“Assim,
o mundo opera sobre nós como uma máquina pedagógica, dando momentos de
satisfação como reforço positivo a nossas boas ideias. Depois de séculos,
aprendemos quais são os tipos possíveis de entendimento e como podemos chegar a
eles. Aprendemos a não nos preocupar com finalidades, pois essas preocupações
nunca levam ao tipo de prazer que buscamos. Aprendemos a abandonar a busca de
certeza, porque os entendimentos que nos deixam felizes nunca são certos.
Aprendemos a fazer experimentos, sem nos preocupar com a artificialidade de
nossas montagens. Desenvolvemos um senso estético que nos fornece pistas sobre
teorias que funcionarão, o que aumenta ainda mais nosso prazer quando elas
realmente funcionam. Nossos entendimentos são cumulativos. Não é algo
planejado, é imprevisível, mas leva ao conhecimento confiável e nos dá alegria
ao longo do caminho.”
Steven Weinberg (1933-2021), físico teórico e Prêmio
Nobel de Física estadunidense em Para
Explicar o Mundo – A descoberta da ciência moderna


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