Perguntando é que se aprende! (V)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Lá se foram os tempos em que o PT criticava seus opositores, dizendo que era contra a privatização da infraestrutura. Nenhum partido, no entanto, tem o mérito da coerência. Todos, sem exceção, já afirmaram coisas que depois negaram; eram favoráveis a idéias que depois refutaram.

O governo, depois de se opor por muitos anos a privatização, teve que dar o braço a torcer. Às vésperas da Copa do Mundo, o pais não tem aeroportos suficientes e devidamente equipados para atender às milhões de pessoas que visitarão o Brasil por ocasião do evento.

Começam os processos de privatização parcial de alguns aeroportos. Mas já se sabe de antemão que toda a iniciativa chegou tarde, já que nem tudo - ou pouca coisa - ficará pronto até a Copa.

Pelo menos nós, que esperamos estar por aqui até depois do evento internacional, teremos algum benefício com a coisa toda; aeroportos mais amplos e alguns até novos no futuro. Resolveu-se, assim, metade do problema.

A outra parte da dificuldade é a operação dos aeroportos. Quem garantirá que a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) cuidará dos interesses dos usuários dos aeroportos? Tomando como base a história pregressa da agência, as referências não são lá muito boas; seja no controle da gestão dos aeroportos, quanto na atuação das companhias aéreas. 

As agências de controle criadas pelo governo - ANATEL, ANA, ANVISA, ANEEL, entre outras - não tem cumprido seu papel, deixando os direitos do consumidor ou do usuário muitas vezes serem desrespeitados.

Como será possível garantir que no caso da operação dos aeroportos, o consumidor não fique de novo a ver navios? 

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