Roquetes Pinto, Medalha Anchieta (Comenda da Cidade de São Paulo), Ordem do Trabalho (Ministro do Trabalho Almir Pazzianoto), Ordem do Mato Grosso (Comendador), Troféu Imprensa, 02 Prêmios Sharp de Música e o Prêmio Di Giorgio. O slogan "A Dupla Coração do Brasil", surgiu em 1951, quando o humorista Saracura resolveu batizá-los assim, pela interpretação de todos os ritmos regionais.

A dupla passou por todas as mudanças na música sertaneja, mas jamais mudou seu estilo, copiadíssimo durante as décadas de 1950 e 1960.

 

(Fonte do texto: Wikipedia)

Samil

(Fonte: X/Samil)
("As drogas que Trump está proocurando na Venezuela")
 

Luiz Sacilotto (1924-2003)

sábado, 3 de janeiro de 2026

Conheça mais sobre a vida e obra do artista no site Artes e Artistas abaixo:

https://arteeartistas.com.br/luiz-sacilotto-biografia-e-sua-obra/

Píndaro


 

O sonho de uma sombra

 

A sorte dos mortais
cresce num só momento;
e um só momento basta
para a lançar por terra,
quando o cruel destino
a venha sacudir.

Efêmeros! Que somos?
Que não somos? O homem
é o sonho de uma sombra.
Mas quando os deuses lançam
sobre ele a luz,
claro esplendor o envolve
e doce é então a vida.

 

Píndaro (527-437 aec), poeta lírico grego em Pítica 8